Maranhão registra 4,2% de estudantes impactados por violência

estudantes aulas

MARANHÃO, 27 de março de 2026 – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, que aponta o impacto da violência no ambiente escolar do Maranhão. O levantamento mostra que 4,2% dos estudantes maranhenses de 13 a 17 anos frequentavam escolas que precisaram suspender ou interromper aulas por motivos de segurança nos 12 meses anteriores à pesquisa. Esse índice estadual fica abaixo da média nacional, registrada em 7,7%. No cenário nacional, o Rio de Janeiro lidera os índices de interrupção de aulas por violência, com 25,6% dos estudantes impactados. Na sequência, aparecem a Bahia (22,0%) e o Rio Grande do Norte (15,9%). Os dados revelam que o problema apresenta variações regionais significativas em todo o território brasileiro. MEDO E ABSENTEÍSMO ESCOLAR Além das suspensões de aulas, a pesquisa identificou que o medo tem afastado estudantes da escola em todo o país. Conforme o IBGE, 12,5% dos alunos deixaram de ir à escola por insegurança no trajeto. Além disso, 13,7% faltaram por não se sentirem seguros dentro da própria unidade de ensino. O impacto da insegurança é maior na rede pública. Entre esses estudantes, 13,8% faltaram por medo no caminho para a escola. Na rede privada, por outro lado, o índice foi de 5,4%. Dessa forma, a pesquisa evidencia uma disparidade entre as redes de ensino.

Republicanos monta chapão com deputados estaduais e suplentes

republicanos 2026

A disputa por vagas na nominata do Republicanos mobiliza pré-candidatos que buscam filiação ao partido. O movimento ocorre nos bastidores políticos, com articulação conjunta entre nomes de força semelhante, que decidiram atuar em grupo. A iniciativa começou recentemente e visa estruturar uma chapa considerada competitiva para as eleições estaduais. A nominata do Republicanos já reúne diversos pré-candidatos com atuação consolidada. Entre os nomes confirmados estão Janaína, Socorro Waquim, Rosana da Saúde, Ana do Gás e Geridiane. Além disso, também integram a lista Cascaria, Catulé, Eric Costa e Edilázio, que participam das articulações iniciais.

CPMI do INSS pede indiciamento de Lulinha, Vorcaro e Careca

CPMI Lulinha

BRASÍLIA, 27 de março de 2026 – O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresenta nesta sexta (27) o seu parecer com pedidos de indiciamentos de 216 pessoas. A análise do relatório final nesta manhã foi marcada após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que derrubou a liminar que permitia a prorrogação do colegiado. Entre as recomendações de indiciamento, o relator incluiu o empresário Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente da República. A defesa de Lulinha nega envolvimento em irregularidades e ele não é formalmente investigado pela PF (Polícia Federal), mas foi mencionado ao longo das apurações. O nome dele apareceu nas operações de busca e apreensão contra a empresária Roberta Luchsinger, realizadas em meados de dezembro do ano passado. A CPMI não conseguiu avançar na investigação de supostas “mesadas” ou de viagens que teriam sido custeadas pelo empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema. Esses indícios e a “proximidade” de Lulinha com os empresários são citados no parecer. Gaspar pediu o indiciamento de Lulinha pelos crimes de: tráfico de Influência; lavagem ou ocultação de bens; organização criminosa; e partícipe em corrupção passiva. Uma CPI não tem poder de indicar pessoas, mas pode fazer recomendações à PGR (Procuradoria-Geral da República) em seu relatório final.

STF comunica TSE sobre inelegibilidade de Josimar e Pastor Gil

STF Josimar

BRASÍLIA, 27 de março de 2026 – O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), comunicou, nesta quinta (26), à ministra Cármen Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral, a inelegibilidade dos deputados Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, além do suplente João Bosco. A medida ocorre após condenação por corrupção passiva, com penas entre cinco e seis anos de prisão em regime semiaberto. A comunicação oficial foi encaminhada com base na legislação eleitoral vigente. No documento, o ministro informou que a Primeira Turma do STF proferiu julgamento colegiado no caso, conforme certidão anexada, atendendo aos critérios previstos na Lei Complementar nº 64/1990.

