Sony vai acabar com jogos físicos do PlayStation em 2028

MUNDO, 02 de julho de 2026 — A Sony anunciou nesta quarta (1º) que vai parar de fabricar discos físicos para novos jogos de PlayStation. A mudança começa em janeiro de 2028. Depois dessa data, todo lançamento inédito estará disponível só em formato digital. Os jogadores poderão comprar os títulos pela PlayStation Store ou por códigos de resgate vendidos em lojas físicas. Os jogos já lançados antes do prazo não serão afetados. Além disso, os títulos que chegarem às lojas até o fim de 2027 continuarão sendo vendidos em disco normalmente. A empresa tomou essa decisão porque cada vez mais pessoas compram jogos por download. A Sony revelou que 78% das vendas de jogos completos no último ano fiscal vieram de transferências digitais. Esse número cresce a cada ano. Por isso, manter a produção de discos já não faz mais sentido financeiro para a empresa. A tendência já era esperada. A Microsoft e a própria Sony lançaram versões de consoles sem leitor de disco em 2020. Os próximos videogames que chegarem às lojas devem trazer apenas códigos impressos dentro das caixas. O anúncio também prepara o terreno para o futuro PlayStation 6. O novo console provavelmente não terá suporte nativo para discos. A Sony pode até vender um leitor removível separadamente, mas isso ainda não foi confirmado. Outras empresas já tomaram decisões parecidas. A Rockstar confirmou que GTA 6 não terá disco físico. A Nintendo também usa cartões que funcionam apenas como chaves para download no Switch 2. Muitos discos atuais já não trazem o jogo completo. Testes mostraram que o título 007: First Light, por exemplo, tem apenas a primeira missão no disco. O resto do conteúdo precisa ser baixado da internet.
Pipas causam mais de 700 ocorrências na rede elétrica no MA

MARANHÃO, 02 de julho de 2026 — A Equatorial Maranhão registrou 707 ocorrências envolvendo pipas próximas ou em contato com a rede elétrica entre janeiro e maio de 2026, no estado. O aumento das brincadeiras durante as férias escolares preocupa por causa do risco de choques, danos à rede e interrupções no fornecimento de energia. Além disso, bairros, comércios e serviços essenciais podem ser afetados. São Luís concentrou 285 registros, cerca de 40% do total estadual. Depois aparecem São José de Ribamar, com 68 ocorrências, Carutapera, com 66, Imperatriz, com 48, Timon, com 18, Pinheiro, com 17, Santa Inês, com 15, Arari, com 10, além de Caxias e Luís Domingues, ambos com nove casos. Na capital, Cidade Operária, Vila Maracujá, Centro e Filipinho lideram os registros. As férias costumam aumentar esse tipo de ocorrência porque mais crianças e adolescentes empinam pipas. Por isso, a orientação é brincar apenas em locais abertos, longe da rede elétrica. Se a pipa ficar presa nos fios, ninguém deve tentar retirá-la. A orientação também visa evitar pipas durante chuvas, tempestades e ventos fortes. Além disso, o uso de cerol e linha chilena é proibido pela Lei Estadual nº 11.344/2020. Em acidentes, a recomendação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193, o SAMU pelo 192 e a Equatorial Maranhão pelo telefone 116.
Roberto Costa leva loteadoras à Justiça por irregularidades

