
BRASÍLIA, 10 de junho de 2026 — Os juros pagos pelo Tesouro Nacional para financiar a dívida pública brasileira atingiram os maiores patamares de 2026. O Tesouro IPCA+ 2032, um dos títulos mais populares entre investidores pessoa física, saltou de 7,63% para 8,36% ao ano em menos de 30 dias, antes de recuar levemente para 8,32% nesta terça (9).
Títulos com vencimento em 2040 subiram de 7,15% para 7,67%. Os prefixados com vencimento em 2029 chegaram a 14,72% ao ano, o nível mais alto desde fevereiro de 2022.
Economistas ouvidos pela imprensa financeira apontam o desajuste fiscal como causa central da alta.
“Embora a inflação continue desconfortável, o que realmente tem disparado os juros reais para patamares acima de 8% ao ano é a desconfiança em relação à sustentabilidade das contas públicas e o temor de mais gastos em ano eleitoral”, afirmou um dos analistas.
A dívida pública federal chegou a R$ 8,8 trilhões. Quanto mais alta a taxa de juros exigida pelo mercado, mais caro fica rolar esse estoque.
A escalada nos últimos 30 dias coincidiu com o caso Dark Horse, o contingenciamento de R$ 22 bilhões no Orçamento, a proposta americana de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e a alta do dólar.
Para o investidor pessoa física, os títulos atuais oferecem rendimento potencial de R$ 10.111 líquidos para cada R$ 10 mil aplicados no Tesouro IPCA+ 2032 até o vencimento, assumindo inflação média de 5% ao ano.