Operação Vormir mira crimes nos Lençóis Maranhenses

operação PF

MARANHÃO, 27 de março de 2026 – A Polícia Federal e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade deflagraram, nos dias 25 e 26 de março, a Operação Vormir nos Lençóis Maranhenses, com apoio de órgãos ambientais e forças de segurança. A ação ocorreu na região do Parque Nacional para combater crimes ambientais, invasões de terras públicas, tráfico de drogas e ameaças a servidores, após denúncias que indicaram atuação de organizações criminosas no local. As investigações começaram depois que o ICMBio relatou dificuldades nas fiscalizações, além de ameaças diretas contra seus agentes. Segundo os órgãos envolvidos, grupos criminosos atuavam dentro do parque, promovendo tráfico de drogas e ocupações ilegais. Durante a operação nos Lençóis Maranhenses, as equipes retiraram e inutilizaram cercas e construções erguidas de forma irregular dentro da área protegida. As estruturas ilegais ocupavam terras públicas e contrariavam as normas ambientais vigentes.

Jota Pinto assume vaga na ALEMA com saída de Junior Cascaria

Jota Cascaria

MARANHÃO, 27 de março de 2026 – O suplente de deputado estadual Jota Pinto (Podemos) tomou posse na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) nesta quinta (26). Ele assume temporariamente a vaga deixada pelo deputado Junior Cascaria, que se licenciou por um período de quatro meses para tratamento de saúde. Jota Pinto já possui trajetória consolidada na política maranhense. Ele exerceu dois mandatos como deputado estadual, sendo o primeiro entre 2010 e 2014 e o segundo de 2014 a 2018.

Informalidade atinge 82% das domésticas no Maranhão

informalidade Maranhão

MARANHÃO, 27 de março de 2026 – O Ministério do Desenvolvimento Social, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Federação Internacional das Trabalhadoras Domésticas (IDWF) e a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD), divulgou um levantamento no ano passado sobre o trabalho doméstico no Brasil. Os dados apontam que, no Maranhão, entre 75% e 82% das trabalhadoras do setor atuam na informalidade. A estimativa considera uma população de 160 mil a 220 mil pessoas no serviço doméstico no estado, o que representa de 6% a 8% do total de trabalhadores maranhenses. Nacionalmente, o estudo “As Trabalhadoras Domésticas Remuneradas São Trabalhadoras do Cuidado” revela que apenas 25% das profissionais têm carteira assinada. Além disso, 34,6% contribuem para a seguridade social, percentual que inclui diaristas excluídas por lei e mensalistas cujos empregadores descumprem a Lei Complementar 150/2015, conhecida como PEC das Domésticas. A falta de acesso à seguridade social implica a ausência de direitos como salário mínimo, seguro-saúde, aposentadoria, proteção à maternidade e férias remuneradas. PERFIL E PRECARIZAÇÃO A categoria é composta majoritariamente por mulheres (90%), das quais 66% são negras. O estudo também indica que 64,5% das trabalhadoras domésticas recebem menos de um salário mínimo. Outro dado relevante aponta que 57,1% são chefes de família, sendo 34% mães solo e únicas provedoras do lar. Dessa forma, a dupla jornada — trabalho remunerado somado ao cuidado familiar — afeta o bem-estar dessas mulheres, com 83% reconhecendo esse impacto negativo. Sete em cada dez trabalhadoras relatam sofrer cansaço crônico, reflexo de jornadas extensas e da sobrecarga física e emocional. A maioria também não tem acesso aos direitos garantidos a pessoas trabalhadoras com responsabilidades familiares. Esse quadro, segundo as organizações, é agravado pela oferta limitada de serviços públicos de cuidado.

Justiça condena Prefeitura e empresas por transporte precário

Braide condenação

SÃO LUÍS, 27 de março de 2026 – A Justiça do Maranhão condenou o Município de São Luís e empresas do transporte público por falhas no serviço, determinando melhorias imediatas e pagamento de indenização coletiva. A decisão foi proferida pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos, após ação civil pública do Ministério Público estadual. O juiz Douglas de Melo Martins apontou a precariedade do transporte público como fator central. Segundo o processo, usuários relataram atrasos, superlotação e más condições dos veículos, além de falhas na fiscalização por parte do poder público municipal. FALHAS NO TRANSPORTE PÚBLICO De acordo com a sentença, laudos técnicos confirmaram irregularidades no sistema. Entre os problemas identificados, estão ônibus com ar-condicionado e elevadores inoperantes, além do descumprimento frequente dos horários previstos nas linhas. O magistrado reconheceu a responsabilidade solidária do município e das concessionárias. Ele destacou que o transporte público é serviço essencial e deve ser prestado com qualidade, eficiência e segurança, conforme determina a legislação vigente. Além disso, a decisão afastou a alegação de interferência indevida do Judiciário. O juiz afirmou que a atuação judicial busca assegurar o cumprimento de obrigações legais e contratuais assumidas pelas partes envolvidas.

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