RASTRO DE PROPINA

Catulé denuncia esquema de propina ao prefeito de Caxias

Andre Reis
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Catulé caxias
Catulé disse que investigações do GAECO do Piauí apontam suposto pagamento de propina ao prefeito de Caxias e chamou a gestão municipal de organização criminosa

CAXIAS, 19 de maio de 2026  O deputado estadual Catulé Junior afirmou, durante discurso na tribuna da Assemblei legislativa nesta terça (7), que recursos públicos da saúde de Caxias estariam sendo desviados. Segundo ele, a denúncia surgiu após a divulgação de informações relacionadas à Operação Carbono Oculto 86, conduzida pelo GAECO do Piauí.

O parlamentar declarou que o caso envolve empresários investigados por suposta lavagem de dinheiro e possíveis pagamentos irregulares ao prefeito Gentil Neto. Além disso, ele anunciou que irá encaminhar representação aos órgãos de controle do Maranhão.

Ainda no pronunciamento, Catulé Junior afirmou que já havia questionado anteriormente a aplicação dos recursos da saúde em Caxias. De acordo com o deputado, moradores do município acompanham o cenário de dificuldades enfrentado pela rede pública.

Por isso, ele criticou a administração municipal e afirmou que a cidade estaria sendo conduzida como um “balcão de negócios”, com negociações realizadas de forma aberta e sem transparência.

Durante o discurso, o parlamentar citou a Operação Carbono Oculto 86 e mencionou nomes ligados à política nacional. Segundo Catulé Junior, o senador Ciro Nogueira e o deputado federal Júlio Arcoverde aparecem relacionados ao contexto investigado.

Ele destacou que ambos possuem ligação partidária com o prefeito de Caxias, Gentil Neto, e que estiveram na cidade em ocasiões anteriores.

Além disso, o deputado afirmou que empresários investigados manteriam negócios em Caxias e seriam ligados a uma suposta rede de lavagem de dinheiro. Conforme o pronunciamento, interceptações citadas pela investigação mencionariam o pagamento de R$ 130 mil ao prefeito Gentil Neto.

“No bojo dessa investigação, a polícia encontrou algumas passagens que relacionam diretamente o prefeito de Caxias com essas maracutaias. Inclusive, usando até instrumentos ligados ao crime organizado. Um grupo de empresários que estão ligados, ou estariam ligados ao PCC, com uma ampla rede de lavagem de dinheiro através de postos de gasolinas e outras empresas. Mas que esses empresários com negócio em Caxias relatavam, através de escutas que foram colhidas pela polícia, o pagamento de propina no valor de R$ 130.000 ao prefeito de Caxias, Gentil Neto.”

Ao longo da fala, Catulé Junior declarou que irá formalizar uma representação junto aos órgãos de controle do Maranhão. Segundo ele, o objetivo é atuar em conjunto com o GAECO do Piauí para aprofundar as investigações. O parlamentar afirmou que pretende colaborar para esclarecer os fatos apontados pela operação e acompanhar o andamento do caso.

“Hoje, a minha cidade, ela não é administrada por um grupo político. Eu já disse isso e repito: hoje, infelizmente — e digo isso de forma literal —, nossa cidade é administrada por uma facção criminosa, por uma organização criminosa.”

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