TSE libera retorno de prefeito de São Benedito do Rio Preto

São Benedito do Rio Preto

SÃO BENEDITO DO RIO PRETO, 29 de julho de 2026 — O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, suspendeu nesta terça (28) a cassação do prefeito Wallas Rocha e da vice-prefeita Débora Heilmann Mesquita, em São Benedito do Rio Preto. A decisão é provisória e mantém os dois nos cargos até uma nova análise do recurso pelo tribunal. A medida concedeu efeito suspensivo ao recurso apresentado pela defesa contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA). O tribunal estadual havia cassado a chapa eleita em 2024 por abuso de poder político e econômico em transferências consideradas irregulares de recursos do Fundeb. Além disso, Wallas Rocha foi declarado inelegível por oito anos. A defesa argumentou que o TRE-MA julgou o recurso e os embargos com apenas cinco integrantes. Segundo os advogados, casos de cassação exigem a participação de todos os membros da Corte. Eles contestaram a validade de provas testemunhais e afirmaram que o tribunal agravou a situação ao determinar novas eleições. Ao analisar o pedido, Nunes Marques entendeu que os argumentos apresentados têm plausibilidade nesta fase inicial. Por isso, considerou que o afastamento imediato dos gestores e a convocação de nova eleição poderiam causar prejuízos antes do julgamento definitivo. A liminar vale até que o ministro André Mendonça, relator do processo, reavalie o caso. A decisão não encerra o julgamento do recurso.

Jornalista Linhares é condenado por críticas a Dino na pandemia

Linhares condenado

SÃO LUÍS, 27 de julho de 2026 — A Justiça condenou o titular do blog, jornalista José Fernandes Linhares Júnior, a dois anos e 15 dias de detenção por injúria e difamação contra o então governador do Maranhão, Flávio Dino. A decisão saiu no dia 21 de julho de 2026, na 6ª Vara Criminal de São Luís. A pena será cumprida inicialmente em regime aberto. Além disso, a prisão foi substituída por prestação de serviços à comunidade. O jornalista poderá recorrer em liberdade. O processo começou por causa de uma publicação feita em 13 de junho de 2021, durante a campanha de vacinação contra a Covid-19. Na mensagem, publicada no twitter blogdolinhares, Linhares chamou Flávio Dino de “governador vagabundo”. Além disso, afirmou que o então governador estaria assumindo o mérito pela vacinação na capital, embora, segundo a postagem, as vacinas tivessem sido compradas pelo governo Bolsonaro e aplicadas pela prefeitura de São Luís. A ação foi proposta pelo Ministério Público do Maranhão. Para a acusação, a expressão usada configurou injúria por atingir a honra pessoal de Flávio Dino. A publicação também caracterizou difamação ao atribuir ao então governador uma conduta que, segundo o entendimento da acusação, prejudicaria sua reputação. O Ministério Público ainda pediu aumento da pena por envolver um agente público e divulgação em rede social. A defesa afirmou que a publicação fazia parte do debate político e representava uma crítica à atuação do governo durante a pandemia. Também sustentou que não existiu intenção de ofender a honra de Flávio Dino, mas de questionar a narrativa sobre a campanha de vacinação. O texto questionava o contraste entre a imagem de protagonismo na vacinação divulgada pelo então governador e a avaliação feita por seus críticos sobre sua gestão da crise sanitária. Flávio Dino ficou conhecido pelo rígido lockdown adotado no Maranhão e ao episódio dos respiradores fantasmas. É fato que houve a compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste e os equipamentos da empresa Hemp Care não foram entregues. Para a defesa, esses fatos integravam um debate público de grande interesse coletivo e justificavam críticas duras à condução do governo estadual. Pediu, inclusive, a absolvição e alegou nulidade pela ausência de proposta de Acordo de Não Persecução Penal. O juiz rejeitou os argumentos da defesa. Segundo a sentença, a publicação ultrapassou os limites da crítica política e atingiu a honra do então governador. A decisão também registra que a condenação ainda não é definitiva e poderá ser analisada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão.

