
BRASÍLIA, 27 de agosto de 2026 — Os partidos políticos concentraram 85% dos recursos arrecadados até agora, ou seja, R$ 648,5 milhões. Os candidatos, juntos, arrecadaram R$ 78,4 milhões nos primeiros dez dias de campanha. Esse valor inclui doações de pessoas físicas, financiamento coletivo e repasses entre candidatos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou os dados nesta quarta (26) por meio do sistema Divulgacand. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo. O total arrecadado até o momento é de R$ 770 milhões. Porém, esse número ainda deve crescer muito até o fim da campanha.
O PL recebeu a maior fatia do Fundo Especial de Financiamento de Campanha: R$ 880 milhões. Desse total, o partido já repassou 30% para seus candidatos. O PT tem direito a R$ 615 milhões e distribuiu 15%. O PCdoB foi o que mais repassou em porcentagem: metade dos R$ 60,5 milhões disponíveis.
O Novo aparece em seguida, com 44% dos R$ 37 milhões.
Entre os candidatos, Flávio Bolsonaro e Lula lideram a arrecadação. O primeiro recebeu R$ 42 milhões, e o segundo, R$ 35,2 milhões. Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná, arrecadou R$ 11 milhões. Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina, recebeu R$ 5,8 milhões. Domingos Sávio (PL-MG), ao Senado, somou R$ 5 milhões.
Em doações de pessoas físicas, Flávio Roscoe (PL-MG) lidera com R$ 3,3 milhões. Luciano Zucco (PL-RS) recebeu R$ 2,5 milhões, e Mendonça Filho (PL-PE), R$ 1,6 milhão. O empresário Alexandre Grendene foi o maior doador individual, com R$ 3 milhões. Seu irmão Pedro Grendene doou R$ 700 mil.
As despesas contratadas já somam R$ 96,5 milhões. Materiais impressos respondem por 20% dos gastos, e serviços advocatícios, por 12,7%. A campanha de Flávio Bolsonaro é a que mais gasta: R$ 8,5 milhões, principalmente com advogados e táxi aéreo.
Os dados ainda serão atualizados nas próximas prestações de contas.







