Braide vence eleição para governador no 1º turno no Maranhão

MARANHÃO, 04 de outubro de 2026 — Eduardo Braide (PSD) foi eleito governador do Maranhão neste domingo (4), com mais de 54% dos votos válidos. A vitória ocorreu no primeiro turno e encerrou a disputa pelo Palácio dos Leões. O resultado também confirmou a liderança que o candidato apresentava nas pesquisas divulgadas nos últimos dias da campanha. Na véspera da votação, a pesquisa Quaest mostrava Braide com 43% das intenções de voto. Orleans Brandão (MDB) tinha 29%, Felipe Camarão (PT) aparecia com 8% e Roberto Rocha (PRTB), com 2%. Os demais candidatos registravam 1% ou menos no levantamento. Orleans havia crescido na reta final. Em 25 de setembro, Braide aparecia com 46% e o candidato do MDB tinha 27%. Portanto, a diferença entre os dois caiu de 19 para 14 pontos na pesquisa divulgada neste sábado (3). Mesmo assim, Braide continuou na liderança. Além disso, Felipe Camarão caiu de 10% para 8% entre as duas pesquisas, enquanto Roberto Rocha passou de 3% para 2%. A redução da vantagem de Braide chegou a alimentar projeções de segundo turno. Com a apuração deste domingo, porém, o candidato do PSD confirmou a vitória na primeira votação.
Caso Master cita articulação com suposta oposição na OAB-MA

MARANHÃO, 03 de outubro de 2026 — Mensagens analisadas pela Polícia Federal citam o Maranhão em uma estratégia discutida por Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, e Luiz Rennó, ex-diretor jurídico da instituição. Segundo O Globo, eles tratavam de apoio à candidatura de Sérgio Leonardo à presidência do Conselho Federal da OAB. O plano discutido previa apoio financeiro e operacional de até R$ 10 milhões. Além disso, as conversas mencionavam uso de aeronave e articulações em seccionais da OAB. Espírito Santo, Roraima, Piauí, Pará, Mato Grosso e Maranhão aparecem nos diálogos, com valores estaduais entre R$ 100 mil e R$ 2 milhões. A menção ao Maranhão ocorreu no contexto das eleições de 2024 da OAB-MA. Naquele ano, Kaio Saraiva disputou e venceu a reeleição para comandar a Seccional no triênio 2025-2027. Nas mensagens divulgadas, porém, os interlocutores falam na necessidade de “construir uma candidatura” no estado. O conteúdo divulgado não aponta a articulação como ligada à campanha de Kaio Saraiva. A referência à construção de outra candidatura levanta a possibilidade de contato com setores de oposição ao grupo que comandava a OAB-MA. As mensagens divulgadas, no entanto, não identificam quem teria participado dessa eventual articulação. Até o momento, os diálogos mostram discussões sobre uma possível estratégia política, financeira e operacional. As informações tornadas públicas não comprovam que os valores mencionados tenham sido efetivamente repassados.
Metade do fundo eleitoral fica nas mãos de 5% dos candidatos

BRASIL, 03 de outubro de 2026 — O fundo eleitoral soma R$ 4,95 bilhões em 2026, dos quais R$ 4,82 bilhões foram distribuídos até o último domingo, 27. Segundo os números da Justiça Eleitoral, 873 políticos (4,56%) arrecadaram R$ 2,41 bilhões, metade do valor, em um universo de 19.125 candidatos com receitas registradas. O tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados define quanto cada partido recebe de fundo eleitoral, mas a distribuição entre candidatos fica a critério das próprias legendas, com porcentuais mínimos destinados a mulheres e pessoas negras. A prestação de contas das eleições revela que os partidos priorizaram candidatos à Presidência da República, governadores e parlamentares que já estão no Congresso Nacional na hora de financiar as campanhas. O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, lidera o ranking do fundo eleitoral com R$ 65 milhões. Em segundo lugar, aparece Flávio Bolsonaro (PL), com R$ 47 milhões. Em seguida está Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, com R$ 19 milhões, e Douglas Ruas, candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, com R$ 18,3 milhões. Entre os candidatos ao Senado, a que mais recebeu dinheiro do fundo foi Simone Tebet, do PSB em São Paulo, com R$ 6,6 milhões, seguida de André do Prado, do PL em São Paulo, e Geraldo Rufino, do Podemos também em São Paulo, cada um com R$ 6 milhões. Na lista de candidatos a deputado federal, três aparecem em primeiro lugar, cada um com R$ 3,176 milhões recebidos do fundo eleitoral: Rosana Valle (PL-SP), Pedro Aihara (PP-MG) e Socorro Neri (PP-AC). Todos são candidatos à reeleição. “Essa é uma decisão que cabe ao partido e às direções desse partido. Esse acaba sendo hoje o grande gargalo da entrada de candidatos na política porque, para ter acesso ao dinheiro público, você precisa ter o apoio do dono do partido”, diz a diretora executiva da Transparência Brasil, Juliana Sakai. Um levantamento da organização revela outras disparidades. Pessoas brancas receberam 60,4% dos recursos públicos na campanha, 10,2 pontos porcentuais a mais da proporção de candidatos brancos na eleição. “Quando vemos essa concentração, vemos quem de fato tem mais chance de ter uma candidatura viável e se eleger. É muito difícil que ocorra renovação se não houver mudanças na forma como esses recursos são aportados”, afirma Sakai. Para a Transparência Brasil, a raiz da desigualdade está nos comandos dos partidos. Alguns dirigentes presidem as legendas há décadas por meio de diretórios provisórios que na prática se tornam permanentes. Em 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) limitou a quatro anos o funcionamento provisório dos diretórios, mas a decisão ainda precisa ser implementada pelas siglas. “A grande questão é como esses donos do partido estão no poder. Os partidos são agremiações que recebem recursos públicos e que deveriam ter formas de eleger essas pessoas, mas as direções são provisórias desde sempre. Isso é uma forma de burlar uma democracia e uma escolha pelos membros do partidos formas de alternância de poder”, diz a especialista.
Rombo de Vorcaro supera o do Lobo de Wall Street em 50 vezes

