Brasil registra quase 1 milhão de celulares roubados em 2025

Brasil celular

BRASIL, 23 de julho de 2026 — O Brasil registrou oficialmente 830 mil casos de furto ou roubo de celular em 2025, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Uma sondagem prévia do próprio FBSP indica que os números podem ser maiores. Cerca de 8,3% dos brasileiros de 16 anos ou mais, cerca de 13,9 milhões de pessoas, relataram ter sido vítimas de furto ou roubo de celular nos 12 meses anteriores. Apenas 55% das vítimas registram boletim de ocorrência. MAPA DO CRIME São Paulo concentra 20% de todos os casos registrados no país, mesmo correspondendo a apenas 5,6% da população brasileira. A capital paulista aparece em terceiro lugar no ranking de taxa por habitante, com 1.390,5 celulares subtraídos para cada 100 mil moradores, atrás apenas de São Luís, que lidera com 1.517, e Belém, com 1.487. As 20 cidades com maior incidência concentram 40% de todos os casos nacionais. Em média, o Brasil registrou 95 casos por hora ao longo de 2025, o equivalente a um celular subtraído a cada 38 segundos. Os furtos subiram 0,9%, de 477 mil para 484 mil. O anuário aponta que seis em cada dez celulares subtraídos hoje no Brasil são fruto de furto e quatro em cada dez de roubo, inversão em relação ao padrão de anos anteriores. CUSTO REAL Pesquisa Datafolha encomendada pelo FBSP estimou em R$ 22,7 bilhões o prejuízo causado por roubos e furtos de celular nos doze meses anteriores ao levantamento, valor superado apenas pelos golpes com Pix ou boletos falsos. Mais da metade dos entrevistados, 53%, afirmou ter deixado de circular em determinadas áreas ou horários por medo de ter o celular subtraído.

São Luís lidera roubos e furtos de celulares no país

São Luís

SÃO LUÍS, 23 de julho de 2026 — São Luís registrou a maior taxa de roubos e furtos de celulares do Brasil em 2025, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta (23). A capital maranhense teve 1.517 ocorrências por 100 mil habitantes. Por isso, ficou à frente de Belém, com 1.487, e de São Paulo, com 1.390,5. O estudo considera cidades com mais de 100 mil habitantes. O ranking leva em conta a quantidade de ocorrências em relação ao tamanho da população, e não o número total de casos. Ao longo de 2025, mais de 16 mil celulares foram roubados ou furtados em São Luís, uma média de 45 aparelhos por dia. Além disso, a taxa da capital foi mais de quatro vezes maior que a média nacional, de 371,2 ocorrências por 100 mil habitantes. Em 2024, São Luís também ocupou a primeira posição. O anuário mostra que os furtos acontecem principalmente aos fins de semana, enquanto os roubos são mais comuns nos dias úteis, sobretudo entre 18h e 23h. A maioria dos roubos ocorre em vias públicas. Já os furtos também acontecem em ruas, comércios e no transporte público. Segundo os autores do estudo, a concentração dos roubos à noite facilita a fuga dos criminosos e reduz a presença de testemunhas. O levantamento também aponta que sete dos dez estados mais violentos do Brasil ficam no Nordeste. O Maranhão aparece na sexta posição, com taxa de 29,7 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes. O estudo atribui esses índices a fatores como disputas entre facções criminosas, avanço das rotas do tráfico e, em alguns casos, à letalidade policial.