BACABAL, 1º de julho de 2026 — O prefeito de Bacabal, Roberto Costa, anunciou nesta quarta (1º) medidas judiciais e administrativas contra as empresas responsáveis pelos loteamentos Green Park, Cidade Jardins e Ecoville. Segundo a prefeitura, as empresas não cumpriram obrigações previstas nos contratos, como pavimentação de ruas, drenagem e abastecimento de água. Durante entrevista coletiva, o prefeito informou que o município obteve decisões liminares que determinam o cumprimento das obras pelas empresas. As medidas foram adotadas após reclamações e protestos de moradores que alegam problemas de infraestrutura nos empreendimentos. Roberto Costa afirmou que a responsabilidade pela implantação da infraestrutura básica é das loteadoras, conforme a legislação e os contratos firmados com os compradores. Segundo ele, cabe às empresas executar redes de água, esgoto, drenagem e pavimentação. “A população que termina sofrendo não tem culpa com isso porque ela também foi enganada nesse processo, né? E isso é natural que realmente parta uma reivindicação dela para que ela possa ter também o benefício”, afirmou o prefeito. De acordo com a prefeitura, relatórios da Secretaria de Obras e da Procuradoria-Geral do Município embasaram as ações judiciais. O juiz Raphael Amorim concedeu liminares que estabelecem prazos para que as empresas Lastro e Raposo Construções iniciem as intervenções. Sobre a primeira etapa do Green Park, Roberto Costa disse que a entrega realizada em gestões anteriores não foi acompanhada de fiscalização técnica. “A entrega que foi feita, que foi comprovada, foi uma folha de papel. O setor técnico nosso, inclusive da engenharia, foi fazer toda essa fiscalização, todo esse levantamento, e comprovou-se que o que era oferecido dentro desse contrato com os moradores não foi cumprido”, declarou. Segundo a decisão judicial, a empresa terá 15 dias para iniciar a recuperação emergencial das ruas e 30 dias para apresentar o projeto completo de drenagem. O prefeito também informou que a comercialização da quarta etapa do Green Park foi interrompida. Conforme a prefeitura, o empreendimento ainda não possuía autorização da Secretaria de Obras. “É necessário que eles apresentem também todo um planejamento, um projeto estruturante, não apenas da parte dos lotes, mas também da estrutura dessa localidade, porque futuramente as pessoas vão construir suas casas e poderá ocorrer a mesma situação que tem ocorrido hoje”, disse. Em relação ao Ecoville, a prefeitura informou que acompanha a falta de abastecimento de água causada por problemas no poço administrado pela empresa responsável. A situação levou moradores a protestarem na entrada do loteamento. Roberto Costa afirmou que o município enviou caminhões-pipa para atender os moradores, embora sustente que o abastecimento seja responsabilidade da empresa. “Independente, mesmo essa situação não sendo uma responsabilidade direta da prefeitura, mas quando existe, e eu digo isso, quando existe o sofrimento de qualquer parte da nossa população, mesmo não sendo a responsabilidade de uma área nossa, nós faremos as nossas intervenções para ajudar a população”, afirmou. O prefeito também atribuiu a existência de loteamentos com problemas estruturais à falta de fiscalização em administrações anteriores. Segundo ele, a gestão intensificou embargos e notificações contra empreendimentos irregulares e deixou de receber loteamentos que, de acordo com o município, não atendiam às exigências de infraestrutura. “Nós não queremos atrapalhar o empreendimento de absolutamente de ninguém, mas nós não podemos admitir é que empreendimentos que iniciam, eles possam ser feitos da forma que vinha sendo feito, porque terminava lesando a nossa população. E isso nós não vamos permitir”, concluiu.
EUA sancionam empresas brasileiras por possível elo com PCC

