Justiça Eleitoral barra candidatura de Roberto Rocha ao governo

MARANHÃO, 14 de setembro de 2026 — O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) indeferiu nesta segunda (14) o registro da candidatura de Roberto Rocha (PRTB) ao Governo do Estado. A Corte entendeu que o ex-senador não comprovou filiação válida ao partido pelo prazo mínimo de seis meses antes da eleição. A decisão ocorreu no julgamento de uma impugnação apresentada por Lariane Telles Mendonça (Novo), candidata a deputada federal. Ela questionou a filiação de Roberto ao PRTB, reconhecida pela Justiça com efeito retroativo a 4 de abril, embora ele aparecesse como filiado ao Novo. Segundo Lariane, Roberto continuou se apresentando publicamente como integrante do Novo mesmo depois da data em que afirma ter entrado no PRTB. Para o TRE-MA, não houve prova suficiente de que ele cumpriu o prazo mínimo exigido pela legislação eleitoral. O caso foi comparado ao de Pablo Marçal, cuja candidatura à Presidência foi rejeitada pelo TSE na sexta (11). Marçal também tentou concorrer pelo PRTB após obter decisão judicial sobre sua filiação. As situações, porém, têm outras circunstâncias próprias. Na semana passada, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do TSE, negou um pedido para impedir Roberto de acessar fundos, propaganda e debates. Ele não analisou a filiação nem o registro e entendeu que o TSE não deveria agir antes do fim do julgamento no TRE-MA. A defesa de Roberto Rocha ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral. Enquanto o recurso estiver pendente, a candidatura segue as regras previstas para registros sub judice, ou seja, que ainda aguardam uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral.
PT libera milhões para condenados no mensalão e no petrolão

BRASÍLIA, 14 de setembro de 2026 — O PT liberou 3,9 milhões de reais para tentar eleger como deputados federais políticos que foram condenados nos esquemas de corrupção do mensalão e do petrolão. Além do dinheiro do partido, os candidatos têm apoio da militância, de sindicatos e de movimentos sociais. O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que foi condenado nos dois escândalos a penas que somaram mais de 30 anos de prisão, disputará vaga de deputado federal em São Paulo. Ele recebeu 1,1 milhão de reais do PT para sua campanha e conta com o apoio da militância. Para não deixar dúvida sobre quem é seu maior cabo eleitoral, Dirceu exibe nas redes sociais fotos recentes ao lado do presidente Lula. Dirceu começou a se reaproximar do PT, de Lula e da política em 2022, quando o presidente convidou o ex-ministro para coordenar os “comitês populares de luta” no Distrito Federal. O ex-ministro tem forte apoio dos militares do MST para retornar ao Congresso. Outro que tem chances é o ex-deputado André Vargas, do Paraná, que recebeu 841 mil reais para a campanha. Ele chegou a ser vice-presidente da Câmara, mas teve o mandato cassado durante a Operação Lava-Jato, quando foi preso e condenado por corrupção. André Vargas tornou-se uma espécie de interlocutor junto ao governo para assuntos relacionados ao Paraná, sendo recebido por ministros do governo do PT, inclusive os palacianos. Vargas já teve agendas com a ex-ministra das Relações Institucionais Gleisi Hoffmann e o atual titular da pasta, José Guimarães. O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, condenado no mensalão a 9 anos e 4 meses de prisão, é mais um que disputa uma vaga de deputado federal por São Paulo. O partido deu a ele 1,1 milhão de reais para a campanha. O ex-parlamentar formou-se em Direito quando cumpria pena. Com a volta de Lula ao governo, tornou-se um advogado bem-sucedido. Ele recebeu pedido pessoal do presidente Lula para retornar à política. O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, que disputa uma vaga de deputado federal por Goiás, recebeu 780 mil reais do PT e tem forte apoio de sindicatos em sua campanha. Ele foi condenado no mensalão e no petrolão a penas de 12 anos de cadeia. O petista também tem utilizado a imagem do presidente da República para impulsionar sua candidatura.
TCE-MA barra contrato de empresa após salto de capital em ITZ

