
IGARAPÉ GRANDE, 27 de agosto de 2026 — A defesa do prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), que confessou ter matado o policial militar Geidson Thiago da Silva durante uma vaquejada em Trizidela do Vale, apresentará alegações finais por escrito. A decisão consta na ata da audiência de instrução realizada no dia 4 deste mês.
Durante a audiência, a defesa pediu oralmente novas diligências no processo. A solicitação foi negada após manifestação da parte contrária, conforme registro anexado aos autos. Então, no dia 14, o juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior determinou a liberação imediata das mídias da audiência aos advogados.
O magistrado também ordenou a retirada de eventual sigilo sobre esse material e concedeu cinco dias para a defesa entregar os memoriais finais. Só depois dessa etapa o juiz da 2ª Vara da Comarca de Pedreiras deverá decidir o resultado da primeira fase do processo.
Após os memoriais, o juiz poderá mandar o prefeito a júri, caso veja indícios de autoria e prova da materialidade. Também poderá impronunciar o réu por falta de provas, absolvê-lo de forma sumária ou desclassificar o crime para outro que não seja de competência do Tribunal do Júri.
O Código de Processo Penal prevê prazo de dez dias para a decisão após o fim das manifestações. Se houver pronúncia ou impronúncia, cabe recurso em sentido estrito. Portanto, em caso de pronúncia, o processo seguirá para a preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri.







