Ao menos 9 cadeiras da Assembleia devem mudar de dono em 2027

assembleia deputados

MARANHÃO, 07 de julho de 2026 — Pelo menos nove dos 42 deputados estaduais do Maranhão não devem disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa em 2026. Com isso, a próxima legislatura, a partir de 2027, deve ter uma renovação superior a 20% da composição da Casa. As mudanças envolvem candidaturas a outros cargos, substituições por familiares e desistências. Seis parlamentares devem disputar vagas na Câmara dos Deputados: Iracema Vale (MDB), Fabiana Vilar (PL), Fernando Braide (PSD), Mical Damasceno (Republicanos), Othelino Neto (PSB) e Yglésio Moyses (PRD). Por isso, a reorganização das bases políticas desses parlamentares já começou e deve alterar a composição da Alema. A deputada Andréia Rezende (MDB) também não deve buscar um novo mandato. Ela lançou a pré-candidatura do filho, Túlio Rezende, estudante de Medicina e filho do ex-deputado estadual Stenio Rezende. Já a situação da deputada Edna Silva (PRD) segue indefinida. Ela havia desistido da disputa para apoiar o empresário Hélio Lucena, que retirou a pré-candidatura em maio.Além disso, o deputado Edson Araújo, atualmente sem partido após ser expulso do PSB, também deve ficar fora da disputa por um novo mandato.

Governo Lula paga R$ 33,89 bilhões em emendas em 2026

governo emenda

BRASÍLIA, 07 de julho de 2026 — O governo Lula (PT) pagou R$ 33,89 bilhões em emendas parlamentares de janeiro a 4 de julho de 2026, segundo informações divulgadas pelo jornal O Estado de S.Paulo nesta segunda (6). O montante é o maior já registrado para o período pré-eleitoral na história do país. Os dados são do Siga Brasil, sistema mantido pelo Senado Federal. O volume supera o total de emendas repassado em todo o ano de 2022, último ano de eleições presidenciais, e ultrapassa todos os investimentos do Novo PAC desembolsados no mesmo período, que somaram R$ 19,65 bilhões. As transferências representam um quarto de tudo o que o governo federal gastou com despesas livres do Orçamento no intervalo. Pelo menos R$ 24,5 bilhões foram pagos antes da conclusão de projetos e obras. O dinheiro poderá ser utilizado por prefeituras e governos estaduais durante a campanha eleitoral, esvaziando, na prática o defeso eleitoral, período que começou em 4 de julho e proíbe o pagamento de emendas e outras transferências voluntárias da União nos 3 meses que antecedem as eleições. A legislação projeta exceção apenas para obras em andamento e situações de calamidade. O mecanismo que permitiu os repasses antecipados foi construído ao longo de 3 etapas. Em 2019, o Congresso criou a emenda Pix, que passou a enviar verbas a Estados e municípios antes do início de qualquer projeto, com menos transparência. Em 2024, o Legislativo autorizou o pagamento antecipado de outros tipos de repasses de até R$ 1,5 milhão, que correspondem a 90% do total. Em 2026, o Congresso impôs um calendário para o pagamento prioritário de emendas no primeiro semestre, com sanção do presidente Lula. A medida foi uma barganha: o Executivo ganhou autorização para perseguir o piso da meta fiscal, podendo gastar mais, em troca de priorizar o desembolso de emendas. A Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República informou que a “execução de recursos orçamentários é feita de acordo com a legislação e as determinações do STF (Supremo Tribunal Federal), observada a aprovação técnica das propostas pelos órgãos responsáveis pela sua execução, bem como a disponibilidade orçamentária e financeira”. Continue lendo…

Flávio Bolsonaro tenta tirar caso Dark Horse de Flávio Dino

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BRASÍLIA, 07 de julho de 2026 — A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que transfira para André Mendonça a investigação sobre suspeitas de repasses de emendas parlamentares à produtora do filme Dark Horse. O pedido ocorreu após Flávio Dino autorizar a Polícia Federal a apurar o caso. Os advogados afirmam que Mendonça já conduz um procedimento relacionado ao financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro. Segundo a defesa, o processo chegou primeiro ao gabinete de Alexandre de Moraes e depois foi redistribuído a Mendonça. O ministro encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República para manifestação do procurador-geral Paulo Gonet antes de decidir sobre a abertura de investigação. Enquanto isso, Dino autorizou a Polícia Federal a investigar suspeitas de irregularidades em repasses de emendas parlamentares a empresas e organizações. A apuração começou antes das denúncias envolvendo o filme e inclui recursos destinados por cinco deputados federais. Uma das empresas investigadas pertence à mesma proprietária da produtora de Dark Horse. A defesa sustenta que o caso permaneceu com Dino porque os deputados Tabata Amaral e Henrique Vieira solicitaram a investigação em uma ação sob relatoria do ministro. Os advogados também afirmam que um pedido semelhante apresentado pelo Partido dos Trabalhadores já havia sido encaminhado por determinação de Fachin ao gabinete de André Mendonça, o que, segundo eles, justifica a concentração das apurações em um único relator.

