Inquérito investiga torcidas organizadas do Moto e Sampaio

SÃO LUÍS, 02 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão abriu um Inquérito Civil para investigar a atuação de torcidas organizadas do Moto Club e do Sampaio Corrêa. A apuração começou após confrontos registrados nos dias 6 e 24 de maio, nas imediações do Estádio Castelão, em São Luís, durante partidas da Série D do Campeonato Brasileiro. A portaria é assinada pela promotora de Justiça Lítia Teresa Costa Cavalcanti, da 12ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Consumidor da Capital. O documento destaca que o Ministério Público atua na proteção dos direitos coletivos, incluindo os interesses do consumidor-torcedor. Além disso, cita as ocorrências amplamente divulgadas pela imprensa. O inquérito investiga as torcidas Dragões da Fiel, Independente, Loucos da Fabril, Motochopp e Motofolia, ligadas ao Moto Club. Também estão na apuração Tubarões da Fiel, Brava Bolívia e Sampaio Roots, vinculadas ao Sampaio Corrêa. A Lei Geral do Esporte determina que essas organizações mantenham cadastro atualizado dos integrantes e respondam por danos causados por seus associados. Como primeiras medidas, o Ministério Público solicitou informações à Federação Maranhense de Futebol, ao Moto Club, ao Sampaio Corrêa e à Polícia Militar sobre a atuação das torcidas e a existência de cadastro de integrantes. Também marcou uma audiência com representantes dos clubes, da FMF, da Polícia Militar e das torcidas para discutir ações que reforcem a segurança nos eventos esportivos.
Tribunal desaprova contas de prefeitos e aplica punições

MARANHÃO, 02 de julho de 2026 — O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) desaprovou as prestações de contas de dois gestores municipais referentes ao exercício de 2024. O julgamento ocorreu no Pleno da Corte. Além disso, o órgão aplicou multas que chegam a R$ 17 mil e analisou processos de prefeituras e câmaras municipais. Receberam parecer prévio pela desaprovação as contas de Joedson Almeida dos Santos, ex-gestor de Centro Novo do Maranhão, e de José Farias de Castro, de Brejo. Já as contas de Erivelton Teixeira Neves, de Carolina, foram aprovadas sem ressalvas. Portanto, o Tribunal manteve entendimento diferente para os dois casos analisados. O TCE também aprovou com ressalvas as prestações de contas de gestores de Esperantinópolis, Açailândia, Bequimão, Cajari, Montes Altos, Bom Jesus das Selvas, Governador Edison Lobão, Cantanhede, Marajá do Sena, Paço do Lumiar, Fortuna e Água Doce do Maranhão. Entre as penalidades, Aluísio Carneiro Filho recebeu multa de R$ 17 mil, Antonio José Martins foi multado em R$ 6 mil, Thalita Silva Carvalho Dias em R$ 3 mil e Geraldo Evandro Braga de Sousa em R$ 1,8 mil. Na análise das câmaras municipais, o Tribunal julgou regulares com ressalvas as prestações de contas de parlamentares de Rosário, Buriti Bravo, Central do Maranhão, Cajapió e Peritoró, com aplicação de multas em alguns processos. Além disso, a Corte julgou regular a prestação de contas de Hosana Rodrigues Magalhães de Oliveira, de São Roberto, referente ao exercício de 2021.
China torna obrigatório ensino de lealdade ao comunismo

CHINA, 02 de julho de 2026 — A Lei da Promoção da Unidade Étnica e do Progresso entrou em vigor na China em 1º de julho de 2026, data que coincide com o 105º aniversário do Partido Comunista da China (PCC). A norma proíbe atos que criem divisões étnicas e exige que os pais ensinem seus filhos a amar o PCC. Organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, demonstraram preocupação, afirmando que a lei visa forçar minorias, como uigures e tibetanos, a adotar uma identidade nacional única. A Lei da Promoção da Unidade Étnica e do Progresso entrou em vigor na China nesta quarta (1º), mesmo dia em que o Partido Comunista da China (PCC) comemorou 105 anos. A norma proíbe atos que “minem a unidade étnica ou criem divisões étnicas” e obriga os pais a orientarem seus filhos a “amar o PCC e o povo chinês”. De acordo com a emissora norte-americana CNN, a legislação gerou preocupação entre organizações de defesa dos direitos humanos. Isso por causa do histórico de perseguição da ditadura comunista chinesa contra minorias, como os uigures da região de Xinjiang e os tibetanos. Além disso, a nova lei também determina que escolas e órgãos governamentais utilizem o mandarim como idioma principal. O currículo escolar deve “forjar um forte senso de comunidade do povo chinês”, diz o texto.
Fernando Falcão cobrada por nomeação de aprovados em concurso

