PL projeta Aldir para federal e retorno de Detinha à Alema

MARANHÃO, 27 de abril de 2026 — O PL Maranhão definiu o vereador de São Luís Aldir Júnior como candidato a deputado federal nas eleições de 2026. A decisão ocorreu de forma unânime dentro do partido e integra a reorganização interna conduzida pela legenda no estado. O movimento foi articulado pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho, que lidera o grupo político e coordena a estratégia eleitoral. Além disso, o PL Maranhão reposicionou a deputada estadual Detinha, que deixa a projeção para a Câmara Federal e passa a ser cotada para disputar espaço na Assembleia Legislativa do Maranhão. Com a definição, Aldir Júnior assume o espaço anteriormente atribuído a Detinha dentro da estratégia eleitoral. Ao mesmo tempo, o PL Maranhão também avalia novos nomes para outras disputas. Nesse cenário, a deputada estadual Fabiana Vilar surge como possível candidata para ocupar a vaga relacionada ao grupo de Josimar. Nos bastidores, integrantes do partido avaliam que a estratégia pode ampliar a presença da legenda nos parlamentos. A projeção interna indica a possibilidade de eleger até seis deputados estaduais, O grupo de Josimar Maranhãozinho e Detinha afirma contar com apoio de mais de 40 prefeituras no estado.
Pagamento milionário da J&F chega a resort da família Toffoli

BRASÍLIA, 27 de abril de 2026 — Empresas do grupo dos irmãos Joesley e Wesley Batista transferiram R$ 11,5 milhões a um escritório de advocacia em Goiânia, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento indica incompatibilidade entre os valores movimentados e o histórico financeiro da empresa. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, que divulgou as informações nesta segunda-feira, 27, o escritório pertence à advogada Maísa de Maio Marciano e registrava faturamento mensal de cerca de R$ 9 mil. O endereço informado corresponde a uma sala compartilhada no Setor Sul, na capital goiana, onde há oferta de serviços como locação de espaço e endereço fiscal. O alerta partiu de uma agência do Sicoob, em fevereiro de 2024, com base nas movimentações da conta da advogada. O relatório afirma que não houve apresentação de documentos que justificassem as transações e classificou o caso como de “alto risco para lavagem de dinheiro”. A JBS transferiu R$ 8 milhões em 15 de dezembro de 2023. Três dias depois, a J&F Investimentos repassou outros R$ 3,5 milhões. No mesmo dia, a advogada transferiu R$ 3,5 milhões ao advogado e empresário Paulo Humberto Barbosa, conforme o Estadão. REPASSES INCLUEM EMPRESA INVESTIGADA PELA POLÍCIA FEDERAL No dia do recebimento da JBS, o escritório também transferiu R$ 6,9 milhões ao BK Bank. O Coaf identificou a empresa como destinatária dos recursos. “Todas as transações processadas por meio de sua plataforma são devidamente identificadas e registradas nas contas individualizadas dos clientes, com origem e destino dos recursos, garantindo elevados padrões de transparência e rastreabilidade”, declarou o BK. A fintech já apareceu em investigações da Polícia Federal e do Ministério Público de São Paulo por suspeitas de uso de contas que dificultariam o rastreamento financeiro e de ligação com esquemas do Primeiro Comando da Capital.
TJMA avalia rescisão com BRB após prisão de ex-presidente

MARANHÃO, 27 de abril de 2026 — O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) discutiu a possível rescisão do contrato com o Banco de Brasília (BRB) após a prisão do ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, em 16 de abril. A reunião ocorreu na sede do TJMA, conduzida pelo então presidente Froz Sobrinho, para avaliar riscos relacionados aos depósitos judiciais, que somam cerca de R$ 3 bilhões, diante das investigações envolvendo o banco. O encontro extraordinário reuniu desembargadores para analisar a viabilidade de encerrar o acordo com o BRB. Na ocasião, Froz Sobrinho apresentou um relatório apontando descumprimentos contratuais, como a ausência de agência do banco no Maranhão. A medida foi discutida como alternativa para evitar eventuais prejuízos institucionais e financeiros.
Maranhão soma 11 mil mortes por doenças cardiovasculares

MARANHÃO, 27 de abril de 2026 — O Maranhão registrou mais de 11 mil mortes por doenças cardiovasculares, segundo dados recentes. Os óbitos envolvem infarto, AVC e insuficiência cardíaca, com relação direta à hipertensão arterial. No Brasil, a situação também preocupa. Em 2025, foram mais de 177 mil mortes por infarto e mais de 104 mil por AVC, além de 64 mil por insuficiência cardíaca. Em 2026, os números ainda estão em consolidação, mas já indicam mais de 346 mil óbitos por doenças cardiovasculares. No Maranhão, os registros apontam 5.626 mortes por infarto, 3.800 por AVC e 1.763 por insuficiência cardíaca. Especialistas destacam que a hipertensão, principal fator de risco, costuma não apresentar sintomas. Por isso, o diagnóstico frequentemente ocorre após eventos graves. No entanto, a condição pode ser controlada com acompanhamento médico e mudanças de hábitos. Diretrizes atualizadas orientam que níveis de pressão acima de 120 por 80 mmHg já devem ser monitorados. O reconhecimento rápido dos sintomas é considerado fundamental. No caso do AVC, alterações na fala, perda de força e dificuldade de coordenação exigem atendimento imediato. Já o infarto pode causar dor no peito, falta de ar e suor frio. Além disso, falhas no atendimento ainda impactam os resultados clínicos. Atrasos no diagnóstico, dificuldades de acesso a exames e ausência de acompanhamento após alta hospitalar aumentam riscos e agravam casos de doenças cardiovasculares. Diante desse cenário, especialistas destacam a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à prevenção, diagnóstico precoce e qualificação dos serviços de saúde.
MPMA investiga movimentações financeiras em Vargem Grande

