
COLÔMBIA, 10 de junho de 2026 — Uma parlamentar suspendeu o presidente da Colômbia sozinha. Quem fez isso foi Gloria Arizabaleta. Ela preside a Comissão de Investigações do Congresso. A decisão aconteceu nesta quarta (10).
O local foi o próprio Congresso colombiano. A suspensão vale até 21 de junho. O motivo alegado é “falta grave” por supostas atividades políticas. Petro está proibido de exercer o mandato durante a reta final da campanha eleitoral.
A parlamentar agiu sem consultar os outros membros da comissão. Por isso, a decisão gerou críticas. O ministro do Interior, Armando Benedetti, disse que a medida não tem base na lei colombiana.
Ele explicou que só o Senado pode suspender um presidente. Antes disso, a Câmara precisa atuar como acusadora. Além disso, a comissão é só um órgão de instrução, não pode julgar.
O ex-presidente do Senado, Roy Barreras, também criticou a decisão. Ele afirmou nas redes sociais que a suspensão não terá efeito prático. Segundo Barreras, a comissão não tem autoridade para tomar uma medida inconstitucional.
O segundo turno das eleições será em 21 de junho. Os candidatos são Abelardo de la Espriella (direita) e Iván Cepeda (esquerda). Cepeda é apoiado por Petro. No primeiro turno, em 31 de maio, Espriella teve 43,7% dos votos. Cepeda ficou com 40,90%.
O presidente Petro alegou ter provas de fraude na apuração. Já Cepeda reconheceu o resultado das urnas no dia 7 de junho.







