Piloto é esfaqueado pelo copiloto na cabine de avião rumo a Israel

ISRAEL, 30 de setembro de 2026 — O piloto de um avião de passageiros com destino a Israel foi esfaqueado pelo copiloto na cabine de comando — e a cena aterrorizante fez a aeronave despencar quase 20 mil pés em questão de minutos, gerando temores de um “ataque terrorista em pleno voo”. A aeronave da Flydubai, que havia decolado de Dubai (Emirados Árabes Unidos) com destino a Tel Aviv (Israel) pouco antes das 7h desta quarta (30), voava em altitude de cruzeiro de cerca de 34 mil pés quando a violência eclodiu na cabine, aproximadamente duas horas e meia após o início do voo, informou o Canal 12 de Israel. O copiloto tentou assumir o controle do Boeing 737 Max 8 — que transportava 174 passageiros, incluindo 27 crianças — e atacou o piloto diversas vezes, segundo o veículo de imprensa. Os nomes dos envolvidos não foram revelados. Acredita-se que o copiloto seja originário de Omã e o piloto, dos Emirados Árabes Unidos. “Ou iríamos cair ou seríamos assassinados”, disse um passageiro à I24 News. “Foi como um ataque terrorista em pleno voo”, emendou ele. Uma outra passageira descreveu, de acordo com o “Times of Israel”, cenas de pânico: “Ouvimos gritos. Depois abriram a cabine e vimos sangue, alguém tinha esfaqueado o piloto com uma navalha. Nós rezamos o ‘Shemá Israel’ [uma das orações mais importantes do judaísmo]. Houve também momentos em que achamos que não sairíamos vivos.” “Começaram gritos no avião de passageiros que perceberam o que estava acontecendo. Entendemos que um dos pilotos foi esfaqueado e ficou gravemente ferido, e eles perderam o controle da aeronave. Ela começou a mergulhar rapidamente. Foi muito assustador”, testemunhou outra mulher a bordo. O avião começou por emitir um código 7700, um sinal internacional de emergência, tendo dado a volta junto à fronteira entre a Jordânia e a Arábia Saudita, Pouco depois foi então emitido o código 7500, que também se pode referir a uma interferência a bordo, o que acabou se verificando. Pilotos que estavam a bordo como passageiros dominaram o agressor e assumiram o controle da aeronave, pousando com segurança em Tabuk (Arábia Saudita). O avião ainda esteve no ar mais uma hora depois de tudo começar, mantendo-se mais ou menos estável nos 15 mil pés até iniciar a abordagem e finalmente aterrar na pista de Tabuk. A administração do aeroporto civil-militar Aeroporto Internacional Príncipe Sultan bin Abdulaziz afirmou que piloto e copilotos foram hospitalizados com vários ferimentos. Autoridades israelenses anunciaram a abertura de uma investigação por terrorismo. O Shin Bet, um dos braços dos serviços secretos de Israel, está à frente do caso. “Um piloto esfaqueou o outro e tentou provocar um 11 de Setembro”, disse uma autoridade, segundo o Canal 12, referindo-se aos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA. “Uma tragédia gravíssima foi evitada”, afirmaram, temendo a repetição do incidente de julho de 1976, quando um voo da Air France com destino a Paris foi sequestrado.
Prefeita de Nova Colinas enfrenta pedido de afastamento

NOVA COLINAS, 30 de setembro de 2026 — O Ministério Público do Maranhão (MPMA) pediu à Justiça, nesta terça (29), medidas contra a prefeita de Nova Colinas, Mariana Pinto Ribeiro Macedo, conhecida como Dra. Mariana. A Promotoria de Balsas cobra o cumprimento de sentença que determinou concurso para procurador municipal e mudanças no quadro jurídico da prefeitura. A decisão também obrigou o município a exonerar ocupantes de cargos comissionados ou contratados de forma precária para essas funções. A sentença decorre de uma Ação Civil Pública e transitou em julgado em 6 de maio de 2022. Segundo o MPMA, mesmo após o tempo transcorrido, a gestão municipal adotou apenas providências formais e não avançou nas demais etapas. A manifestação foi assinada pelo promotor de Justiça Tiago Carvalho Rohrr e busca garantir o cumprimento da sentença. O órgão afirma ainda que as multas aplicadas somente ao município não foram suficientes. Para o MPMA, atingir as finanças municipais acaba prejudicando a população sem produzir o efeito esperado sobre quem possui competência para cumprir a determinação judicial. O MPMA pediu prazo improrrogável para a prefeita comprovar a contratação da instituição responsável pelo concurso e publicar o edital para procurador municipal. Caso a determinação seja descumprida, o órgão pede multa pessoal de R$ 10 mil por dia contra Mariana Macedo, limitada a R$ 100 mil. Se essas providências também não forem suficientes, a Promotoria solicita o afastamento cautelar da prefeita, sem prejuízo da remuneração.