VARGEM GRANDE, 27 de abril de 2026 — O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou procedimento investigatório para apurar movimentações financeiras suspeitas na Prefeitura de Vargem Grande. A apuração envolve possível desvio de recursos públicos na gestão do prefeito Raimundo Nonato Rodrigues da Costa, conhecido como Preto, com base em dados enviados pelo COAF. A investigação teve início a partir de uma Notícia de Fato, convertida posteriormente em procedimento investigatório. Segundo o órgão, as informações apontam indícios de fluxos financeiros atípicos envolvendo recursos públicos. De acordo com a Portaria nº 4/2026, o objetivo é reunir documentos e informações que esclareçam possíveis irregularidades. O procedimento busca verificar violações aos princípios da administração pública, como legalidade, moralidade e transparência, previstos na legislação. O Ministério Público informou que há indícios de desvio de recursos públicos, o que pode configurar ato de improbidade administrativa, conforme a Lei nº 8.429/1992. Além disso, a investigação pretende identificar os responsáveis e dimensionar possíveis danos ao erário. O MPMA também informou que expedirá ofícios e comunicações para coleta de dados. Após a conclusão das etapas iniciais, o procedimento retornará para análise. A investigação está sob responsabilidade do promotor André Charles Alcântara Martins Oliveira, titular da Promotoria de Justiça de Vargem Grande.
MPMA investiga promoção pessoal em São Benedito do Rio Preto

SÃO BENEDITO DO RIO PRETO, 27 de abril de 2026 — O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou um inquérito civil para investigar possível promoção pessoal com recursos públicos na Prefeitura de São Benedito do Rio Preto. A apuração envolve o uso da comunicação institucional para beneficiar o prefeito Wallas Rocha, com base em indícios de irregularidades. A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 5/2026, assinada pelo promotor José Orlando Silva Filho, da Comarca de Urbano Santos. O procedimento teve origem na Notícia de Fato nº 000667-052/2025, que foi convertida em inquérito civil para aprofundar a investigação. Segundo o MPMA, há indícios de descumprimento do princípio da impessoalidade previsto na Constituição Federal. Esse princípio proíbe o uso da máquina pública para promoção individual de agentes políticos. O órgão destaca que a comunicação institucional deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação social. Portanto, não pode ser utilizada para autopromoção de gestores, sob risco de configurar irregularidade administrativa.
Promessa de Lula não se cumpre e passagem aérea aumenta

BRASÍLIA, 27 de abril de 2026 — A tarifa média das passagens aéreas domésticas atingiu R$ 707,16 em março de 2026. Esse valor representa uma alta de 17,8% em comparação com março de 2025. Naquele período, o preço médio era de R$ 600,52. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) na sexta (24). Em relação a fevereiro de 2026, o aumento foi de 14,5%. O valor médio por quilômetro voado, chamado de yield, também registrou elevação. Ele chegou a R$ 0,5549 em março de 2026. Isso corresponde a uma alta de 19,4% frente ao mesmo mês de 2025. No que diz respeito à distribuição dos preços, 45,4% dos assentos foram vendidos abaixo de R$ 500. Por outro lado, 8,2% dos bilhetes custaram mais de R$ 1.500 no período. QUEDA NO COMBUSTÍVEL O aumento das tarifas ocorreu apesar da redução no preço do querosene de aviação. O litro do combustível custou R$ 3,60 em março de 2026. Esse valor representa um recuo de 13,7% em relação a março de 2025. A queda foi de 17,7% quando comparada a março de 2024.
CGU aponta falhas em licitação de R$ 228 milhões da saúde

BRASÍLIA, 27 de abril de 2026 — A Controladoria-Geral da União (CGU) encontrou inconsistências em um processo licitatório do Ministério da Saúde. O pregão eletrônico 90105/2024 previa a aquisição de 600 Unidades Odontológicas Móveis. O valor total do contrato é de R$ 227,9 milhões. A auditoria apontou deficiências no planejamento da contratação. Além disso, identificou fragilidades nos mecanismos de controle do certame. Essas falhas podem ter comprometido a competitividade da disputa. O Departamento de Logística em Saúde conduziu o pregão. A empresa vencedora foi a IVG Brasil Ltda. O preço unitário por veículo ficou em R$ 379 mil. De acordo com a CGU, decisões relevantes foram tomadas sem fundamentação técnica consistente. O Estudo Técnico Preliminar, exigido pela nova Lei de Licitações, apresentou problemas. A ampliação do número de unidades — de 360 para 600 — ocorreu sem critérios claros. Também não houve memória de cálculo que justificasse a mudança. O edital continha exigências específicas. Entre elas, garantia de 36 meses sem limite de quilometragem. Havia também a previsão de gerador rebocado a gasolina. A instalação de ar-condicionado do tipo motorhome foi outro ponto. A CGU afirmou que não houve demonstração de custo-benefício. As especificações, segundo o órgão, restringiram o número de empresas aptas a participar. Condições muito específicas limitaram a competição. A auditoria apontou ainda outro problema relevante. Houve concentração de atribuições em poucos servidores. A escassez de pessoal fez com que um mesmo agente público atuasse em diferentes fases. Ele participou do planejamento, da validação de documentos e da futura fiscalização contratual. Essa situação contraria o princípio de segreção de funções. O princípio é fundamental para evitar conflitos de interesse e fraudes.