Justiça Eleitoral limita atos de pré-campanha de Orleans

Justiça eleitoral

MARANHÃO, 23 de julho de 2026 — A Justiça Eleitoral determinou que Orleans Brandão (MDB) suspenda, até 15 de agosto, eventos de pré-campanha com apresentações artísticas ou shows musicais. A decisão é do TRE-MA e também proíbe a distribuição de materiais padronizados e manda retirar quatro publicações do Instagram do pré-candidato. O objetivo é impedir possíveis irregularidades durante a pré-campanha. A juíza Manuella Viana dos Santos Faria Ribeiro, auxiliar da Comissão de Propaganda do TRE-MA, concedeu parte do pedido apresentado pelo diretório estadual do PSB. A ação questiona os eventos da série “Por Todo o Maranhão”, realizados entre março e julho em diferentes municípios do estado. Segundo a magistrada, uma análise inicial aponta três possíveis irregularidades. A primeira é o uso de apresentações artísticas e músicas para animar os eventos. Além disso, a decisão cita a distribuição organizada de camisetas, bonés, bandeiras e outros materiais. Também aponta a divulgação de peças que ligam o nome e a imagem de Orleans Brandão ao número 15, do MDB. A decisão estabelece multa de R$ 50 mil por evento que tenha apresentações artísticas ou shows. Para a distribuição de materiais e a divulgação de conteúdos com o número do partido, a multa será de R$ 20 mil por ato ou publicação, com limite inicial de R$ 100 mil. Orleans Brandão também terá 24 horas, após ser citado, para retirar quatro publicações do perfil @orleansbrandaoma. Caso descumpra a ordem, pagará multa diária de R$ 5 mil, limitada inicialmente a R$ 50 mil. A Meta Platforms também foi intimada a bloquear os conteúdos no mesmo prazo, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A juíza rejeitou o pedido para proibir, de forma geral, eventos com palco, iluminação e sonorização. Segundo a decisão, essa restrição poderia atingir reuniões políticas permitidas pela legislação. Ela não determinou a retirada de conteúdos publicados por terceiros ou por veículos de comunicação. Orleans terá dois dias para apresentar defesa, e o processo ainda será analisado no mérito.

Justiça italiana nega perseguição política a Carla Zambelli

Carla Zambelli

ITÁLIA, 23 de julho de 2026 — A Corte de Cassação da Itália decidiu que não houve perseguição política contra a ex-deputada Carla Zambelli. O julgamento aconteceu em Roma, no dia 1º de julho, e o documento completo foi divulgado nesta quinta (23). A corte analisava o pedido de extradição da brasileira. Ela foi condenada no Brasil a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e perseguição armada. Os juízes italianos também rejeitaram as alegações de parcialidade do Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, descartaram as reclamações sobre as condições ruins da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia. Porém, a corte mandou reiniciar o processo em uma instância inferior. O motivo foi a saúde de Zambelli. Segundo a perícia médica, a ex-parlamentar tem um quadro clínico complexo. Ela precisa de atenção e acompanhamento médico constante. A corte argumentou que o Brasil não enviou informações atualizadas sobre a saúde dela. Os juízes pediram garantias específicas sobre o atendimento médico na Colmeia. Eles querem saber se ela terá monitoramento e cuidados adequados, ou se poderá ser transferida para um hospital, se necessário. A ministra relatora, Maria Silvia Giorgi, escreveu que são necessárias informações precisas do governo brasileiro. O tribunal, então, anulou a decisão anterior. O caso agora será rejulgado por outra seção do Tribunal de Apelação de Roma. Vale lembrar que Zambelli responde a outro processo na Itália. Em maio, a corte já havia anulado a extradição dela por uma condenação de 10 anos e 8 meses por invasão hacker ao sistema do CNJ. Naquele caso, os juízes entenderam que o ministro Alexandre de Moraes não poderia ser o juiz, pois era vítima do crime.