Itamaraty acionou embaixada para ajudar Lulinha em Madri

MORROS, 30 de setembro de 2026 — O filho mais velho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, contou com a ajuda da embaixada brasileira em Madri para organizar a mudança dele e da família para a capital espanhola em meados de 2025. Mensagens recuperadas no celular da lobista Roberta Luchsinger mostram que o então embaixador brasileiro em Madri, Orlando Leite Ribeiro, ofereceu o aparato da embaixada brasileira para ajudar a lobista na mudança dela e do filho do presidente para a capital ibérica. Como revelou a coluna, Lulinha vive em Madri desde junho do ano passado, com planos de ficar pelo menos dois anos na capital espanhola. As mensagens de Roberta Luchsinger mostram que ela organizou a mudança do filho do presidente e arcou com os custos financeiros da transferência. A própria Roberta pretendia se mudar para a Espanha, o que não se concretizou. Nas mensagens, Orlando Leite Ribeiro disponibiliza uma funcionária da embaixada para acompanhar Roberta Luchsinger e a mulher de Lulinha, Renata Abreu Moreira, em uma visita a uma universidade. Também ofereceu, em junho de 2025, uma van da embaixada para ajudar Luchsinger a comprar móveis — o Itamaraty nega que o veículo tenha sido usado Além disso, numa de suas idas à capital da Espanha, em setembro de 2024, Luchsinger usou os serviços de um contato salvo como “Tiago Motorista Embaixador” — o homem fala em português e usa um número de telefone da Espanha. Orlando Leite Ribeiro ingressou na carreira diplomática em 1993. Em dezembro de 2021, o Senado aprovou a indicação dele para o posto de embaixador do Brasil na Espanha. Em julho de 2025, o diplomata foi rotacionado para a Tchéquia, na Europa Central. A lobista foi apresentada a Orlando Leite Ribeiro pelo empresário Kalil Bittar, irmão de Fernando Bittar. As mensagens mostram que ela esteve em contato com o embaixador durante todo o primeiro semestre de 2025, enquanto organizava a mudança para Madri. “Queridas Roberta e Renata, agradeço, de coração, a linda gravata! Não precisava mesmo! Está sendo um prazer ajudá-las no processo de instalação em Madri. Continuem contando comigo para o que for preciso. Beijos”, escreveu o embaixador em 26 de março de 2025. “Que bom que gostou. Só mesmo uma lembrança nossa!”, responde Roberta. “Saiba que pode contar comigo para o que precisar nessa transição para Madri”, diz o embaixador. Clique para ver a matéria completa.
