Foto de Flávio com Sicário foi criada por IA, diz ferramenta

sicário flávio

BRASIL, 16 de julho de 2026 — Uma ferramenta de verificação chamada Synthid concluiu que a imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado de um homem conhecido como “Sicário” foi gerada por inteligência artificial. O blog ICL Notícias, ligado ao presidente Lula, divulgou a foto. A notícia causou reação do parlamentar. Na oportunidade, Flávio Bolsonaro afirmou que não conhece Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário. A assessoria do senador explicou que ele tira fotos com muitas pessoas nas ruas todos os dias. Por isso, seria impossível reconhecer cada uma delas. O senador ainda comparou o caso a uma foto do presidente Lula com a influenciadora Deolane Bezerra, que é acusada de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal investiga Sicário como chefe de uma milícia particular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ele foi preso em março e teve morte cerebral depois de uma tentativa de suicídio. A imagem divulgada seria de 2022, segundo o blog. Aliados de Flávio, como seu irmão Eduardo Bolsonaro e outros deputados, usaram montagens com IA para defendê-lo. Eles colocaram o senador ao lado de famosos como Ronaldinho Gaúcho e personagens como Chaves. O objetivo era mostrar que uma foto ao lado de alguém não prova amizade ou relação entre as pessoas.

Defensoria Pública cogita intervenção no Hospital da Criança

Hospital da Criança

SÃO LUÍS, 16 de julho de 2026 — A Defensoria Pública do Maranhão informou que alertou a Prefeitura de São Luís, ainda em 2025, sobre falhas na contratação da empresa responsável pelas UTIs pediátricas do Hospital da Criança. Segundo o órgão, o edital previa redução das equipes médicas e flexibilização da exigência de especialistas. Por isso, as irregularidades passaram a ser investigadas. O defensor público Davi Veras afirmou que os problemas identificados antes da assinatura do contrato podem estar relacionados às denúncias de mortes de crianças e falhas na assistência hospitalar. Além disso, ele disse que a instituição também apura possível subnotificação de óbitos e aguarda a análise de prontuários e documentos para confirmar os fatos. INTERVENÇÃO EM ANÁLISE A Defensoria informou que não descarta pedir intervenção no Hospital da Criança caso as irregularidades sejam confirmadas e não sejam corrigidas. Segundo Davi Veras, também será necessário avaliar fatores técnicos, como o tempo de permanência dos pacientes nos leitos e a rotatividade das UTIs antes de qualquer conclusão sobre os índices de mortalidade. O órgão também investiga denúncias de erros na administração de medicamentos e de atendimento realizado por profissionais sem qualificação adequada para casos de alta complexidade. Inclusive, o defensor afirmou que a empresa vencedora da licitação admitiu, antes do contrato, que ainda buscava médicos para assumir a gestão das UTIs. Ainda segundo a Defensoria, o Hospital da Criança deixou de receber médicos residentes após o hospital universitário responsável pela formação suspender as atividades de ensino na unidade. A decisão ocorreu porque, conforme o defensor, não havia condições adequadas para o aprendizado dos profissionais em formação.

Relatório aponta origem irregular de carne vendida no Mateus

mateus

BRASIL, 16 de julho de 2026 — Um relatório da organização ambiental Mighty Earth apontou que parte da carne vendida pelo Grupo Mateus tem origem em áreas desmatadas, sem origem definida ou ligadas a casos de trabalho análogo à escravidão. O levantamento analisou produtos comercializados pela rede entre 2023 e 2024 em oito estados das regiões Norte e Nordeste. Segundo a investigação, cerca de 40% da carne encontrada nas lojas estaria relacionada a essas irregularidades. Além disso, 54% dos produtos analisados seriam provenientes de frigoríficos sem compromissos ambientais. O relatório também identificou nove frigoríficos que compraram gado de propriedades incluídas na lista suja do trabalho escravo, três deles pertencentes à JBS. A Mighty Earth informou que identificou ao menos 5.147 hectares desmatados na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal potencialmente ligados à cadeia de fornecimento da empresa entre 2024 e 2025. A organização ressalta, porém, que esse volume representa apenas uma amostra, devido à falta de transparência na rastreabilidade dos fornecedores. O relatório afirma ainda que o Grupo Mateus não divulga critérios de compra de carne bovina, não publica relatórios de sustentabilidade, não possui sistema público de rastreabilidade e não aderiu ao Protocolo Boi na Linha. Inclusive, cita um histórico de ações judiciais envolvendo violações trabalhistas e direitos humanos. A ONG informou que procurou a empresa, mas não recebeu resposta. Já a JBS afirmou que as compras identificadas seguiram os critérios previstos no Termo de Ajuste de Conduta (TAC) da Carne.

