Justiça manda retirar tornozeleira de prefeito de Buriticupu

Prefeito Buriticupu

BURITICUPU, 20 de agosto de 2026 — O Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu nesta quarta (19) retirar a tornozeleira eletrônica do prefeito de Buriticupu, João Carlos Teixeira da Silva. A medida foi tomada após pedido da defesa, que alegou dificuldades para cumprir compromissos e deslocamentos ligados ao cargo. A decisão é do desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, relator do caso na Primeira Câmara Criminal do TJMA. João Carlos havia voltado ao cargo em 31 de julho de 2026. Além disso, relatório da SEAP-MA informou que ele cumpria as regras do monitoramento sem registro de falhas. O relator também considerou que as buscas da Operação Comensal já tinham sido concluídas e que a denúncia havia sido recebida. Por isso, entendeu que as outras medidas cautelares eram suficientes. A retirada da tornozeleira também vale para os demais corréus que usavam o equipamento. Mesmo sem o monitoramento eletrônico, continuam valendo restrições. Os denunciados não podem manter contato com corréus e testemunhas nem sair do Maranhão sem autorização judicial. Os secretários municipais denunciados seguem afastados. João Carlos poderá retornar a Buriticupu e retomar a rotina presencial. A Operação Comensal apura suspeitas de organização criminosa, fraude à licitação, peculato-desvio, corrupção e lavagem de capitais. O processo continua em andamento. Portanto, a retirada da tornozeleira não significa julgamento nem absolvição dos envolvidos.

Mais de 30 senadores tentam reeleição nas eleições 2026

SENADORES 2026

BRASÍLIA, 19 de agosto de 2026 — O Senado terá 54 das 81 cadeiras em disputa nas eleições de 2026. Entre os parlamentares em fim de mandato, 32 buscam a reeleição, dez concorrem a outros cargos e 12 não disputarão o pleito. A renovação ocorre porque o mandato de senador dura oito anos. Entre os candidatos à reeleição estão Eliziane Gama e Weverton Rocha, ambos do Maranhão. Além DELES, outros 30 senadores tentam permanecer na Casa. Dez senadores decidiram disputar outros cargos. Flávio Bolsonaro concorre à Presidência, enquanto Eduardo Girão é candidato a vice na chapa de Romeu Zema. Marcos Rogério busca o governo de Rondônia. Izalci Lucas e Roberta Acioly disputam a Câmara, e Mara Gabrilli tenta uma vaga de deputada estadual. Inclusive, nove senadores eleitos em 2022 concorrem a governos estaduais e podem deixar a Casa antes de 2030 caso sejam eleitos. Outros 12 parlamentares com mandato encerrando em 2026 não concorrem, entre eles Paulo Paim, Rodrigo Pacheco, Luis Carlos Heinze, Flávio Arns e Jorge Kajuru.

Nunes Marques diz que conta rejeitada não barra candidatura

BRASÍLIA, 19 de agosto de 2026 — O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou nesta quarta (19) que a rejeição de contas públicas não torna um candidato inelegível de forma automática. Segundo ele, a Justiça Eleitoral precisa analisar cada pedido de registro durante o processo. A declaração foi feita em um painel no Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília. O evento discutiu os efeitos das decisões do TCU sobre as eleições de 2026. Nunes Marques explicou que não basta uma decisão de rejeição. É preciso checar, em cada caso, se a lei e a jurisprudência eleitoral exigem o impedimento. Entre os critérios avaliados estão: o órgão que julgou as contas, o tipo de irregularidade, se houve dolo (intenção de fraudar) e se alguma decisão posterior suspendeu ou anulou a rejeição. O ministro reforçou que TCU e TSE têm funções diferentes. O TCU fiscaliza e julga contas. Já o TSE decide sobre a elegibilidade dos candidatos. O vice-presidente do TCU, Jorge Oliveira, também participou do debate. Ele deixou claro: “O Tribunal de Contas da União não declara ninguém inelegível.” O TCU apenas envia à Justiça Eleitoral uma lista de pessoas com contas rejeitadas nos últimos oito anos. Esses dados servem de auxílio, mas não impedem automaticamente uma candidatura. O presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, disse que a lista amplia o acesso da sociedade às informações sobre o uso de recursos públicos. Porém, a decisão final sobre a inelegibilidade cabe à Justiça Eleitoral.