FAMEM orienta municípios sobre transporte nos dias de votação

MARANHÃO, 30 de setembro de 2026 — Com a proximidade das Eleições Gerais de 2026, marcadas para 4 de outubro, a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) divulgou orientações aos gestores municipais sobre transporte e mobilidade nos dias de votação. Caso haja segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro. “A nossa missão como gestores e lideranças municipais é fortalecer a democracia no nosso município. Por isso, a FAMEM reforça o compromisso de fazermos do dia da eleição um dia marcado pela paz, pela consciência e pelo respeito às escolhas do nosso povo em cada canto do Maranhão”, afirma o presidente da FAMEM, Roberto Costa. De acordo com as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o poder público deve assegurar, nos dias de votação, transporte coletivo urbano municipal e intermunicipal gratuito, inclusive metropolitano. A frequência deve ser compatível com a praticada nos dias úteis. A medida está prevista na Resolução-TSE nº 23.751/2026 e decorre de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Os municípios devem verificar previamente a operação do transporte coletivo urbano, considerando a demanda prevista, os horários de maior movimento, os acessos aos locais de votação e o atendimento às regiões mais distantes. A regulamentação também permite medidas como criação de linhas especiais, utilização de veículos públicos disponíveis e requisição de veículos adaptados para transporte coletivo, inclusive ônibus escolares, desde que observadas as regras aplicáveis. Atenção às regras eleitorais O transporte deve ser oferecido sem distinção entre eleitores, propaganda partidária ou eleitoral e promoção pessoal do gestor público responsável. Os municípios também devem manter registros dos ajustes feitos na operação, incluindo itinerários, horários, veículos disponibilizados e forma de custeio, conforme as orientações da Justiça Eleitoral e a legislação vigente. A redução do serviço de transporte público habitualmente ofertado no dia da eleição pode gerar consequências na esfera eleitoral, conforme a regulamentação do TSE. Transporte de eleitores da Zona Rural O transporte de eleitores das zonas rurais até os locais de votação segue organização específica da Justiça Eleitoral. A legislação permite o uso de veículos e embarcações colocados à disposição da Justiça Eleitoral, conforme regras de requisição e planejamento. Nesse caso, o município deve manter contato com o respectivo cartório eleitoral, verificar percursos e horários definidos e informar eventuais problemas nas condições das estradas. Quando os veículos requisitados estiverem sob responsabilidade municipal, a prefeitura também deve garantir condições adequadas de operação. A regulamentação prevê o transporte, realizado pela Justiça Eleitoral, de eleitores das zonas rurais até os locais de votação quando a distância for de pelo menos dois quilômetros. Também existem regras específicas para povos indígenas, comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais. ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE O planejamento municipal também deve considerar a acessibilidade. Entre os pontos que podem ser verificados estão as condições de acesso aos locais de votação, pontos de embarque, paradas de ônibus, travessias e áreas de circulação. A atenção deve incluir especialmente pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A Justiça Eleitoral possui ações voltadas ao transporte de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que não tenham meios próprios para chegar ao local de votação. Os municípios podem divulgar os canais oficiais e, quando houver articulação com a Justiça Eleitoral, apoiar a organização do atendimento. A Resolução-TSE nº 23.753/2026 instituiu o Programa Seu Voto Importa, com diretrizes para esse transporte especial. INFORMAÇÕES SOBRE ROTAS E HORÁRIOS A FAMEM orienta que informações sobre gratuidade, horários, itinerários, pontos de embarque e eventuais mudanças no trânsito sejam divulgadas nos canais oficiais dos municípios. No transporte rural organizado pela Justiça Eleitoral, a divulgação municipal deve utilizar apenas percursos e horários oficialmente confirmados pelo respectivo juízo eleitoral. Em ofício enviado aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) em 28 de setembro, o TSE solicitou informações sobre rotas, horários e modalidades do transporte público coletivo gratuito nos dias de votação. O tribunal também pediu a verificação das providências adotadas pelas prefeituras e pelos governos estaduais. Com isso, municípios, Estado e Justiça Eleitoral devem definir previamente a operação do transporte, os percursos e os serviços que serão disponibilizados aos eleitores nos dias de votação.
