Lula quer proibir mais de um cartão de crédito por pessoa

Lula crédito

BRASÍLIA, 02 de outubro de 2026 — O presidente Lula (PT) afirmou na quinta (1º), em entrevista ao Flow Podcast, que o governo discute com o Banco Central uma medida para proibir os bancos de oferecer mais de 1 cartão de crédito por pessoa. O presidente declarou: “O povo gasta com mais facilidade no cartão de crédito. E ele só vai ver o rombo no final. Então, nós estamos discutindo com o Banco Central. Nós vamos proibir os bancos de dar mais que 1 cartão de crédito para as pessoas”. Na entrevista, Lula defendeu a necessidade de “moralizar um pouco essa questão do crédito no Brasil” diante do endividamento da população. “É um crime. Cartão de crédito é um crime. O que acontece? Os bancos hoje distribuem cartão de crédito sem saber se você quer. Ele manda para você”, declarou. Segundo o presidente, a “desgraça do cartão de crédito e do Pix é que você gasta sem ver dinheiro”. Lula contou uma experiência pessoal com um cartão de crédito internacional que contratou no Bradesco para o PT. “Naquele tempo, eu fumava. Eu tinha vontade de comprar um charuto que custava US$ 200 e eu nunca tive coragem de pagar. Porque toda vez que eu estava com o dinheiro eu falava: ‘Não vou pagar’. Agora, no dia em que eu não tinha o dinheiro, tinha o cartão de crédito, eu fui lá e comprei”, disse.DEBATE NA “GLOBO” Lula concedeu a entrevista ao “Flow Podcast” no mesmo horário em que seria realizado o debate entre os candidatos à Presidência na TV Globo. Lula disse na quarta (30) que não compareceria ao encontro. Flávio Bolsonaro (PL) também desistiu de participar na 5ª feira (1º.out) depois de decisões judiciais alterarem as regras do debate. A emissora decidiu cancelar o evento. Também na entrevista ao “Flow”, Lula disse que o debate na TV Globo seria “infrutífero”.

Anunciado concurso com 3,5 mil vagas em Educação no MA

CONCURSO MARANHAO

MARANHÃO, 02 de outubro de 2026 — O governador Carlos Brandão anunciou, nesta sexta (2), novos concursos públicos para o Maranhão. Segundo o governo, os certames terão mais de 3.500 vagas imediatas em áreas como Educação, Saúde e Administração. O anúncio foi feito pelo governador nas redes sociais. O primeiro edital será para a Educação e deve sair nos próximos dias. A Fundação Carlos Chagas (FCC) será responsável pela organização do concurso. Além disso, o governo informou que os editais para as demais áreas serão divulgados posteriormente. “Temos muitas oportunidades chegando. E a primeira delas é na área da educação. O edital será lançado nos próximos dias. Os editais dos novos concursos serão divulgados em breve. Bons estudos e boas provas”, afirmou o governador. Na Segurança Pública, duas provas já têm datas definidas. O concurso da Polícia Militar terá prova em 11 de outubro e oferecerá 1.000 vagas. Já os candidatos ao Corpo de Bombeiros farão a prova em 18 de outubro. Nesse caso, serão 800 vagas. Inclusive, o cronograma prevê concursos para a Polícia Civil, com 415 vagas, e para a Perícia Oficial, com 76. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) terá outras 1.059 vagas. As datas dessas provas ainda serão divulgadas. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Brandão (@carlosbrandaoma)

