Defesas pedem ao STF soltura de presos por fraudes do INSS

BRASÍLIA, 02 de julho de 2026 — Os advogados dos presos na Operação Sem Desconto pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação das prisões preventivas. A Polícia Federal (PF) prendeu os investigados em 18 de dezembro de 2025. O esquema desviou R$ 6,5 bilhões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O ministro André Mendonça é o relator do caso no STF. A lei não fixa um prazo máximo para a prisão preventiva. Porém, a Justiça precisa reavaliar a medida a cada 90 dias. As defesas argumentam que o processo está demorando. Elas pedem a substituição da prisão por tornozeleira eletrônica. Os presos estão na Papuda, em uma ala chamada de “Ala do INSS”. A defesa também contesta o isolamento deles. Até agora, Mendonça analisa 14 pedidos da defesa de Adelino Rodrigues Júnior e Domingos Sávio de Castro, sócios de uma corretora. A PF os acusa de serem parceiros de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS. Além disso, os advogados do Careca, do filho dele, do ex-diretor financeiro e do ex-contador também reclamaram da demora no indiciamento. Um dos presos, o ex-contador, nega envolvimento nas fraudes. Outro, o ex-diretor financeiro, afirma que nunca tratou de benefícios do INSS. Ambos já depuseram à PF em abril. Por outro lado, a própria PF pediu mais tempo para concluir as investigações. A corporação ainda analisa celulares, HDs e pendrives apreendidos. O ministro Mendonça vai decidir nos próximos dias se concede ou não esse prazo extra.
MP denuncia patroa e PM por tortura contra empregada grávida

MARANHÃO, 02 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão denunciou a patroa Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e o policial militar Michael Bruno Lopes Santos por tentativa de homicídio qualificado, tortura majorada e tentativa de aborto. A denúncia foi apresentada em 29 de junho e distribuída à Justiça no dia seguinte, na Comarca de Paço do Lumiar. A vítima é a doméstica Samara Regina, de 19 anos, que estava grávida de cinco meses. O órgão também pediu a manutenção da prisão preventiva dos acusados e o envio do caso ao Tribunal do Júri, caso eles sejam pronunciados. Segundo a promotora Nahyma Ribeiro Abas, a acusação se baseia em depoimentos, laudos periciais e outras provas reunidas durante o inquérito policial. O MP afirma que Samara sofreu violência física e psicológica após ser acusada, sem provas, de furtar um anel avaliado em R$ 5 mil. Além disso, sustenta que os denunciados sabiam da gravidez e assumiram o risco de provocar a morte da vítima e do feto durante as agressões. A denúncia aponta Carolina como mentora das agressões e cita áudios periciados nos quais ela teria dito que Samara “não era nem para ter saído viva”. Já Michael Bruno teria usado uma arma para intimidar a jovem, desferido coronhadas, introduzido o cano da arma em sua boca e impedido qualquer reação enquanto as agressões continuavam. O Ministério Público afirma que a vítima foi levada para um local isolado da residência sob um falso pretexto e agredida mesmo após o anel ser encontrado na própria casa. Conforme a denúncia, Samara sofreu socos, puxões de cabelo e golpes na cabeça, perdeu parte da audição e tentava proteger a barriga durante as agressões. O processo segue em tramitação, e a Justiça decidirá se recebe a denúncia e se os acusados responderão ao julgamento pelo Tribunal do Júri.
Pré-candidatos ao governo já definem datas para convenções

MARANHÃO, 02 de julho de 2026 — Dois pré-candidatos ao Governo do Maranhão já marcaram as convenções partidárias para oficializar suas candidaturas. Orleans Brandão (MDB) realizará o evento em 25 de julho, em São Luís. Já Felipe Camarão (PT) confirmou a convenção para 1º de agosto. O período oficial das convenções começa em 20 de julho. Os partidos têm até 5 de agosto para homologar as chapas majoritárias e proporcionais. Por isso, as legendas devem definir os últimos detalhes das candidaturas nas próximas semanas. Até o momento, Orleans ainda trabalha na composição da chapa, que será apresentada durante a convenção com os partidos da base aliada do governo. Felipe Camarão, por sua vez, já anunciou a senadora Eliziane Gama como candidata à reeleição na chapa majoritária. No entanto, o petista ainda não divulgou quem disputará a vaga de vice-governador nem o outro nome para o Senado. Os demais pré-candidatos ao Governo do Maranhão ainda não informaram as datas de suas convenções. Estão nessa situação Saulo Arcangeli (PSTU), Eduardo Braide (PSD) e Enilton Rodrigues (PSOL).
Renan Santos MBL anuncia seu vice para a chapa presidencial

