Correios bancam edital milionário apesar de apurações

BRASÍLIA, 06 de junho de 2025 – Os Correios decidiram manter ativa a licitação de R$ 380 milhões para contratação de agências de publicidade, mesmo diante de investigações do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público Federal (MPF). O valor equivale a até 2% da receita bruta anual da estatal. A empresa declarou que não irá suspender nem revisar o edital, apesar de enfrentar prejuízo estimado em R$ 3,2 bilhões no fechamento de 2024. O rombo marca o segundo ano do atual governo como o mais crítico da história da companhia. A ampliação do teto de 0,5% para 2% da receita foi atribuída à Lei das Estatais. Os Correios argumentam que o aumento não representa gasto automático, mas garante flexibilidade diante da concorrência no mercado logístico e de comunicação. A estatal alega que o novo contrato é essencial para executar ações de comunicação legalmente previstas. Segundo nota, a empresa seguirá qualquer “orientação formal” emitida pelos órgãos de controle, caso haja deliberação oficial.
Adolescente é flagrado com pistola dentro de escola no MA

BOA VISTA DO GURUPI, 06 de junho de 2025 – Um adolescente foi flagrado, por volta das 13h30 desta quinta (5), com uma pistola calibre .380 dentro da Escola José Alencar, localizada em Boa Vista do Gurupi, no Maranhão. A direção da unidade de ensino acionou a Polícia Militar, que localizou o armamento na mochila do aluno. De acordo com o 31º Batalhão da Polícia Militar, o armamento é uma pistola Taurus modelo 838, com 12 munições intactas e um carregador. A apreensão ocorreu em sala de aula e contou com o acompanhamento do Conselho Tutelar durante as diligências posteriores. Após o flagrante, a equipe policial se dirigiu à residência do menor, situada no mesmo município. No local, os agentes encontraram a madrasta do adolescente e um homem que alegou estar hospedado na casa, sendo morador de Santa Luzia do Paruá.
Alema confirma cassação de Hemetério Weba nesta sexta (6)

MARANHÃO, 06 de junho de 2025 – A Assembleia Legislativa do Maranhão confirma, nesta sexta (6), a perda de mandato do deputado estadual Hemetério Weba (PP). A Mesa Diretora finalizou o trâmite administrativo após a Justiça decretar sua inelegibilidade no dia 8 de abril, motivada por condenação por improbidade administrativa. A ex-deputada Helena Duailibe, primeira suplente do Progressistas, assumirá o cargo na próxima segunda (9). Weba foi condenado por usar propaganda institucional com fins de autopromoção durante seu mandato como prefeito de Nova Olinda do Maranhão. A sentença foi proferida pela juíza Patrícia Bastos de Carvalho Correia, da Vara Única de Santa Luzia do Paruá. A decisão estabelece a suspensão de seus direitos políticos por três anos, além de multa civil de R$ 626.824,17. Além da multa, a Justiça determinou a proibição de contratar com o poder público pelo mesmo período e ordenou o bloqueio de bens por meio dos sistemas SISBAJUD e RENAJUD. O nome de Weba também será incluído no Cadastro Nacional de Condenações por Improbidade Administrativa, com comunicação oficial ao TRE-MA. Durante quase duas décadas, o processo permaneceu em tramitação judicial. A execução da sentença começou há cerca de dois meses. Desde então, Weba apresentou recursos judiciais para tentar permanecer no cargo, mas todas as tentativas foram rejeitadas.
Governo Lula admite que meta ambiental é inviável de cumprir

BRASÍLIA, 05 de junho de 2025 – O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) fez uma crítica direta à meta do governo Lula e ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) sobre o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal em todos os biomas do país até 2030 e declarou que se trata de um plano inviável, sem conexão com a realidade. A declaração consta de uma avaliação formal realizada nesta semana, a partir de um pedido do MMA. A Folha teve acesso aos documentos que incluem a análise da pasta da Agricultura. O objetivo do Mapa era avaliar uma solicitação do MMA sobre o Plano Setorial de Uso e Cobertura da Terra em Áreas Públicas. Esse plano, que é interministerial, está em fase de elaboração e é coordenado pelo MMA. Ele faz parte das ações para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, ao organizar e controlar o uso de terras públicas, com combate ao desmatamento ilegal e ocupações irregulares. Ao abordar o Mapa, a pasta comandada pela ministra Marina Silva queria que seu vizinho de Esplanada apontasse sugestões para melhorar uma das ações previstas no plano, que é a de “monitorar as cadeias produtivas”, medida que tem como meta zerar o desmatamento ilegal em áreas públicas de todos os biomas. O Mapa, em seu parecer interno, foi direto sobre o que pensa do assunto. “Consideramos ainda relevante registrar que entendemos que o aceite da desejável ação ‘Eliminar o desmatamento ilegal em áreas públicas de todos os biomas brasileiros’ como fora da realidade e da razoabilidade, sendo de forma prática impossível de ser cumprida”, afirmou. A manifestação da Coordenação de Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável do Mapa foi encaminhada para outro setor do ministério, a Coordenação de Mudança do Clima e Desenvolvimento Sustentável. Em sua solicitação de colaboração, o Ministério do Meio Ambiente também citava a proposta de se desenvolver um “Plano Nacional de Rastreabilidade”, com mecanismos para rastrear produtos agropecuários em terras públicas. Sobre esse ponto, o Mapa declarou que esse plano não existe dentro da pasta e que “a iniciativa hoje em desenvolvimento se refere apenas à rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos (búfalos)”.
Mical contesta urgência para proteger imagem de Camarão

