Ministério Público investiga extração de ouro em Maracaçumé

Maracaçumé Ministério

MARANHÃO, 08 de maio de 2026 — O Ministério Público do Maranhão instaurou Procedimento Administrativo para acompanhar e fiscalizar a atividade de pesquisa mineral de ouro e a instalação de draga no leito do Rio Maracaçumé pela empresa NNGOLD Mineração Ltda, no município de Maracaçumé. Segundo o promotor de Justiça Igor Adriano Trinta Marques, a investigação busca verificar possíveis danos ambientais e a regularidade dos licenciamentos ambientais e das autorizações para pesquisa mineral na região. A portaria teve origem na Notícia de Fato nº 000005-279/2026. O Ministério Público determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e à Agência Nacional de Mineração para obtenção de informações sobre o licenciamento ambiental e a autorização de pesquisa mineral no leito do Rio Maracaçumé. Além disso, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente deverá encaminhar informações sobre eventuais fiscalizações realizadas e possíveis impactos ambientais identificados. A investigação também prevê a juntada de documentos relacionados ao caso e o acompanhamento dos impactos causados pela instalação de draga no rio. A publicação consta na edição nº 083/2026 do Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão, disponibilizada em 29 de abril e publicada em 30 de abril de 2026.

Vorcaro emprestou apartamento à mulher de Ciro Nogueira

vorcaro ciro

ANAJATUBA, 08 de maio de 2026 — O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, afirmou nesta quinta (7) que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro emprestou um apartamento em São Paulo à atual namorada do senador Ciro Nogueira (PP-PI). A cessão do imóvel durou cerca de três meses. Kakay disse que Vorcaro cedeu o apartamento quando a namorada do senador se separou. Kakay deu a declaração no mesmo dia em que a Polícia Federal (PF) deflagrou a quinta fase da Operação Compliance Zero. Investigadores suspeitam que o ex-banqueiro pagava R$ 300 mil mensais ao senador. A PF também apura o custeio de viagens internacionais e despesas pessoais de Ciro. Segundo a investigação, os benefícios teriam relação com apoio político ao Master no Senado Federal. Em mensagens encontradas em celulares apreendidos, a PF identificou uma conversa com o operador financeiro Léo Serrano. Nela, Vorcaro autorizaria a manutenção de pagamentos de despesas do senador. Outro foco da investigação envolve a chamada “Emenda Master”, apresentada por Ciro Nogueira em 2024. Segundo a PF, integrantes da assessoria do banco ligado a Vorcaro ajudaram na elaboração do texto que beneficiaria bancos médios. Kakay negou que Ciro Nogueira recebesse pagamentos mensais. “Ele certamente não recebia nenhuma mesada, nem esse valor”, declarou o advogado, ao comentar a suspeita de repasses. O criminalista também afirmou que a relação entre o senador e o ex-banqueiro era compatível com os cargos ocupados pelos dois. Segundo ele, é “natural” a proximidade entre um senador e um então banqueiro de destaque. A defesa ainda rebateu suspeitas sobre empresas ligadas à família do senador. Investigadores apuram se essas companhias serviram para operacionalizar os repasses citados na investigação. Kakay afirmou que a empresa é antiga e pertence à família do senador. Segundo ele, a estrutura não foi criada para movimentações ilegais.

Brandão e Braide discutem sobre empréstimo do Governo do MA

Brandão Braide

MARANHÃO, 08 de maio de 2026 — O governador do Maranhão, Carlos Brandão, rebateu nesta quinta (7), críticas feitas por Eduardo Braide (PSD) sobre a aprovação, pela Assembleia Legislativa do Maranhão, de autorização para contratação de mais de R$ 2 bilhões em empréstimos pelo Executivo estadual. A discussão ocorreu após declarações do ex-prefeito publicadas nas redes sociais. No caso, Braide afirmou que, durante os cinco anos em que administrou São Luís, não solicitou empréstimos e deixou R$ 2,3 bilhões em caixa na Prefeitura. Além disso, declarou que o problema do Governo do Estado seria de gestão e acrescentou que “a partir do ano que vem ele vai ter”. Em resposta, Brandão afirmou que apenas governos com capacidade de investimento conseguem acesso a financiamentos. Segundo o governador, os recursos obtidos serão destinados a áreas como mobilidade urbana e infraestrutura. Ele citou a aquisição de ônibus elétricos e o programa Maranhão Mais Conectado. Além disso, Brandão declarou que a operação junto ao Banco do Brasil não aumentaria o endividamento estadual, pois substituiria um contrato anterior, mantendo o mesmo saldo devedor. Na oportunidade, o governador também lembrou que administrações anteriores recorreram a empréstimos para investimentos públicos. “Só tem acesso a crédito quem tem nome limpo e realiza ações de fato relevantes e obras estruturantes com os recursos obtidos […] A gestão de Roseana também realizou empréstimo, e quem investiu os recursos foi a gestão de Flávio Dino. E a nossa gestão segue pagando […] Os investimentos atuais buscam deixar o estado estruturado e organizado para as próximas gestões”. A autorização para contratação do novo empréstimo foi aprovada pela Assembleia Legislativa em meio a críticas da oposição, que questiona o volume da operação e cobra mais transparência sobre a aplicação dos recursos. Já a base governista afirma que os investimentos serão destinados a obras estruturantes e projetos de desenvolvimento no estado.