Orleans Brandão surpreende no debate, Braide vai mal

SÃO LUÍS, 30 de setembro de 2026 — O debate da TV Mirante, realizado na noite de terça (29), em São Luís, reuniu os candidatos ao Governo do Maranhão, sendo ele: André Luís, Eduardo Braide, Felipe Camarão, Orleans Brandão, Roberto Rocha e Saulo Arcangeli. Na análise do titular deste blog, Orleans surpreendeu pelo desempenho, enquanto Braide ficou abaixo da expectativa criada em torno de sua participação. O programa teve quatro blocos, com perguntas de temas livres e determinados. Hélter Duarte, da TV Globo, fez a mediação. A transmissão ocorreu ao vivo, e os seis candidatos discutiram saúde, educação, transporte, segurança, assistência social, economia e outros temas. Antes do encontro, uma das dúvidas levantadas na campanha era sobre como Orleans se comportaria diante dos adversários. Na nossa avaliação, o candidato do MDB contrariou essa expectativa. Ele manteve o tom durante os confrontos, respondeu às provocações e combinou críticas aos concorrentes com dados e propostas. Logo na abertura, Orleans tomou a iniciativa e colocou seus principais adversários na defensiva. O emedebista confrontou Felipe Camarão ao questionar seu papel na disputa e relembrar a passagem do petista pela Secretaria de Educação. Citou a reestruturação da merenda escolar e reafirmou a proposta de ampliar escolas de tempo integral pelo estado. “O governador Carlos Brandão teve muitos feitos, um deles foi lhe tirar da Secretaria de Educação. Na sua época, as crianças comiam suco com bolacha. E você não é o candidato do presidente Lula. Você é o candidato laranja do candidato Eduardo Braide, que é candidato de Bolsonaro”, disparou Orleans. Orleans também criticou o comportamento de Camarão durante a campanha. “Eu fiz essa campanha inteira limpa, propositiva, falando sobre um estado que eu amo, sobre um estado que eu andei, que eu conheci e que eu levei muitos programas”, afirmou. Contra Eduardo Braide, Orleans concentrou críticas nas políticas sociais e no transporte público de São Luís. “Você desmontou a Secretaria de Assistência Social do município, provocando demissões em massa. Os CRAS, os CREAS, os Conselhos Tutelares estão jogados às traças, estão abandonados”, disse. Ao citar a frota de ônibus da capital, que teria caído de 900 para menos de 450 veículos, Orleans acusou Braide de transferir responsabilidades e nuna assumir a própria culpa. Segundo ele, o ex-prefeito recorria ao governo estadual, a gestores anteriores e aos empresários para explicar os problemas do setor. BRAIDE ABAIXO DA EXPECTATIVA A outra surpresa, na avaliação do blog do Linhares, veio de Eduardo Braide. O ex-prefeito chegou ao encontro com a imagem de político habilidoso em debates. No entanto, encontrou dificuldades principalmente ao responder cobranças sobre áreas de responsabilidade da Prefeitura de São Luís. Braide defendeu sua passagem pela gestão municipal e afirmou ter realizado mais de duas mil obras na capital. Também citou ações em educação, saúde e infraestrutura. Mesmo assim, na avaliação deste blog, teve dificuldade para neutralizar questionamentos feitos principalmente por Orleans e Roberto Rocha. O ex-prefeito encontrou espaço mais confortável em alguns confrontos, sobretudo ao responder André Luís sobre transporte. Ele até argumentou que decisões judiciais interferiram na tentativa de romper contratos com empresas de ônibus e apresentou o programa Trânsito Livre como uma das ações de sua gestão. No terceiro bloco, Braide questionou Orleans sobre os Socorrões. O emedebista respondeu levando a discussão para a atenção básica municipal e afirmou respeitar os profissionais das unidades. “Eu respeito todos os profissionais dos Socorrões. Mas você que está me assistindo aí em casa: você quer ir pro Socorrão?”, questionou Orleans. Depois, o candidato do MDB afirmou que São Luís ocupa o 25º lugar entre as 27 capitais na atenção básica e a última posição do Nordeste. Segundo ele, essa situação sobrecarrega as UPAs estaduais. Orleans também rebateu acusações de interferência política na saúde estadual ao citar declarações da prefeita de Chapadinha, Belezinha, aliada de Braide. Segundo o emedebista, ela teria recorrido ao irmão do ex-prefeito para conseguir leitos na capital. A pressão sobre Braide também chegou à política tributária. Orleans afirmou que São Luís cobra o maior ISS do país para a construção civil e criticou o volume de autuações municipais, classificando a situação como uma “indústria da multa”. Na leitura do titular deste blog, Braide mostrou nervosismo em alguns dos principais embates e não repetiu a desenvoltura esperada de um político conhecido por confrontos anteriores. Sua atuação ficou abaixo da expectativa criada antes do programa. CAMARÃO: O PIOR DO DEBATE Felipe Camarão abriu o primeiro confronto questionando a experiência de Orleans para comandar o Maranhão. O petista citou sua carreira