FERNANDO FALCÃO, 02 de julho de 2026 — O Ministério Público do Estado do Maranhão recomendou que a Prefeitura de Fernando Falcão exonere servidores contratados temporariamente para cargos previstos no Concurso Público do Edital nº 01/2025. A medida também determina a convocação dos candidatos aprovados dentro do número de vagas. A recomendação foi publicada em 12 de junho de 2026. O documento foi assinado pelo promotor de Justiça Guaracy Martins Figueiredo, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Barra do Corda. Segundo o Ministério Público, o concurso passou por acompanhamento administrativo e análise da Procuradoria-Geral de Justiça. Além disso, o Parecer Técnico nº 142/2026 concluiu que não houve irregularidades que comprometessem a validade do certame. A prefeitura informou que pretende adiar as nomeações para 2027, alegando impacto financeiro causado por contratações temporárias realizadas durante a suspensão do concurso. No entanto, o Ministério Público afirma que o próprio município informou anteriormente que essas contratações não gerariam despesas extras, pois atenderiam vagas já existentes na estrutura administrativa. A Promotoria também destacou que a Lei Municipal nº 03/2026 autorizou a contratação de centenas de servidores temporários em diversas áreas, número superior às 64 vagas oferecidas no concurso. Por isso, o Ministério Público recomendou a exoneração dos temporários em até 30 dias, a nomeação dos aprovados, a suspensão de novas contratações para esses cargos e a apresentação de um cronograma. O órgão ainda alertou que o descumprimento poderá resultar em medidas judiciais, incluindo Ação Civil Pública. nomeação de aprovados em concurso de Fernando Falcão
Sony vai acabar com jogos físicos do PlayStation em 2028

MUNDO, 02 de julho de 2026 — A Sony anunciou nesta quarta (1º) que vai parar de fabricar discos físicos para novos jogos de PlayStation. A mudança começa em janeiro de 2028. Depois dessa data, todo lançamento inédito estará disponível só em formato digital. Os jogadores poderão comprar os títulos pela PlayStation Store ou por códigos de resgate vendidos em lojas físicas. Os jogos já lançados antes do prazo não serão afetados. Além disso, os títulos que chegarem às lojas até o fim de 2027 continuarão sendo vendidos em disco normalmente. A empresa tomou essa decisão porque cada vez mais pessoas compram jogos por download. A Sony revelou que 78% das vendas de jogos completos no último ano fiscal vieram de transferências digitais. Esse número cresce a cada ano. Por isso, manter a produção de discos já não faz mais sentido financeiro para a empresa. A tendência já era esperada. A Microsoft e a própria Sony lançaram versões de consoles sem leitor de disco em 2020. Os próximos videogames que chegarem às lojas devem trazer apenas códigos impressos dentro das caixas. O anúncio também prepara o terreno para o futuro PlayStation 6. O novo console provavelmente não terá suporte nativo para discos. A Sony pode até vender um leitor removível separadamente, mas isso ainda não foi confirmado. Outras empresas já tomaram decisões parecidas. A Rockstar confirmou que GTA 6 não terá disco físico. A Nintendo também usa cartões que funcionam apenas como chaves para download no Switch 2. Muitos discos atuais já não trazem o jogo completo. Testes mostraram que o título 007: First Light, por exemplo, tem apenas a primeira missão no disco. O resto do conteúdo precisa ser baixado da internet.
Pipas causam mais de 700 ocorrências na rede elétrica no MA

MARANHÃO, 02 de julho de 2026 — A Equatorial Maranhão registrou 707 ocorrências envolvendo pipas próximas ou em contato com a rede elétrica entre janeiro e maio de 2026, no estado. O aumento das brincadeiras durante as férias escolares preocupa por causa do risco de choques, danos à rede e interrupções no fornecimento de energia. Além disso, bairros, comércios e serviços essenciais podem ser afetados. São Luís concentrou 285 registros, cerca de 40% do total estadual. Depois aparecem São José de Ribamar, com 68 ocorrências, Carutapera, com 66, Imperatriz, com 48, Timon, com 18, Pinheiro, com 17, Santa Inês, com 15, Arari, com 10, além de Caxias e Luís Domingues, ambos com nove casos. Na capital, Cidade Operária, Vila Maracujá, Centro e Filipinho lideram os registros. As férias costumam aumentar esse tipo de ocorrência porque mais crianças e adolescentes empinam pipas. Por isso, a orientação é brincar apenas em locais abertos, longe da rede elétrica. Se a pipa ficar presa nos fios, ninguém deve tentar retirá-la. A orientação também visa evitar pipas durante chuvas, tempestades e ventos fortes. Além disso, o uso de cerol e linha chilena é proibido pela Lei Estadual nº 11.344/2020. Em acidentes, a recomendação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193, o SAMU pelo 192 e a Equatorial Maranhão pelo telefone 116.
Roberto Costa leva loteadoras à Justiça por irregularidades