Gilmar diz que TSE não tem palavra final sobre questões eleitorais

Gilmar Kassio

BRASÍLIA, 02 de outubro de 2026 — A decisão em que Gilmar Mendes garantiu Renan Santos (Missão) no debate da Globo trouxe mais do que uma derrota para Nunes Marques. Ao longo de 18 páginas, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF) deixou uma série de recados ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os limites da atuação da Justiça Eleitoral. O mais explícito veio perto do fim. Gilmar contestou a tese segundo a qual o TSE teria a palavra final sobre tudo o que ocorre durante uma eleição. “Há quem diga, indevidamente, inclusive a título de suposto diálogo institucional, que ao TSE caberia deliberar sobre todos os aspectos atinentes ao processo eleitoral”, escreveu Gilmar, em alusão a Nunes Marques. Na sequência, foi direto: “Trata-se de premissa, evidentemente, equivocada”. Segundo Gilmar Mendes, a própria Constituição reserva ao STF a função de guardião da Constituição, inclusive — nas palavras do ministro — “sobretudo em matérias que afetem a higidez das eleições”. Outro recado apareceu quando Gilmar comparou o tratamento dado a Renan com a decisão de Nunes Marques que havia assegurado a participação do ex-governador Romeu Zema (Novo) no mesmo debate. A decisão registrou que Nunes Marques havia incluído Zema com base no critério de representatividade parlamentar. Na pesquisa Quaest de 28 de setembro, no entanto, Renan aparecia com 3% das intenções de voto, enquanto Zema tinha 1%. Gilmar Mendes usou a diferença para questionar a coerência do resultado. Conforme ele, não seria razoável admitir a presença de um candidato situado em patamar inferior nas pesquisas e impedir outro mais bem colocado. A decisão do decano fez duas coisas ao mesmo tempo: assegurou a presença de Renan no debate e marcou posição sobre quem pode dar a última palavra em disputas eleitorais.

Fux pede vista e suspende análise de ação de Brandão sobre Dino

Luiz Fux

BRASÍLIA, 02 de outubro de 2026 — O ministro Luiz Fux pediu vista, nesta quinta (1º), e suspendeu o julgamento de uma ação apresentada pela defesa do governador Carlos Brandão (MDB) no Supremo Tribunal Federal (STF). A medida interrompe a análise do pedido que busca afastar Flávio Dino da relatoria de inquéritos da Polícia Federal envolvendo Brandão. A defesa também pede que os processos retornem ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Brandão argumenta que o STJ deve analisar investigações contra governadores. Além disso, seus advogados questionam a imparcialidade de Dino por causa da relação política entre grupos do Maranhão. O relator da ação, ministro Dias Toffoli, já votou contra o pedido apresentado pela defesa. Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes acompanharam o entendimento. Então, quatro ministros já haviam se manifestado antes do pedido de vista de Fux. Segundo a defesa, a Constituição estabelece que cabe ao STJ processar e julgar governadores por infrações penais comuns. Por isso, os advogados contestam a permanência das investigações no STF e a relatoria de Flávio Dino. A ação também afirma que os advogados de Brandão ainda não tiveram acesso à íntegra das acusações contra o governador. Com o pedido de vista, Fux terá mais tempo para analisar o processo antes de apresentar seu voto.

Ministros veem ala do STF planejando contestar resultado eleitoral

Ministros STF

BRASÍLIA, 02 de outubro de 2026 — Ouvidos reservadamente pela Revista Oeste, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliaram que uma ala da Corte vem preparando terreno para uma eventual contestação do resultado eleitoral, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vença o pleito. Um dos alvos é o relator do processo do Banco Master no STF, André Mendonça, cuja atuação seria supostamente parcial.Receba nossas atualizações Na leitura dos magistrados consultados pela coluna, o movimento no STF passa pela “construção de uma narrativa” segundo a qual decisões judiciais, investigações e vazamentos estariam sendo contaminados por “interesses político-eleitorais”. “Estão criando clima para isso”, afirmou um deles, enquanto outro acrescentou que o ambiente servirá para “sustentar dúvidas” acerca da neutralidade das instituições envolvidas no processo eleitoral. O pano de fundo das discussões é o relatório da Polícia Federal (PF) que revelou a troca de mensagens, por WhatsApp, entre Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Banco Master. No documento, havia pedidos de ajuda de Vorcaro ao juiz do STF. O COMPONENTE ELEITORAL Parte desse alerta surgiu com manifestações públicas do decano do STF, Gilmar Mendes, a respeito do Master. Na sessão em que poderia ter aberto uma investigação contra Moraes, Mendes acusou Mendonça de atuar com “inequívoco viés político-eleitoral”. O decano dobrou a aposta ao chamar o colega de “pixuleco eleitoral”, visto que manifestantes inflaram um boneco de Mendonça, na Paulista, no 7 de Setembro. Em outro momento da reunião no plenário, o decano afirmou que o fim do sigilo do processo, além do afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, haviam “ganhado tração conforme avançava o ciclo eleitoral”. Meses antes, o próprio Mendes antecipou que o STF poderia servir como uma espécie de “instância revisora”, se o Tribunal Superior Eleitoral não atuar com imparcialidade durante a eleição deste ano. “Mais grave, porém, é o risco que vem de dentro: o da politização da Justiça Eleitoral”, publicou Mendes no X. “Quem tenta engajar o tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer.”