Quase 9 de 10 deputados querem disputar reeleição na Câmara

Deputados reeleição

BRASIL, 27 de julho de 2026 — Um levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) revela que 87,32% dos deputados federais atuais planejam concorrer a um novo mandato nas eleições de outubro de 2026, indicando uma das menores taxas de renovação na Câmara. Dos 513 deputados, 448 devem se candidatar, superando o índice de 2022 e estabelecendo um recorde histórico. O estudo aponta que fatores como acesso às emendas parlamentares e à estrutura dos gabinetes desequilibram a disputa. Um levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) mostra que 87,32% dos atuais deputados federais pretendem disputar um novo mandato nas eleições de outubro deste ano. Com isso, a Câmara Federal deve registrar uma das menores taxas de renovação dos últimos pleitos. De acordo com a pesquisa, dos 513 deputados federais, 448 devem concorrer em outubro. O índice supera o das eleições de 2022 (86,93%) e é o maior já registrado na série histórica do Diap, que teve início em 1990. A quantidade de deputados que devem se candidatar à reeleição em 2026 ainda pode aumentar. Segundo o levantamento, caso parlamentares indecisos e aqueles que cogitam se candidatar ao Senado mudem de ideia e optem pela tentativa de reeleição, o total pode chegar a 495 candidatos. O porcentual de deputados que deve buscar a renovação do mandato também é maior que o registrado em 2018 (75,43%), 2014 (79,33%) e 2010 (86,16%). O estudo foi elaborado pelo Diap a partir de pesquisas, consultas a sites e contatos com pré-candidatos e dirigentes partidários. A confirmação das candidaturas, no entanto, só ocorrerá depois do registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Allan Garcês reforça alerta sobre dependência tecnológica

allan garcês

MARANHÃO, 27 de julho de 2026 — O deputado federal Allan Garcês voltou a defender medidas para combater a dependência tecnológica e alertou para os impactos do uso excessivo de telas na saúde. O parlamentar é relator do substitutivo ao Projeto de Lei 2218/15, aprovado em agosto de 2025 pela Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados. A proposta cria um protocolo clínico no Sistema Único de Saúde (SUS) para atender pessoas com dependência causada pelo uso excessivo da internet, redes sociais, videogames e outros dispositivos digitais. Além disso, o texto determina que o diagnóstico siga os critérios da Classificação Internacional de Doenças (CID) e que o tratamento seja realizado por uma equipe multidisciplinar, com foco na terapia cognitivo-comportamental. Segundo Allan Garcês, o uso compulsivo das tecnologias já representa um problema de saúde pública. O deputado afirma que o hábito de navegar continuamente pelas redes pode prejudicar o sono, aumentar a distração e reduzir o autocontrole. Por isso, esse comportamento pode contribuir para problemas como ansiedade, déficit de atenção e alterações de humor. O alerta também é reforçado por uma pesquisa do Projeto Brief, que aponta que 46% das crianças e adolescentes brasileiros apresentam sinais relacionados ao excesso de tempo em frente às telas.

Recuperação de celulares roubados aumenta no Maranhão

celulares maranhão

MARANHÃO, 27 de julho de 2026 — O Maranhão registrou queda nos roubos de celulares e aumento na recuperação de aparelhos entre 2025 e 2026. Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) mostram que, entre janeiro e junho de 2026, o estado contabilizou 6.852 roubos. O número representa redução de 19% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 8.417 ocorrências. Por isso, foram 1.565 crimes a menos. Além da redução dos roubos, as forças de segurança ampliaram a recuperação de celulares. Entre 2024 e julho de 2026, o Maranhão recuperou 6.704 aparelhos. Desse total, foram 2.768 em 2024, 2.632 em 2025 e outros 1.304 entre janeiro e julho de 2026. Portanto, a ação também reduziu o espaço para a venda de celulares de origem ilícita. Segundo a SSP, os resultados são resultado do trabalho conjunto da Polícia Civil e da Polícia Militar. Além disso, as equipes reforçaram ações de inteligência, investigação e combate à receptação. O Programa Meu Celular de Volta também ajudou a localizar aparelhos, identificar quem estava com os equipamentos e devolvê-los aos proprietários. O trabalho ainda inclui rastreamento, cruzamento de dados, cumprimento de mandados e notificações para devolução voluntária dos celulares.

