PGR nega acordos pedidos por Josimar e Pastor Gil

PGR JOsimar

BRASÍLIA, 11 de setembro de 2026 — A PGR se manifestou nesta quinta (10), no STF, contra pedidos das defesas de Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, ambos do PL. Os deputados tentam obter um Acordo de Não Persecução Penal após serem condenados por corrupção passiva a penas em regime semiaberto. O ANPP permite, em certas situações, que o Ministério Público faça acordo com o investigado em crimes sem violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a quatro anos. Em regra, ocorre antes do julgamento e pode exigir confissão e outras condições para reduzir ou extinguir a punição. A defesa de Josimar pediu nova análise do acordo após o STF afastar a acusação de organização criminosa. A PGR respondeu que o mérito já foi julgado, as penas foram fixadas e o ANPP já havia sido analisado. Pastor Gil pediu que o Supremo discutisse a aplicação da regra e levasse o tema ao Plenário. A PGR também rejeitou esse pedido. Para o órgão, a defesa questiona a aplicação da regra ao caso, não sua constitucionalidade. O vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand Filho pediu o indeferimento das duas solicitações. Agora, o relator Cristiano Zanin analisará a manifestação. O processo apura a cobrança de R$ 1,6 milhão em troca da destinação de cerca de R$ 6,67 milhões em emendas para São José de Ribamar. Em março, o STF condenou Josimar a 6 anos e 5 meses e Pastor Gil a 5 anos e 6 meses, ambos no semiaberto. Eles estão inelegíveis, mas ainda não cumprem pena.

Trabalhadores dos Correios em greve por tempo indeterminado

Correios

BRASIL, 11 de setembro de 2026 — Trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada em assembleias dos sindicatos estaduais na noite desta quinta-feira após as negociações salariais com a estatal terminarem sem acordo. Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), a greve começou às 22h após 35 sindicatos aprovarem a greve. No Acre, a votação acontece na tarde desta sexta (11). De acordo com a Findect, depois de “sucessivas rodadas de negociação”, incluindo tentativas de mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), os Correios mantiveram a posição na negociação salarial, mas os trabalhadores decidiram rejeitar as propostas. Outro impasse envolve o plano de saúde dos funcionários da estatal. Ainda segundo a federação, a direção dos Correios quer deixar de manter o plano, o que, na avaliação dos trabalhadores, pode transferir para os trabalhadores o custeio da cobertura e prejudicar a assistência médica. “A Findect seguirá acompanhando o movimento, ao lado dos sindicatos filiados, e reafirma sua disposição para negociar uma saída que atenda às reivindicações dos trabalhadores”, diz comunicado da entidade sindical. Continue lendo…

Governo contesta nomeação de delegada eliminada em concurso

governo nomeação

MARANHÃO, 11 de setembro de 2026 — O Governo do Maranhão tenta reverter no TJMA a nomeação de Ariana Sampaio Sousa como delegada da Polícia Civil. Eliminada na prova objetiva do concurso de 2017, ela tomou posse em maio de 2025 após decisão judicial que anulou sua exclusão. A PGE afirma que Ariana não cumpriu o edital. O concurso oferecia 20 vagas imediatas e cadastro de reserva, e só os 225 primeiros da ampla concorrência seguiriam à prova discursiva. Ariana acertou 60 de 100 questões, ficou em 2.018º lugar e não fez as etapas seguintes. A defesa alegou que ela atingiu a nota mínima e citou a Lei Estadual nº 12.212/2024, que flexibilizou a cláusula de barreira para o curso de formação e o cadastro de reserva. Por liminar, Ariana fez o curso da Academia de Polícia Civil e foi aprovada. Em 7 de abril de 2025, o juiz Osmar Gomes dos Santos anulou a eliminação e determinou nomeação e posse, citando razoabilidade e proporcionalidade. Ariana tomou posse em 12 de maio, atua em Bacabal e integra a investigação sobre duas crianças desaparecidas. Ela pediu transferência para São Luís por questões familiares. A PGE diz que a lei de 2024 não alcança eliminados na prova objetiva, cita jurisprudência do STF e alerta para efeito multiplicativo. O MP-MA apoiou o recurso e apontou risco à isonomia. Ariana é filha do subprocurador Francisco Barros Sousa e sobrinha do desembargador Raimundo Barros. O recurso aguarda julgamento. A defesa não respondeu, e a Adepol disse que acompanha o caso.