BRASIL, 02 de julho de 2026 — O pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), anunciou o nome de seu vice na chapa para disputar o pleito presidencial em outubro. Em evento em Caxias do Sul (RS) nesta quarta-feira (1), o líder do Missão revelou que Aroldo Medina será o seu aliado na campanha. No evento, Aroldo teria entregado uma medalha e afirmado que dividiria a honraria com o líder. Ele agradeceu o gesto, destacando que só merecia receber o presente após chegar à presidência. “Eu gostaria muito que o senhor fosse meu vice-presidente”, disse Renan em seu discurso, que logo recebeu a resposta: “Eu aceito a missão”, disse Medina. Aroldo Medina tem 62 anos, é militar da reserva, jornalista e especialista em história militar. Natural de Santana do Livramento (RS), ele atuou por 30 anos na Brigada Militar do Rio Grande do Sul, após iniciar a carreira na Aeronáutica. O jovem empresário, dirigente do Movimento Brasil Livre (MBL), atualmente o Missão, chega sendo denominado como a terceira via na disputa eleitoral em 2026. Uma vez que a preferência do eleitorado brasileiro ainda registra preferência pelo nome do presidente Lula (PT) e pelo nome da direita do PL, Flávio Bolsonaro (PL). Nas pesquisas, Renan tem registrado uma alta no eleitorado brasileiro, principalmente com os jovens. O último levantamento AtlasIntel/Bloomberg, divulgado nessa quarta, mostra o pré-candidato do Missão com 7,8% das intenções de voto, atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 46,6%, e de Flávio Bolsonaro (PL), que pontuou 36,6%. Ao todo, este é apenas o terceiro pré-candidato a registrar sua chapa para as eleições em outubro. Ronaldo Caiado (PSD) anunciou Gilberto Kassab como seu vice e Lula (PT) optou pela manutenção do nome de Geraldo Alckmin. O primogênito de Jair Bolsonaro (PL) ainda não anunciou sua chapa oficial, contudo, especula-se que Flávio Bolsonaro tem preferência por um nome feminino para sua chapa.
Protesto contra obra em Buriti termina em confronto com a PM

BURITI, 02 de julho de 2026 — Um protesto contra uma obra da Prefeitura de Buriti terminou em confronto entre moradores e policiais militares na quarta (1º), na comunidade Alto da Moderação, zona rural do município. Os moradores denunciaram disparos durante a ação e afirmaram que alguns tiros atingiram residências próximas ao campo onde a prefeitura iniciou uma obra. Segundo a comunidade, máquinas da prefeitura chegaram ao local para construir uma praça e uma quadra poliesportiva sobre o campo de futebol usado pelos moradores. As famílias afirmam que utilizam o espaço há anos para partidas, eventos comunitários e festejos religiosos. Além disso, dizem que não foram consultadas antes do início da intervenção, o que motivou o protesto. Moradores relataram que a Polícia Militar foi acionada para garantir a execução da obra e dispersar os manifestantes. Um vídeo mostra um policial efetuando um disparo para o alto, seguido por outros estampidos. A líder comunitária Carol da Silva afirmou que policiais usaram spray de pimenta e dispararam durante a ação. Apesar da resistência, as máquinas permaneceram no local, enquanto árvores foram derrubadas e materiais de construção começaram a ser descarregados. Após o confronto, a comunidade informou que denunciará o caso ao Ministério Público do Maranhão para pedir a apuração da atuação policial e questionar a execução da obra. Em nota, a Polícia Militar afirmou que foi acionada pela Prefeitura de Buriti, negou o uso de armamento letal e informou que a Corregedoria abrirá procedimento para investigar as denúncias de disparos que teriam atingido residências.
Mendonça mantém trabalhos sobre escândalo Master no recesso

