GRÁVIDA ESPANCADA

Afastados policiais após caso agressão envolvendo grávida

Andre Reis
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policiais afastados
Quatro policiais foram retirados das funções após atendimento de ocorrência envolvendo empresária investigada por agredir doméstica grávida em Paço do Lumiar.

PAÇO DO LUMIAR, 06 de maio de 2026  Quatro policiais militares foram afastados após atenderem uma ocorrência de agressão envolvendo uma empresária e uma empregada doméstica grávida, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís. A decisão ocorreu após apuração da Polícia Civil do Maranhão, que confirmou a medida. O caso aconteceu em 17 de abril e segue sob investigação.

Segundo relatos, a vítima, de 19 anos e grávida de cinco meses, denunciou ter sido agredida dentro da casa onde trabalhava. A jovem afirmou que sofreu puxões de cabelo, foi derrubada e recebeu socos e murros durante o episódio.

De acordo com a vítima, as agressões ocorreram após ela ser acusada de roubar joias. Mesmo após o objeto ser encontrado no cesto de roupas, as agressões continuaram. Ela relatou: “Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros… foi sem parar. Eles não se importavam”.

A jovem também afirmou que tentou proteger a barriga durante o ataque. “Eu, graças a Deus, não levei nenhum chute, porque fiquei protegendo minha barriga o tempo todo, mas o restante do corpo ficou todo marcado”, disse.

Áudios atribuídos à empresária e confirmados pela Polícia Civil foram anexados ao inquérito. Em uma das gravações, ela afirmou: “Quase uma hora essa menina no massacre, e tapa e murro e pisava nos dedos. Tudo que vocês imaginarem de doidice, era eu e ele fazendo”.

Em outro trecho, a empresária declarou: “Parou uma viatura no meio da rua, eles vieram aqui de manhã. Mas veio um policial que me conhecia. Sorte minha, né? E sorte dela também. Aí eu expliquei para ele o que tinha acontecido. Aí ele disse: ‘Carol, se não fosse eu, eu teria que te conduzir para a delegacia, porque ela está cheia de hematomas’. Aí eu disse: ‘era para ter ficado era mais, não era para ter saído viva’”.

A empresária informou que colabora com as investigações e afirmou: “Requeiro que não haja julgamento antecipado e que o inquérito seja conduzido em observância aos princípios constitucionais”. O caso é investigado pela Delegacia do Araçagy, e até o momento não houve prisão ou indiciamento.

A Polícia Civil informou ainda que existem outros processos envolvendo a empresária, incluindo uma condenação por calúnia em 2024, com pena convertida em prestação de serviços e pagamento de indenização.

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