IMPERATRIZ, 14 de setembro de 2026 — O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) determinou a suspensão da execução financeira de um contrato de R$ 23,4 milhões da Prefeitura de Imperatriz. A medida atinge serviços de pavimentação asfáltica e foi tomada após a fiscalização apontar indícios de irregularidades na licitação. A Concorrência Eletrônica SRP nº 007/2025 levou à contratação da NEX Empreendimentos Ltda. Segundo o TCE-MA, há sinais de possível direcionamento, falhas na comprovação da capacidade técnica da empresa e atraso na divulgação do edital no Portal Nacional de Contratações Públicas. O tribunal também considerou atípica a mudança no capital social da empresa, que teria subido de R$ 10 mil para R$ 8 milhões pouco antes da licitação. Além disso, a fiscalização citou a abertura e posterior baixa de uma filial no endereço da empresa responsável por fornecer atestados técnicos à contratada. Os técnicos ainda questionaram a validade dos documentos apresentados e a relação profissional entre a contratada e a empresa que emitiu os atestados. Também apontaram que a licitação proibiu consórcios, embora a Prefeitura tenha permitido esse tipo de participação depois, em uma concorrência de objeto semelhante. A relatora, conselheira Flávia Gonzalez Leite, entendeu que havia elementos para conceder a medida cautelar. Portanto, o prefeito Rildo Amaral e o secretário Vilmar Dantas Nóbrega não podem autorizar pagamentos ligados ao Contrato nº 02/2026 até nova decisão. O plenário aprovou a medida por unanimidade.
PF encontra mensagens sobre apoio do PCC a Vorcaro na prisão

BRASÍLIA, 14 de setembro de 2026 — Mensagens analisadas pela Polícia Federal revelam que integrantes da “Turma”, envolvidos em ações clandestinas relacionadas ao caso Banco Master, tentaram acionar membros do PCC para apoiar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro durante sua prisão no CDP de Guarulhos, em novembro de 2025. Luiz Phillipi Mourão, o Sicário, e Manoel Mendes Rodrigues, o Manolo, discutiram estratégias para garantir proteção a Vorcaro, que foi apresentado como aliado. Mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF) mostram que integrantes da chamada “Turma”, grupo investigado por suspeita de participar de ações clandestinas ligadas ao caso Banco Master, tentaram acionar integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para dar apoio ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro durante o período em que ele esteve preso. Em novembro de 2025, Vorcaro estava no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos. Segundo os diálogos obtidos pela PF, Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, e Manoel Mendes Rodrigues, o Manolo Dom, discutiram uma forma de garantir proteção ao ex-banqueiro dentro da unidade. Manolo, bicheiro do Rio de Janeiro e integrante da “Turma”, demonstrou preocupação com o comportamento de Vorcaro na prisão. Ele afirmou que poderia procurar contatos do crime organizado em São Paulo para pedir que outros detentos dessem assistência ao ex-banqueiro. MENSAGENS CITAM APOIO DE INTEGRANTE DO PCC Em uma das conversas, Manolo disse que conhecia o responsável pelo “01” de uma estrutura criminosa em São Paulo e que poderia pedir uma intervenção. Ele afirmou que esse contato poderia transmitir aos demais presos a mensagem de que Vorcaro era “amigo” e “parceiro”. Sicário, então, redigiu uma mensagem para a chamada “sintonia” do PCC receber. No texto, ele apresenta Vorcaro como um aliado e pede apoio ao ex-banqueiro dentro da unidade prisional. “Ele é amigo nosso e apoia nossa quadrilha e a nossa regional em diversos sentidos”, escreveu Sicário. Manolo encaminhou a mensagem a um advogado e pediu que ele a levasse a contatos ligados ao crime organizado. A PF afirma que os diálogos podem revelar que o grupo chegou a acionar membros do PCC para apoiar Vorcaro na prisão. O advogado perguntou onde o ex-banqueiro estava e afirmou que poderia “entrar” no caso, mas precisava de orientações. Manolo respondeu que, primeiro, Vorcaro precisaria entender que existia “uma força por trás” capaz de ajudá-lo. Na tarde seguinte, Manolo transferiu R$ 10 mil ao advogado, segundo o relatório da PF. No mesmo período, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) concedeu habeas corpus a Vorcaro, e ele deixou a prisão. Sicário também escreveu que tentaria entrar em contato com o secretário de Administração Penitenciária de São Paulo. O relatório da PF, contudo, não concluiu se essa tentativa de contato ocorreu. A Polícia Federal investiga Manolo, que está preso, por organizar ações violentas a mando de Vorcaro. Sicário morreu após a Polícia Federal prendê-lo preventivamente.
Pistola da PMMA é encontrada com suspeito no Piauí