Lei da dosimetria é promulgada por Davi Alcolumbre

Alcolumbre Lula

BRASÍLIA, 08 de maio de 2026 — O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgou nesta sexta (8), a Lei da Dosimetria. O projeto reduz as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O presidente Lula havia vetado integralmente a proposta anteriormente. Na quinta (30), porém, o Parlamento derrotou o petista. Os parlamentares restabeleceram a medida por meio de votação. Em virtude da derrota no Congresso, a esquerda anunciou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), disse que pretende anunciar em breve a judicialização da medida. Entre os argumentos avaliados está o fatiamento do veto integral. Os governistas consideram essa prática passível de questionamento jurídico. De acordo com o projeto de lei, a redução das penas não ocorre de forma automática. Pelo texto aprovado, caberá ao STF recalcular as punições de cada um dos réus. Para isso, a Corte precisará ser provocada pela defesa dos condenados ou pelo Ministério Público. Ao menos 190 pessoas condenadas pela suposta tentativa de golpe de Estado no país podem ser beneficiadas.

Pesquisa atualiza números da disputa eleitoral no Maranhão

Pesquisa INOP

MARANHÃO, 08 de maio de 2026 — A pesquisa Inop/Jornal Pequeno, divulgada nesta sexta (8), apontou liderança de Orleans Brandão (MDB) na disputa pelo Governo do Maranhão. O levantamento mostrou que o pré-candidato alcançou 41,27% das intenções de voto no cenário estimulado. Eduardo Braide (PSD) apareceu em seguida, com 38,60%. O estudo ouviu 2.588 pessoas entre 24 de abril e 2 de maio de 2026. Além disso, o cenário estimulado revelou Lahesio Bonfim (Novo) com 10,39% das intenções de voto. Já Felipe Camarão (PT) registrou 4,17%. Outros 1% afirmaram não votar em nenhum candidato, enquanto 4,57% disseram não saber ou preferiram não responder. A pesquisa possui nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,03%. No cenário espontâneo, a pesquisa mostrou empate técnico entre Orleans Brandão e Eduardo Braide. Orleans apareceu com 25,73% das intenções de voto, enquanto Braide registrou 26,39%. Lahesio Bonfim somou 5,14%, e Felipe Camarão alcançou 1,97%. O levantamento ocorreu após o lançamento das pré-candidaturas ao Governo do Maranhão. Orleans intensificou agendas e contato com eleitores na capital e no interior. Já Eduardo Braide concentrou articulações políticas com aliados em cidades do interior do estado. Além disso, a pesquisa foi encomendada pelo Jornal Pequeno e registrada sob o número MA-06910/2026. DISPUTA AO SENADO TAMBÉM FOI MEDIDA A pesquisa também apresentou números para o Senado no cenário espontâneo. Roseana Sarney liderou com 6,38% das intenções de voto. Roberto Rocha apareceu com 4,95%, seguido por Weverton Rocha, com 3,59%, e André Fufuca, com 2,59%. Na sequência, surgiram Eliziane Gama, com 1,58%, Dr. Yglesio, com 0,97%, Dr. Hilton Gonçalo, com 0,93%, Pedro Lucas, com 0,85%, Mical Damasceno, com 0,62%, e César Pires, com 0,43%. Também foram citados Iracema Vale, Juscelino Filho, Hildo Rocha, Carlos Brandão e Lahesio Bonfim. LEVANTAMENTO ANTERIOR A pesquisa INOP realizada entre os dias 4 e 11 de março de 2026 apontou empate técnico entre Orleans Brandão (MDB) e Eduardo Braide (PSD). De acordo com a pesquisa INOP, Orleans Brandão apareceu numericamente à frente com 37,52% das intenções de voto. Logo depois, Eduardo Braide registra 36,50%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos ficam no considerado empate técnico no cenário apresentado.

