PT reduz verba do fundão para Lula e aumenta para senadores

PT fundão

BRASIL, 06 de julho de 2026 — O PT decidiu mudar a distribuição do Fundo Eleitoral. A reunião da Executiva Nacional aconteceu nesta sexta (3). O partido reduziu a fatia do presidente Lula. Além disso, aumentou em quase cinco vezes os recursos para candidatos ao Senado. Em 2026, Lula recebeu 20,64% do total de R$ 615 milhões. Isso equivale a cerca de R$ 126 milhões para sua campanha de reeleição em outubro. Em 2022, o percentual era maior: 26,03% de R$ 503 milhões. Naquela época, o valor foi de R$ 130,9 milhões. Portanto, o montante para o presidente caiu em comparação com o pleito anterior. Os candidatos ao Senado foram os grandes beneficiados. Em 2022, eles ficaram com apenas 2,48% do fundo. Isso deu R$ 12,4 milhões. Agora, a fatia saltou para 10,08%. O valor subiu para R$ 61,9 milhões. Ou seja, o recurso aumentou quase cinco vezes. A distribuição completa de 2022 foi a seguinte: presidente (26,03%), Senado (2,48%), governadores (8,34%), deputados federais (29,41%) e deputados estaduais (2,42%). Já em 2026, os percentuais aprovados foram: presidente (20,64%), Senado (10,08%), governadores (11,70%), deputados federais (43,06%), deputados estaduais (8,13%) e fundo de reserva (6,40%).

Dino fecha acordo em ação contra servidor da Assembleia do RJ

dino acordo

RIO DE JANEIRO, 06 de julho de 2026 — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, firmou um acordo judicial em uma ação por danos morais contra Luiz Coelho de Souza, servidor da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O entendimento prevê o pagamento de R$ 25 mil ao ministro. O processo tramita na 6ª Vara Cível de Niterói, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A ação foi apresentada em maio de 2025 e teve como base mensagens publicadas em um grupo de WhatsApp em 2023. Na época, Flávio Dino ocupava o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública no governo do presidente Lula. Na ação, ele afirmou que foi chamado de “vagabundo”, “petralha” e associado ao crime organizado. O pedido inicial de indenização era de R$ 30 mil. Segundo os autos, o caso não terminou com uma sentença judicial. As partes chegaram a um acordo, por isso o pagamento de R$ 25 mil encerrou a disputa. O processo foi finalizado de forma consensual, sem decisão sobre o mérito da ação. A defesa de Flávio Dino alegou que as mensagens ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram sua honra. Além disso, sustentou que Luiz Coelho de Souza associou o então ministro ao crime organizado sem apresentar provas. Esse argumento fundamentou o pedido de reparação por danos morais.

Congresso tem duas semanas para decidir pautas importantes

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BRASÍLIA, 06 de julho de 2026 — O Congresso Nacional tem apenas duas semanas para votar projetos importantes antes do recesso. A pausa começa em 18 de julho e vai até 31 de julho. O retorno está marcado para 1º de agosto. Porém, as eleições vão esvaziar os plenários. A Câmara prevê sessões presenciais em apenas duas semanas no segundo semestre: de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro. Então, o tempo para decidir temas como o fim da escala 6×1, as pautas-bomba e as novas regras para o MEI é curto. O Senado ainda não votou a PEC que acaba com a escala 6×1. A proposta foi aprovada pela Câmara em 27 de maio. Agora, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, precisa definir a tramitação. O governo Lula e as centrais sindicais pressionam pela votação. Mas Alcolumbre resiste. Nos bastidores, essa resistência é vista como parte do desgaste com o Planalto. Esse desgaste começou em 29 de abril, quando o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF. Além disso, o Senado avançou com pautas-bomba, mesmo com pedidos da equipe econômica para suspender as votações. As pautas-bomba têm impacto estimado de R$ 215 bilhões. Uma delas autoriza o uso de recursos do Fundo Social do pré-sal para renegociar dívidas rurais. A Fazenda calcula um custo de R$ 140 bilhões em dez anos. Outra proposta eleva o piso de médicos e cirurgiões-dentistas para R$ 13,6 mil. O impacto seria de R$ 47 bilhões. O Senado também aprovou a aposentadoria diferenciada para agentes de saúde, com impacto de R$ 27 bilhões. O governo aposta na Câmara para alterar esses textos. A avaliação é que o presidente da Câmara, Hugo Motta, tem melhor diálogo com o Executivo do que Alcolumbre. O calendário apertado também afeta o projeto do MEI. O governo propõe elevar o limite de faturamento de R$ 81 mil para R$ 140 mil até 2028. A proposta também permite a contratação de até dois funcionários. Porém, a Câmara analisa um texto mais amplo, com impacto de R$ 50 bilhões. O governo enviou sua versão para evitar esse custo maior. As próximas duas semanas serão decisivas para essas pautas.

