
MARANHÃO, 15 de julho de 2026 — O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou falhas na reconstrução da Ponte Juscelino Kubitschek, entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO). A auditoria identificou problemas nos critérios de pagamento, no orçamento e na ausência de projeto básico. A obra custou R$ 174 milhões e foi contratada em caráter emergencial, sem licitação.
O Ministério dos Transportes autorizou o início da obra em 31 de dezembro de 2024. O contrato previa prazo de 356 dias. A nova ponte foi entregue em 22 de dezembro de 2025, um ano após o desabamento da estrutura anterior, que deixou 14 vítimas. Então, o TCU analisou documentos da execução para verificar a contratação.
Segundo a auditoria, o orçamento usado para estimar os custos apresentou falhas metodológicas. Além disso, parte dos serviços foi executada sem orçamento detalhado e sem descrição técnica adequada. O relatório também aponta inconsistências nos critérios adotados para os pagamentos durante a execução da obra.
As irregularidades foram encaminhadas ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O TCU recomendou que futuras contratações emergenciais adotem o modelo de contratação integrada, alinhem os pagamentos aos serviços executados e ampliem a transparência dos contratos.
Em nota, o DNIT informou que a área técnica analisa o relatório e pediu mais prazo para apresentar uma manifestação definitiva.







