Encontro entre Moraes do STF e banqueiro completou um ano

Moraes Vorcaro

SÃO PAULO, 20 de abril de 2026 — Há exatamente um ano, no dia 19 de abril de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encontrou-se com o banqueiro Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master. O encontro ocorreu em Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, interior de São Paulo. O registro da reunião apareceu em mensagens enviadas por Vorcaro à sua então noiva, a influenciadora digital Martha Graeff. As mensagens integram o material obtido pela Polícia Federal (PF) por meio da quebra de sigilo telemático do empresário. A corporação encaminhou os dados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na conversa, Vorcaro escreveu: “Tô indo encontrar Alexandre Moraes aqui perto de casa”. A informação foi lembrada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Martha então perguntou se o magistrado estava na cidade ou se teria viajado para vê-lo. Vorcaro respondeu: “Ele tá passando feriado”. PANORAMA UM ANO DEPOIS Passado um ano do encontro mencionado nas mensagens, Daniel Vorcaro está preso há cerca de um mês e meio. Além disso, sua instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central. O noivado do banqueiro com a influenciadora chegou ao fim. Já Alexandre de Moraes foi alvo de um pedido de indiciamento no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O colegiado, no entanto, rejeitou o relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). RELATÓRIO REJEITADO No documento, o parlamentar pedia o indiciamento de Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de outros dois ministros do STF: Dias Toffoli e Gilmar Mendes. O relatório apontava supostos abusos de poder. Dessa forma, foi derrubado por articulação no âmbito da CPI. Vieram a público também informações sobre conexões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci, mulher de Moraes. Segundo os dados citados, havia um contrato que previa pagamento de R$ 129 milhões à banca. No meio do caminho, entretanto, o Banco Central liquidou a instituição financeira de Vorcaro. Até agora, Moraes acumula cerca de 50 pedidos de impeachment.

Justiça mantém prisão de pastor investigado por abuso sexual

pastor preso

SÃO LUÍS, 20 de abril de 2026 — A Justiça manteve a prisão preventiva do pastor David Gonçalves Silva, investigado por abusos, após audiência de custódia realizada no sábado (18), em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. A Polícia Civil apura denúncias de violência física, psicológica e crimes sexuais cometidos contra fiéis dentro de uma igreja. O pastor investigado por abusos foi preso na sexta (17), durante a operação “Falso Profeta”, conduzida pela Polícia Civil do Maranhão. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, ele será encaminhado a uma unidade prisional e permanecerá à disposição da Justiça durante o andamento do caso. A Polícia Civil informou que o caso do pastor investigado por abusos está sob responsabilidade da Delegacia Especial de Paço do Lumiar. A investigação segue na fase de coleta de depoimentos de vítimas e testemunhas, enquanto a corporação evita divulgar detalhes para não comprometer o processo. DENÚNCIAS E CRIMES APURADOS O pastor investigado por abusos é suspeito de utilizar a igreja Shekinah House Church para aplicar punições físicas e psicológicas contra fiéis. Ele responde a investigações por estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa. De acordo com o delegado Sidney Oliveira, responsável pelo caso, a apuração teve duração aproximada de dois anos e começou após denúncias feitas por ex-fiéis. Até o momento, as autoridades identificaram entre cinco e seis vítimas relacionadas ao pastor investigado por abusos. A partir do depoimento de uma vítima, a polícia localizou outras pessoas que também relataram situações semelhantes. Além disso, testemunhas foram ouvidas em outros estados, como Pará e Ceará, ampliando o alcance das investigações. Segundo depoimentos, a igreja mantinha um sistema organizado de punições físicas e psicológicas. Uma das vítimas afirmou que chegou ao local aos 13 anos, em situação de vulnerabilidade, buscando ajuda, mas relatou ter sido submetida a abusos durante anos. Outro relato indica que punições eram usadas como forma de controle. De acordo com a vítima, fiéis eram isolados, privados de alimentação e agredidos fisicamente quando não seguiam as determinações impostas pelo líder religioso. Os depoimentos apontam que o pastor investigado por abusos utilizava essas práticas para impor obediência e manter domínio sobre os frequentadores da igreja, muitos deles em condições de vulnerabilidade social.