Petro não aceita vitória de Espriella e convoca protesto

petro colômbia

COLÔMBIA, 07 de julho de 2026 — O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta segunda (6) que não reconhece a legitimidade da vitória do presidente eleito Abelardo de la Espriella e alegou que a eleição foi marcada por fraude. Na postagem, Petro afirmou que possui informações sobre uma suposta manipulação do sistema de apuração por meio de algoritmos, que, segundo ele, favoreceram De la Espriella. O presidente também alegou que houve votação irregular em mesas eleitorais no exterior e em diferentes regiões da Colômbia. Sem apresentar provas na publicação, Petro afirmou que uma empresa israelense de inteligência privada chamada BlackCube teria participado da suposta fraude e acusou uma empresa de lobby de atuar para aproximar De la Espriella do presidente dos EUA, Donald Trump. “O presidente da Colômbia não reconhece a legitimidade do governo entrante. Abelardo não ganhou as eleições”, escreveu Petro. O presidente também convocou manifestações para o próximo dia 20 de julho, data da Independência da Colômbia. “As maiorias nacionais ficam convocadas neste 20 de julho para dar o grito da independência nacional em todas as praças públicas”, afirmou. ELEIÇÕES COLOMBIANAS Abelardo de la Espriella foi confirmado como presidente eleito da Colômbia após a autoridade eleitoral concluir a verificação da apuração dos votos. O candidato de direita terminou à frente do esquerdista Iván Cepeda por cerca de 250 mil votos. Após a confirmação do resultado, De la Espriella afirmou que sua vitória representou uma derrota do governo de Petro. “Conseguimos derrotar o regime, isso é épico e só foi possível com a graça de Deus”, declarou. Advogado e empresário de 47 anos, De la Espriella disputou sua primeira eleição presidencial pelo movimento Defensores da Pátria. Durante a campanha, defendeu pautas conservadoras, prometeu endurecer o combate ao crime organizado, reforçar as relações com os Estados Unidos e Israel e se apresentou como um outsider da política colombiana.

Pesquisa mede cenário sem Lahesio na disputa ao governo

pesquisa econométrica

MARANHÃO, 07 de julho de 2026 — A pesquisa Econométrica, contratada pelo Jornal Pequeno, deve ser a primeira a mostrar o cenário eleitoral do Maranhão após a mudança na estratégia de Lahesio Bonfim (Novo). O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes desistiu da pré-candidatura ao Governo do Estado e passou a disputar uma vaga no Senado. Por isso, o levantamento refletirá a nova configuração da corrida eleitoral. O instituto registrou a pesquisa no dia 6 de julho e entrevistou 1.598 eleitores entre os dias 1º e 4 de julho. A divulgação está prevista para 12 de julho. Além disso, o levantamento é o primeiro a apresentar os sete atuais pré-candidatos ao Governo do Maranhão. Na disputa pelo Palácio dos Leões, a pesquisa inclui André Luís (Missão), Eduardo Braide (PSD), Enilton Rodrigues (PSOL), Felipe Camarão (PT), Orleans Brandão (MDB), Roberto Rocha (Novo) e Saulo Arcangeli (PSTU). Já a pesquisa Real Big Data, prevista para divulgação em 8 de julho, não incluiu o nome de Saulo Arcangeli. Para o Senado, os entrevistados puderam escolher entre André Fufuca (PP), Antonia Cariongo (PSOL), César Pires (PSD), Duarte Jr. (Avante), Eliziane Gama (PT), Franklin Douglas (PSOL), Hilton Gonçalo (Mobiliza), Lahesio Bonfim (Novo), Pedro Lucas (União Brasil), Roseana Sarney (MDB), Simplício Araújo (DC) e Weverton Rocha (PDT).

