Daniel Vorcaro se definia como ‘o número 1’ de Hugo Motta

Hugo Motta

BRASÍLIA, 21 de setembro de 2026 — Dados extraídos pela Polícia Federal (PF) do celular de Daniel Vorcaro revelam que o dono do Banco Master se definia como “o número 1” do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Nos diálogos obtidos pelo blog, o banqueiro também se refere ao parlamentar como “irmão”. Em 2 de fevereiro de 2025, em conversa com seu diretor jurídico, Luiz Rennó, Vorcaro afirma que estava em Brasília “com Davi e Hugo”, uma referência ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e ao próprio Motta. O dono do Master é questionado pelo advogado se “transita bem” com o deputado, e responde: “Transito bem? Kkkk. Sou ‘number 1’. Amigo irmão”, escreveu Vorcaro. No dia anterior, Motta havia sido eleito o novo presidente da Câmara em primeiro turno, com 444 votos, apoiado por 17 partidos, entre eles o PL e o PT. Alcolumbre também venceu a eleição para comandar o Senado na mesma data, com 73 votos de 81 possíveis. Questionado por meio de sua assessoria, Hugo Motta ainda não se manifestou sobre o teor das mensagens. CUSTEIO DE VIAGENS Em junho deste ano, a PF apontou que Vorcaro custeou estadias para Motta durante uma viagem para Lisboa, em 2024. À época, o presidente da Câmara afirmou “não ver problemas” no pagamento das diárias, já que se tratava de um evento “corporativo e jurídico”. De acordo com a investigação da PF, Vorcaro bancou suítes em um hotel de Lisboa para Motta e para o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O presidente nacional do PP é suspeito de ter recebido vantagens indevidas do banqueiro por ter atuado em favor de seu banco no Congresso Nacional.

STF julga pedido de Brandão para retirar Dino de inquéritos

Brandão Dino

BRASÍLIA, 21 de setembro de 2026 — O plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar na sexta (25) um recurso apresentado pelo governador Carlos Brandão (MDB). A análise está prevista para terminar em 2 de outubro. A defesa questiona investigações relacionadas ao governador que tramitam no Supremo. Brandão apresentou a ADPF 1351 para defender que investigações penais comuns contra governadores devem tramitar no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação também contesta decisões relacionadas à ADI 7.780, relatada pelo ministro Flávio Dino. O ministro Dias Toffoli, relator da ADPF, negou seguimento ao pedido. Ele entendeu que havia obstáculos técnicos para analisar a ação e classificou como “demasiadamente tênue” o argumento usado para justificar a legitimidade de Brandão no processo. A defesa sustenta, além disso, que a Constituição atribui ao STJ a competência para processar e julgar governadores por crimes comuns. Também questiona a condução das apurações no STF e afirma que ainda não teve acesso integral ao conteúdo das acusações envolvendo Brandão.

Justiça do Trabalho registra 171 casos de assédio eleitoral em 2026

assédio eleitoral

BRASÍLIA, 21 de setembro de 2026 — A Justiça do Trabalho registrou 171 processos de assédio eleitoral no trabalho em 2026. Desde 2023, já são 771 casos, segundo dados do TSE. O assédio eleitoral acontece quando o trabalhador é coagido, ameaçado ou constrangido por causa de sua escolha política. Além disso, a prática pode atingir uma pessoa ou um grupo. Dois casos recentes estão no Ministério Público do Trabalho. Um envolve o empresário Luciano Hang, dono da Havan. Ele disse que funcionários que votassem em candidatos a favor do fim da escala 6×1 poderiam procurar um “subemprego”. A Havan não respondeu até a publicação. O outro caso envolve o influenciador Rico Melquiades. Ele afirmou que demitiria uma empregada doméstica por apoiar outro partido. Depois, ele se retratou e disse que as mulheres do vídeo são parentes dele. A advogada Juliana Castilho explica que ameaças por e-mail ou WhatsApp para um grupo podem ser assédio coletivo. Portanto, o trabalhador deve juntar provas antes de denunciar. Ele pode procurar o canal da empresa, o Ministério do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho, a Justiça Eleitoral, o sindicato ou um advogado. São Paulo lidera o número de processos. Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina vêm depois. Juntos, esses cinco estados concentram metade dos casos.