como procurador federal, professor e gestor público. Na avaliação deste blog, a estratégia do petista tornou seu discurso repetitivo em vários momentos. Quando não confrontava Orleans, Camarão recorria ao próprio currículo e à ligação com o presidente Lula, reduzindo o espaço para detalhar propostas. Camarão também debateu com Roberto Rocha sobre desenvolvimento econômico, mas deslocou a discussão para desenvolvimento social. Ao responder André Luís sobre pobreza, voltou a concentrar o discurso no combate à desigualdade. Além disso, defendeu programas como Bolsa Família e Auxílio Gás. Na análise deste blog, são políticas que aliviam necessidades imediatas, mas não substituem medidas voltadas à geração de emprego, renda e autonomia econômica. ROBERTO E O “PROFESSOR PARDAL” Roberto Rocha levou números e argumentos técnicos para temas como saúde, agronegócio, meio ambiente e desenvolvimento econômico. Ele defendeu industrialização, agregação de valor à produção e investimentos estruturantes. Na avaliação do titular deste blog, Roberto mostrou conhecimento técnico, mas nem sempre conseguiu transformar esse conteúdo em uma mensagem simples. Daí surge a comparação com um “professor Pardal”: alguém municiado de informações, mas que, por vezes, se comunica de forma excessivamente complexa. Um exemplo ocorreu quando questionou a ausência de Lula na campanha estadual e ao tratar de uma área da Caema destinada à construção de hospital. Em vez de apresentar o argumento diretamente, construiu o raciocínio lentamente por etapas, reduzindo o impacto da mensagem. SAULO E ANDRÉ: PENÚLTIMO LUGAR Saulo Arcangeli e André Luís adotaram estratégias parecidas ao buscar confronto com candidaturas mais conhecidas. Saulo discutiu transporte, segurança, agronegócio, agricultura familiar e
TSE deve julgar caso Padroeira do Brasil nesta quarta (30)

BRASÍLIA, 30 de setembro de 2026 — O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, marcou para quarta (30) o julgamento sobre publicações ligadas ao senador Flávio Bolsonaro. O caso envolve uma decisão do ministro do STF, André Mendonça, que mandou remover conteúdos. Esses conteúdos fake diziam que o candidato queria tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Os ministros do TSE vão analisar o caso em plenário virtual. A decisão de Mendonça criou tensão dentro do STF. Houve decisões conflitantes e discussões internas. Por isso, Nunes Marques pediu providências ao presidente do STF, Edson Fachin. Fachin decidiu não pautar o assunto no plenário do STF para esta quarta-feira. Então, o caso foi para o TSE. Na segunda-feira, 28, o ministro Luiz Fux suspendeu uma decisão de Flávio Dino. Dino havia derrubado uma ordem de Mendonça. Com isso, Fux restabeleceu as determinações de Mendonça até o plenário do STF analisar o caso. Entre os conteúdos removidos estava uma publicação do humorista Antonio Tabet. Dino tomou sua decisão no domingo (27). Ele permitiu que a publicação de Tabet e outros conteúdos voltassem ao ar. Dino disse que a postagem não citava Flávio Bolsonaro pelo nome. Além disso, afirmou que a medida protegia a liberdade de expressão. Fux atendeu a um pedido da defesa do candidato. Ele defendeu que o colegiado analisasse o tema. Isso ocorreu por causa dos impactos na Justiça Eleitoral e na disputa presidencial. Depois que Flávio Bolsonaro recorreu, Dino enviou sua decisão para o plenário. Fachin chegou a sinalizar que pautaria o assunto, mas o STF não confirmou.Agora, o TSE analisa o caso nesta quarta (30).
TCE-MA mantém rejeição de contas de prefeito de Pindaré-Mirim

MORROS, 30 de setembro de 2026 — O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão manteve o parecer pela desaprovação das contas de 2024 do prefeito de Pindaré-Mirim, Alexandre Colares Bezerra Júnior. A decisão ocorreu após o plenário rejeitar, por unanimidade, os embargos apresentados pela defesa. A decisão consta no Acórdão PL-TCE nº 752/2026, relatado pelo conselheiro Antonio Blecaute Costa Barbosa. Entre os problemas apontados estão déficit orçamentário, falhas no tratamento de depósitos restituíveis e falta de recursos suficientes para pagar restos a pagar. A defesa tentou reverter o parecer e alegou que o Tribunal não teria considerado documentos e justificativas sobre equilíbrio fiscal e aplicação da Complementação VAAT. O relator, porém, entendeu que a decisão anterior não apresentava omissão, contradição, obscuridade ou erro material. Segundo o voto, os embargos buscavam reabrir a análise do mérito das contas, o que não caberia nesse tipo de recurso. Além disso, a defesa citou a Emenda Constitucional nº 119/2022, relacionada aos investimentos mínimos em educação nos anos de 2020 e 2021. O TCE-MA concluiu que essa regra não pode ser aplicada às contas de 2024. Por isso, o Tribunal manteve integralmente o Parecer Prévio nº 85/2026, que recomenda a desaprovação das contas de governo de Pindaré-Mirim.