Pesquisas medem corrida ao Governo e Senado no Maranhão

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MARANHÃO, 06 de julho de 2026 — As empresas Vox Brasil Publicidade e Marketing e Real Time Big Data registraram duas pesquisas de intenção de voto no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE/MA). Os levantamentos tiveram registro no dia 2 e serão divulgados nesta quarta (8). As entrevistas ocorreram após mudanças recentes no cenário político estadual. A pesquisa da Vox Brasil, contratada pela MR Borges Produções, avaliou a preferência do eleitor para os cargos de governador, senador, deputado estadual e deputado federal. O levantamento recebeu o registro MA-04588/2026, tem 95% de nível de confiança e margem de erro de 4,8 pontos percentuais. As entrevistas aconteceram nos dias 3 e 4 deste mês. Já a pesquisa da Real Time Big Data, contratada pela própria empresa, mediu apenas a intenção de voto para governador e senador. O levantamento foi registrado com o número MA-04311/2026, apresenta 95% de nível de confiança e margem de erro de 2 pontos percentuais. Os dados foram coletados nos dias 6 e 7 deste mês. Os dois levantamentos ocorreram depois de dois fatos políticos recentes no Maranhão. O pré-candidato Lahesio Bonfim (Novo) desistiu da disputa pelo Governo do Estado. Além disso, o ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior (Republicanos) anunciou sua pré-candidatura a vice-governador na chapa de Orleans Brandão (MDB).

Maranhão tem a maior taxa de latrocínios do Brasil

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MARANHÃO, 06 de julho de 2026 — O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou o Mapa da Segurança Pública 2026, que reúne 30 indicadores nacionais sobre criminalidade. O levantamento mostra que o Maranhão registrou, em 2025, a maior taxa de latrocínio do país, com 0,84 caso por 100 mil habitantes. O índice supera mais que o dobro da média nacional, de 0,37. Na sequência do ranking aparecem os estados do Pará e do Acre. Além disso, no recorte por municípios, São Luís ocupa a terceira posição entre as cidades com maior número de vítimas de latrocínio. A capital maranhense registrou 18 casos, atrás apenas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Segundo o Ministério da Justiça, o levantamento busca ampliar a transparência dos dados e auxiliar a formulação de políticas públicas. Nesta edição, o mapa também passou a incluir indicadores de estupro de vulnerável e feminicídio, permitindo um acompanhamento mais amplo da violência no país. Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão informou que o número absoluto de latrocínios caiu 4,84%, passando de 62 casos em 2024 para 59 em 2025. O órgão afirmou que a taxa por 100 mil habitantes é um indicador comparativo e destacou investimentos em policiamento, inteligência e tecnologia para combater a criminalidade no estado.