Eduardo Braide usa aeronave em agenda após criticar adversários

Eduardo Braide

MARANHÃO, 21 de setembro de 2026 — O candidato ao Governo do Maranhão Eduardo Braide (PSD) foi filmado nesta segunda (21) embarcando no Aeroporto de Barreirinhas durante uma agenda de campanha. O vídeo mostra Braide caminhando pelo pátio até a aeronave de matrícula PT-OZJ. O registro ganhou repercussão porque Braide vinha criticando adversários pelo uso de aeronaves em viagens pelo interior do Maranhão. A imagem mostra que ele também utilizou transporte aéreo durante a campanha, mas não explica em quais condições ocorreu o deslocamento. O avião PT-OZJ é um Beechcraft King Air C90. Segundo informações divulgadas após a identificação da aeronave, ela está registrada em nome do empresário Marcelo Carvalho Sombra desde julho deste ano. A Solar Táxi Aéreo aparece como operadora do avião. O material divulgado não informa quem contratou ou pagou o voo de Eduardo Braide. Também não esclarece se houve fretamento, cessão ou outra forma de disponibilização. O TSE informa que gastos com aeronaves em campanha devem constar na prestação de contas eleitoral. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Acontece Maranhão – Notícias (@acontece_maranhao)

Justiça inicia audiência de falso pastor em Paço do Lumiar

pastor fake

PAÇO DO LUMIAR, 21 de setembro de 2026 — Começa nesta segunda (21), em Paço do Lumiar, a audiência de instrução e julgamento do falso pastor David Gonçalves da Silva. Preso em abril de 2026, ele responde a acusações relacionadas a crimes investigados pela Polícia Civil. As sessões seguem até sexta (25), devido ao número de pessoas que serão ouvidas. David foi preso durante uma operação da Polícia Civil no bairro Recanto do Poeta, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. Segundo as investigações, ele é suspeito de estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa. A Justiça determinou a intimação do Ministério Público, da defesa, do acusado e das vítimas para participação nas datas marcadas. Além disso, autorizou a expedição dos mandados e demais documentos necessários ao andamento da audiência e ao cumprimento de eventuais cartas precatórias. As sessões estão previstas para começar às 8h no fórum de Paço do Lumiar. Ao longo dos cinco dias, a Justiça deverá ouvir vítimas, acusado e outras pessoas ligadas ao processo.

