
BRASÍLIA, 15 de julho de 2026 — A Polícia Federal indiciou o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, e outras 47 pessoas por suspeita de participação em um esquema de fraudes envolvendo descontos associativos em benefícios de aposentados e pensionistas.
O relatório final da Operação Sem Desconto foi enviado ao Supremo Tribunal Federal e aponta que Stefanutto teria recebido até R$ 250 mil por mês em propina.
Segundo a PF, Stefanutto era identificado como “Italiano” nas conversas entre os investigados. As mensagens analisadas indicariam pagamentos frequentes e confirmações de recebimento de valores.
A investigação afirma que ele recebeu cerca de R$ 900 mil por meio do escritório Stelo Advogados, além de repasses feitos por empresas citadas no relatório, como Delícia Italiana Pizzas e Moinhos Imobiliária.
Os investigadores também citaram mensagens de 2022 e 2025 que, segundo a PF, tratam da entrega de dinheiro ao ex-presidente do INSS.
De acordo com a investigação, os recursos saíam de valores descontados irregularmente dos benefícios, passavam por entidades e empresas de fachada e, depois, eram usados para pagar propina a agentes públicos e políticos.
A defesa informou que pedirá ao STF a revogação da prisão preventiva. Os advogados afirmam que a investigação não comprovou o recebimento de dinheiro ilícito e sustentam que o relatório ignorou elementos que poderiam favorecer Stefanutto. Também destacam que o indiciamento não representa condenação.
Até o momento, a Conafer não comentou o caso.