Lula caminha para recorde de gasto com cartão corporativo

Cartão corporativo

BRASÍLIA, 23 de julho de 2026 — O terceiro mandato de Lula (PT) caminha para se tornar o mais caro da história da Presidência da República em despesas com cartões corporativos. O avanço ocorre em meio a episódios envolvendo gastos com viagens oficiais, hospedagens em hotéis de alto padrão, renovação do mobiliário do Palácio da Alvorada e outros itens associados ao cotidiano de luxo do presidente e da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. Levantamento com dados oficiais e auditados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) aponta desembolso de R$ 55,4 milhões da Presidência em despesas com cartão corporativo no atual mandato. Em valores do Portal da Transparência corrigidos pela inflação, o primeiro mandato de Lula (2003-2006) ainda lidera o ranking de gastos com cartões corporativos da Presidência, com R$ 70 milhões. Em seguida vêm Lula 2 (R$ 57 milhões), Dilma Rousseff 1 (R$ 50 milhões), Jair Bolsonaro (R$ 39 milhões), Michel Temer (R$ 18 milhões) e Dilma 2 (R$ 12 milhões). A tendência, porém, é de mudança ao fim do atual mandato. Após os R$ 55,5 milhões apurados até abril de 2025, resta ainda computar 20 meses de execução orçamentária, até dezembro de 2026. Mantido o ritmo médio de R$ 2 milhões por mês, o Lula 3 se encerrará com o maior gasto da série histórica dos cartões corporativos da Presidência desde a sua criação, em 2001. Em paralelo, os gastos com diárias e passagens do Executivo superam R$ 4,5 bilhões em três anos e meio. No mesmo período, o Palácio da Alvorada passou por ampla reforma e troca de móveis, ao custo de dezenas de milhões de reais, evocando debates sobre austeridade e transparência. O governo afirma que os desembolsos bilionários refletem necessidades operacionais, de segurança e de recomposição do patrimônio público. Os opositores, contudo, veem nos números inflados sinais de uma Presidência excessivamente dispendiosa e incompatível com a responsabilidade fiscal. Casal presidencial mostra preferência por hotéis de alto padrão no exterior Hospedagens em hotéis de alto padrão tornaram-se importante alvo de críticas à terceira passagem de Lula na Presidência. Suas missões oficiais priorizaram estabelecimentos cinco estrelas, como o InterContinental Paris Le Grand, o Le Negresco (Nice) e o Taj Palace (Nova Déli), de diárias caras. Despesas do Lula 3 com hotelaria subiram de forma expressiva. Dos R$ 44 milhões desembolsados em viagens internacionais em 2025, cerca de R$ 18 milhões foram para hospedagem de comitivas. Gastos com hotéis atingiram R$ 20 milhões do orçamento anual de R$ 52 milhões para missões externas. Embora parte das acomodações tenha sido custeada pelos países anfitriões ou integrada à logística oficial das visitas de Estado, parlamentares e órgãos de controle questionaram critérios de escolhas, o tamanho das comitivas e o patamar gasto em hotéis de alto luxo, sobretudo de Paris e Nova York. As críticas foram reforçadas pela clara dificuldade em se obter informações detalhadas sobre algumas viagens. No caso da ida de Janja a Nova York, em 2024, pedidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) receberam respostas incompletas sobre hospedagem, alimentação e a origem dos recursos. Sofá de R$ 65 mil e cama de R$ 42 mil chamaram atenção nos primeiros dias Em abril de 2023, a Presidência comprou, com dispensa de licitação, sofá de R$ 65 mil e cama de R$ 42 mil para o Palácio da Alvorada. A justificativa foi a necessidade de recompor o mobiliário e substituir peças que estariam supostamente ausentes ou deterioradas quando Lula assumiu o governo. Os dois itens integraram amplo conjunto de compras. Antes, em fevereiro, foi noticiada a compra de 11 móveis por R$ 379 mil, sob mesma justificativa de recomposição do acervo. Os bens públicos de uso do casal presidencial que estariam “desaparecidos” estavam em um depósito da Presidência. No fim de 2023, reportagens registraram a compra de tapete por R$ 114 mil para o Palácio do Planalto. Também foi citado um serviço de piso na sede da Presidência no valor de R$ 156 mil. A explicação apresentada para o tapete foi a intenção de conferir maior “brasilidade” à decoração. Durante a visita oficial a Portugal, em abril de 2023, Janja publicou foto de Lula usando gravata da grife italiana Ermenegildo Zegna. Reportagens localizaram peça semelhante por 195 euros, então equivalente a R$ 1.093. Ela ressaltou nas redes sociais que fez a compra com dinheiro próprio. Continue lendo…