Moraes dá prazo para PGR opinar sobre carta de Bolsonaro

Moraes STF

BRASÍLIA, 16 de julho de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o caso envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada nesta quarta (15). O ministro quer saber se Bolsonaro descumpriu uma ordem judicial ao divulgar uma carta de apoio ao filho, o senador Flávio Bolsonaro. Depois que a PGR der seu parecer, Moraes vai decidir o que fazer. A investigação apura justamente a divulgação desse documento. Nele, Bolsonaro manifestava apoio à pré-candidatura do filho à Presidência da República. Moraes pediu explicações porque entendeu que isso pode ter violado a regra que proíbe o ex-presidente de usar redes sociais, seja diretamente ou por meio de outras pessoas. Além disso, o ministro também determinou a suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias. Essa medida faz parte das regras já impostas no processo. A defesa de Bolsonaro já apresentou seus esclarecimentos dentro do prazo de 48 horas dado por Moraes. Os advogados disseram que o ex-presidente “jamais soube” que Flávio iria divulgar a carta publicamente. O senador leu o texto em um evento e depois o publicou nas redes sociais. Segundo a defesa, Bolsonaro escreveu o manuscrito de forma legítima e privada. Ele entregou o documento ao filho durante uma visita autorizada pela Justiça. Os advogados afirmam que o ex-presidente não previu nem autorizou que a carta fosse divulgada na internet ou para o público. As medidas cautelares contra o ex-presidente proíbem o uso de aparelhos de comunicação e o acesso a redes sociais. Ele também não pode divulgar manifestações pessoais por meio de terceiros. Na manifestação enviada ao STF, a defesa reforçou que Bolsonaro mantém o compromisso de cumprir todas as determinações de Moraes. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária desde março deste ano por questões de saúde.

PF mira fraude em prova de residência médica com ação no MA

PF Maranhão

MARANHÃO, 16 de julho de 2026 — A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta (16), a segunda fase da Operação R2 para investigar um esquema de fraude no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED). A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Barretos, Paragominas e Imperatriz. Os policiais apreenderam celulares durante a operação. Segundo a PF, três médicos são suspeitos de contratar pessoas para fazer a prova no lugar deles. A investigação aponta que o grupo usava documentos de identidade falsificados para permitir a fraude. Além disso, outros três médicos são investigados por supostamente recrutar candidatos interessados no esquema. Os nomes não foram divulgados e todos respondem em liberdade. A nova fase da investigação é um desdobramento da Operação R1, realizada em outubro de 2025. Na ocasião, a Polícia Federal prendeu oito pessoas em flagrante durante a aplicação da prova em Juiz de Fora. Portanto, as investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer como a organização criminosa atuava. De acordo com a PF, o grupo transmitia respostas por dispositivos eletrônicos, como minicelulares e relógios inteligentes. Além disso, contratava “laranjas” para realizar a prova com documentos falsificados. Os candidatos envolvidos pagariam até R$ 140 mil em caso de aprovação. O ENAMED avalia estudantes e médicos e também pode ser usado na seleção para programas de residência médica.

