
BRASÍLIA, 09 de setembro de 2026 — Nesta quarta (9), no STF, Edson Fachin suspendeu as decisões de André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal. A medida veio após ordens opostas sobre o afastamento e a reintegração de dois dirigentes da PF e levou o impasse ao plenário.
Fachin suspendeu a ordem de Mendonça que afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Além disso, suspendeu a decisão de Dino que havia mandado reintegrar os dois aos cargos.
Com isso, Andrei permanece no comando da PF, como estava antes da decisão de Mendonça. Fachin afirmou que é grave quando decisões de ministros são contestadas por outros integrantes da Corte enquanto ainda existem processos pendentes sobre o mesmo tema.
O presidente do STF marcou uma sessão extraordinária presencial para terça (15). O plenário vai analisar a petição de Mendonça. Fachin também deu 48 horas para Andrei Rodrigues prestar informações antes de decidir sobre sua permanência no caso específico.
A crise começou após a PF mapear mensagens e supostos encontros entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Mendonça afastou a cúpula da PF após apontar suspeitas no relatório enviado a Moraes; Dino, por sua vez, mandou reintegrar os delegados.
Em outra decisão, Fachin retirou de Alexandre de Moraes a relatoria do Inquérito das Fake News, aberto em 2019. No mesmo contexto, a PGR defendeu a nulidade dos atos de Mendonça, enquanto Moraes pediu investigação contra o ministro no próprio inquérito.








“Acredito que tudo não passou de uma armação, conduzida com a participação do ministro da esquerda, conhecido como ‘fraquinho’.”