Prefeito oficializa Festa de Santa Teresinha como patrimônio de Bacabal

Bacabal Roberto

BACABAL, 02 de outubro de 2026 — O prefeito Roberto Costa sancionou, nesta quinta (1º) de outubro, a Lei nº 1.755/2026, que declara a Festa de Santa Teresinha Patrimônio Cultural Imaterial de Bacabal. A assinatura ocorreu durante a missa de encerramento dos festejos da padroeira do município, que completaram 90 anos. A programação do feriado municipal dedicado às celebrações católicas ocorreu ao longo do dia. No fim da tarde, fiéis participaram da missa na Igreja de Sant’Ana e São Joaquim e, depois, seguiram em procissão pelas ruas de Bacabal até a Catedral de Santa Teresinha. Na catedral, foi realizada a tradicional Missa das Rosas, presidida pelo bispo diocesano, Dom Armando Martín Gutiérrez. Durante a celebração, Roberto Costa assinou a nova legislação. O prefeito comentou o reconhecimento da festa como patrimônio imaterial. “É um momento muito especial para mim, porque o que nós fazemos aqui é o reconhecimento de um patrimônio que não é feito de concreto, mas acima de tudo de sentimento. Imaterial significa dizer que não é algo concreto; é algo que você sente através da festa e de toda a fé que nós temos. Essa festa de Santa Teresinha já é um patrimônio no coração de todo bacabalense e da comunidade católica.” A Lei nº 1.755/2026 abrange manifestações culturais, religiosas e comunitárias relacionadas à festividade, realizada entre a segunda quinzena de setembro e o dia 1º de outubro. Entre elas estão novenários, procissões, celebrações litúrgicas e apresentações artísticas. Segundo o texto da lei, o reconhecimento busca preservar a memória histórica relacionada à festa e contribuir para a continuidade das manifestações associadas à celebração. O bispo da Diocese de Bacabal, Dom Armando Martín Gutiérrez, comentou a sanção. “É um presente que o prefeito Roberto Costa está dando para Bacabal. São 90 anos dessa celebração de Santa Teresinha, a padroeira da nossa cidade. Estamos felizes por esse reconhecimento!” Roberto Costa também falou sobre a devoção a Santa Teresinha e sua relação com a comunidade católica. “A fé em Santa Teresinha e os pedidos pela sua intercessão ao nosso Senhor mexem com a fé e com as dificuldades que as pessoas enfrentam na saúde ou na economia. Santa Teresinha tem sido essa grande mãe que abraça e traz esperança para a vida da nossa população. Como prefeito e membro da comunidade católica, fico muito feliz em assinar essa lei e materializar um sentimento de gratidão e carinho que sempre existiu no nosso município.” Com a sanção, a Festa de Santa Teresinha passa a integrar oficialmente o patrimônio cultural imaterial de Bacabal.

