Semus troca gestão de contrato da UTI do Hospital da Criança

Hospital da Criança

SÃO LUÍS, 16 de julho de 2026 — A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de São Luís alterou a gestão e a fiscalização do contrato dos serviços médicos da UTI do Hospital da Criança. A mudança foi oficializada pela Portaria nº 1.413/2026, assinada pela secretária Ana Carolina Marques Mitri da Costa, após denúncias de irregularidades e aumento de mortes de crianças na unidade. O contrato nº 339/2025 foi firmado com o Instituto Brasileiro de Serviços Médicos para garantir atendimento médico 24 horas na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Dr. Odorico Amaral de Mattos. Então, a nova portaria nomeou Larissa Pereira Santos Pinheiro como gestora. Além disso, Keila Rodrigues Alves e Susane Costa passaram a atuar como fiscais titulares da execução do contrato. Na terça (14), uma equipe do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS), de Brasília, realizou uma inspeção de cerca de três horas na UTI. Segundo o diretor Rafael Bruxellas, a ação ocorreu após denúncias de familiares enviadas à Ouvidoria-Geral do SUS sobre possível risco à vida de crianças. Os auditores vão analisar prontuários, contratos, escalas, registros de internação, indicadores de mortalidade e notificações. A contratação da empresa também é acompanhada pela Defensoria Pública desde 2025. O defensor Davi Veras informou que a Semus recebeu notificação sobre possíveis falhas no edital de licitação em 4 de agosto do ano passado. O instituto assumiu a administração das UTIs em 13 de outubro de 2025. Em entrevista, ele voltou a defender a apuração das suspeitas pelos órgãos de controle.

TCU autoriza pagamento fora do teto salarial a servidores

tcu pENDURICALHO

BRASÍLIA, 16 de julho de 2026 — O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou, na quarta (15), o pagamento integral da gratificação por chefia para servidores do próprio tribunal, da Câmara e do Senado. A decisão ocorreu por 8 votos a 1. Ela separa o valor da gratificação do salário base. A mudança beneficia servidores que já ganham próximo ao teto constitucional. Esse teto é o salário de um ministro do STF, que hoje é R$ 46.366,19. Algumas categorias já ultrapassam esse valor por causa de verbas extras, os chamados penduricalhos. Com a nova regra, eles não terão desconto na gratificação de chefia. O pedido partiu do sindicato dos servidores do Legislativo. O relator do caso, ministro Walton Alencar Rodrigues, votou contra. Ele entendia que o sindicato não tinha legitimidade para fazer o pedido. Porém, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, abriu divergência. Ele argumentou que a regra antiga desestimulava servidores a assumirem cargos de chefia. Os demais ministros acompanharam o voto dele. O TCU estima que a decisão atinge 25,7 mil servidores. O impacto anual é de R$ 211 milhões. Esse valor é alto, mas representa apenas 0,09% da folha de pagamento dos servidores federais ativos.

Greve da limpeza é suspensa após acordo em São Luís

Limpeza greve

SÃO LUÍS, 16 de julho de 2026 — Os trabalhadores da limpeza dos hospitais Socorrão II e da Criança suspenderam a greve nesta quinta (16), em São Luís. A decisão ocorreu após uma reunião entre o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Maranhão (SEEAC) e a Secretaria Municipal de Saúde (Semus). O acordo prevê o pagamento de valores atrasados. Durante o encontro, a Semus informou que faria, ainda na tarde desta quinta (16), o pagamento dos salários atrasados, do ticket alimentação e de dois prêmios de assiduidade, pagos em forma de cestas. Então, diante desse compromisso, o SEEAC decidiu suspender a paralisação e autorizou o retorno das atividades. O sindicato afirmou, porém, que a greve não foi encerrada de forma definitiva. Portanto, se a Secretaria Municipal de Saúde não cumprir o acordo firmado, os trabalhadores poderão retomar a paralisação. Além disso, a categoria continua cobrando a regularização dos pagamentos e o cumprimento dos direitos trabalhistas, considerados essenciais para manter os serviços nas unidades de saúde da capital.