Justiça manda suspender demissões do Grupo Casas Bahia

Casas bahia

BRASIL, 19 de agosto de 2026 — A Justiça do Trabalho suspendeu as demissões do Grupo Casas Bahia. A decisão, dada pela juíza Karina Roberta Mousinho de Matos na terça (18), vale para os trabalhadores desligados entre 13 e 17 de agosto. Além disso, a liminar impede novos cortes coletivos sem a participação dos sindicatos. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC) entrou com a ação. A juíza determinou que a empresa reabra imediatamente as negociações com as entidades que representam os empregados. Por enquanto, a decisão é provisória e não resolve de vez a questão sobre a legalidade das demissões. A medida acontece em meio à grave crise financeira da varejista. No domingo (16), a Casas Bahia pediu recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas. Os cortes fazem parte do “Plano de Transformação — Fase 2”. Segundo a CNTC, a empresa fechou 298 lojas e dispensou cerca de 1,9 mil funcionários nos dias 13 e 14 de agosto. A própria companhia informou à Justiça que a reestruturação atingiu aproximadamente 3 mil demissões. A diferença nos números ocorre porque cada documento considera um período diferente. Para a magistrada, os papéis apresentados pela empresa mostram que o fechamento das lojas e a redução de pessoal fazem parte da mesma estratégia. Por isso, ela ordenou que a Casas Bahia restabeleça os contratos dos trabalhadores afetados no prazo de cinco dias, contados a partir da notificação. Eles devem voltar à folha de pagamento e recuperar todos os benefícios que tinham.

TCU libera licitação vencida por empresa ligada a ministro

tcu LICITAÇÃO

BRASÍLIA, 19 de agosto de 2026 — O Tribunal de Contas da União (TCU) derrubou, no dia 19 de agosto de 2026, a suspensão de uma licitação de R$ 1 bilhão no Porto de Santos (SP). A decisão restabeleceu o processo vencido pelo Consórcio Portolog. Esse grupo tem entre seus sócios a mulher e o sogro do ministro Bruno Dantas, que também faz parte do TCU. O relator do caso, Augusto Nardes, havia paralisado o edital na semana anterior. Ele apontou “graves indícios de irregularidades” e risco de prejuízo público. Por motivo de saúde, Nardes não participou da sessão que reverteu sua própria medida. O presidente do TCU, Vital do Rêgo, usou uma questão de ordem de 2025 para levar o assunto ao plenário. Como o relator estava ausente, Rêgo convocou um ministro substituto para ler o parecer. Depois, o ministro Walton Alencar Rodrigues atuou como revisor. Ele se baseou em um parecer da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), órgão comandado por um ex-assessor de Dantas. Rodrigues defendeu que a licitação não trazia riscos. O plenário acompanhou seu voto e autorizou a retomada do certame. O contrato prevê a exploração de uma área de 242 mil metros quadrados no porto por 20 anos. Nardes, em sua decisão suspensa, alertou que o acordo poderia comprometer uma área estratégica para a expansão ferroviária e operacional. A área técnica do TCU também viu falhas, como a apresentação de apenas uma proposta e o prazo curto de 25 dias para as empresas se prepararem. A representação inicial foi feita por senadores e deputados de partidos como Novo, União, PL e PP.