Moraes pede julgamento conjunto com relatório sobre Mendonça

Moraes STF

BRASÍLIA, 11 de setembro de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta sexta (11) ao presidente da Corte, Edson Fachin, que o plenário analise de forma conjunta, na sessão extraordinária marcada para terça (15), as suspeitas levantadas contra ele e os questionamentos sobre a atuação do ministro André Mendonça nas investigações relacionadas ao Banco Master. No documento enviado a Fachin, Moraes ainda acusa Mendonça de ter feito uma seleção do material que teve o sigilo retirado e afirma que 180 documentos relacionados às investigações permaneceram sob sigilo. Moraes sustenta que o próprio Fachin já reconheceu a existência de conexão entre os procedimentos. Ele cita decisão do presidente do STF segundo a qual a tramitação separada dos casos poderia provocar “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”, porque as medidas têm bases fáticas e probatórias que se sobrepõem. O pedido reforça a pressão sobre o formato da sessão de terça. Como O GLOBO mostrou, uma ala do Supremo já vinha defendendo nos bastidores que os dois capítulos da crise fossem analisados conjuntamente e alertou Fachin para a possibilidade de um pedido de vista caso o julgamento se limite ao relatório que contém mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e referências a Moraes. A sessão de terça foi inicialmente convocada por Fachin para analisar a Petição 16.662, que reúne o relatório produzido pela Polícia Federal, por determinação de Mendonça, com mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e que identificou Alexandre de Moraes como um de seus interlocutores. Já os questionamentos sobre a atuação de Mendonça estão reunidos na Petição 16.704 e ainda não haviam sido incluídos no calendário do plenário.

Luís Pablo implora a Fachin fim do inquérito das fake news

Luís Pablo

MARANHÃO, 11 de setembro de 2026 — O jornalista Luís Pablo pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, o arquivamento da investigação em carta aberta. Ele afirma que a apuração acessou aparelhos, mensagens e dados financeiros, mas não encontrou prova de perseguição, monitoramento ou pagamento por reportagens contra Flávio Dino. Segundo Luís Pablo, uma busca em sua casa apreendeu dois celulares, um computador e um HD, que ficaram cerca de 70 dias fora de seu uso. Além disso, ele diz que a investigação identificou pessoas que lhe passaram informações, expondo fontes e afetando a confiança necessária ao trabalho jornalístico. O jornalista afirma que o caso começou após denúncia sobre o uso de veículo oficial do TJMA por Flávio Dino e familiares. Ele diz que recebeu o material, conferiu os dados, procurou STF e TJMA e publicou o conteúdo. Por isso, sustenta que não seguiu, abordou ou monitorou o ministro nem seus parentes. Na carta, Luís Pablo cita manifestação da PF segundo a qual não seria possível afirmar com máxima certeza que R$ 100 mil eram pagamento por matérias. Ele diz que o valor veio de empréstimo pessoal devolvido, com comprovantes, e menciona fala do delegado sobre a proteção pela liberdade de imprensa. Por fim, Luís Pablo cita declaração de Fachin sobre o compromisso do STF com o sigilo da fonte e pede o fim do caso. Ele afirma que críticas, linha editorial ou parcialidade não provam crime e diz que manter a investigação sem provas prejudica o jornalismo e quem depende de fontes protegidas.

Vorcaro teve acesso a dados sigilosos do MPF, diz Polícia Federal

Vorcaro PF

BRASÍLIA, 11 de setembro de 2026 — A Polícia Federal concluiu que um grupo ligado ao ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro obteve informações de processos sigilosos do MPF (Ministério Público Federal) por meio de logins funcionais de servidores do órgão. Os achados constam de relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal e tornado público nesta sexta (11) por decisão do ministro André Mendonça. O documento detalha como Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, atuava como intermediário entre Vorcaro e sistemas internos do MPF. Mourão se enforcou na cela da Superintendência da PF de Minas Gerais em 4 de março de 2026, logo depois de ser preso na operação Compliance Zero, e teve a morte confirmada 2 dias depois. Segundo a investigação, Mourão integrava o núcleo denominado A Turma, estrutura apontada como milícia voltada a monitorar e intimidar pessoas consideradas adversárias ou ligadas às apurações sobre o banco. A PF aponta que ele recebia R$ 1 milhão por mês pelo trabalho, que envolvia obtenção de informações sigilosas, coação e fabricação de dossiês. Em junho de 2024, Mourão enviou a Vorcaro uma lista de nomes e empresas e informou que o ex-banqueiro poderia incluir outros “pra puxar os sigilosos”. Vorcaro foi consultado sobre quais documentos desejava receber. “Todos, obviamente”, respondeu. No dia seguinte, Mourão afirmou ter “acesso total e ilimitado” aos sistemas do MPF, ressalvando não saber por quanto tempo as consultas continuariam disponíveis. Em julho de 2025, Mourão compartilhou com Vorcaro uma consulta feita nos sistemas do MPF com os termos “BRB AND MASTER”. A resposta do ex-banqueiro foi imediata: “Quero tudo. Atenção total.” Mourão confirmou: “Sim! Então vou mandar puxar geral. Ok”. O relatório também descreve um episódio envolvendo um helicóptero. Em 13 de janeiro de 2025, Vorcaro enviou a Mourão uma imagem da aeronave e relatou que ela havia sobrevoado sua residência na Bahia durante 40 minutos. “Fazendo todo perímetro”, escreveu o ex-banqueiro, que disse pretender registrar reclamação formal à polícia. Mourão respondeu que seria preciso identificar quem havia alugado o helicóptero e quem estava a bordo, e acrescentou: “E pedir para a turma ir em cima.” Às 14h41 do mesmo dia, Mourão encaminhou um arquivo a Vorcaro com a mensagem: “Ofício está pronto para encaminhar mediante sua autorização.” O documento trazia o brasão e a identificação do MPF, estava classificado como “URGENTE/SIGILOSO” e era dirigido a uma empresa de serviços aéreos. O pedido incluía a identificação do contratante, os itinerários, os horários de decolagem e pouso e a lista de passageiros. Solicitava ainda que o contratante não fosse comunicado, sob a justificativa de que o sigilo seria necessário ao êxito das investigações. O documento não tinha assinatura digital nem manuscrita. A ausência causou estranheza à PF, especialmente por se tratar de um ofício classificado como urgente e sigiloso. Em 16 de janeiro de 2025, Mourão encaminhou a Vorcaro uma resposta atribuída à empresa de serviços aéreos. O texto citava o número do ofício e informava que a requisição havia sido recebida em 14 de janeiro. A empresa descrevia um primeiro voo destinado à verificação de equipamentos, sem passageiros, e informava o contratante e os itinerários de outro voo. Para a PF, essa resposta indica que o ofício chegou a ser enviado; as páginas analisadas, porém, não apresentam confirmação do MPF sobre a autenticidade da requisição nem autorização expressa de Vorcaro para que Mourão a encaminhasse. Continue lendo…