Vorcaro encontrou Toffoli 12 vezes em processo de usinas

PARANÁ, 30 de setembro de 2026 — O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, encontrou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo menos 12 vezes entre outubro de 2023 e fevereiro de 2025, segundo mensagens apreendidas pela Polícia Federal. As reuniões teriam servido para o empresário negociar cotas societárias do resort Tayayá, no interior do Paraná, que teve o magistrado e seus irmãos como sócios. As mensagens foram divulgadas pelo UOL e confirmadas pela Gazeta do Povo com fontes a par da investigação. A apuração aponta que Vorcaro se aproximou de Toffoli de olho em um voto favorável do ministro em um processo envolvendo direitos creditórios de usinas do setor sucroalcooleiro, que representavam um patrimônio bilionário para o Master – semelhante ao recente caso envolvendo pessoas ligadas ao ministro Nunes Marques. A reportagem procurou todos os citados na apuração para se pronunciarem e aguarda retorno. Ao UOL, a defesa de Vorcaro repudiou o vazamento das informações que fizeram parte de uma das propostas de delação premiada rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). “A defesa não confirma o conteúdo do material divulgado, cuja origem, autenticidade e integridade não são reconhecidas”, pontuou. Na proposta de colaboração rejeitada pela PGR por insuficiência de provas, Vorcaro afirma que acertou em 2021 o pagamento de R$ 35 milhões por uma fatia do empreendimento, mas desembolsou R$ 20 milhões e deixou R$ 15 milhões pendentes. Segundo o relato, o restante não foi pago porque Toffoli teria se afastado dele após críticas feitas por pessoas próximas ao ministro. A versão apresentada por Vorcaro sustenta que a relação só teria sido retomada no início de 2025, durante um evento social de um amigo em comum. Na ocasião, segundo o ex-banqueiro, o empresário Alberto Leite teria oferecido comprar sua participação no Tayayá, embora ele diga ter conversado pouco com Toffoli durante o encontro. As mensagens, porém, indicam que a cobrança dos R$ 15 milhões já ocorria em 2024, antes do suposto reencontro descrito na proposta de delação. Em 24 de maio daquele ano, horas depois de receber uma ligação de Toffoli, Vorcaro escreveu ao cunhado Fabiano Zettel que ele “nao resolveu o aporte no fundo. Tayayá. Estou em situação ruim”. Os diálogos mostram ainda que a negociação com Alberto Leite também teria começado antes do evento de 2025 citado por Vorcaro. Em 5 de novembro de 2024, ele escreveu a Leite que “estou pronto pra executar aquele deal que falamos”, recebendo como resposta um “beleza”. Na mesma noite, Vorcaro avisou Zettel que “aquele FIP [fundo de investimento] Tayayá tem que passar pra um amigo que vai comprar” e, em seguida, identificou o comprador como “Alberto”. Em 27 de dezembro, voltou a tratar do negócio e escreveu que “preciso fazer contrato de venda do fundo Tayayá”, estabelecendo prazo de pagamento de até 180 dias e registrando uma citação a “sem nome” sobre o comprador. A cronologia registrada nas mensagens inclui ainda uma confirmação em fevereiro de 2025. No dia 19 daquele mês, Zettel informou a Vorcaro que “Alberto Leite concluído! Tá todo feliz”, indicando que a operação havia sido finalizada. Outro ponto citado pela PF é a ligação entre o negócio e o fundo Arleen, administrado pela gestora Reag, também investigada no caso Master. Em 2021, o fundo adquiriu dos irmãos de Toffoli uma participação no Tayayá por R$ 20 milhões, valor igual ao montante que Vorcaro afirma ter aplicado inicialmente no empreendimento. Na nota divulgada em fevereiro de 2026, Toffoli afirmou que a Maridt Participações, empresa presidida por um de seus irmãos e que teve participação no Tayayá, é “uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado”. O ministro também declarou que “todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado” e que os atos da empresa e de seus sócios foram devidamente informados à Receita Federal, “sem nenhuma restrição”.

