
BRASÍLIA, 27 de abril de 2026 — A tarifa média das passagens aéreas domésticas atingiu R$ 707,16 em março de 2026. Esse valor representa uma alta de 17,8% em comparação com março de 2025. Naquele período, o preço médio era de R$ 600,52.
Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) na sexta (24). Em relação a fevereiro de 2026, o aumento foi de 14,5%.
O valor médio por quilômetro voado, chamado de yield, também registrou elevação. Ele chegou a R$ 0,5549 em março de 2026. Isso corresponde a uma alta de 19,4% frente ao mesmo mês de 2025.
No que diz respeito à distribuição dos preços, 45,4% dos assentos foram vendidos abaixo de R$ 500. Por outro lado, 8,2% dos bilhetes custaram mais de R$ 1.500 no período.
QUEDA NO COMBUSTÍVEL
O aumento das tarifas ocorreu apesar da redução no preço do querosene de aviação. O litro do combustível custou R$ 3,60 em março de 2026. Esse valor representa um recuo de 13,7% em relação a março de 2025. A queda foi de 17,7% quando comparada a março de 2024.
PROMESSA DE CAMPANHA
O resultado contraria uma promessa feita pelo presidente Lula em 2022. Em setembro daquele ano, durante a campanha eleitoral, Lula afirmou que baixaria o preço do querosene.
Ele disse que, com essa medida, “as pessoas voltem a viajar” com passagens baratas. O então candidato citou explicitamente a intenção de reduzir as tarifas aéreas.
No início do atual governo, o ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, anunciou uma iniciativa. O programa previa a venda de passagens a R$ 200 para aposentados, servidores e estudantes. A estimativa era de 14 a 15 milhões de bilhetes por ano a esse preço. No entanto, o texto não informa se o programa foi efetivamente implementado.
A ANAC afirma que as variações observadas estão dentro do comportamento típico do setor. O órgão regulador informa que acompanha o mercado. Essa fiscalização ocorre em conjunto com a Casa Civil. Também participam o Ministério da Fazenda e o Ministério de Portos e Aeroportos.