PF descarta interferência em morte de ‘Sicário’ de Vorcaro

PF Sicário

BELO HORIZONTE, 20 de abril de 2026 — A Polícia Federal concluiu que não houve interferência externa na morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, ocorrida na Superintendência Regional da PF em Belo Horizonte. O detento morreu por enforcamento dentro da cela. Todo o ato foi registrado por câmeras de segurança do local, que não apresentavam pontos cegos. Mourão foi preso preventivamente em 4 de março. A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Essa operação investiga fraudes envolvendo o Banco Master. Ele era apontado como coordenador operacional de um esquema criminoso. O grupo teria acessado sistemas sigilosos da PF, do Ministério Público Federal e da Interpol. Além disso, os investigados teriam corrompido servidores do Banco Central. Após a prisão, Mourão atentou contra a própria vida na cela da superintendência. A PF prestou socorro imediato ao detento. Os agentes também acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A corporação abriu procedimento apuratório interno para investigar o caso. As câmeras filmaram sem interrupções tanto o enforcamento quanto o atendimento dos policiais do Grupo de Pronta Intervenção (GPI). Os registros em vídeo foram entregues ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça é o relator do caso na corte. A operação resultou na prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Também foram presos o cunhado dele, Fabiano Zettel, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. O bloqueio judicial de bens dos investigados chega a R$ 22 bilhões.

Obras UFMA seguem sem conclusão após anos e investimentos

Obras UFMA

SÃO LUÍS, 20 de abril de 2026 — As obras UFMA da Biblioteca Central e do Palácio das Lágrimas seguem sem conclusão em São Luís, após anos de atraso e investimentos milionários. A biblioteca acumula cerca de 16 anos de intervenções, enquanto o palácio permanece em reforma, sem previsão atual de entrega, mesmo com contratos renovados e prazos ampliados. A Biblioteca Central da UFMA iniciou o projeto em 2010, com contrato próximo de R$ 11 milhões, mas a construtora abandonou a execução. Além disso, entre 2014 e 2015, a Controladoria-Geral da União apontou falhas graves, como irregularidades administrativas e extravio de documentos, o que comprometeu o andamento. Em 2020, a universidade firmou novo contrato com outra empresa para dar continuidade às obras UFMA, porém o serviço não foi concluído. Em 2023, o prédio foi entregue de forma incompleta, e, posteriormente, um termo aditivo estendeu o prazo para abril de 2024, com nova prorrogação de 60 dias, ainda sem finalização. No início deste ano, o acervo de mais de 180 mil livros permanecia distribuído entre o prédio antigo e outras bibliotecas da instituição. Enquanto isso, o novo edifício segue fechado, mesmo após a última previsão de entrega ter sido fixada para maio do ano anterior. Ao longo do processo, três empresas já assumiram a execução das obras UFMA da biblioteca. O Palácio das Lágrimas, situado no centro histórico de São Luís, também permanece em reforma. O imóvel, construído no início do século XX, abrigou cursos da UFMA até 1990, quando foi desativado, iniciando um longo período sem uso. A primeira tentativa de recuperação ocorreu em 2014, com investimento superior a R$ 2 milhões. Contudo, as obras foram interrompidas entre 2017 e 2018, o que resultou na continuidade da deterioração da estrutura ao longo dos anos seguintes. Em julho de 2022, a Justiça Federal determinou que a universidade realizasse a restauração em até 180 dias. No entanto, o serviço não foi retomado nesse período, e o prédio seguiu sem intervenções efetivas.

Afogamentos reduzem 40% no Maranhão, aponta Bombeiros

afogamentos Maranhão

MARANHÃO, 19 de abril de 2026 — O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão registrou queda de 40% nos afogamentos entre janeiro e 16 de abril, mas reforçou alertas para o feriado de Tiradentes, devido ao aumento de pessoas em praias, rios e balneários. A corporação intensificou orientações para prevenir acidentes durante o período. Nesse intervalo, os bombeiros realizaram cerca de 4 mil atendimentos e ações preventivas em diversas regiões. As atividades incluíram abordagens a banhistas e monitoramento constante. Segundo a corporação, esse trabalho contribuiu diretamente para reduzir riscos e evitar novos casos de afogamentos. Os dados apontam que os afogamentos caíram de 111 registros em 2024 para 69 neste ano. Além disso, o número de mortes também diminuiu, passando de 32 para 27 no mesmo período. As estatísticas consideram ocorrências atendidas pelo Batalhão de Bombeiros Marítimo e demais equipes.