Instituto Veritá vê queda de Braide após liderar em abril

Veritá Braide

MARANHÃO, 23 de julho de 2026 — O Instituto Veritá contratado pelo Blog Café Quente, divulgou nesta quinta (23), levantamento que mostra Orleans Brandão (MDB) com 48,7% das intenções de voto. Eduardo Braide (PSD) aparece em seguida, com 42,5%. A pesquisa também simulou um segundo turno e avaliou o governo Carlos Brandão. Depois dos dois primeiros colocados, aparecem Felipe Camarão (PT), com 2,9%, e Enilton Rodrigues (PSOL), com 0,3%. Os indecisos somam 3,2%. Já 1,6% disseram que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 0,9% não responderam. No início da semana, o instituto Inop também apresentou números parecidos e mostrou Orleans à frente, com 45,06%, contra 43,52% de Braide. Em abril, porém, o cenário era diferente. Naquele levantamento do Instituto Veritá, Eduardo Braide liderava com 53,4% das intenções de voto. Orleans Brandão aparecia em segundo lugar, com 19,2%, seguido por Lahesio Bonfim (Novo), com 18,9%. A época, a pesquisa ouviu 1.525 eleitores, tinha margem de erro de três pontos percentuais e foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-03916/2026. ATUALMENTE Na simulação de segundo turno divulgada agora, Orleans Brandão aparece com 51,4%, enquanto Eduardo Braide tem 44%. Os indecisos representam 2,8%, e 1,8% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo. Além disso, 0,2% não responderam. O levantamento também avaliou a gestão do governador Carlos Brandão. Segundo a pesquisa, 70,9% aprovam a administração estadual, enquanto 27,8% desaprovam. Outros 1,3% não souberam ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre 17 e 21 de julho de 2026, ouviu 1.000 eleitores em municípios do Maranhão e foi registrada sob o número MA-02581/2026. A margem de erro é de 2,09 pontos percentuais, com 95% de confiança.

Segurança de Flávio Bolsonaro é triplicada após ameaças

Flávio Bolsonaro

BRASÍLIA, 23 de julho de 2026 — A Polícia do Senado aumentou a segurança do senador Flávio Bolsonaro. O motivo foi a alta de ameaças contra ele. O levantamento começou em junho. Foram encontrados mais de 2 mil conteúdos de risco. Desse total, 868 eram ameaças diretas. Além disso, 647 publicações incitavam violência. Outras 640 tinham mensagens codificadas. E 133 falavam sobre planejamento de ataques. A equipe do senador divulgou os números nesta quarta (22). Por causa disso, o esquema de proteção foi triplicado. O senador agora usa colete à prova de balas o tempo todo. Isso vale para eventos públicos e viagens. O armamento dos agentes também foi reforçado. A frota de carros cresceu. E uma central de monitoramento funciona 24 horas em Brasília. Ela coordena todos os deslocamentos em tempo real. A Polícia do Senado cuida da segurança de Flávio Bolsonaro há oito anos. A corporação diz que o modelo vai continuar em 2026. O senador falou sobre as novas medidas. Ele afirmou que não vai se intimidar. Disse que não tem medo das ameaças. E garantiu que vai seguir nas ruas. Ele quer ouvir a população e lutar por um país melhor. “Quem acha que vai me intimidar está perdendo tempo”, declarou e reforçou que nada vai impedir sua missão de resgatar o Brasil.

Gestão anterior de Coroatá vira alvo do Ministério Público

Coroatá MPMA

COROATÁ, 23 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão (MPMA) abriu dois inquéritos civis para investigar supostas irregularidades na gestão anterior da Prefeitura de Coroatá. As apurações envolvem descontos de empréstimos consignados, contratação de professores e transparência pública. As portarias foram publicadas no Diário Eletrônico do MP e determinam a coleta de documentos para esclarecer os fatos. No primeiro caso, o MP investiga a suspeita de que a prefeitura descontou parcelas de empréstimos consignados dos salários dos servidores entre 2017 e 2024, mas não repassou os valores ao Banco Bradesco. A dívida apontada é de R$ 65.311,84, referente aos meses de junho e novembro de 2024. A investigação cita o ex-prefeito Luis da Amovelar Filho e o ex-secretário de Finanças Martinho Alves Urbano Filho. O Ministério Público determinou que o atual prefeito e a Procuradoria do Município enviem, em até 20 dias, o convênio firmado com o banco e documentos que comprovem o destino dos valores descontados entre junho e dezembro de 2024. Além disso, o Bradesco deverá apresentar uma planilha atualizada da dívida e informar quais servidores podem ter sido prejudicados. O segundo inquérito apura supostas irregularidades no processo seletivo simplificado para contratação de professores. A investigação começou após representação do vereador Daniel Sousa da Silva, que apontou possível falta de critérios objetivos, favorecimento de candidatos, falhas na divulgação dos resultados e inconsistências nas pontuações. O MP também investiga a ausência da folha de pagamento dos servidores no Portal da Transparência. Se forem confirmadas irregularidades, os casos poderão resultar em medidas judiciais e ações por improbidade administrativa.