Tabata Amaral e Guilherme Boulos trocam farpas por projetos

Tabata Boulos

BRASÍLIA, 07 de julho de 2026 — A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e o ministro Guilherme Boulos (PSOL-SP) discutiram nesta segunda (6). O motivo foi o desempenho legislativo de Boulos na Câmara. Tabata publicou um vídeo nas redes sociais. Ela comparou sua produção com a de cinco deputados federais mais votados em 2022. Ela contabilizou apenas projetos que viraram lei. Além disso, ela considerou apenas propostas em que eles foram autores ou relatores. Segundo Tabata, ela aprovou mais projetos do que Boulos, Nikolas Ferreira (PL-MG), Ricardo Salles (Novo-SP), Carla Zambelli (PL-SP) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) juntos. No levantamento, Boulos teve cinco leis em um mandato. Nikolas aprovou três. Carla aprovou cinco em dois mandatos. Eduardo aprovou cinco em três mandatos. Ricardo Salles não teve nenhum projeto aprovado. Por isso, Tabata afirmou que esses parlamentares entregaram pouco. Ela disse que milhões de brasileiros deram voto de confiança e recebem migalhas em troca. “Isso aqui não é normal, gente. Não pode ser. São milhões de brasileiros que deram seu voto de confiança e que estão recebendo migalhas em retorno”, afirmou. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Tabata Amaral (@tabataamaralsp) Boulos respondeu nas redes sociais. Ele classificou a comparação como “lamentável”. O ministro criticou ser colocado ao lado de políticos da direita. Então, ele afirmou que número de projetos não resume o trabalho de um deputado. Boulos destacou a Lei das Cozinhas Solidárias como exemplo. Ele disse que a lei ajudou a tirar o Brasil do Mapa da Fome. Portanto, ele afirmou ter orgulho das propostas que viraram lei. Na sequência, Boulos alfinetou Tabata. Ele citou o voto dela a favor da Reforma da Previdência de Bolsonaro. Além disso, ele mencionou uma lei de autoria dela. A proposta equipara manifestações antissemitas ao crime de racismo. Isso inclui críticas a Israel quando são ataques à coletividade judaica. “Tenho muito orgulho dos projetos que aprovei, dentre eles a Lei das Cozinhas Solidárias, que ajudou a tirar o Brasil do Mapa da Fome […] Teria vergonha se tivesse votado a favor da Reforma da Previdência de Bolsonaro ou se fosse autor de uma lei que criminaliza as críticas ao genocídio de Israel na Faixa de Gaza”, declarou. Boulos disse que teria vergonha dessas posições. Por fim, ele reafirmou que continuará defendendo projetos contra a fome e as desigualdades sociais. A deputada Tabata Amaral publicou um vídeo em que me critica por ter aprovado “apenas” 5 projetos na Câmara e me compara com Nikolas Ferreira, Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli. É lamentável ver esse posicionamento de alguém do campo progressista, ainda mais no momento em que… — Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) July 6, 2026

Detran-MA pode sofrer sanções por falhas com dados pessoais

detran sanções

MARANHÃO, 07 de julho de 2026 — A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) concluiu a primeira fase de um monitoramento sobre o cumprimento das regras de proteção de dados por órgãos públicos e empresas. Entre os 21 agentes que não responderam às solicitações da Agência está o Detran do Maranhão. Por isso, o órgão pode ser alvo de novas medidas, incluindo sanções. Ao todo, a ANPD avaliou 56 agentes de tratamento de dados, sendo 39 órgãos públicos e 17 empresas privadas. Desse total, 27 atenderam integralmente às exigências, enquanto oito ainda precisam corrigir pendências. Além disso, 21 não responderam aos pedidos de adequação. O monitoramento verificou a indicação de encarregados pelo tratamento de dados e a existência de canais de atendimento aos titulares. A seleção dos órgãos ocorreu após auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), que identificou instituições sem encarregados de dados nomeados. Além disso, a ANPD considerou denúncias, petições de titulares de dados e pedidos anteriores que permaneceram sem resposta. O foco ficou nos controladores de maior porte das esferas federal e estadual. Agora, a lista dos agentes que não responderam seguirá para a Coordenação-Geral de Sanção da ANPD, que analisará as medidas cabíveis. Já os órgãos e empresas com pendências terão dez dias úteis, após a notificação, para regularizar a situação.

População em situação de rua quase dobra no governo Lula

lula rua

BRASIL, 07 de julho de 2026 — Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, a população em situação de rua no Brasil quase dobrou, passando de 198,7 mil em dezembro de 2022 para 392,4 mil em junho de 2026, um aumento de 97,4%. O Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) tem registrado, em média, 4,6 mil novos casos por mês desde janeiro de 2023. O governo atribui o crescimento a fatores como desemprego e fragilização de vínculos familiares. A população registrada como em situação de rua no Brasil quase dobrou desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, conforme dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). O total passou de 198,7 mil pessoas, em dezembro de 2022, para 392,4 mil em junho de 2026, um aumento de 97,4%, equivalente a 193,6 mil novos registros. Principal base de dados do governo federal para identificar famílias de baixa renda e pessoas em situação de vulnerabilidade, o CadÚnico passou a incorporar, em média, 4,6 mil pessoas em situação de rua por mês desde janeiro de 2023. Entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022, a média mensal havia sido de cerca de 2 mil novos registros. A aceleração dos cadastros começou ainda em 2022, no período de recuperação da pandemia de covid-19, mas permaneceu elevada durante os primeiros anos do atual governo e voltou a ganhar intensidade no primeiro semestre de 2026. O levantamento foi realizado pelo jornal Gazeta do Povo. A continuidade dessa trajetória enfraquece a hipótese de que o crescimento observado em 2023 decorreria principalmente da regularização de cadastros represados durante a pandemia. Caso essa fosse a única explicação, a expectativa seria de desaceleração gradual dos registros nos anos seguintes. Os números, contudo, mantiveram tendência de alta. Os dados, entretanto, exigem cautela, porque o CadÚnico não corresponde a um censo nacional da população em situação de rua. O aumento pode refletir tanto uma ampliação efetiva desse contingente quanto avanços na capacidade de cadastramento e atualização das informações pelos municípios. Ainda assim, a comparação utiliza a mesma base de dados ao longo de todo o período analisado, permitindo observar a evolução dos registros. Continue lendo…

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