
MUNDO, 19 de maio de 2026 — O número de execuções no mundo atingiu o nível mais alto em quatro décadas. Um relatório da Anistia Internacional, divulgado nesta segunda (18), mostra esse aumento. O levantamento indica crescimento significativo na aplicação da pena de morte. A concentração das execuções ocorre no Oriente Médio.
De acordo com o documento, os índices alarmantes ocorrem em meio ao aumento de execuções no Irã e na Arábia Saudita. Esses dois países lideram as estatísticas globais. Essa tendência levou ao maior número de execuções registrado nos últimos 40 anos.
Segundo a Anistia Internacional, ao menos 2.707 pessoas foram executadas no mundo. Esse número exclui a China. O total representa um aumento de 78% em relação a 2024. Esse é o maior total registrado pela ONG desde 1981, quando foram contabilizadas 3.191 execuções.
O aumento está concentrado em um grupo restrito de países. A maioria dos Estados mantém suspensão formal ou prática da pena de morte. Desse total, 2.159 execuções aconteceram somente no Irã.
O país persa e a Arábia Saudita aparecem como principais responsáveis pelos números globais. Nesses países, a pena de morte também é aplicada em casos relacionados a crimes não violentos.
Os Estados Unidos executaram 47 pessoas. Esse é o maior número de execuções desde 2009. A Flórida, sozinha, responde por quase metade dessas execuções. A informação é da organização.
A Anistia Internacional afirma que os dados podem estar subestimados. Países como China, Coreia do Norte e Vietnã não divulgam informações completas sobre execuções.
Dessa forma, os números reais podem ser ainda maiores.