Confiança da indústria cai para menor nível desde 2020

indústria Brasil

BRASIL, 16 de julho de 2026 —A confiança dos empresários da indústria brasileira caiu para 44,4 pontos em julho. Esse é o menor valor desde junho de 2020, época do auge da pandemia. Os dados são do Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda (13). O índice já estava em 46,7 pontos no mês anterior. Portanto, a queda foi de mais de 2 pontos. O indicador fica abaixo dos 50 pontos há 19 meses seguidos. Esse patamar é importante porque separa a confiança do pessimismo. Essa é a segunda pior sequência da história. Só perde para o período de 2015 a 2016, quando o país vivia uma recessão. A CNI explica que a piora acontece por dois motivos principais. Primeiro, os empresários avaliam que a economia e os negócios estão piores agora do que há seis meses. O índice que mede essa situação atual caiu de 42,3 para 41,6 pontos. Além disso, as expectativas para o futuro também pioraram muito. Esse indicador recuou de 48,9 para 45,8 pontos, registrando a maior queda desde novembro de 2022. A confederação aponta que as incertezas internacionais pesam nessa avaliação. Os conflitos no Oriente Médio e a ameaça de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deixam o cenário mais complicado. Segundo o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, esse longo período de pessimismo pode trazer consequências práticas. A produção pode diminuir. O número de empregados pode cair. E os investimentos também podem ser reduzidos. A pesquisa ouviu 1.118 empresas de todos os portes entre os dias 1º e 7 de julho.

Mortes de bebês motivam protesto no Hospital da Criança

Hospital da Criança

SÃO LUÍS, 16 de julho de 2026 —Mais de 100 cruzes foram colocadas em frente ao Hospital da Criança, em São Luís, na manhã desta quinta (16). O protesto reuniu familiares e apoiadores para cobrar respostas sobre mortes nas UTIs pediátricas. O Ministério Público do Maranhão, a Defensoria Pública, o Ministério da Saúde e o Ministério Público Federal apuram denúncias sobre o funcionamento das unidades. Segundo informações apresentadas ao MPMA, o hospital registrou 113 mortes em 2025, sendo 101 nas três UTIs pediátricas. As denúncias afirmam que o aumento ocorreu após a contratação do Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED), em outubro de 2025. O Ministério Público também informou que o contrato teria reduzido recursos e o número de médicos previstos. O IBMED negou as irregularidades e afirmou que mais de 20 médicos atuam nas UTIs. Além disso, profissionais ouvidos nas investigações disseram que recusaram permanecer na equipe por considerarem insuficiente o número de médicos. Familiares também relataram falta de medicamentos, demora em exames e dificuldades no acompanhamento dos pacientes. A Prefeitura de São Luís declarou que o DenaSUS realiza auditoria e que todas as mortes são notificadas oficialmente. O município informou ainda que não houve aumento expressivo de óbitos, mas sim uma variação de 112 para 117 casos entre 2024 e 2025, e afirmou que as UTIs atendem às exigências da Anvisa.

Segov informa cancelamento temporário de viagens de ferryboat

Ferryboat segov

MARANHÃO, 16 de julho de 2026 — A Secretaria de Estado de Governo (Segov) anunciou mudanças na operação do ferryboat entre São Luís e Cujupe por causa da manutenção de duas embarcações. As alterações afetam viagens nesta semana. Além disso, a pasta notificará a empresa Internacional Marítima por não comunicar previamente a interrupção do serviço. A embarcação Cidade de Pinheiro ficará fora de operação para manutenção. Por isso, a Segov cancelou as viagens com saídas previstas para 5h, 7h50, 12h, 14h50, 18h e 20h50 durante o período de paralisação. A previsão é que o ferry volte a operar normalmente na manhã de domingo (19). A Secretaria informou que a Internacional Marítima não avisou antecipadamente sobre a suspensão das atividades. Segundo a pasta, a empresa também deixou de comunicar a Coordenação de Operações de Ferryboats, responsável por acompanhar o funcionamento do sistema. Por isso, a operadora será formalmente notificada. Outra embarcação que passará por manutenção é o São Gabriel, da Henvil Transportes. A parada técnica começará na sexta (17) e seguirá também no sábado (18). Segundo a Segov, as manutenções fazem parte do cronograma preventivo do sistema e buscam garantir mais segurança, eficiência e melhores condições de operação para os passageiros.

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