ESTADOS UNIDOS, 1º de julho de 2026 — Os EUA impuseram sanções a dois brasileiros, três empresas nacionais e uma portuguesa por supostos laços com o PCC. Entre os sancionados estão Victor Henrique de Oliveira Shimada e a empresa Victory Trading, acusados de lavagem de dinheiro. As medidas visam combater o crime transnacional e restringir o acesso dessas entidades ao sistema financeiro americano. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta (1º) sanções contra dois cidadãos brasileiros, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC), apontado pelo governo americano como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental. Segundo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), o PCC representa uma ameaça crescente à segurança nacional dos Estados Unidos por atuar na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas em território americano, especialmente na Flórida, além de manter operações em países como Reino Unido, Turquia e Japão. O departamento também considera a facção “a maior organização criminosa transnacional da América Latina”. Entre as pessoas sancionadas estão Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Já entre as empresas atingidas pela medida estão as brasileiras Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda; Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda; e Wave Construções Inteligentes Ltda, além da portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda. Segundo o Tesouro americano, Shimada liderava o núcleo da organização baseado em São Paulo e fazia a ligação entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais. O órgão afirma que ele e sua estrutura movimentaram mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em diversas cidades dos Estados Unidos, utilizando criptomoedas para enviar o dinheiro de volta ao Brasil em benefício da facção. O comunicado também afirma que Shimada esteve envolvido em outros crimes financeiros. Em janeiro de 2025, segundo o governo americano, ele chegou a cumprir prisão domiciliar no Brasil após uma de suas empresas, a Victory Trading, ter sido usada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro em um esquema de fraude publicitária.
Justiça condena farmácia em SLZ por falhas de acessibilidade

SÃO LUÍS, 1º de julho de 2026 — A Justiça condenou a Pague Menos a pagar R$ 50 mil por danos morais coletivos devido a falhas de acessibilidade em uma unidade localizada na Avenida Daniel de La Touche, no bairro Cohama, em São Luís. A decisão foi tomada após uma ação popular que apontou barreiras arquitetônicas no local. A ação foi apresentada por um cidadão, que afirmou que as irregularidades dificultavam a circulação de pedestres, principalmente idosos e pessoas com deficiência. Além disso, segundo o processo, as condições da calçada obrigavam usuários a dividir espaço com veículos na via pública. Durante o processo, a empresa reconheceu problemas identificados em fiscalização municipal. Então, informou que realizou adequações estruturais em fevereiro de 2026. As obras incluíram substituição do piso, instalação de piso tátil direcional e de alerta, além da demarcação de vagas para pessoas com deficiência e idosos. Mesmo com as melhorias, o juiz Douglas Martins entendeu que a unidade permaneceu durante anos em desacordo com as normas de acessibilidade desde o ajuizamento da ação, em 2021. Por isso, considerou que houve violação de direitos coletivos ligados à mobilidade urbana e à segurança. A sentença determinou o pagamento da indenização ao Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos (FEPDD). O magistrado encerrou a obrigação de fazer porque a empresa corrigiu as irregularidades, mas manteve a condenação financeira pelo período em que as falhas permaneceram.
Justiça italiana manda recomeçar julgamento de Zambelli

ITÁLIA, 1º de julho de 2026 — A Corte Suprema de Cassação anulou, nesta quarta (1º), a decisão que autorizava a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli ao Brasil, determinando que o caso retorne à instância inferior para um novo julgamento. A anulação aconteceu no processo sobre a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Por enquanto, os juízes não explicaram os motivos da decisão. Eles devem publicar a justificativa nos próximos dias. Zambelli disse que está contente com a notícia. Ela aguarda uma nova audiência. Desta vez, o assunto é outro: o pedido de extradição por causa da condenação por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. A defesa da ex-deputada tinha pedido a suspeição da Corte de Apelação. Os advogados afirmaram que o colegiado não conduziu o processo de forma correta. Eles disseram que a corte não ouviu testemunhas e não pediu documentos importantes. O novo pedido de extradição foi enviado pela Advocacia-Geral da União (AGU) em 11 de junho. Ele tem como base a condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) por um episódio nas eleições de 2022. Na ocasião, Zambelli sacou uma arma durante uma discussão em São Paulo. A pena foi de cinco anos e três meses de prisão. Este é o segundo pedido de extradição feito pelo governo brasileiro. O primeiro, sobre o caso do CNJ, chegou a ser autorizado pela Corte de Apelação de Roma. Mas, em 22 de maio, a Corte Suprema anulou essa autorização. O motivo foi uma possível falta de imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes no julgamento do STF. Ele seria ao mesmo tempo juiz e vítima no processo. Com isso, Zambelli, que estava presa em Roma desde julho de 2025, foi solta. A defesa dela no Brasil chama o novo pedido de extradição de “manobra jurídica”. O advogado Fabio Pagnozzi disse que, se ela voltar ao Brasil, ficará sob risco de ficar sujeita a outros processos nas mãos de Moraes.
Maranhão cria 1.955 empregos com carteira assinada em maio

