
BRASÍLIA, 22 de outubro de 2026 — A arrecadação federal alcançou R$ 239,38 bilhões em setembro. Houve crescimento real de 5,62% e nominal de 10,45% na comparação com o mesmo mês de 2025. Foi o maior valor para meses de setembro desde o início da série histórica.
Os dados são do relatório mensal da Receita Federal, divulgado pelo Ministério da Fazenda, sobre o tema.
As receitas administradas pela Receita Federal somaram R$ 231,43 bilhões no mês, avanço real de 5,03%. Já as receitas administradas por outros órgãos federais totalizaram R$ 7,96 bilhões, alta real de 26,31%.
ACUMULADO DO ANO
A arrecadação total das receitas federais somou R$ 2,35 trilhões de janeiro a setembro de 2026, alta real de 6,97% em relação ao mesmo período de 2025, descontada a inflação pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Em valores nominais, o crescimento foi de 11,68%.
Em 2026, a receita previdenciária soma R$ 575,93 bilhões, com crescimento real de 5,16%. Segundo a Receita Federal, o resultado foi influenciado pelo aumento da massa salarial, pelo avanço da arrecadação previdenciária do Simples Nacional e pela reoneração gradual da folha de pagamentos e dos municípios.
A arrecadação conjunta do IRPJ (Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) chegou a R$ 444,24 bilhões, alta real de 5,76%. O desempenho foi impulsionado, entre outros fatores, pelo crescimento dos recolhimentos pelo lucro presumido e pela declaração de ajuste.
O conjunto de Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e PIS/Pasep (Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público) arrecadou R$ 466,56 bilhões, crescimento real de 4,10%.
O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) registrou uma das maiores altas entre os principais tributos, com avanço real de 19,49% no acumulado do ano, para R$ 75,75 bilhões. A Receita atribuiu o resultado, entre outros fatores, ao aumento dos recolhimentos sobre operações de câmbio, em meio a mudanças na legislação iniciadas em junho de 2025.
Já o IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) sobre rendimentos de capital somou R$ 131,15 bilhões, alta real de 17,57%. O resultado foi influenciado pelo crescimento dos recolhimentos sobre aplicações de renda fixa e juros sobre capital próprio.










