Ponte interditada no Estreito dos Mosquitos será demolida

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SÃO LUÍS, 27 de julho de 2026 — O DNIT anunciou na segunda (27) que vai demolir a ponte interditada no Estreito dos Mosquitos, em São Luís, e construir uma nova estrutura no mesmo local. A decisão foi tomada após a conclusão de estudos técnicos sobre as condições da ponte. Por isso, o órgão iniciou o processo para contratar a empresa responsável pela obra. Segundo o DNIT, o cronograma será definido somente após a conclusão da contratação. Até agora, o órgão não informou quando a obra começará nem quando deve ser concluída. Além disso, o departamento não divulgou quais problemas foram encontrados durante as análises técnicas nem o valor estimado da construção. O DNIT também informou que a outra ponte do Estreito dos Mosquitos continua segura para o tráfego. De acordo com o órgão, a estrutura passa por monitoramentos e inspeções técnicas periódicas. As avaliações confirmam que a ponte em operação pode continuar sendo utilizada pelos motoristas.

Mina de ouro no Maranhão movimenta bilhões de reais

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GODOFREDO VIANA, 27 de julho de 2026 — A Mina Aurizona, localizada na comunidade de Aurizona, em Godofredo Viana, está entre as principais áreas de produção de ouro do Brasil. O empreendimento é controlado pela empresa chinesa CMOC e realiza mineração a céu aberto para extrair ouro destinado ao mercado internacional. Em um único ano, a operação movimentou mais de R$ 1 bilhão em exportações. A mineração utiliza escavadeiras de grande porte e processos de beneficiamento que transformam o minério em barras de ouro. Além da importância econômica, a atividade ganhou destaque em março de 2021, quando uma barragem da empresa se rompeu durante um período de alta produção. Segundo informações do caso, a água barrenta atingiu lagoas da região e o rio Tromaí, usado pelos moradores como fonte de abastecimento. Então, milhares de pessoas passaram a depender de caminhões-pipa e galões de água durante meses. Laudos apontaram contaminação da água, enquanto moradores relataram problemas de saúde, como doenças de pele. A empresa informou que a estrutura rompida era um reservatório de água da chuva. Porém, enquanto a produção de ouro gera receitas bilionárias e abastece o mercado mundial, moradores afirmam que ainda convivem com as consequências do rompimento e com dificuldades relacionadas ao acesso à água.

Onze cidades do Maranhão têm mais eleitores que moradores

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MARANHÃO, 27 de julho de 2026 — Onze municípios do Maranhão têm mais eleitores do que habitantes, segundo levantamento da Agência Tatu com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo considera o eleitorado de 2026 e a estimativa populacional de 2025. No Nordeste, o Maranhão é o estado com o menor número de cidades nessa situação. Presidente Médici apresenta a maior diferença proporcional no estado. O município tem 5.763 eleitores e população estimada de 4.717 habitantes, uma diferença de 22%. Em seguida aparecem Porto Rico do Maranhão, com 7.286 eleitores e 6.092 moradores, e Afonso Cunha, que registra 7.479 eleitores para uma população estimada de 6.303 habitantes. O levantamento também mostra que Junco do Maranhão e São Raimundo do Doca Bezerra deixaram essa lista desde 2022. Agora, os dois municípios têm menos eleitores do que habitantes. Segundo a Agência Tatu, isso pode indicar redução do eleitorado ou crescimento mais acelerado da população nesse período. A cientista política Luciana Santana afirma que a diferença entre eleitores e habitantes não comprova fraude. Segundo ela, o cenário pode refletir migração, mudanças demográficas e a manutenção do domicílio eleitoral. Em cidades pequenas, poucos votos podem decidir uma eleição. Em todo o Nordeste, 279 municípios apresentam essa característica, enquanto Davinópolis, em Goiás, lidera o ranking nacional com eleitorado 120% maior que a população estimada.