Relatório da PF menciona Weverton Rocha no caso Master

Weverton Rocha

BRASÍLIA, 11 de setembro de 2026 — O senador maranhense Weverton Rocha (PDT) aparece em documentos tornados públicos nesta sexta (11), após o ministro André Mendonça, do STF, retirar sigilos na noite de quinta (10). A liberação ocorreu a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin, e expôs comparações feitas pela Polícia Federal entre investigações distintas. Mendonça retirou o sigilo da Petição 15.556, que originou a investigação no Supremo, e de outros 14 procedimentos relacionados ao caso Banco Master. No entanto, continuam protegidos documentos ligados a diligências cuja confidencialidade seja considerada necessária para evitar prejuízos ao andamento das apurações. O nome do senador aparece em um relatório de inteligência da Polícia Federal que examina a condução de diferentes investigações por André Mendonça. Nesse documento, os investigadores comparam o tratamento dado ao caso de Weverton Rocha com o procedimento envolvendo Ciro Nogueira (PP-PI). A investigação sobre o parlamentar maranhense trata das fraudes envolvendo descontos de aposentados e pensionistas do INSS. Já Ciro Nogueira é investigado por suposta atuação em favor de interesses do Banco Master. Segundo a PF, os dois procedimentos teriam recebido níveis diferentes de exigência probatória. O relatório aponta uma “variação relevante no patamar de exigência probatória” em um intervalo pouco superior a cinco meses. De acordo com a avaliação registrada pela Polícia Federal, Mendonça teria adotado um padrão mais rigoroso no requerimento relacionado ao senador maranhense. No procedimento envolvendo o senador, a Polícia Federal chegou a pedir sua prisão. A representação o colocava em posição de liderança na suposta organização criminosa, mas registrava a ausência de ato de ofício, valor financeiro rastreado diretamente até ele ou diálogo no qual aparecesse como interlocutor. André Mendonça reconheceu a existência de “fortes indícios”, porém negou o pedido de prisão. A apuração tramita na Petição 16.435 e está ligada à Operação Sem Desconto. Em decisão já conhecida, a PF aponta suspeitos de participação em supostos atos de lavagem de dinheiro dos quais o senador seria beneficiário. A investigação começou a partir de elementos encontrados em um aparelho celular atribuído ao parlamentar. Posteriormente, essas informações foram confrontadas com dados produzidos na apuração sobre as fraudes do INSS. Entre os alvos relacionados ao núcleo estão o advogado Willer Tomaz de Souza, seu escritório e outras pessoas físicas.

TSE rejeita pedido para tirar Roberto Rocha das eleições

Roberto Rocha

BRASÍLIA, 11 de setembro de 2026 — Na quarta (9), o ministro Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou o pedido para barrar a candidatura de Roberto Rocha (PRTB) ao governo do Maranhão. A ação foi apresentada pela candidata a deputada federal Lariane Telles Mendonça (Novo), que questionou a filiação partidária de Rocha. Segundo o blog do Isaías Rocha, Lariane alegou uma suposta filiação irregular de Roberto Rocha ao PRTB. O argumento foi apresentado depois de o candidato ter anunciado uma candidatura ao Senado pelo Novo. O ministro, porém, não analisou o mérito dessas alegações ao decidir sobre o pedido. Villas Bôas Cueva afirmou que aceitar a ação naquele momento poderia causar supressão de instância. Além disso, disse que a medida cautelar não poderia ser usada para substituir o agravo interno que já havia sido apresentado no processo. O relator também destacou que sua decisão não avalia se o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) está certo ou errado. Segundo ele, o caso apenas não permite uma intervenção antecipada do TSE. Por isso, negou seguimento à tutela cautelar e considerou prejudicado o pedido de liminar.

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.