STF manda TJ explicar descumprimento ao teto de penduricalhos

STF Moraes

BRASÍLIA, 06 de julho de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta segunda (6) que presidentes de tribunais estaduais prestem esclarecimentos a respeito de notícias veiculadas na imprensa sobre estarem descumprindo o teto definido pela Suprema Corte para o pagamento de “penduricalhos”. O ministro cobrou detalhamentos a respeito dos valores e verbas pagas a cada magistrado da ativa e aposentado nos meses de abril, maio, junho e julho deste ano, com indicação de valores remuneratórios e indenizatórios individualizados. Ele é relator de uma das ações do STF que regulamentou o pagamento das verbas indenizatórias. A intimação é destinada aos presidentes dos tribunais de Justiça do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia. Conforme mostrou a CNN Brasil nesta segunda, a maioria dos tribunais de Justiça estaduais tem contornado a decisão que restringiu o pagamento dos “penduricalhos” e segue pagando a magistrados remunerações muito acima do teto constitucional, hoje definido em R$ 46,4 mil. Dados disponíveis no Portal de Remuneração da Magistratura e analisados pela CNN Brasil mostram que apesar da extinção de parte das verbas indenizatórias, aquelas que continuam autorizadas não estão sendo pagas de acordo com o limite de 35% do teto definido pelo STF. Desta forma, há salários que chegam a R$ 1 milhão. Pela regra definida pelo STF, a remuneração poderia alcançar, no máximo, R$ 78,5 mil. A análise considerou os dados publicados pelos tribunais em maio e junho. Em maio, mês para o qual já há informações de todas as cortes estaduais, o maior pagamento foi destinado a um desembargador do TJPA (Tribunal de Justiça do Pará), que recebeu mais de R$ 1 milhão líquidos. O segundo maior pagamento identificado no período foi o de uma juíza do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios), que recebeu R$ 495 mil líquidos em maio. Na data desses pagamentos, já estava em vigor a decisão do STF que proibiu penduricalhos como auxílio-alimentação, auxílio-moradia e indenização por acervo processual, além de estabelecer um limite de 35% do teto constitucional para as verbas autorizadas.

Juiz mantém tornozeleira de prefeito que matou policial

juiz igarapé

IGARAPÉ GRANDE, 06 de julho de 2026 — O juiz da 2ª Vara de Pedreiras negou o pedido da defesa do prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), para retirar a tornozeleira eletrônica. A decisão foi proferida na quinta (2). Além disso, o magistrado rejeitou o pedido de viagem a Pernambuco. O prefeito responde por homicídio qualificado e outros crimes. Na decisão, o juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior afirmou que não surgiram fatos novos capazes de justificar a revogação das medidas cautelares. Por isso, manteve a substituição da prisão preventiva pela monitoração eletrônica, determinada em setembro de 2025. A defesa também pediu autorização para que João Vitor Xavier viajasse por 15 dias a Bodocó (PE), onde visitaria a avó paterna, diagnosticada com câncer. No entanto, o magistrado entendeu que não ficou comprovado que a presença do prefeito era indispensável para prestar assistência à familiar. O caso envolve a morte do policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos, ocorrida em 6 de julho do ano passado, durante uma vaquejada em Trizidela do Vale. Segundo a denúncia do Ministério Público, baseada em depoimentos, imagens e laudos periciais, os disparos partiram do prefeito, que admitiu ter atirado. A defesa sustenta que ele agiu em legítima defesa, versão contestada pelo MP e pela Polícia Civil, que concluiu que a vítima foi atingida sem possibilidade de reação.

Hugo Motta usou 176 voos da FAB desde que assumiu a Câmara

hugo motta

BRASÍLIA, 06 de julho de 2026 — O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), usou aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) 176 vezes desde que assumiu o cargo. O dado foi publicado pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Desse total, 75 viagens tiveram como destino a Paraíba, estado de origem do parlamentar. Então, esse número representa 43% de todos os deslocamentos oficiais realizados por ele. Segundo a reportagem, muitas dessas viagens para a Paraíba aconteceram em datas sem compromissos públicos na agenda oficial da Câmara. O levantamento mostrou que esse padrão se repete na maioria dos voos. Além disso, 82% dos deslocamentos feitos por Motta não coincidem com eventos registrados no portal da Casa. Portanto, a maior parte das viagens ocorreu sem registro de atividades públicas. O uso de aviões da FAB por presidentes da Câmara é permitido pela lei. É uma prerrogativa do cargo. Por isso, o fato em si não é irregular. No entanto, o que chama atenção é a alta frequência das viagens ao estado natal do parlamentar. O jornal também comparou Motta com seus antecessores. Rodrigo Maia (PSDB-RJ) destinou 44% dos voos ao Rio de Janeiro. Arthur Lira (PP-AL) concentrou 55% das viagens em Alagoas. Portanto, o percentual de Motta (43%) é menor que o de Lira, mas parecido com o de Maia. Cada deslocamento da FAB tem custo estimado. O levantamento aponta que o conjunto das operações analisadas chega a R$ 6,2 milhões. Os dados mostram que viajar para os estados de origem é uma prática comum entre os últimos presidentes da Câmara. Mesmo com autorização legal, o uso frequente das aeronaves oficiais chama atenção sobre a necessidade desses deslocamentos.

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