MARANHÃO, 1º de julho de 2026 — O Maranhão registrou saldo positivo de 1.955 empregos com carteira assinada em maio, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados na terça (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado corresponde à diferença entre admissões e desligamentos realizados durante o mês. O setor de Serviços liderou a criação de vagas, com saldo de 913 postos. Em seguida apareceram a Construção, com 795 empregos, e o Comércio, com 783. Por outro lado, a Agropecuária encerrou o mês com perda de 183 vagas, enquanto a Indústria registrou saldo negativo de 353 postos formais. São Luís apresentou o melhor desempenho entre os municípios maranhenses, com saldo de 1.293 empregos. Além disso, Campestre do Maranhão criou 340 vagas, Bom Jesus das Selvas registrou 133, Caxias somou 115 e Paço do Lumiar fechou o mês com 113 novos postos de trabalho. As mulheres responderam pela maior parte das contratações no estado, com saldo de 1.255 vagas, enquanto os homens registraram 700. Os jovens de 18 a 24 anos concentraram 1.856 novos empregos. Inclusive, trabalhadores com ensino médio completo lideraram as admissões, com saldo positivo de 2.109 vagas. Em todo o Brasil, o Novo Caged registrou saldo de 72.960 empregos formais em maio. O resultado decorre de cerca de 2,2 milhões de admissões e 2,13 milhões de desligamentos. No Nordeste, foram abertas 23.351 vagas, ficando atrás apenas da região Sudeste na geração de empregos.
Governo Lula pede empréstimo bilionário ao Senado Federal

BRASÍLIA, 1º de julho de 2026 — O governo Lula (PT) busca autorização do Senado para contratar dois empréstimos internacionais que somam o equivalente a cerca de R$ 5 bilhões. As operações, que seriam analisadas pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta terça (30) não foram votadas. Os pedidos são destinados ao financiamento de projetos de desenvolvimento regional nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, sendo que o primeiro prevê um financiamento de até 300 milhões de euros (cerca de R$ 2 bilhões) junto à Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O segundo solicita autorização para contratar até US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões) com o New Development Bank (NDB), conhecido como Banco do Brics e presidido pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Em ambos os casos, o mutuário é a União, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Como determina a Constituição, operações de crédito externo da União dependem de autorização do Senado antes da assinatura dos contratos. Segundo a documentação enviada pelo governo, os recursos não serão destinados ao pagamento de despesas correntes da administração pública. O objetivo é ampliar a capacidade de investimento dos três fundos federais de desenvolvimento regional: o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e o Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Esses fundos financiam ações públicas e privadas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico das três regiões. Entre as áreas previstas estão obras de infraestrutura, como rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, além de projetos de saneamento básico, energia, telecomunicações, tecnologia da informação e logística. A proposta financiada pelo Banco dos BRICS tem como foco fortalecer esses fundos para ampliar a oferta de crédito destinada a projetos de desenvolvimento regional. De acordo com o MIDR, a iniciativa busca reduzir desigualdades entre as regiões brasileiras, aumentar a competitividade econômica e melhorar a infraestrutura nacional. Os documentos também destacam que os investimentos deverão priorizar iniciativas que promovam sustentabilidade ambiental, eficiência energética, integração dos diferentes modais de transporte e melhoria da qualidade de vida da população. Já o financiamento da Agência Francesa de Desenvolvimento integra o chamado Projeto de Transição para o Desenvolvimento Regional Sustentável.