Empresa contesta licitação da Prefeitura de Brejo de Areia

Brejo de areia

BREJO DE AREIA, 27 de julho de 2026 — Uma licitação de R$ 5.663.657,32 da Prefeitura de Brejo de Areia passou a ser questionada no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). A empresa Malharia Rabisco e Empreendimentos LTDA apresentou uma representação com pedido de medida cautelar para suspender o Pregão Eletrônico nº 014/2026, que trata da contratação de serviços de confecção e malharia para as secretarias municipais. Segundo a empresa, a vencedora do certame, A L dos Santos Oliveira EIRELI, não apresentou a Certidão Negativa de Dívida Ativa do Município durante a fase de habilitação. A representação afirma que esse documento era obrigatório pelo edital. Além disso, informa que um recurso administrativo foi protocolado em 2 de julho de 2026 e que o prazo para contrarrazões terminou em 10 de julho sem manifestação da empresa vencedora. Ainda de acordo com a denúncia, a Procuradoria do Município decidiu converter o processo em diligência. Com isso, a empresa vencedora teria apresentado o documento após o prazo previsto no edital. A autora da representação afirma que essa medida contraria o artigo 64 da Lei nº 14.133/2021, que não permite a inclusão tardia de documentos exigidos para a habilitação. A empresa também sustenta que houve tratamento diferenciado à vencedora, comprometendo a igualdade entre os participantes. Por isso, pede a suspensão imediata da licitação ou, caso ela já tenha sido homologada, a suspensão dos efeitos da homologação e de eventual contrato. O processo aguarda análise do relator no TCE-MA.

Investigação avança sobre lixo hospitalar em Alcântara

Alcântara MPMA

ALCÂNTARA, 27 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão ampliou a investigação sobre o suposto descarte irregular de resíduos hospitalares no Lixão do Pavão, em Alcântara. A medida foi oficializada em 27 de julho de 2026, após uma denúncia enviada por e-mail à Promotoria de Justiça do município. O objetivo é apurar possível crime ambiental e riscos à saúde pública. A Promotoria converteu a apuração em Procedimento Administrativo porque o prazo da Notícia de Fato terminou antes da conclusão das diligências. A investigação é conduzida pelo promotor Raimundo Nonato Leite Filho e foi formalizada pela Portaria nº 8/2026, publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público. Segundo o MP, o descarte irregular pode contaminar o solo e os lençóis freáticos. Além disso, pode favorecer a transmissão de doenças e expor trabalhadores, catadores e moradores ao contato com resíduos potencialmente infectantes. Por isso, a legislação exige tratamento e destinação específicos para esse tipo de material. Com a nova etapa, o Ministério Público pretende realizar novas diligências, acompanhar as ações dos órgãos responsáveis e identificar quem fez o descarte. Além disso, vai verificar se houve descumprimento das normas ambientais e sanitárias. Caso as irregularidades sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder nas esferas civil, administrativa e criminal.

MP investiga colapso no sistema de esgoto de Carolina

Carolina

CAROLINA, 27 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão (MPMA) abriu um procedimento para investigar denúncias de colapso no sistema de saneamento básico de Carolina. A apuração envolve a paralisação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), descarte de esgoto sem tratamento e suspeita de contaminação da água distribuída aos moradores. A investigação foi instaurada por meio da Portaria nº 27/2026. A investigação começou após denúncia apresentada pela vereadora Yara Soares Araújo. Segundo o MP, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) confirmou a paralisação do sistema. Além disso, um relatório técnico apontou que a estrutura de coleta e tratamento de esgoto está totalmente inoperante, com bombas e reatores desmontados e enviados para manutenção fora do município. Moradores dos bairros Brejinho e Pé na Cova também relataram possível contaminação entre a rede de água potável e o sistema de esgoto. O Ministério Público ainda apura possíveis falhas na execução das obras de saneamento, ausência de licença ambiental atualizada e falta de planejamento para cumprir as metas do novo marco legal do saneamento básico. Com a abertura do procedimento, o MP acompanhará a regularização do sistema, investigará os danos ambientais e os riscos à saúde pública, além de buscar a identificação dos responsáveis. Se as irregularidades forem confirmadas, poderão ser adotadas medidas judiciais e extrajudiciais para responsabilizar os envolvidos e garantir a retomada dos serviços de saneamento.