BRASÍLIA, 14 de setembro de 2026 — Uma pistola que pertence à Polícia Militar do Maranhão foi apreendida na noite de domingo (13), no bairro Barro Preto, em Luís Correia, litoral do Piauí. A polícia encontrou a arma durante uma operação contra suspeitos de tráfico e prendeu um jovem de 22 anos. A pistola Taurus PT 840, calibre .40, estava com dois carregadores. Além disso, os policiais apreenderam 103 munições dos calibres .40, .38 e 9 mm, duas porções grandes de uma substância semelhante a skunk e quatro celulares. A operação começou após o setor de inteligência do Comando de Policiamento Litoral Meio Norte identificar suspeitos vindos de outras cidades e apontados como envolvidos com o tráfico. Com a chegada das equipes, parte do grupo fugiu, enquanto os policiais localizaram e prenderam o jovem. A identificação da pistola como patrimônio da PMMA chamou a atenção dos investigadores. Por isso, a Polícia Militar do Piauí deverá apurar como a arma chegou ao estado e verificar o registro e a carga patrimonial aos quais ela estava vinculada. O suspeito, identificado pelas iniciais P. H. E. S., foi levado para a Central de Flagrantes de Luís Correia. Os celulares apreendidos poderão passar por perícia e ajudar na investigação sobre a origem das armas e a possível atuação do grupo no tráfico de drogas.
Celular de Vorcaro revela cobranças por R$ 35 milhões no Tayayá

PARANÁ, 14 de setembro de 2026 — Conversas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelam cobranças sobre aportes financeiros para o Tayayá Resort, em Ribeirão Claro, Paraná, durante investigações da Polícia Federal. As mensagens mencionam o cunhado Fabiano Zettel e o advogado Guilherme Lippi, ligado ao ministro do STF Dias Toffoli. Conversas encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram cobranças sobre aportes financeiros relacionados ao Tayayá Resort, em Ribeirão Claro, no Paraná. Os diálogos fazem parte do material apreendido pela Polícia Federal nas investigações do caso Master. As mensagens citam ainda pessoas ligadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Em uma das conversas, Vorcaro cobra o cunhado Fabiano Zettel sobre o destino de recursos relacionados ao empreendimento. “Onde tá a grana?”, pergunta o banqueiro. Zettel menciona valores de R$ 20 milhões pagos anteriormente e outros R$ 15 milhões. As mensagens também citam o advogado Guilherme Lippi, que atuou para uma empresa ligada a Toffoli. Em 12 de março, Lippi procurou Vorcaro diretamente para tratar da transferência do fundo Arleen e se apresentou como sócio do Tayayá. Em abril, Vorcaro encaminhou a Lippi o contato de Fabiano Zettel e mencionou a necessidade de um aporte em um Fundo de Investimento em Participações (FIP).Detalhes da conversa sobre o Tayayá encontrada em celular de Vorcaro No dia 24 de maio, o banqueiro voltou a cobrar o cunhado pela demora na operação. No dia seguinte, pediu que Zettel atendesse uma pessoa identificada como “Saulo” para “resolver um tema”. A cobrança aumentou em agosto. No dia 14, Vorcaro questionou novamente: “Aquele negócio no Tayaya não foi feito?”. Ao perguntar o que ainda faltava para concluir a operação, ouviu de Zettel: “Que ele me diga pra quem passar”. Poucos minutos depois, Vorcaro demonstrou irritação. “Me deu um puta problema”, escreveu. Em seguida, perguntou: “Onde tá a grana?”. Zettel respondeu que os recursos estavam “no fundo dono no Tayaya” e afirmou que R$ 15 milhões já haviam sido aportados, faltando apenas a transferência. Vorcaro insistiu em saber quais operações que envolviam o resort já haviam sido realizadas. Mais tarde, encaminhou ao cunhado uma mensagem atribuída a Lippi: “Lippi acaba de dizer que ele quem está travando”. O banqueiro reagiu: “Foda isso, viu”. Depois, escreveu: “Pqp”. Informações reunidas posteriormente pela investigação apontam para duas parcelas, de R$ 20 milhões e R$ 15 milhões, relacionadas ao negócio que envolveu o Tayayá Resort.
Motorista leva coronhada durante assalto a ônibus em São Luís