MUNDO, 03 de outubro de 2026 — A dimensão atribuída ao esquema envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master coloca o caso em uma escala muito superior até mesmo se comparado a uma das fraudes financeiras mais conhecidas do mundo, a do Lobo de Wall Street, já retratada até nos cinemas, quando o ex-corretor Jordan Belfort foi interpretado pelo ator Leonardo di Caprio. Belfort, que ficou conhecido justamente pelo apelido de Lobo de Wall Street, enganou cerca de 1,5 mil investidores, provocando prejuízos estimados em 200 milhões de dólares, aproximadamente R$ 1,1 bilhão em valores atuais. No caso do Banco Master, o rombo estimado chegou a R$ 52 bilhões, com impacto sobre cerca de 1,6 milhão de pessoas. A diferença de escala financeira é expressiva e também se reflete na estrutura atribuída ao esquema. Enquanto Belfort operava por meio de uma corretora irregular e utilizava a venda de ações de pequenas empresas, o caso envolvendo Vorcaro teria ocorrido dentro de uma instituição financeira regulada. As investigações apontam para a existência de diferentes núcleos de atuação relacionados ao Banco Master, envolvendo operações financeiras, corrupção institucional, lavagem de dinheiro e intimidação. A suspeita é de que recursos captados posteriormente tenham sido utilizados para sustentar compromissos assumidos anteriormente, característica associada a estruturas de natureza piramidal. A dimensão financeira também aparece nos gastos atribuídos a Vorcaro. Entre 2021 e 2024, ele teria desembolsado cerca de R$ 892 milhões em viagens, festas, eventos e outras despesas de alto padrão. Entre os episódios citados estão uma celebração de noivado em um palácio em Roma, estimada em R$ 14 milhões, e uma festa de aniversário de 40 anos na Sicília, com custo estimado em R$ 200 milhões. Belfort, por sua vez, tinha gastos com extravagâncias que somavam cerca de 50 milhões de dólares anuais (R$ 257 milhões na cotação atual).
TJMA abre sindicância sobre atuação de juiz em Paulo Ramos

MARANHÃO, 03 de outubro de 2026 — O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) decidiu, nesta quarta (30), abrir sindicância para apurar fatos relacionados à atuação de um magistrado em Paulo Ramos. O Órgão Especial tomou a decisão após relatos de advogados encaminhados pela OAB Maranhão à Corregedoria Geral da Justiça. As reclamações chegaram à Ordem durante o programa OAB Maranhão de Ponta a Ponta. Em julho, representantes da entidade visitaram municípios da região da Subseção de Bacabal. Então, advogados apresentaram questões sobre a prestação jurisdicional. A OAB formalizou os relatos por meio do Ofício nº 73/2026. Segundo a OAB-MA, depois do envio das reclamações, o magistrado convocou advogados para uma reunião. No encontro, teriam sido discutidos o funcionamento da unidade e os questionamentos enviados à Corregedoria. Ao final, os profissionais teriam recebido uma ata para assinatura. Ainda conforme a Ordem, o documento reconheceria a qualidade dos serviços da unidade e confirmaria informações apresentadas pelo magistrado. A OAB também alegou que assinaturas de advogados ausentes teriam sido incluídas posteriormente. Além disso, questionou o possível uso da estrutura da unidade judiciária na produção do documento. Durante a sessão, o presidente da OAB-MA, Kaio Saraiva, defendeu a abertura da sindicância. O corregedor-geral, desembargador José Gonçalo de Sousa Filho, também havia pedido a instauração do procedimento. O TJMA agora deverá analisar as circunstâncias relatadas.
Quase 1 milhão de brasileiros no exterior poderão votar