UTI do Hospital da Criança vira alvo de ação da Defensoria

Hospital da Criança

SÃO LUÍS, 23 de julho de 2026 — A Defensoria Pública do Maranhão entrou com uma Ação Civil Pública contra a Prefeitura de São Luís e o Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED). A medida busca regularizar as UTIs pediátricas do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em São Luís. A ação foi apresentada após inspeções e denúncias sobre falhas no atendimento. O objetivo é evitar mortes e outros danos aos pacientes. A Defensoria acompanha o caso desde julho de 2025, quando analisou a licitação do serviço. O órgão apontou problemas no edital, como equipes menores do que o necessário e a possibilidade de contratar médicos sem especialização. Apesar dos alertas enviados ao município e a outros órgãos, o contrato com o IBMED foi assinado. Então, durante o aumento das doenças respiratórias, surgiram denúncias e registros de óbitos. Uma inspeção realizada em 15 de julho de 2026 encontrou as três UTIs com ocupação total. Além disso, havia poucos médicos de plantão, profissionais sem especialização, reclamações sobre falta de medicamentos e falhas no atendimento. A Defensoria também contestou a alegação de falta de especialistas e afirmou que muitos recusaram o contrato por causa das condições de trabalho. Por isso, pediu medidas urgentes à Justiça, como audiência em 24 horas, plano emergencial em 72 horas e fiscalização contínua da unidade.

Maranhão tem 2ª maior alta de desaparecimentos no país

Maranhão pesquisa

MARANHÃO, 23 de julho de 2026 — O Maranhão registrou a segunda maior alta no número de pessoas desaparecidas do Brasil em 2025. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O estado contabilizou 1.182 desaparecimentos, um aumento de 29,8% em relação a 2024, quando foram registrados 910 casos. O Maranhão ficou atrás apenas de Minas Gerais, que teve crescimento de 30,5% nos registros. Em seguida aparece o Piauí, com alta de 20,5%. Em todo o país, foram registrados 84.269 desaparecimentos em 2025. O número representa aumento de 3,6% na comparação com o ano anterior. A taxa nacional foi de 39,5 casos para cada 100 mil habitantes. Segundo o relatório, o aumento dos desaparecimentos não pode ser explicado por uma única causa. O estudo informa que diferentes fatores podem contribuir para o crescimento dos registros. Além disso, o anuário não atribui o avanço a um motivo específico. A Lei nº 13.812/2019 considera desaparecida toda pessoa cujo paradeiro seja desconhecido, independentemente da causa, até que sua localização seja confirmada por meios físicos ou científicos. A norma também criou a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas. De acordo com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, não existe prazo mínimo para registrar um desaparecimento. Por isso, o boletim de ocorrência deve ser feito imediatamente. A orientação também determina que as forças de segurança iniciem as buscas com prioridade e só encerrem a investigação quando a pessoa for localizada.

Julgamento de Maduro nos EUA terá início junho de 2027

EUA Maduro

ESTADOS UNIDOS, 23 de julho de 2026 — O juiz Alvin Hellerstein definiu nesta quarta (22) a data de início do julgamento do ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro: 1º de junho de 2027. A audiência desta quarta durou apenas alguns minutos e foi realizada em Nova York, onde Maduro e a esposa, Cilia Flores, estão presos. Forças Especiais dos Estados Unidos capturaram os venezuelanos em Caracas durante uma operação noturna em janeiro. Os EUA classificam Maduro como um ditador corrupto, cuja má gestão levou ao colapso da economia da Venezuela. Além disso, o acusam de fraudar as eleições de 2018 e 2024. No processo atual, ele é acusado de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e conspiração. O ditador e a esposa se declararam inocentes. O governo americano deixou de reconhecê-lo como presidente legítimo do país em 2019. Maduro descreveu-se como “prisioneiro de guerra” durante audiência em 5 de janeiro. Ele acusa há muito tempo os Estados Unidos de buscarem sua deposição para obter maior controle sobre as vastas reservas de petróleo do país.