Contrato de R$ 427 milhões liga entorno de Nunes a Vorcaro

Nunes Marques

BRASÍLIA, 21 de setembro de 2026 — Arquivo enviado pela Polícia Federal aos ministros do STF revela contrato de advocacia de R$ 427 milhões com a chamada “Turma do KN”. O valor seria pago em caso de êxito nas ações de interesse de Daniel Vorcaro em tribunais superiores que poderiam destravar R$ 8,5 bilhões em precatórios. As mensagens mostram que “KN” é uma menção ao ministro Kassio Nunes Marques. O documento e a troca de mensagens constam do HD enviado pela PF ao gabinete do ministro do Supremo André Mendonça, relator do Caso Master, em julho. Os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes exigiram acesso à íntegra do arquivo na última semana, diante de suspeitas de que Mendonça tinha foco apenas em Alexandre de Moraes, ignorando menções a outros ministros da Corte. Mendonça nega direcionamento. A troca de mensagens revela que assessores de Vorcaro chamavam de “a turma do KN” o desembargador Newton Ramos, do TRF-1, e a mulher dele, a advogada Camilla Ramos. Newton repassava a Vorcaro pedidos de Kassio Nunes, como hospedagem no hotel Fasano, além de atualizá-lo sobre o caso dos precatórios. O CONTRATO DE R$ 427 MILHÕES Até então, já se sabia que o escritório de advocacia da mulher do desembargador (Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia) havia sido contratado pelo Master. O contrato, obtido pelo Metrópoles, revela agora o valor dos honorários (R$ 427 milhões em caso de êxito), quais os precatórios comprados por Vorcaro e quanto ele esperava receber pelos papéis (R$ 8,5 bilhões). Para obter êxito, Vorcaro precisava agilizar julgamentos e convencer juízes a concordar com os pagamentos. Foi nesse contexto que o banqueiro cercou integrantes da Segunda Turma do Supremo, onde uma decisão balizaria todos os demais julgamentos a respeito desses precatórios de usinas de cana-de-açúcar. Nas mensagens extraídas do celular de Vorcaro e obtidas pelo Metrópoles, a mulher do desembargador Newton Ramos comemora o voto de Kassio Nunes no julgamento. KN, Dias Toffoli e Edson Fachin votaram por reconhecer o débito, enquanto Gilmar Mendes e André Mendonça discordaram e foram vencidos na discussão. Um detalhe desse julgamento: Nunes Marques havia se declarado impedido, mas mudou de ideia. E Toffoli, que sempre votara contra esse tipo de ação, mudou para posição favorável. “É um excelente voto do Min. Nunes Marques fazendo a distinção dos casos em que o título judicial trouxe os critérios da indenização”, escreveu a mulher do desembargador para Vorcaro. Em outra mensagem, ela marca reunião do desembargador Newton (seu marido) com Vorcaro para falar sobre o assunto. Newton utiliza mensagem de visualização única somente quando trata do tema dos precatórios com Vorcaro. Os favores são registrados em mensagens que não apagam automaticamente. Sobre esse tema, Kassio Nunes já disse o seguinte: “Em relação ao processo citado sobre a usina, o ministro Kassio Nunes Marques estava impedido por anotação da Secretaria porque decidiu o caso como vice-presidente do TRF-1. Posteriormente compreendeu que tecnicamente não estava impedido, por se tratar de tese ampla, pediu retificação à Secretaria e acabou votando. Votou diversas vezes no mesmo sentido enquanto estava no TRF-1. Embora na mensagem eles estivessem comemorando o resultado, não se tratava de ação sobre o Master, era uma tese que se aplicaria a diversas empresas. O ministro nunca votou a favor do Banco Master, e o filho nunca recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro”. Continue lendo…

Guardas municipais fazem carreata por reajuste de 30% em SLZ

Guardas Municipais

SÃO LUÍS, 21 de setembro de 2026 — Guardas municipais de São Luís fizeram neste domingo (20) uma carreata e uma motociata para cobrar reajuste salarial de 30% e a sanção de projetos aprovados pela Câmara. Segundo a categoria, os agentes estão há cerca de 11 anos sem aumento e aguardam uma decisão da prefeita Esmênia Miranda. Os organizadores disseram que o ato foi pacífico e buscou chamar a atenção da Prefeitura para a valorização dos agentes. Além disso, os manifestantes cobraram um posicionamento do Executivo sobre as propostas que mudam regras da carreira e da remuneração da Guarda Municipal. A Câmara de São Luís aprovou, em 26 de agosto, dois projetos enviados pelo Executivo. Os textos tratam da Indenização por Atividade Especial (IAE) e alteram pontos do Estatuto dos Servidores e do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos dos guardas municipais. Uma das mudanças prevê nova tabela de vencimentos. O valor para a classe inicial seria de R$ 7.450 e poderia chegar a cerca de R$ 17 mil para inspetor, conforme a progressão na carreira. A categoria agora cobra a sanção das propostas pelo Executivo municipal.

Moraes vira relator de caso que envolve própria esposa e Vorcaro

Moraes Vorcaro

BRASÍLIA, 21 de setembro de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do STF, foi sorteado relator de um mandado de segurança que tenta conseguir o registro de entrada no Senado de uma série de pessoas, entre elas sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o dono do Banco Master. O processo foi apresentado pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo) na Justiça Federal do Paraná, mas enviado ao STF por envolver o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Kilter relatou que apresentou ao Senado três pedidos baseados na Lei de Acesso à Informação, mas que todos foram negados. Além de Viviane e Vorcaro, o parlamentar quer saber se houve acesso dos empresários Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e do sindicalista José Ferreira da Silva, o Frei Chico, entre outras pessoas. Entretanto, todas as solicitações foram rejeitadas, com a justificativa de que “dados sobre o acesso de pessoas às dependências do Senado Federal O mandado de segurança chegou ao STF na semana passada e foi sorteado a Moraes, que ainda não tomou nenhuma decisão.

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