Hospital da Criança de SLZ possui médicos citados em crimes

SÃO LUÍS, 07 de agosto de 2026 — Um vídeo com documentos judiciais, consultas ao Conselho Federal de Medicina (CFM) e trechos de processos passou a circular nas redes sociais envolvendo dois médicos apontados como integrantes da equipe do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em São Luís. O material também cobra esclarecimentos da Prefeitura, da Semus, do IBMED e do CRM-MA sobre os casos apresentados. O conteúdo cita o médico José Ferreira de Castro, registrado no CRM-MA sob o número 6.247. Segundo a consulta exibida no sistema do CFM, ele possui registro ativo e regular, porém sem especialidade cadastrada. Além disso, o vídeo afirma que o profissional se apresentava como neuropediatra, embora essa informação não conste na consulta mostrada durante a gravação. Na sequência, o vídeo apresenta documentos da Delegacia Regional de Itapecuru-Mirim relacionados à prisão em flagrante de José Ferreira, ocorrida em fevereiro de 2025, por um caso de importunação sexual. Também exibe decisão judicial que concedeu liberdade provisória ao médico e informa que o processo permanece em tramitação. O segundo caso envolve a médica Naíra Barros da Silva Vasconcelos, inscrita no CRM-MA sob o número 6.727. Conforme a consulta ao CFM exibida na gravação, ela possui registro ativo e regular, sem especialidade registrada. Em seguida, o vídeo mostra perfis atribuídos à médica nas redes sociais, nos quais ela se apresenta como especialista em medicina intensiva neonatal e pediátrica. O material ainda reúne documentos de um processo em tramitação na Vara Única da Comarca de Bom Jardim. Entre eles estão auto de prisão em flagrante, peças da investigação e consulta ao sistema do Tribunal de Justiça do Maranhão que identifica ação penal por tentativa de homicídio tendo Naíra Barros como ré. Inclusive, aparecem decisões que substituíram a prisão preventiva por medidas cautelares e determinaram incidente de insanidade mental.
Falhas elétricas causam 63% dos incêndios no Maranhão

MARANHÃO, 07 de agosto de 2026 — Falhas na instalação elétrica causaram 63% dos incêndios em casas no Maranhão em 2025. O dado é do Corpo de Bombeiros. Os principais problemas são sobrecarga de tomadas, fios danificados e falta de manutenção. Além disso, instalações fora do padrão técnico também aumentam o risco. Em todo o Brasil, a Abracopel registrou 632 incêndios por sobrecarga elétrica no ano passado. Desse total, 361 tiveram relação direta com problemas internos nas residências. Portanto, as casas concentram o maior número de casos e de mortes por esse tipo de acidente. A Equatorial Maranhão lista sinais de perigo. O morador deve ficar atento a cheiro de queimado em tomadas ou aparelhos, fusíveis queimados, disjuntor que desarma com frequência e fios ou extensões aquecidos. Faíscas e ruídos ao ligar equipamentos também são alertas. Segundo o executivo Gabriel Vieira, esses sinais não podem ser ignorados, pois indicam risco de curto-circuito ou incêndio. Para prevenir, a distribuidora recomenda evitar o uso de benjamins (os famosos “T”) e extensões. Ligar vários aparelhos na mesma tomada superaquece os fios. Também é importante não usar fios desencapados, comprar equipamentos com certificação e retirar carregadores da tomada ao sair de casa. Cortinas e tapetes devem ficar longe de tomadas e contratar um eletricista qualificado para revisar a instalação periodicamente. Se o disjuntor desarma com frequência, o ideal é não tentar resolver sozinho, buscando chamar um profissional para verificar sobrecarga ou defeitos. A manutenção da parte interna do imóvel (do medidor para dentro) é responsabilidade do consumidor. Em caso de incêndio, desligue o disjuntor se for seguro fazer isso. É recomendado acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou o Samu pelo 192 se houver vítimas. Serviços elétricos devem ser feitos apenas por profissionais habilitados.
Dia dos pais deve movimentar R$ 106 milhões em São Luís