Foto de Flávio com Sicário foi criada por IA, diz ferramenta

sicário flávio

BRASIL, 16 de julho de 2026 — Uma ferramenta de verificação chamada Synthid concluiu que a imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado de um homem conhecido como “Sicário” foi gerada por inteligência artificial. O blog ICL Notícias, ligado ao presidente Lula, divulgou a foto. A notícia causou reação do parlamentar. Na oportunidade, Flávio Bolsonaro afirmou que não conhece Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário. A assessoria do senador explicou que ele tira fotos com muitas pessoas nas ruas todos os dias. Por isso, seria impossível reconhecer cada uma delas. O senador ainda comparou o caso a uma foto do presidente Lula com a influenciadora Deolane Bezerra, que é acusada de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal investiga Sicário como chefe de uma milícia particular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ele foi preso em março e teve morte cerebral depois de uma tentativa de suicídio. A imagem divulgada seria de 2022, segundo o blog. Aliados de Flávio, como seu irmão Eduardo Bolsonaro e outros deputados, usaram montagens com IA para defendê-lo. Eles colocaram o senador ao lado de famosos como Ronaldinho Gaúcho e personagens como Chaves. O objetivo era mostrar que uma foto ao lado de alguém não prova amizade ou relação entre as pessoas.

Defensoria Pública cogita intervenção no Hospital da Criança

Hospital da Criança

SÃO LUÍS, 16 de julho de 2026 — A Defensoria Pública do Maranhão informou que alertou a Prefeitura de São Luís, ainda em 2025, sobre falhas na contratação da empresa responsável pelas UTIs pediátricas do Hospital da Criança. Segundo o órgão, o edital previa redução das equipes médicas e flexibilização da exigência de especialistas. Por isso, as irregularidades passaram a ser investigadas. O defensor público Davi Veras afirmou que os problemas identificados antes da assinatura do contrato podem estar relacionados às denúncias de mortes de crianças e falhas na assistência hospitalar. Além disso, ele disse que a instituição também apura possível subnotificação de óbitos e aguarda a análise de prontuários e documentos para confirmar os fatos. INTERVENÇÃO EM ANÁLISE A Defensoria informou que não descarta pedir intervenção no Hospital da Criança caso as irregularidades sejam confirmadas e não sejam corrigidas. Segundo Davi Veras, também será necessário avaliar fatores técnicos, como o tempo de permanência dos pacientes nos leitos e a rotatividade das UTIs antes de qualquer conclusão sobre os índices de mortalidade. O órgão também investiga denúncias de erros na administração de medicamentos e de atendimento realizado por profissionais sem qualificação adequada para casos de alta complexidade. Inclusive, o defensor afirmou que a empresa vencedora da licitação admitiu, antes do contrato, que ainda buscava médicos para assumir a gestão das UTIs. Ainda segundo a Defensoria, o Hospital da Criança deixou de receber médicos residentes após o hospital universitário responsável pela formação suspender as atividades de ensino na unidade. A decisão ocorreu porque, conforme o defensor, não havia condições adequadas para o aprendizado dos profissionais em formação.

