
BRASÍLIA, 28 de maio de 2026 — O Tesouro Nacional divulgou nesta quarta (27), que a dívida pública federal subiu para R$ 8,798 trilhões em abril. O aumento foi de 1,91% em relação a março, quando o estoque estava em R$ 8,633 trilhões.
As emissões de novos títulos somaram R$ 229,96 bilhões no período. Os resgates, por sua vez, alcançaram R$ 146 bilhões. Dessa forma, o governo emitiu mais títulos do que pagou ao longo do mês.
A dívida pública mobiliária federal interna ficou em R$ 8,462 trilhões em abril. Já a dívida externa somou R$ 335,9 bilhões, conforme os dados do Tesouro.
Entre os títulos internos, os papéis atrelados à taxa flutuante representaram 48,59% do estoque total. Além disso, os títulos indexados à inflação responderam por 26,76% da carteira. Os papéis prefixados, por sua vez, ficaram com participação de 20,85%.
As instituições financeiras seguem como as principais detentoras da dívida pública. Elas têm participação de 31,46% do total. Na sequência, aparecem as entidades de previdência, com 22,32% dos títulos. Os fundos de investimento vêm logo depois, com participação de 22,17%.
O percentual da dívida com vencimento em até 12 meses caiu de 19,52% para 18,99% entre março e abril. O prazo médio da dívida passou de 4,10 anos para 4,12 anos no período. O custo médio acumulado em 12 meses avançou de 12,20% ao ano em março para 12,22% ao ano em abril.
O governo federal utiliza a dívida pública para financiar o déficit orçamentário. Esse mecanismo cobre despesas que superam a arrecadação com impostos. Também inclui contribuições e outras receitas do governo.