BRASÍLIA, 02 de julho de 2026 — O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai continuar cuidando dos inquéritos do escândalo Master e das fraudes no INSS. A decisão vale para o recesso do Judiciário, que começa na quinta (2), e segue até o fim do mês. Durante o recesso, o STF funciona em regime de plantão. Por isso, a Corte não faz sessões normais de julgamento. Ela analisa apenas os casos considerados urgentes. A presidência do tribunal é quem decide o que entra nessa lista. Além de Mendonça, o ministro Alexandre de Moraes também avisou que manterá suas atividades em julho. Ele vai se revezar com o presidente do STF, Edson Fachin, para cuidar dos pedidos de urgência. Fachin atende os casos da primeira quinzena. Moraes fica com os pedidos a partir do dia 15 de julho. O recesso suspende os prazos processuais. Então, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pode ganhar mais tempo para se manifestar sobre um pedido de investigação.Esse caso envolve repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”, que fala sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mendonça enviou esse pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) na quarta-feira, dia 1º de julho. No último recesso, entre o fim de 2025 e o início de 2026, vários ministros mantiveram o trabalho. Além de Mendonça e Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Flávio Dino e Cristiano Zanin também despachavam.
Justiça manda sindicato retirar outdoor contra Julinho

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR, 02 de julho de 2026 — A Justiça determinou que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Maranhão (SINPROESSEMMA) suspenda a divulgação de peças publicitárias contra o prefeito de São José de Ribamar, Dr. Julinho (Podemos). A decisão também proíbe a produção de novos materiais com conteúdo semelhante e estabelece multa em caso de descumprimento. A decisão é do juiz Marco André Tavares Teixeira, da 4ª Vara Cível de São José de Ribamar. O magistrado atendeu ao pedido apresentado por Dr. Julinho e proibiu a reinstalação do outdoor retirado pela fiscalização municipal. Além disso, fixou multa de R$ 3 mil por infração, limitada a R$ 30 mil, enquanto o processo seguirá para audiência de conciliação. Ao analisar o pedido de tutela de urgência, o juiz entendeu, em caráter preliminar, que a campanha ultrapassa os limites da crítica política e da atuação sindical. Segundo a decisão, as peças vinculam a imagem do prefeito à suposta apropriação de recursos dos precatórios do Fundef/Fundeb sem a apresentação de elementos que comprovem a acusação. O magistrado também destacou que a liberdade de expressão e a atividade sindical são garantias constitucionais, mas não podem violar a honra e a imagem das pessoas. A decisão ainda registra que o outdoor foi instalado sem autorização administrativa, conforme parecer da Secretaria Municipal da Receita e Fiscalização Urbanística (Semrec). Por isso, a estrutura foi removida durante fiscalização do município. As determinações têm efeito imediato, e o processo seguirá com audiência de conciliação entre as partes.
Defesa de Daniel Vorcaro deve priorizar anulação do processo

BRASÍLIA, 02 de julho de 2026 — A mais recente transferência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para uma cela comum no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecida como “Papudinha” em Brasília, ocorre em um momento em que especialistas em Direito Penal e Constitucional avaliam que a estratégia da defesa pode deixar de concentrar esforços exclusivamente no mérito das acusações para buscar eventuais anulações do processo. O objetivo seria comprometer parte ou a totalidade das investigações da operação Compliance Zero. Entre as principais teses estão a alegação de possível quebra da cadeia de custódia dos aparelhos eletrônicos apreendidos, caso sejam identificadas falhas na preservação, no armazenamento ou na extração dos dados. Um dos casos mais questionáveis é o vazamento de conversas de Vorcaro com a ex-noiva. Além disso, a defesa deverá questionar supostos vazamentos de informações protegidas por sigilo e a eventual contaminação do material que serve como prova. Outra linha pode envolver a alegação de violação ao princípio do juiz natural, com questionamentos sobre a redefinição da relatoria do processo no STF, além de possíveis irregularidades em procedimentos adotados por órgãos envolvidos nas investigações. Na avaliação de especialistas, caso alguma dessas teses seja acolhida pela Justiça, provas ou até etapas da investigação poderão ser declaradas nulas, independentemente das evidências encontradas. Para analistas, a tentativa de anulação do processo ficou ainda mais evidente após a saída de Vorcaro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília na última quinta(25), movimento que afasta a possibilidade de uma nova proposta de delação. Entre os investigadores do caso Master, há a percepção de que Vorcaro deve adotar o silêncio sobre as relações com membros dos Três Poderes e com as autoridades que sustentavam o esquema supostamente fraudulento. Assim, a estratégia prioritária passaria a ser exclusivamente processual, focada em brechas para nulidades. “O objetivo não seria afastar as acusações por insuficiência de provas, mas discutir a validade jurídica de procedimentos adotados durante a persecução penal”, destaca o criminalista Márcio Nunes. Continue lendo…