Iracema rebate acusação de assassino confesso sobre Pacovan

Iracema Vale

MARANHÃO, 19 de agosto de 2026 — A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale (MDB), rebateu nesta quarta (19) acusações feitas por Gilbson Cutrim nas redes sociais. Ele atribuiu à parlamentar uma suposta ligação com a morte do empresário Josival Cavalcanti, o Pacovan, assassinado em 2024. Iracema negou envolvimento no crime e afirmou que nunca teve relação com Pacovan. Além disso, classificou a acusação como falsa e disse acreditar que existe uma articulação política por trás da divulgação. Três pessoas chegaram a ser presas pelo assassinato, entre elas um executor e dois supostos mandantes. “Um assassino confesso, que responde a várias acusações de homicídio, vem a público e me acusa de ter contribuído para a morte de uma pessoa com quem nunca tive qualquer relação. E é exatamente por isso que essa denúncia não me assusta, ela me enoja”, afirmou. Durante o pronunciamento, Iracema questionou a repercussão dada às declarações de Gilbson e relacionou o episódio ao período eleitoral. Segundo ela, as acusações tentam atingir autoridades do Maranhão e garantiu que não pretende se calar diante do caso. A parlamentar também disse considerar o episódio uma forma de violência política contra uma mulher. Ela afirmou que defenderá sua trajetória pessoal e política e que não aceitará que as acusações prejudiquem sua imagem. “A quem interessa que a palavra de um bandido ganhe visibilidade? A quem interessa destruir reputações por meio de mentiras de um assassino? A quem interessa que o Maranhão se transforme em um palco de um espetáculo em que acusações absurdas valham mais do que a verdade? Para mim, está tudo orquestrado politicamente. Eu não vou me calar. Essa é a maior violência política que uma mulher como eu poderia sofrer […] Não deixarei que manchem minha história de vida. Minha trajetória comprova uma vida limpa e de trabalho, ao contrário de quem me acusa, que não tem uma biografia, mas uma extensa ficha policial”, disse. Gilbson Cutrim foi condenado pelo assassinato de João Bosco, morto a tiros em agosto de 2022, em São Luís. O crime ficou conhecido como “Caso Tech Office”. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Iracema Vale (@iracemavaleoficial)

Mariana Carvalho defende mais força política para o sul do MA

Mariana Carvalho

IMPERATRIZ, 19 de agosto de 2026 — Mariana Carvalho, candidata a deputada federal, e Ulisses Gonçalves, candidato a deputado estadual, defenderam maior representação política para o sul do Maranhão. Durante evento na Associação Comercial e Industrial de Imperatriz (ACII) pela iniciativa do movimento “Nossa Região, Nossa Voz”, Mariana afirmou que a região contribui muito para o estado, tem forte arrecadação e desenvolvimento, mas ainda conta com poucos representantes. “Eu sempre digo que a região sul do Maranhão, ela entrega muito para todo o estado, porque é uma região mais desenvolvida, uma região que arrecada mais, mas infelizmente tem poucos representantes. Então que nessa eleição a gente consiga realmente ter mais cadeiras, ocupar mais espaços.” Segundo Mariana, a eleição pode ampliar a presença da região em espaços políticos. Ela também afirmou que deputados federais precisam fiscalizar, apresentar projetos e buscar medidas voltadas às necessidades da população. Além disso, destacou a importância das emendas parlamentares para a região Tocantina. “A gente precisa fiscalizar e fazer projetos que são importantes para a região, para as classes, para o nosso povo. Então quando você casa a representatividade em Brasília com as emendas parlamentares, com certeza a população da região Tocantina vai ficar muito feliz em ter mais representantes.” Na oportunidade, Ulisses Gonçalves afirmou que pretende representar produtores rurais, comerciantes e empresários. Segundo ele, esses setores enfrentam dificuldades para produzir e gerar empregos. O candidato também criticou políticos que, segundo ele, assumem compromissos durante a campanha e depois se afastam dos eleitores. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Mariana ✨ (@marianacarvalho.ma)

Voo de foguete em Alcântara termina segundos após decolagem

Foguete alcântara

ALCÂNTARA, 19 de agosto de 2026 — O foguete suborbital SEBIT, da sul-coreana InnoSpace, decolou às 16h30 desta quarta (19) do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. O voo, porém, terminou 35 segundos após a decolagem. Até agora, não há informação oficial sobre a causa da interrupção. O lançamento estava previsto para 15h45, mas ocorreu mais tarde. A missão tinha como objetivo testar tecnologias de propulsão, navegação, orientação, controle e telemetria. Além disso, o voo serviria para coletar dados para os próximos projetos da empresa no setor aeroespacial. O SEBIT foi projetado para voos suborbitais entre 50 e 100 quilômetros de altitude. Antes da missão, a InnoSpace fez testes de qualificação na Coreia do Sul e um ensaio geral em Alcântara, em 14 de agosto. A imprensa não recebeu autorização do CLA para acompanhar o lançamento presencialmente. A operação marcou a retomada dos lançamentos da InnoSpace em Alcântara após a explosão do HANBIT-Nano, em dezembro de 2025, poucos segundos depois da decolagem. O CLA ainda não informou se houve danos ao foguete ou à estrutura.

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