Maranhão registra apenas 735 domésticos sindicalizados

maranhão domésticos

MARANHÃO, 08 de maio de 2026 — O Maranhão possui atualmente cerca de 735 trabalhadores domésticos sindicalizados, conforme informou o Sindicato dos Trabalhadores Domésticos. Segundo a entidade, o número é considerado baixo diante da realidade enfrentada pela categoria no estado. Além disso, muitos profissionais ainda desconhecem direitos garantidos por lei e acabam expostos a situações de pressão, humilhação e violações no ambiente de trabalho. De acordo com representantes sindicais, o número de adesões ao sindicato também revela o silêncio de muitos trabalhadores diante de abusos. Muitos profissionais deixam de denunciar irregularidades por medo, dependência financeira ou pela relação de proximidade construída com os patrões ao longo dos anos. Dessa forma, situações de desrespeito acabam sendo normalizadas dentro das residências.

Ministro arquiva processo de Bolsonaro contra Lula e Gleisi

ministro STF

BRASÍLIA, 08 de maio de 2026 — O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (7) pelo arquivamento de uma representação movida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o presidente Lula (PT) e a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR). Bolsonaro pedia a responsabilização criminal de Lula por expressões como “genocida”, “canibalismo” e “atuação demoníaca”. Essas falas foram proferidas durante a campanha eleitoral de 2022. Gleisi foi incluída no processo por causa de uma publicação em que sugeria que Bolsonaro seria o “mandante” do assassinato de Benedito Cardoso dos Santos, apoiador de Lula morto em discussão política naquele ano. O ministro Nunes Marques seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão entendeu que a deputada está protegida pela imunidade parlamentar. Já Lula, enquanto presidente, possui imunidade processual temporária. Isso impede a responsabilização por atos alheios ao cargo durante o mandato. Além disso, o ministro destacou que a PGR não apresentou denúncia. Bolsonaro também não formalizou queixa-crime. Por isso, o arquivamento se deu por ausência de iniciativa da parte interessada. Dessa forma, Lula e Gleisi não responderão criminalmente pelas declarações mencionadas. Segundo a PGR, as declarações de Lula e Gleisi integravam o debate político-eleitoral. O contexto incluiu críticas à condução da pandemia da covid-19 e à demora na aquisição de vacinas. Em relação ao termo “canibalismo”, o órgão ressaltou que a fala se baseou em um vídeo antigo de Bolsonaro sobre rituais indígenas. Esse vídeo já foi analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sobre a postagem de Gleisi, o entendimento foi que a crítica se dirigia à influência política do ex-presidente entre seus apoiadores. O conteúdo, portanto, não configuraria acusação criminal em sentido estrito. O ministro acrescentou: “Referida publicação foi retirada da rede social da parlamentar, por força de decisão proferida pelo Plenário do c. Tribunal Superior Eleitoral que, em 22 de setembro de 2022”.

Condenados Dnit e União por morte de motociclista na BR-135

Dnit BR-135

BRASIL, 08 de maio de 2026 — A 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região manteve a condenação da União e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) ao pagamento de indenização por danos morais à mãe de um motociclista morto após colidir com um animal solto na BR-135. O acidente ocorreu no município de Colônia do Gurguéia, no Piauí, e a indenização foi fixada em R$ 150 mil. Segundo o processo, o laudo pericial apontou que a colisão com o animal foi a causa determinante do acidente fatal. O relator do caso, desembargador federal João Carlos Mayer Soares, afirmou que a presença de animais soltos na rodovia demonstra falha do poder público no dever de garantir segurança e trafegabilidade nas vias federais. Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que houve omissão estatal, já que os órgãos responsáveis deveriam adotar medidas para impedir a circulação de animais na pista. Ele destacou que a inércia da Administração Pública diante de um risco previsível caracteriza responsabilidade civil e gera o dever de indenizar. O desembargador também considerou que o sofrimento da mãe pela morte do filho configura dano moral presumido. Por isso, o colegiado reconheceu a necessidade de reparação pelos danos causados em decorrência do acidente registrado na BR-135. Por unanimidade, a 6ª Turma do TRF1 negou provimento aos recursos apresentados pela União e pelo Dnit.

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