MUNDO, 03 de outubro de 2026 — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 918.876 brasileiros com domicílio eleitoral no exterior aptos a votar nas eleições de 2026. O número representa pouco mais de 0,5% dos cerca de 158,7 milhões de eleitores no país. Os brasileiros que vivem fora votam apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República. O contingente de eleitores no exterior cresceu 358% desde 2010. Há 16 anos, eram cerca de 210 mil habilitados. O número subiu para 354 mil em 2014, 500 mil em 2018 e quase 700 mil em 2022. O TSE instalará seções eleitorais em 186 cidades do exterior. Elas funcionarão principalmente em consulados e embaixadas brasileiras, mas também poderão ser montadas em escolas, hotéis e outros espaços. A jornalista Victoria Duarte, de 30 anos, mora em Ontário, no Canadá, desde agosto de 2025. Esta será a primeira vez que ela vota no exterior. “Queria votar, mesmo morando fora, porque sei da importância dessas eleições para o futuro do meu país”, disse à Agência Brasil. “Fiz todo o processo necessário para isso.” Os Estados Unidos concentram o maior número de eleitores brasileiros no exterior, com 265,4 mil. Em seguida aparecem Portugal (134,7 mil), Japão (88,3 mil), Canadá (46,4 mil) e Alemanha (41,5 mil). As mulheres representam 57% dos eleitores registrados fora do Brasil, enquanto os homens correspondem a 43%. Quanto ao estado civil, os solteiros são maioria, com 52% do total. Os casados representam 42%; os divorciados, 6%; e os viúvos, 1%. O cadastro registra ainda 6.614 pessoas com deficiência, equivalente a 0,72% desse eleitorado. Sobre a escolaridade, 38% têm ensino superior completo, o maior porcentual entre os níveis de instrução.
Polícia flagra compra de votos em Santa Inês, Centro Novo e Codó

MARANHÃO, 03 de outubro de 2026 — A Polícia Federal e a Polícia Militar apreenderam dinheiro em três ações no Maranhão entre quarta (1º) e sexta (2). Os casos ocorreram em Santa Inês, Centro Novo do Maranhão e Codó. As autoridades apuram a origem dos valores e possíveis relações com crimes eleitorais. Em Santa Inês, a PF apreendeu cerca de R$ 500 mil. A investigação aponta que o dinheiro pode ter relação com financiamento irregular de campanha. Além disso, os investigadores apuram se os recursos vieram de negociações fictícias de compra e venda de bovinos, usadas para movimentar e esconder valores. Já em Centro Novo, a PM deteve Viviane do Socorro Cardoso do Nascimento, assessora de comunicação do prefeito Junior Garimpeiro, sob suspeita de compra de votos. Os policiais encontraram R$ 3.736, materiais de campanha e bebidas. Ela e outras duas pessoas foram levadas à Delegacia de Maracaçumé. Em Codó, a PF apreendeu documentos e mais de R$ 20 mil no escritório de Guilherme Oliveira, candidato a deputado federal pelo Podemos. Depois, os agentes seguiram para o cartório eleitoral. Até o momento, não há informação oficial sobre a finalidade da diligência nem sobre a origem do dinheiro. Guilherme já havia sido preso preventivamente pela PF em 2022, durante a Operação Êxodo, que investigou suspeitas de fraudes contra o INSS. Em 2024, ele concorreu à Prefeitura de Codó pelo Podemos, mas teve o registro da candidatura indeferido.
Juiz cobra milhões de ex-prefeito de Alto Alegre e busca patrimônio

ALTO ALEGRE DO PINDARÉ, 02 de outubro de 2026 — A Justiça determinou a busca por bens do ex-prefeito de Alto Alegre do Pindaré Atenir Ribeiro Marques, conhecido como Atemir Botelho. A decisão da 1ª Vara de Santa Luzia ocorre durante o cumprimento de uma sentença que inclui ressarcimento aos cofres públicos, multa civil, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público. Segundo decisão do juiz Bruno Barbosa Pinheiro, o débito atualizado chegava a R$ 23.202.207,44. Atemir foi intimado pessoalmente para pagar, mas não quitou o valor nem apresentou impugnação. Por isso, o magistrado autorizou medidas para localizar patrimônio que possa responder pela dívida. A Justiça determinou tentativas de bloqueio de dinheiro em contas bancárias e pesquisas por veículos. Além disso, autorizou consultas a informações fiscais e declarações de Imposto de Renda para localizar imóveis, investimentos, empresas e outros bens. Uma ferramenta do Conselho Nacional de Justiça também será usada nas buscas. A decisão ainda prevê pesquisa de imóveis registrados em nome do ex-prefeito no país. Se necessário, cartórios de São Luís, Santa Inês e Santa Luzia poderão ser consultados. Sobre o Posto Marajó Ltda., o juiz afirmou que os documentos indicam Atemir como fiador, mas não comprovam participação societária ou valores a receber. Em 2024, o Tribunal de Contas da União também julgou irregulares contas de Atemir relacionadas ao Projovem Trabalhador. Segundo informações, o TCU apontou problemas na comprovação da execução do programa e divergências financeiras, além de determinar ressarcimento e multa.