Programas de Lula somam quase R$ 260 bilhões em ano eleitoral

Programas Lula

BRASIL, 27 de julho de 2026 — O governo federal lançou ou ampliou programas e medidas financeiras que somam R$ 256,9 bilhões em 2026. Esse é um ano de eleições gerais. As iniciativas incluem subsídios para combustíveis, apoio a exportadores e ampliação de programas sociais, como o Gás do Povo. Entre as medidas estão R$ 16 bilhões para conter a alta dos combustíveis por causa do conflito no Oriente Médio. Há também R$ 15 bilhões em apoio a empresas afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos. A ampliação da isenção do Imposto de Renda custa R$ 31 bilhões. O programa Move Motoristas tem R$ 30 bilhões para taxistas e motoristas de aplicativos. O governo afirma que as medidas estimulam a economia sem comprometer as metas fiscais. Porém, grande parte dessas iniciativas é classificada como despesa financeira ou extraorçamentária. Por isso, elas não entram no limite de gastos do arcabouço fiscal nem no cálculo do resultado primário. Especialistas questionam essa prática. O diretor da Instituição Fiscal Independente do Senado, Marcus Pestana, afirma que esse modelo reduz a transparência. Ele diz que investidores que compram títulos públicos consideram essas despesas, porque elas impactam a dívida. Pestana explica que muitos economistas defendem que esses recursos deveriam voltar ao Tesouro e sair como despesa primária. Ele afirma que não existe gasto público extraorçamentário. Um exemplo é o Desenrola 2.0, que usa recursos do Sistema de Valores a Receber. Como o dinheiro não sai diretamente do Tesouro, a operação não é registrada como despesa primária. O Ministério do Planejamento e Orçamento defende as medidas. A pasta afirma que elas têm base legal e estão previstas no Orçamento. O ministério diz ainda que as operações são contabilizadas, auditáveis e disponíveis ao público. O governo também argumenta que as medidas impulsionam a economia. Um estudo técnico estima que algumas iniciativas podem acrescentar R$ 110 bilhões ao Produto Interno Bruto. Isso traria reflexos positivos sobre emprego, renda e arrecadação.

Impugnação tenta impedir retorno de prefeito ao cargo

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SÃO BENEDITO DO RIO PRETO, 27 de julho de 2026 — O pedido do prefeito cassado Wallas Rocha e da vice-prefeita Débora Heilmann Mesquita para retornar aos cargos foi contestado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A impugnação foi apresentada nesta segunda (27) e pede que a Corte mantenha a cassação da chapa e a realização de novas eleições em São Benedito do Rio Preto. Wallas e Débora recorreram ao TSE após o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) confirmar a cassação por abuso de poder político e econômico. A condenação teve como base transferências consideradas irregulares de recursos do Fundeb para pessoas apontadas como aliadas do então prefeito durante o período eleitoral. A ação está sob relatoria do ministro André Mendonça. Os advogados da chapa pedem a suspensão dos efeitos da decisão até o julgamento do recurso especial. A defesa afirma que o TRE-MA julgou o caso com apenas cinco membros, questiona a validade de provas testemunhais e sustenta que o tribunal não poderia determinar, de ofício, a realização de novas eleições. Os autores da impugnação afirmam que o recurso especial ainda não passou pelo exame de admissibilidade no TRE-MA e, por isso, o TSE não deveria analisar o pedido neste momento. Eles também defendem que não há motivos para suspender uma decisão confirmada em duas instâncias. Além da chapa majoritária, seis vereadores cassados também recorreram ao TSE, mas os pedidos igualmente foram contestados. Até agora, não há decisão autorizando o retorno dos políticos aos cargos.

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