SÃO LUÍS, 07 de agosto de 2026 — O comércio de São Luís deve faturar R$ 106,2 milhões com o Dia dos Pais. A estimativa é da Fecomércio-MA, que ouviu 700 consumidores em julho. Cerca de 496,6 mil pessoas devem comprar presentes, o que representa 63,8% da população adulta da cidade. O valor é 10,2% maior que o do ano passado. Descontada a inflação de 4,64%, o crescimento real é de 5,5%. Esse aumento vem do gasto médio por presente, que subiu de R$ 177 para R$ 201. A melhora de alguns indicadores ajuda a explicar esse cenário. A inflação projetada para 2026 caiu para 5,12%. O desemprego está em 5,6%, e a renda média real cresceu 4%. Porém, os juros seguem em 14,25% ao ano. Além disso, a informalidade no Maranhão é de 57,6%, a maior do país, o que gera instabilidade para muitos trabalhadores. O endividamento também continua alto: 86% das famílias têm dívidas. Na hora de pagar, 58,2% preferem o cartão de crédito. Já 38,2% optam pelo pagamento à vista, com dinheiro ou Pix, para evitar juros. Os produtos mais procurados são roupas e acessórios (43,9%), calçados (22,6%) e perfumaria (20,9%). Os shopping centers lideram a preferência, com 39,8%, seguidos pelas lojas da Rua Grande (34,3%). Apenas 2% dos consumidores já sabem onde vão comprar. Por isso, promoções e preços atraentes fazem diferença: 70,7% citam as ofertas como fator de influência. A maioria das famílias (76,7%) vai comemorar em casa. Isso deve beneficiar supermercados e delivery. Restaurantes foram escolhidos por 20,1% dos consumidores. O presidente da Fecomércio recomenda que os lojistas apostem em parcelamentos sem juros e promoções de última hora.
Orleans cobra responsabilização por mortes de crianças

SÃO LUÍS, 07 de agosto de 2026 — O candidato ao governo do Maranhão, Orleans Brandão, pediu investigação completa sobre as mortes de crianças no Hospital da Criança, em São Luís. Ele falou sobre o caso em vídeo nas redes sociais, nesta quinta (6). O hospital tem três UTIs pediátricas com 29 leitos. O Ministério Público, o Denasus, a Defensoria Pública e o Tribunal de Contas do Estado apuram denúncias de problemas na estrutura e no atendimento. Além disso, o TCE-MA abriu auditoria para analisar o contrato com o IBMED, que administra as UTIs. Orleans disse que a prefeitura só agiu depois que os órgãos de fiscalização encontraram falhas na equipe e na estrutura. Por isso, ele defende que as apurações sigam até o fim. O candidato também criticou quem tenta transformar o caso em briga política. Ele lembrou que as famílias das crianças querem respostas. Portanto, a investigação deve mostrar erros administrativos e individuais, além de possíveis irregularidades na gestão. Orleans afirmou que vai acompanhar o trabalho até que os responsáveis sejam identificados. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Orleans Brandão (@orleansbrandaoma)
Justiça Eleitoral livra prefeito de cassação em Turiaçu

TURIAÇU, 07 de agosto de 2026 — O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) absolveu, nesta quinta (6), o prefeito de Turiaçu, Edésio Cavalcanti, e o vice-prefeito, Adonilson Alves Rabelo. Por 4 votos a 3, a Corte reformou a decisão da primeira instância, que havia cassado os mandatos por abuso de poder econômico nas eleições de 2024. Após a condenação inicial, Edésio e Adonilson recorreram ao TRE-MA. O recurso foi aceito por maioria apertada. Um dia antes da conclusão do julgamento, surgiram rumores na cidade sobre uma possível mudança no resultado. Depois, a votação confirmou a reversão da sentença. Durante a sessão, o juiz Marcelo Oka e o desembargador Sebastião Joaquim Lima Bonfim fizeram críticas ao entendimento da maioria. Bonfim, que é vice-presidente e corregedor regional eleitoral, disse respeitar os votos divergentes. Além disso, afirmou que a decisão transmite uma mensagem preocupante à sociedade e dificulta a definição do que caracteriza abuso de poder nas eleições.
Ex-prefeita de Vitorino Freire tenta suspender condenação