Governo Lula tem maior gasto com propaganda desde 2009

governo Lula

brasília, 27 de julho de 2026 — O governo Lula gastou R$ 255,3 milhões com publicidade institucional no primeiro semestre de 2026. Esse é o maior valor para este período desde 2009, quando a Secretaria de Comunicação Social (Secom) começou a fazer esse registro. O montante é 57% maior do que o gasto no mesmo período de 2025, já corrigido pela inflação. Além disso, esse número é 219% superior ao desembolsado em 2022, ano final do governo Jair Bolsonaro. Somando todo o atual mandato, o governo Lula já pagou cerca de R$ 1,1 bilhão em campanhas institucionais. Esse total supera os gastos das gestões de Bolsonaro, Temer e Dilma. A Secom explica que apenas 17,3% do valor pago neste ano corresponde a despesas de 2026. O restante se refere a contratos firmados em anos anteriores, que podem chegar a até cinco anos atrás. A Secom afirma que os investimentos têm como objetivo informar a população sobre políticas públicas e serviços do governo. O órgão garante que todas as despesas seguem as regras da lei. O partido PL, porém, entrou com um pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para suspender as campanhas. O partido alega que o governo está gastando demais. A Secom responde que cumpre integralmente a legislação eleitoral e as normas sobre publicidade oficial.

Ponte interditada no Estreito dos Mosquitos será demolida

Ponte dnit

SÃO LUÍS, 27 de julho de 2026 — O DNIT anunciou na segunda (27) que vai demolir a ponte interditada no Estreito dos Mosquitos, em São Luís, e construir uma nova estrutura no mesmo local. A decisão foi tomada após a conclusão de estudos técnicos sobre as condições da ponte. Por isso, o órgão iniciou o processo para contratar a empresa responsável pela obra. Segundo o DNIT, o cronograma será definido somente após a conclusão da contratação. Até agora, o órgão não informou quando a obra começará nem quando deve ser concluída. Além disso, o departamento não divulgou quais problemas foram encontrados durante as análises técnicas nem o valor estimado da construção. O DNIT também informou que a outra ponte do Estreito dos Mosquitos continua segura para o tráfego. De acordo com o órgão, a estrutura passa por monitoramentos e inspeções técnicas periódicas. As avaliações confirmam que a ponte em operação pode continuar sendo utilizada pelos motoristas.

Mina de ouro no Maranhão movimenta bilhões de reais

mina ouro

GODOFREDO VIANA, 27 de julho de 2026 — A Mina Aurizona, localizada na comunidade de Aurizona, em Godofredo Viana, está entre as principais áreas de produção de ouro do Brasil. O empreendimento é controlado pela empresa chinesa CMOC e realiza mineração a céu aberto para extrair ouro destinado ao mercado internacional. Em um único ano, a operação movimentou mais de R$ 1 bilhão em exportações. A mineração utiliza escavadeiras de grande porte e processos de beneficiamento que transformam o minério em barras de ouro. Além da importância econômica, a atividade ganhou destaque em março de 2021, quando uma barragem da empresa se rompeu durante um período de alta produção. Segundo informações do caso, a água barrenta atingiu lagoas da região e o rio Tromaí, usado pelos moradores como fonte de abastecimento. Então, milhares de pessoas passaram a depender de caminhões-pipa e galões de água durante meses. Laudos apontaram contaminação da água, enquanto moradores relataram problemas de saúde, como doenças de pele. A empresa informou que a estrutura rompida era um reservatório de água da chuva. Porém, enquanto a produção de ouro gera receitas bilionárias e abastece o mercado mundial, moradores afirmam que ainda convivem com as consequências do rompimento e com dificuldades relacionadas ao acesso à água.

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