
MARANHÃO, 25 de junho de 2026 — A Polícia Federal (PF) realizou, na manhã desta quinta (25), uma operação de busca e apreensão contra o deputado federal Josimar Maranhãozinho. A medida foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, dentro de uma investigação sobre suposto desvio de emendas parlamentares. O parlamentar nega as acusações.
Segundo as investigações, os agentes apuram um esquema relacionado à destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. O caso amplia a pressão sobre o deputado dentro do PL. Em março deste ano, o plenário do STF condenou Josimar por crime relacionado ao mesmo tipo de prática investigada atualmente.
A situação do parlamentar já havia provocado desgaste político dentro da legenda. Após as eleições municipais de 2024, o ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu publicamente a expulsão de Josimar Maranhãozinho e do deputado Pastor Gil do partido.
Na ocasião, Bolsonaro afirmou que o PL não deveria manter filiados investigados por esquemas de corrupção.
A cobrança ocorreu após denúncia da Procuradoria-Geral da República. De acordo com a acusação, Josimar teria destinado R$ 21,1 milhões em emendas Pix para 15 municípios maranhenses.
Desse total, cerca de R$ 9 milhões foram enviados para três cidades administradas por parentes ou ex-integrantes de seu gabinete. Além disso, a crise levou ao afastamento da deputada federal Detinha do comando do PL Mulher no Maranhão.
Mesmo após a nova operação da PF e da condenação no STF, Josimar Maranhãozinho continua negando irregularidades e afirma não temer sanções internas no partido.







