
MARANHÃO, 09 de setembro de 2026 — Quatro trabalhadores foram resgatados em uma fazenda em Jenipapo dos Vieiras, no Maranhão. A ação ocorreu no fim de julho de 2026. Auditores-fiscais do trabalho encontraram condições degradantes.
Os homens não tinham carteira assinada nem equipamentos de proteção. Eles viviam em uma casa de pau a pique, com chão de terra batida e paredes furadas. Não havia camas nem armários. O mesmo cômodo servia para dormir, guardar combustível, produtos tóxicos e ferramentas. Animais também circulavam no local.
Além disso, a cozinha oferecia perigo. O botijão de gás ficava perto do fogão e sob uma mesa de madeira. O fogão não tinha chaminé, então a fumaça ficava presa dentro do ambiente. As instalações elétricas eram precárias e podiam causar choques ou incêndios.
Os trabalhadores também não tinham água encanada, pia, chuveiro ou vaso sanitário. A água que usavam ficava armazenada em recipientes abertos. Dentro deles, os fiscais encontraram animais vivos e mortos. A comida era fornecida estragada e sem local adequado para guardar. Não havia saneamento básico.
Por isso, os auditores caracterizaram a situação como trabalho análogo à escravidão, conforme o artigo 149 do Código Penal. O empregador foi notificado para resolver as pendências. Ele terá que rescindir os contratos, pagar os salários devidos e recolher o FGTS.
Os trabalhadores vão receber seguro-desemprego especial e foram encaminhados para acompanhamento social.