Relatório aponta origem irregular de carne vendida no Mateus

mateus

BRASIL, 16 de julho de 2026 — Um relatório da organização ambiental Mighty Earth apontou que parte da carne vendida pelo Grupo Mateus tem origem em áreas desmatadas, sem origem definida ou ligadas a casos de trabalho análogo à escravidão. O levantamento analisou produtos comercializados pela rede entre 2023 e 2024 em oito estados das regiões Norte e Nordeste. Segundo a investigação, cerca de 40% da carne encontrada nas lojas estaria relacionada a essas irregularidades. Além disso, 54% dos produtos analisados seriam provenientes de frigoríficos sem compromissos ambientais. O relatório também identificou nove frigoríficos que compraram gado de propriedades incluídas na lista suja do trabalho escravo, três deles pertencentes à JBS. A Mighty Earth informou que identificou ao menos 5.147 hectares desmatados na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal potencialmente ligados à cadeia de fornecimento da empresa entre 2024 e 2025. A organização ressalta, porém, que esse volume representa apenas uma amostra, devido à falta de transparência na rastreabilidade dos fornecedores. O relatório afirma ainda que o Grupo Mateus não divulga critérios de compra de carne bovina, não publica relatórios de sustentabilidade, não possui sistema público de rastreabilidade e não aderiu ao Protocolo Boi na Linha. Inclusive, cita um histórico de ações judiciais envolvendo violações trabalhistas e direitos humanos. A ONG informou que procurou a empresa, mas não recebeu resposta. Já a JBS afirmou que as compras identificadas seguiram os critérios previstos no Termo de Ajuste de Conduta (TAC) da Carne.

Moraes dá prazo para PGR opinar sobre carta de Bolsonaro

Moraes STF

BRASÍLIA, 16 de julho de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o caso envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada nesta quarta (15). O ministro quer saber se Bolsonaro descumpriu uma ordem judicial ao divulgar uma carta de apoio ao filho, o senador Flávio Bolsonaro. Depois que a PGR der seu parecer, Moraes vai decidir o que fazer. A investigação apura justamente a divulgação desse documento. Nele, Bolsonaro manifestava apoio à pré-candidatura do filho à Presidência da República. Moraes pediu explicações porque entendeu que isso pode ter violado a regra que proíbe o ex-presidente de usar redes sociais, seja diretamente ou por meio de outras pessoas. Além disso, o ministro também determinou a suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias. Essa medida faz parte das regras já impostas no processo. A defesa de Bolsonaro já apresentou seus esclarecimentos dentro do prazo de 48 horas dado por Moraes. Os advogados disseram que o ex-presidente “jamais soube” que Flávio iria divulgar a carta publicamente. O senador leu o texto em um evento e depois o publicou nas redes sociais. Segundo a defesa, Bolsonaro escreveu o manuscrito de forma legítima e privada. Ele entregou o documento ao filho durante uma visita autorizada pela Justiça. Os advogados afirmam que o ex-presidente não previu nem autorizou que a carta fosse divulgada na internet ou para o público. As medidas cautelares contra o ex-presidente proíbem o uso de aparelhos de comunicação e o acesso a redes sociais. Ele também não pode divulgar manifestações pessoais por meio de terceiros. Na manifestação enviada ao STF, a defesa reforçou que Bolsonaro mantém o compromisso de cumprir todas as determinações de Moraes. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária desde março deste ano por questões de saúde.

PF mira fraude em prova de residência médica com ação no MA

PF Maranhão

MARANHÃO, 16 de julho de 2026 — A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta (16), a segunda fase da Operação R2 para investigar um esquema de fraude no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED). A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Barretos, Paragominas e Imperatriz. Os policiais apreenderam celulares durante a operação. Segundo a PF, três médicos são suspeitos de contratar pessoas para fazer a prova no lugar deles. A investigação aponta que o grupo usava documentos de identidade falsificados para permitir a fraude. Além disso, outros três médicos são investigados por supostamente recrutar candidatos interessados no esquema. Os nomes não foram divulgados e todos respondem em liberdade. A nova fase da investigação é um desdobramento da Operação R1, realizada em outubro de 2025. Na ocasião, a Polícia Federal prendeu oito pessoas em flagrante durante a aplicação da prova em Juiz de Fora. Portanto, as investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer como a organização criminosa atuava. De acordo com a PF, o grupo transmitia respostas por dispositivos eletrônicos, como minicelulares e relógios inteligentes. Além disso, contratava “laranjas” para realizar a prova com documentos falsificados. Os candidatos envolvidos pagariam até R$ 140 mil em caso de aprovação. O ENAMED avalia estudantes e médicos e também pode ser usado na seleção para programas de residência médica.

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