
MARANHÃO, 27 de abril de 2026 — O Maranhão registrou mais de 11 mil mortes por doenças cardiovasculares, segundo dados recentes. Os óbitos envolvem infarto, AVC e insuficiência cardíaca, com relação direta à hipertensão arterial.
No Brasil, a situação também preocupa. Em 2025, foram mais de 177 mil mortes por infarto e mais de 104 mil por AVC, além de 64 mil por insuficiência cardíaca. Em 2026, os números ainda estão em consolidação, mas já indicam mais de 346 mil óbitos por doenças cardiovasculares.
No Maranhão, os registros apontam 5.626 mortes por infarto, 3.800 por AVC e 1.763 por insuficiência cardíaca.
Especialistas destacam que a hipertensão, principal fator de risco, costuma não apresentar sintomas. Por isso, o diagnóstico frequentemente ocorre após eventos graves. No entanto, a condição pode ser controlada com acompanhamento médico e mudanças de hábitos.
Diretrizes atualizadas orientam que níveis de pressão acima de 120 por 80 mmHg já devem ser monitorados.
O reconhecimento rápido dos sintomas é considerado fundamental. No caso do AVC, alterações na fala, perda de força e dificuldade de coordenação exigem atendimento imediato. Já o infarto pode causar dor no peito, falta de ar e suor frio.
Além disso, falhas no atendimento ainda impactam os resultados clínicos. Atrasos no diagnóstico, dificuldades de acesso a exames e ausência de acompanhamento após alta hospitalar aumentam riscos e agravam casos de doenças cardiovasculares.
Diante desse cenário, especialistas destacam a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à prevenção, diagnóstico precoce e qualificação dos serviços de saúde.