SÃO LUÍS, 05 de junho de 2025 – A deputada estadual Mical Damasceno (PSD) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão, nesta quinta (5), para comentar a recente decisão da Justiça que proíbe a veiculação de matérias com supostos diálogos atribuídos ao vice-governador Felipe Camarão (PT). O que chamou a atenção da parlamentar foi o instrumento jurídico utilizado: a tutela de urgência, normalmente acionada em situações que envolvem risco iminente à vida ou à saúde. Prevista no Código de Processo Civil, a tutela de urgência é um recurso jurídico reservado para situações como a autorização de cirurgias, fornecimento de medicamentos ou internações hospitalares. No entanto, desta vez, foi usada para retirar conteúdos jornalísticos da internet que mencionavam o nome de Camarão em supostas conversas comprometedoras. A decisão, assinada pela juíza Ariane Mendes Castro Pinheiro, da 13ª Vara Cível de São Luís, também impõe multa diária de R$ 1.000,00 em caso de descumprimento.
Justiça anula licença de usina termoelétrica em São Luís

SÃO LUÍS, 05 de junho de 2025 – A Justiça Federal anulou a Licença Prévia nº 612/2019, que autorizava a instalação da Usina Termoelétrica Geramar III na Zona Industrial 2 (ZI2) de São Luís, no Maranhão. A decisão foi proferida após ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que apontou irregularidades no licenciamento ambiental emitido pelo Ibama. A sentença também proibiu qualquer intervenção da empresa Gera Maranhão no local, com multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. O MPF sustentou que a usina seria instalada em área de fundo de vale, essencial para a recarga de aquíferos, contrariando normas municipais de uso e ocupação do solo. Além disso, a região já apresenta alto nível de poluição atmosférica devido à presença de empreendimentos industriais, o que, segundo o órgão, agravaria o impacto ambiental do novo projeto. O Plano Diretor e o Macrozoneamento Ambiental de São Luís vedam empreendimentos com alto potencial poluidor na área escolhida. Ainda assim, a empresa conseguiu duas certidões municipais com interpretações divergentes sobre o uso do solo. Ao analisar os documentos, a Justiça considerou válida a posição mais recente da Prefeitura de São Luís, que declarou inviável a instalação da termoelétrica na localidade. O juízo ressaltou que o projeto foi aprovado sem a anuência formal da prefeitura sobre o uso do solo, o que é obrigatório em processos de licenciamento ambiental. Para o tribunal, a ausência dessa autorização inviabiliza a certeza de que o local seja apropriado para a construção da usina.
Ataques deixam 36 cristãos mortos em vilarejos da Nigéria

NIGÉRIA, 05 de junho de 2025 – Pelo menos 36 cristãos foram mortos e nove ficaram feridos entre os dias 24 e 26 de maio, durante ataques armados em vilarejos na região central da Nigéria. As ações ocorreram nos distritos de Gwer West e Guma, segundo a Diocese de Makurdi e a fundação Ajuda à Igreja que Sofre. Os ataques foram atribuídos a militantes fulânis, grupo étnico muçulmano presente em vários países da África Ocidental. O primeiro episódio aconteceu em Tse Orbiam, Gwer West. Na ocasião, o padre Solomon Atongo, da paróquia de Jimba, foi baleado na perna ao retornar de uma missa. Dois acompanhantes foram sequestrados, conforme relatou Ori Hope Emmanuel, da Fundação Justiça, Desenvolvimento e Paz. Pouco depois, um agricultor foi morto a tiros em sua fazenda na mesma localidade. No dia 25 de maio, homens armados invadiram o vilarejo cristão de Aondona e mataram 20 pessoas. Segundo Emmanuel, os atacantes estavam fortemente armados e dispararam indiscriminadamente, gerando pânico entre os moradores. No mesmo dia, em Yelewata, distrito de Guma, três cristãos — um pai, seu filho adolescente e uma criança de 2 anos — foram assassinados. A mãe ficou gravemente ferida. De acordo com relatos locais, esse episódio foi motivado pela agressão anterior a um agricultor cristão de 67 anos, que teve sua plantação destruída. A tensão entre comunidades cristãs e pastores fulânis frequentemente envolve disputas por terras e recursos.
Mateus e funcionários são condenados por tortura em cliente

SÃO LUÍS, 05 de junho de 2025 – O Mateus Supermercados e três funcionários foram condenados pela Justiça maranhense por tortura contra a cliente Jacqueline Debora Costa de Oliveira, em julho de 2021. As sentenças, da 1ª Vara Criminal e 5ª Vara Cível de São Luís, determinaram pena de três anos de prisão em regime aberto para os acusados e indenização de R$ 3 mil à vítima. Jacqueline, no entanto, anunciou que recorrerá por considerar as punições brandas. Segundo o inquérito, Jacqueline foi levada à força para uma sala após ser acusada de furto no Mix Mateus do Araçagy. Lá, sofreu agressões com pedaços de madeira nos braços e pernas por cerca de uma hora, mesmo sem que produtos furtados fossem encontrados.