
BRASIL, 27 de agosto de 2026 — A dívida pública federal aumentou 0,22% em julho e chegou a R$ 9,28 trilhões, segundo dados divulgados nesta quarta (26), pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em junho, o estoque estava em R$ 9,26 trilhões.
De acordo com o Tesouro, a incorporação de R$ 85,5 bilhões em juros elevou o endividamento. O resgate líquido de R$ 65,1 bilhões compensou parte desse crescimento. A dívida pública federal corresponde aos compromissos assumidos pelo governo para financiar despesas, que superam a arrecadação com impostos e contribuições.
Prazo da dívida interna aumenta, e custo recua
O prazo médio da dívida passou de 4,01 anos em junho para 4,05 anos em julho. Já o custo médio acumulado nos 12 meses anteriores caiu de 12,6% para 12,4% ao ano.
Além disso, a reserva de liquidez — recursos em caixa destinados exclusivamente ao pagamento da dívida — aumentou 1,9%, de R$ 1,34 trilhão para R$ 1,37 trilhão. Na comparação com julho de 2025, quando somava R$ 988,3 bilhões, o crescimento nominal foi de 38,7%.
No Plano Anual de Financiamento, também divulgado nesta quarta, o Tesouro prevê que a dívida pública federal termine 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. O órgão também estima que títulos atrelados a taxas flutuantes representem entre 49% e 53% do estoque.







