DANO COLATERAL

Ex-secretário associa sobrecarga neonatal a plano de Braide

Andre Reis
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Ex-secretário Braide
Ex-secretário disse que Braide já se preparava para disputar o Governo, citando a reorganização dos serviços do Hospital da Criança e gerando sobrecarga na rede

SÃO LUÍS, 25 de junho de 2026  O ex-secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, questionou decisões adotadas durante a gestão do ex-prefeito Eduardo Braide na área da saúde. As declarações ocorreram durante debate promovido pelo UQ! Podcast, em São Luís. Segundo ele, algumas medidas administrativas teriam sido influenciadas pelo projeto político de Braide de disputar o Governo do Maranhão.

Durante a discussão, Tiago afirmou que Braide já se preparava para a eleição estadual enquanto administrava a capital, apontando mudanças realizadas no Hospital da Criança após a reinauguração da unidade.

Para o ex-secretário, a interrupção do atendimento destinado a recém-nascidos de até oito dias de vida gerou impactos na rede pública de saúde.

Segundo Tiago, a retirada de um serviço de uma unidade faz com que a demanda seja absorvida por outros hospitais e maternidades. Por isso, ele questionou os motivos que levaram ao encerramento de um atendimento que, de acordo com seu relato, era oferecido há anos.

“Quando um serviço é interrompido, alguém deixa de ser atendido. Quando uma porta se fecha, a pressão aparece em outro lugar da rede. Por que um atendimento que foi mantido por anos deixou de existir de forma tão abrupta? As disputas políticas passam. Mas os impactos das decisões ficam pra quem mais precisa”, afirmou.

No debate com o ex-secretário municipal de Saúde, Dr. Joel Nunes, Tiago também defendeu o princípio da universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele destacou que São Luís recebe pacientes de outros municípios porque concentra serviços de média e alta complexidade e recebe recursos para esse atendimento.

Ao concluir, o ex-secretário afirmou que mudanças na assistência à saúde produzem efeitos diretos na população. Segundo ele, os impactos dessas decisões devem ser discutidos, principalmente quando envolvem serviços voltados ao público infantil e a pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

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