BACABAL, 1º de julho de 2026 — O prefeito de Bacabal, Roberto Costa, anunciou nesta quarta (1º) medidas judiciais e administrativas contra as empresas responsáveis pelos loteamentos Green Park, Cidade Jardins e Ecoville. Segundo a prefeitura, as empresas não cumpriram obrigações previstas nos contratos, como pavimentação de ruas, drenagem e abastecimento de água. Durante entrevista coletiva, o prefeito informou que o município obteve decisões liminares que determinam o cumprimento das obras pelas empresas. As medidas foram adotadas após reclamações e protestos de moradores que alegam problemas de infraestrutura nos empreendimentos. Roberto Costa afirmou que a responsabilidade pela implantação da infraestrutura básica é das loteadoras, conforme a legislação e os contratos firmados com os compradores. Segundo ele, cabe às empresas executar redes de água, esgoto, drenagem e pavimentação. “A população que termina sofrendo não tem culpa com isso porque ela também foi enganada nesse processo, né? E isso é natural que realmente parta uma reivindicação dela para que ela possa ter também o benefício”, afirmou o prefeito. De acordo com a prefeitura, relatórios da Secretaria de Obras e da Procuradoria-Geral do Município embasaram as ações judiciais. O juiz Raphael Amorim concedeu liminares que estabelecem prazos para que as empresas Lastro e Raposo Construções iniciem as intervenções. Sobre a primeira etapa do Green Park, Roberto Costa disse que a entrega realizada em gestões anteriores não foi acompanhada de fiscalização técnica. “A entrega que foi feita, que foi comprovada, foi uma folha de papel. O setor técnico nosso, inclusive da engenharia, foi fazer toda essa fiscalização, todo esse levantamento, e comprovou-se que o que era oferecido dentro desse contrato com os moradores não foi cumprido”, declarou. Segundo a decisão judicial, a empresa terá 15 dias para iniciar a recuperação emergencial das ruas e 30 dias para apresentar o projeto completo de drenagem. O prefeito também informou que a comercialização da quarta etapa do Green Park foi interrompida. Conforme a prefeitura, o empreendimento ainda não possuía autorização da Secretaria de Obras. “É necessário que eles apresentem também todo um planejamento, um projeto estruturante, não apenas da parte dos lotes, mas também da estrutura dessa localidade, porque futuramente as pessoas vão construir suas casas e poderá ocorrer a mesma situação que tem ocorrido hoje”, disse. Em relação ao Ecoville, a prefeitura informou que acompanha a falta de abastecimento de água causada por problemas no poço administrado pela empresa responsável. A situação levou moradores a protestarem na entrada do loteamento. Roberto Costa afirmou que o município enviou caminhões-pipa para atender os moradores, embora sustente que o abastecimento seja responsabilidade da empresa. “Independente, mesmo essa situação não sendo uma responsabilidade direta da prefeitura, mas quando existe, e eu digo isso, quando existe o sofrimento de qualquer parte da nossa população, mesmo não sendo a responsabilidade de uma área nossa, nós faremos as nossas intervenções para ajudar a população”, afirmou. O prefeito também atribuiu a existência de loteamentos com problemas estruturais à falta de fiscalização em administrações anteriores. Segundo ele, a gestão intensificou embargos e notificações contra empreendimentos irregulares e deixou de receber loteamentos que, de acordo com o município, não atendiam às exigências de infraestrutura. “Nós não queremos atrapalhar o empreendimento de absolutamente de ninguém, mas nós não podemos admitir é que empreendimentos que iniciam, eles possam ser feitos da forma que vinha sendo feito, porque terminava lesando a nossa população. E isso nós não vamos permitir”, concluiu.
EUA sancionam empresas brasileiras por possível elo com PCC

ESTADOS UNIDOS, 1º de julho de 2026 — Os EUA impuseram sanções a dois brasileiros, três empresas nacionais e uma portuguesa por supostos laços com o PCC. Entre os sancionados estão Victor Henrique de Oliveira Shimada e a empresa Victory Trading, acusados de lavagem de dinheiro. As medidas visam combater o crime transnacional e restringir o acesso dessas entidades ao sistema financeiro americano. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta (1º) sanções contra dois cidadãos brasileiros, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC), apontado pelo governo americano como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental. Segundo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), o PCC representa uma ameaça crescente à segurança nacional dos Estados Unidos por atuar na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas em território americano, especialmente na Flórida, além de manter operações em países como Reino Unido, Turquia e Japão. O departamento também considera a facção “a maior organização criminosa transnacional da América Latina”. Entre as pessoas sancionadas estão Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Já entre as empresas atingidas pela medida estão as brasileiras Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda; Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda; e Wave Construções Inteligentes Ltda, além da portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda. Segundo o Tesouro americano, Shimada liderava o núcleo da organização baseado em São Paulo e fazia a ligação entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais. O órgão afirma que ele e sua estrutura movimentaram mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em diversas cidades dos Estados Unidos, utilizando criptomoedas para enviar o dinheiro de volta ao Brasil em benefício da facção. O comunicado também afirma que Shimada esteve envolvido em outros crimes financeiros. Em janeiro de 2025, segundo o governo americano, ele chegou a cumprir prisão domiciliar no Brasil após uma de suas empresas, a Victory Trading, ter sido usada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro em um esquema de fraude publicitária.