SÃO LUÍS, 14 de setembro de 2026 — Um motorista de ônibus foi agredido com uma coronhada durante um assalto na tarde de sábado (12), na Estrada da Mata, na Grande São Luís. O ataque ocorreu perto de um cemitério, na divisa entre São Luís e São José de Ribamar, quando três homens anunciaram o roubo dentro do coletivo. Segundo a Polícia Civil do Maranhão, os suspeitos entraram no ônibus da linha Socorrão 2/Rodoviária no Terminal do São Cristóvão. Durante o trajeto, eles roubaram a renda do coletivo e exigiram o celular do motorista. Então, um dos criminosos atingiu a vítima na cabeça com a arma. Após o assalto, os três homens fugiram do local. A Polícia Civil informou nesta segunda (14) que realiza diligências para esclarecer como o crime aconteceu. Além disso, os investigadores trabalham para identificar e localizar os suspeitos envolvidos na ação.
Câmara de São Luís pode ter renovação de mais de um terço

SÃO LUÍS, 14 de setembro de 2026 — A eleição de 2026 pode mudar mais de um terço da Câmara de São Luís. Onze dos 31 vereadores disputam vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Se forem eleitos, deixarão os mandatos municipais, e os suplentes de cada partido ou federação assumirão as cadeiras. Para estadual, disputam André Campos e Rosana da Saúde, do Republicanos, e Douglas Pinto, do PSD. Para federal, aparecem Aldir Júnior e Flávia, do PL; Dr. Joel e Douglas Pinto, do PSD; Raimundo Penha, do PDT; Marcelo Poeta, do PSB; Andrey Monteiro, da União/PP; Mekl Oliveira, do Podemos; e Anderson Martins, do Republicanos. A possível troca atinge a 21ª Legislatura, formada por 31 vereadores. Caso todos os candidatos conquistem novos mandatos, a mudança alcançará mais de um terço da Câmara. A substituição, porém, não ocorre pela simples candidatura. Ela depende da eleição e segue a ordem de suplência de cada legenda ou federação. A Câmara já passou por mudanças nesta legislatura. André Campos deixou o cargo para assumir uma secretaria estadual e depois retornou. Aldir Júnior saiu em maio de 2026 e foi substituído por Matheus do Beiju. Flávia Berthier também teve Eduardo Andrade como suplente durante seu afastamento. Entre os suplentes que já passaram pela Casa estão Matheus do Beiju, Eduardo Andrade, Pavão Filho, Melk Oliveira, Joabson Júnior e Anderson Martins.