VITORINO FREIRE, 07 de agosto de 2026 — A ex-prefeita de Vitorino Freire, Luanna Rezende, apresentou nesta quinta (6) um pedido de medida cautelar ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). A ação busca suspender os efeitos do Acórdão nº 692/2025 antes da análise definitiva de um recurso que questiona supostas irregularidades no processo. Segundo a defesa, uma manifestação enviada por Luanna em 2025 não foi analisada porque o e-mail continha um número de processo incorreto. Os advogados afirmam que a identificação da ex-prefeita, do convênio e dos documentos era suficiente para permitir o correto encaminhamento da defesa. Por isso, pedem a anulação da decisão. O principal argumento do pedido é o risco de o nome de Luanna ser incluído na lista de gestores com contas julgadas irregulares enviada à Justiça Eleitoral. Segundo a defesa, essa medida pode gerar consequências políticas e permitir a aplicação da Lei da Ficha Limpa. Com a medida cautelar, a ex-prefeita pretende suspender os efeitos da condenação, impedir o envio do seu nome à Justiça Eleitoral e evitar qualquer consequência da decisão até que o TCE-MA conclua a análise do pedido de anulação do processo.
Furtos de celulares batem recorde em 2025, aponta relatório

BRASIL, 07 de agosto de 2026 — O Brasil registrou 830.890 celulares roubados ou furtados em 2025. O número é 9% menor que o de 2024. Os dados são do 20° Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Os roubos caíram 18,6%: de 377.787 para 308.723. Já os furtos subiram 0,9%, de 477.326 para 483.561. Essa modalidade já responde por 61% das ocorrências. Em 2025, foram 1.325 registros por dia. O furto acontece sem que a vítima perceba, sobretudo em locais movimentados. O celular concentra bancos, Pix, contatos e agendas. Por isso, quando é levado, o impacto vai além do equipamento. Atinge o orçamento da vítima. Pesquisa da CNseg e do Instituto Locomotiva mostra que 60% dos entrevistados já tiveram o celular levado ou convivem com alguém nessa situação. Além disso, 53% das famílias não cobrem todas as despesas básicas. Repor o aparelho pode exigir endividamento ou cortar gastos com alimentação e moradia. O interesse dos criminosos não para no aparelho. Dados e aplicativos bancários podem ser usados para golpes. Pesquisa do Fórum de Segurança Pública e Datafolha aponta que 78,8% da população teme ter o celular roubado. O medo de golpes chega a 83,2%. A solução exige duas frentes: bloquear acessos e lidar com o custo de reposição. Seguros podem ajudar, mas é preciso comparar preço, franquia e coberturas. O seguro não impede o crime, mas reduz o impacto no bolso do consumidor.
Eleição presidencial fica sem mulheres nas principais chapas

BRASIL, 07 de agosto de 2026 — A eleição presidencial de 2026 não terá mulheres nas chapas mais fortes. Essa é a primeira vez que isso acontece desde 2002. O cenário se confirmou quando o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) foi escolhido como vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Assim, acabaram as especulações sobre uma possível mulher na vaga. As principais candidaturas ao Planalto serão formadas apenas por homens. A única chapa com duas mulheres é a da Unidade Popular (UP). Samara Martins é a candidata a presidente e Raquel Bricio, a vice. Porém, o partido não tem representantes no Congresso. Além disso, aparece mal nas pesquisas de intenção de voto. Portanto, fica fora do grupo considerado competitivo. Essa ausência quebra uma sequência de mais de vinte anos. Desde 2002, ao menos uma mulher participava das disputas principais. Elas apareciam como candidatas a presidente ou a vice-presidente. Em 2022, Simone Tebet foi candidata pelo MDB com Mara Gabrilli como vice. Ana Paula Matos também integrou a chapa de Ciro Gomes. Em 2018, quatro mulheres estiveram em chapas fortes: Manuela d’Ávila, Kátia Abreu, Ana Amélia Lemos e Suelene Balduino. Marina Silva também concorreu à Presidência naquele ano. O maior destaque feminino foi em 2014. Três mulheres lideraram candidaturas relevantes. Dilma Rousseff foi reeleita presidente. Marina Silva e Luciana Genro também disputaram o cargo. Em 2010, Dilma se tornou a primeira mulher eleita presidente do Brasil. Marina Silva obteve quase 20% dos votos no primeiro turno. Em 2006, Heloísa Helena ficou em terceiro lugar pelo PSOL. Já em 2002, Rita Camata foi vice na chapa de José Serra. Esse foi o início da sequência que agora será quebrada. Essa configuração de 2026 acontece em meio a um debate importante. As mulheres são a maioria dos eleitores, mas ocupam poucos cargos eletivos. Especialistas apontam obstáculos como a estrutura dos partidos, a desigualdade no financiamento de campanhas e a violência política de gênero. Portanto, a disputa deste ano deve ser lembrada como a primeira do século sem mulheres nas chapas competitivas.