TCU identifica R$ 28 bilhões da merenda escolar sem análise

TCU Merenda

BRASÍLIA, 19 de abril de 2026 — O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou que o governo federal acumula cerca de R$ 28 bilhões da merenda escolar sem análise de prestação de contas. O dado consta em auditoria que revelou falhas no controle dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar em todo o país. Segundo o levantamento, mais de 45 mil prestações de contas seguem pendentes no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. O órgão é responsável por acompanhar os repasses da União. Esse volume inclui exercícios de diferentes anos e afeta o controle da merenda escolar. Na prática, a falta de análise impede a conclusão de processos administrativos e dificulta a identificação de irregularidades. O TCU alerta que o acúmulo compromete a responsabilização de gestores e a recuperação de valores da merenda escolar.

Orleans ganha apoio de comunidades religiosas de Ribamar e SL

Orleans Brandão

SÃO LUÍS, 19 de abril de 2026 — O pré-candidato a governador do Maranhão, Orleans Brandão, foi recebido em bairros limítrofes entre os municípios de São Luís e São José de Ribamar neste sábado (18). Em encontros promovidos por lideranças locais, dezenas de pessoas manifestaram apoio. Na oportunidade, Orleans Brandão destacou que, além da parceria com a Prefeitura de São José de Ribamar para asfaltar 100 quilômetros de ruas, o Governo do Estado está presente nas causas sociais com programas como o Maranhão Livre da Fome e os Restaurantes Populares, ao mesmo tempo que investe na geração de emprego e renda. “Rede social não substitui o olho do olho, o contato, não substitui a conversa para entender os problemas, e é isso que temos feito, antes como secretário de Assuntos Municipalistas, e agora como pré-candidato a governador do Maranhão. Por isso estamos indo aos bairros da Grande Ilha, conhecendo as necessidades para juntos buscarmos as soluções. Fizemos muito em tão pouco tempo, e tenho a convicção de que podemos fazer muito mais.”

FAMEM reforça valor dos povos indígenas e culturas

Famem cultura

MARANHÃO, 19 de abril de 2026 — Neste Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) celebra a importância de reconhecer e valorizar a história, a cultura e os direitos dos povos originários. Mais do que uma data comemorativa, o momento convida à valorização da diversidade cultural e dos modos de vida dos povos indígenas. O Maranhão abriga uma das mais ricas diversidades indígenas do Nordeste brasileiro. Comunidades de etnias como Guajajara, Ka’apor, Canela, Awá-Guajá, Krikati e Gavião preservam suas línguas, rituais, crenças e formas próprias de organização social. Nos municípios maranhenses, a presença indígena representa um patrimônio cultural vivo. Em muitas cidades, as aldeias fazem parte do cotidiano local. Municípios e comunidades indígenas Diversos municípios do Maranhão convivem diretamente com a presença de povos indígenas. Nesses territórios, as comunidades mantêm suas tradições, línguas, rituais e formas de organização social. O uso das línguas originárias permanece vivo, sendo transmitido desde a infância e fortalecido no ambiente escolar. Os rituais tradicionais, as celebrações coletivas e os conhecimentos sobre a natureza, como o uso de plantas medicinais e o manejo sustentável, fazem parte da rotina das aldeias. Em Jenipapo dos Vieiras, onde quase metade da população é composta por indígenas, o prefeito Arnóbio Martins afirma: “A integração acontece por meio do diálogo e do respeito às tradições. Na educação, temos investido em uma abordagem específica e bilíngue, com participação de membros das próprias comunidades, fortalecendo a língua e os costumes locais.” Em Fernando Falcão, a prefeita Raimunda do Josemar afirma que o respeito à identidade dos povos indígenas orienta as ações da gestão municipal.

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