Ministra rejeitou excluir fala em que Lula ligou Flávio à milícia

Ministra TSE

BRASÍLIA, 02 de outubro de 2026 — A ministra Estela Aranha, do TSE, rejeitou um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para excluir uma fala em que o presidente Lula o relacionou à milícia do Rio de Janeiro. Lula afirmou, em entrevista à Rádio Tupi no dia 18 de setembro, que “um candidato a presidente é ligado aos milicianos aqui do Rio de Janeiro” e que haveria “muita gente da família Bolsonaro metida com os milicianos”. Os advogados de Flávio pediram a exclusão desse trecho do vídeo da entrevista ou mesmo a retirada da íntegra da gravação. Estela Aranha reconheceu que a declaração do presidente usou linguagem “contundente e potencialmente ofensiva à imagem”, mas afirmou que a fala ocorreu como parte do debate eleitoral. Além disso, a ministra considerou que a afirmação foi feita em “termos amplos” e não envolveu “evento determinado, data, circunstância ou conduta específica”, o que permitiria analisar sua veracidade. “Nesse cenário, sem prejuízo de uma análise mais detalhada acerca dos dispositivos em comento, entendo que, por ora, em sede liminar, não se mostra prudente a determinação de retirada do ar do conteúdo por parte desta Justiça Especializada”, decidiu Aranha. Para a magistrada, uma decisão no sentido contrário poderia “produzir efeito inibidor indevido sobre o debate político”. A decisão da ministra é provisória e será analisada pelos demais ministros do TSE. Em outro momento, será avaliado o mérito do caso e decidido se Flávio deve ter direito de resposta.

PT assinou regra que previa cadeira vazia para ausência em debate

PT REGRA

BRASÍLIA, 02 de outubro de 2026 — O PT (Partido dos Trabalhadores) assinou um documento, junto com representantes dos demais partidos, no qual concordava com a regra de que uma eventual ausência de algum candidato no debate da TV Globo marcado para esta quinta-feira (1º) seria acompanhada de uma cadeira vazia com o nome dele. Trata-se do item 7 de uma ata na qual o advogado do partido, Gabriel Fialho Filho, assinou junto com signatários de outros partidos. Ela diz o seguinte: CANDIDATO AUSENTE Se algum candidato convidado faltar ao debate, o seu lugar permanecerá vazio, com uma placa que o identifique pelo nome. Na vez em que, pelo sorteio, faria a pergunta, seu lugar será mostrado com mais destaque e o mediador lembrará que ele não compareceu ao debate. Na primeira rodada de tema livre, e somente nela, os candidatos presentes, se quiserem, antes de escolher o candidato a quem farão a pergunta, poderão, em 30 segundos, fazer a pergunta que fariam ao candidato que se ausentou. Depois de feita a pergunta, escolhem um candidato presente e segue-se a dinâmica do debate como descrita anteriormente. Em nenhuma hipótese, a pergunta ou o comentário poderá conter ofensas pessoais ao candidato ausente. Se isso ocorrer, a palavra do candidato será cortada imediatamente. Hoje, o PT acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para suspender exatamente essa regra. O pedido foi aceito pela ministra Estela Aranha na tarde desta quinta-feira. “Trata-se de representação ajuizada pela Coligação Brasil Pronto Pra Mais em face de Globo Comunicação e Participações S.A., por meio da qual se requer, em caráter de urgência, a suspensão da eficácia do item 7 da denominada ‘Ata Debate Presidencial 2026’, apresentada pela emissora nos autos do processo de referência, regra que prevê a manutenção da cadeira vazia do candidato ausente com identificação nominal, o destaque visual à sua ausência e a possibilidade de formulação de perguntas pelos candidatos presentes ao candidato que não comparecer ao debate presidencial previsto para a noite de 1º de outubro de 2026”, disse a ministra. Na decisão, ela também proibiu que a emissora conceda tempo para perguntas direcionadas a quem não compareceu ao debate – outro ponto incluso no regulamento. “Mesmo que o candidato tenha se comprometido previamente com o regulamento, isso não transforma a participação em obrigatória. A consequência jurídica da ausência é simplesmente que ele perde a oportunidade de participar daquela rodada, enquanto o debate continua segundo as regras previamente acordadas. Mas sem consequências que possam ser coercitivas, pois isso configuraria cerceamento dos direitos políticos do candidato, relativos à facultatividade garantida pela legislação”, disse a ministra ao justificar sua decisão.

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