Brandão fica entre governadores que mais cumpriram promessas

Brandão governadores

BRASIL, 23 de julho de 2026 — O governador Carlos Brandão (MDB) ficou entre os gestores que mais cumpriram promessas de campanha, segundo levantamento do projeto Promessas dos Políticos, do G1. O ranking coloca o chefe do Executivo maranhense na quarta posição nacional e na primeira entre os governadores do Nordeste. O monitoramento acompanha compromissos assumidos nas eleições de 2022. O projeto do G1 analisa promessas feitas durante a campanha eleitoral em entrevistas, debates, discursos, sabatinas e nos planos de governo. Além disso, o levantamento classifica cada compromisso em três categorias: cumprido, cumprido em parte ou ainda não cumprido. De acordo com o ranking, Brandão assumiu 68 compromissos. Desse total, 43 foram totalmente cumpridos, 13 foram executados parcialmente e 12 ainda não foram concluídos. Com esse desempenho, o governador alcançou índice de 63,2% de promessas cumpridas. No cenário nacional, Brandão aparece atrás apenas de Mauro Mendes, do Mato Grosso, com 69,8%; Ratinho Júnior, do Paraná, com 65,4%; e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, com 64,1%. Portanto, o governador do Maranhão ocupa a quarta colocação entre os chefes dos Executivos estaduais. Entre os governadores do Nordeste, Carlos Brandão lidera o ranking com 63,2% de promessas cumpridas. Rafael Fonteles (PT), governador do Piauí, aparece em segundo lugar, com 62,5%. Segundo o levantamento, apenas os dois superaram a marca de 50% de compromissos cumpridos entre os nove governadores da região.

STF autoriza inquérito para investigar filme sobre Bolsonaro

Filme PF

BRASÍLIA, 23 de julho de 2026 — O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta (23) a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar o repasse de recursos para bancar o filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão atende a um pedido da própria corporação com parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que apontou a existência de elementos suficientes para a instauração formal da investigação. A apuração terá como foco repasses atribuídos ao ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, após a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez diversas cobranças ao empresário para pagar parcelas de um investimento de R$ 134 milhões na produção. Anteriormente, o parlamentar afirmou que a solicitação foi feita exclusivamente para custear o filme e que não houve qualquer irregularidade. As primeiras informações apontam que Mendonça determinou a apuração referente ao repasse de R$ 61 milhões feito por Vorcaro a pedido do senador, a eventual destinação de parte dos recursos para bancar a estadia do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, e a indicação de emendas parlamentares de aliados a entidades ligadas à produtora do filme. Segundo a Polícia Federal, também será apurado se os recursos foram empregados em outras ações de aliados de Bolsonaro junto ao governo do presidente Donald Trump. Ao defender a abertura da investigação, o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, afirmou que “há necessidade de instaurar um inquérito para apurar todas essas circunstâncias que permeiam esses episódios”. De acordo com as informações reunidas pela Polícia Federal, os recursos teriam sido transferidos pela empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Daniel Vorcaro, para um fundo sediado no Texas e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro. Os investigadores buscam confirmar se a movimentação financeira correspondeu à finalidade declarada ou se parte dos valores foi destinada a outras despesas. Quando o caso veio a público, após a divulgação de um áudio pelo site The Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro negou que o dinheiro tivesse qualquer relação com seu irmão.Em nota, o senador afirmou ser “falsa a insinuação de que recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro” e acrescentou que “os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos”. Flávio Bolsonaro afirmou, em meados de maio, que pediria à produtora do filme uma prestação de contas para mostrar que o dinheiro repassado por Vorcaro através de um fundo de investimentos foi totalmente utilizado na produção. No entanto, o detalhamento do uso dos recursos ainda não foi apresentado. O caso também motivou um pedido de investigação apresentado ao STF pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) opinou pelo arquivamento dessa solicitação. Em junho, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, definiu que André Mendonça seria o relator responsável pelo caso. Eduardo Bolsonaro, por sua vez, afirma que se mudou para os Estados Unidos em 2025 alegando perseguição do ministro Alexandre de Moraes e nega ter recebido recursos do projeto cinematográfico. O ex-deputado também é réu no STF em uma ação por suposto crime de coação, sob relatoria de Moraes.

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