Lula não vai a posses de presidentes no Peru e na Colômbia

Lula

BRASÍLIA, 23 de julho de 2026 — O presidente Lula não vai às posses dos novos presidentes do Peru e da Colômbia. Keiko Fujimori assume no Peru. Abelardo de la Espriella assume na Colômbia. O motivo da ausência não foi explicado. O chanceler Mauro Vieira vai representar o Brasil no Peru. A cerimônia acontece na terça (28), em Lima. Já para a Colômbia, a data é 7 de agosto. Mas o governo ainda não escolheu quem irá. O próximo viagem de Lula ao exterior deve ser em setembro. Ele vai à Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. A ausência de Lula acontece em um momento de mudança na América do Sul. Os dois novos presidentes são de direita. Por isso, o Brasil fica como o único grande país da região com um presidente de esquerda. Além disso, a transição na Colômbia está complicada. Espriella quer fazer a posse em um complexo militar. Mas o atual presidente, Gustavo Petro, não quer permitir essa mudança. Então, Espriella suspendeu o processo de transição. Ainda não se sabe como essa briga vai terminar. Lula já parabenizou os dois eleitos por telefone. No caso da Colômbia, ele disse que a relação entre os países vai além de ideologias. Ele citou a Amazônia e o combate ao crime como desafios que precisam de união. Em 2023, Lula também não foi à posse de Javier Milei, na Argentina. Naquela ocasião, o chanceler Mauro Vieira também representou o Brasil.

Empresa contesta licitação milionária em Bela Vista do MA

Bela Vista

BELA VISTA DO MARANHÃO, 23 de julho de 2026 — Uma empresa pediu ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) a suspensão de uma licitação de R$ 939.819,36 da Prefeitura de Bela Vista do Maranhão. O pedido foi apresentado na segunda (20). O pregão prevê a compra de materiais para a Secretaria Municipal de Saúde. A empresa afirma que encontrou supostas irregularidades durante o processo. A Nova Indústria, Comércio e Serviços Ltda. informou que o edital foi publicado inicialmente com um arquivo corrompido, impedindo o acesso ao conteúdo. Segundo a empresa, ela avisou a prefeitura sobre o problema, mas não recebeu resposta. Além disso, alegou que o processo não apareceu no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), como determina a Lei nº 14.133/2021. A representação também diz que a prefeitura substituiu o edital apenas após o fim do prazo para impugnações. O novo documento, segundo a empresa, foi disponibilizado em PDF escaneado, sem permitir pesquisa de texto. Por isso, a empresa afirma que o acesso às informações ficou mais difícil e a participação de outros interessados pode ter sido prejudicada. A empresa pediu ao TCE-MA a suspensão imediata da licitação, a anulação dos atos posteriores à publicação considerada irregular, a republicação do edital e a reabertura dos prazos. Também informou que comunicou o caso ao Ministério Público. Até o momento, o Tribunal de Contas ainda não decidiu sobre o pedido.

PF deve concluir inquérito do Banco Master em agosto

banco master

BRASILIA, 22 de julho de 2026 — A Polícia Federal deve finalizar em agosto o inquérito sobre fraudes no Banco Master. A investigação apura um esquema para evitar a liquidação do banco. O objetivo seria facilitar a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). O controlador Daniel Vorcaro está preso e será indiciado por suspeita de fraude bancária. O prejuízo estimado com a atuação do banco chega a R$ 50 bilhões. Os investigadores também analisam a possível participação de políticos. Entre os nomes está o senador Ciro Nogueira, presidente do PP. Ele é suspeito de ter apresentado uma emenda para beneficiar o Master. A proposta elevava de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O senador nega a acusação e diz que a emenda não foi feita para favorecer Vorcaro. O centro da investigação é a venda de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito do Master ao BRB. A negociação ocorreu por meio da empresa Tirreno. A PF suspeita que parte desses ativos não existia ou não tinha lastro suficiente. Isso teria inflado artificialmente o valor da transação. Além disso, os investigadores descobriram o uso de fundos de investimento sem fiscalização do Banco Central. Essa estrutura serviu para criar uma falsa aparência de solidez financeira. No momento da liquidação extrajudicial, o Master tinha apenas R$ 4 milhões em caixa. Porém, as obrigações do banco superavam R$ 100 milhões. A PF também apura pagamento de propina ao ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Há suspeitas de que líderes do centrão pressionaram o BC para aprovar a venda. A operação, no entanto, não foi autorizada. Daniel Vorcaro tentou dois acordos de colaboração premiada, mas ambos foram rejeitados pela PF e pela PGR.

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