TCU vê erros em aval para empréstimo bilionário dos Correios

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BRASÍLIA, 29 de maio de 2026 — O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas na análise realizada pelo governo federal para autorizar a garantia da União em um empréstimo de R$ 12 bilhões contratado pelos Correios no fim do ano passado. Segundo relatório técnico, o aval do Tesouro Nacional ocorreu sem avaliações consideradas suficientes, independentes e tempestivas sobre a situação financeira da estatal. Os Correios enfrentam crise financeira e registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025. Além disso, a estatal acumula 14 trimestres consecutivos de resultados negativos. O valor superou em mais de três vezes o déficit registrado em 2024, quando as perdas chegaram a R$ 2,6 bilhões. Os auditores afirmam que o governo não realizou análises robustas sobre fluxo de caixa, projeções financeiras e capacidade de pagamento da empresa. Segundo o TCU, a ausência dessas avaliações ampliou o risco assumido pela União ao conceder a garantia do empréstimo. O relatório também aponta que os sinais de deterioração financeira dos Correios já eram públicos e exigiam resposta mais rápida da administração federal. De acordo com os técnicos, a demora reduziu alternativas de recuperação e aumentou a necessidade de medidas emergenciais. A auditoria sustenta ainda que a condução do caso contrariou princípios da Lei de Responsabilidade Fiscal relacionados à prevenção de riscos fiscais e à transparência da gestão pública. O TCU também identificou fragilidades no plano de reestruturação apresentado pelos Correios. Segundo os auditores, o Ministério das Comunicações realizou análise considerada insuficiente sobre a viabilidade econômica das medidas propostas pela estatal. O relatório afirma que não houve validação independente das projeções de receitas, despesas e fluxo de caixa dos Correios. Entre os exemplos citados está um empréstimo de R$ 1,8 bilhão contratado em junho de 2025 junto a bancos privados. A taxa de juros da operação subiu de 21,99% para 25,67% ao ano após o descumprimento de cláusulas financeiras previstas em contrato. Para os técnicos do TCU, a ausência de medidas rápidas agravou a crise financeira da estatal e ampliou a exposição do Tesouro ao risco fiscal.

Dino cobra fortalecimento da CVM após nova fase da operação

Dino CVM

BRASÍLIA, 29 de maio de 2026 — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a nova fase da Operação Carbono Oculto reforça a urgência de ampliar a fiscalização do mercado financeiro. A operação foi deflagrada na manhã desta quinta (28). O ministro proferiu o despacho na tarde do mesmo dia. Dino citou suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). Ele cobrou o fortalecimento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), do Banco Central (BC) e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A União apresentou um plano emergencial para reestruturar a fiscalização da CVM. O ministro determinou que as partes do processo se manifestem sobre a proposta do governo federal. O prazo é de até cinco dias úteis. Dino deliberará sobre o tema somente após a apresentação dos pareceres. Ele realizou audiências públicas sobre o caso ao longo deste mês. Dino afirmou que a situação da CVM pode ter favorecido a facilidade das fraudes investigadas no Caso Master. A CVM encaminhou ao Ministério da Fazenda uma proposta com 22 medidas para um plano emergencial de reestruturação. O pacote inclui ações para ampliar a capacidade operacional da autarquia. Entre as medidas estão a criação de forças-tarefa para reduzir o estoque de processos. O plano prevê reforço no quadro de pessoal e contratação temporária de servidores. A proposta também prevê medidas para modernizar a infraestrutura tecnológica. Os investimentos incluem computação em nuvem, plataformas de dados e ferramentas de inteligência artificial. Essas ferramentas serão voltadas à supervisão e ao julgamento de processos. A autarquia sugere ampliar o alcance da fiscalização sobre o mercado. O foco está na indústria de fundos de investimento e no combate a irregularidades.

EUA classificam PCC e CV como terroristas globais

EUA PCC CV

ESTADOS UNIDOS, 29 de maio de 2026 — O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta (28), a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, fez o anúncio oficial. A medida passa a valer a partir de 5 de junho. O Departamento de Estado divulgou um texto sobre a decisão. A publicação afirma que PCC e CV são “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”. O documento atribui aos grupos ataques contra forças de segurança, autoridades e civis. “Juntos, eles comandam milhares de integrantes e orquestraram ataques brutais contra policiais brasileiros, autoridades públicas e civis”, diz o comunicado. O governo dos EUA declarou que a atuação dos grupos ultrapassa o território nacional. “Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil”, afirmou o texto. As atividades criminosas alcançam toda a região das Américas. Os EUA também relataram a presença das facções dentro do próprio país norte-americano. O anúncio associou a decisão à política de segurança do governo do presidente Donald Trump. Rubio afirmou que a administração norte-americana continuará utilizando instrumentos legais e administrativos. Essas ferramentas visam combater grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas. “O governo Trump continuará a usar todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação”, afirmou o secretário de Estado. A decisão reforça o compromisso do governo dos EUA no enfrentamento de organizações criminosas na região. “A ação de hoje demonstra ainda mais o compromisso inabalável do governo Trump de desmantelar cartéis e organizações criminosas em nossa região”, prosseguiu o texto assinado por Rubio. O objetivo declarado é “garantir a segurança do povo norte-americano” e manter drogas ilícitas fora das ruas do país. O anúncio ocorreu depois de uma série de encontros do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com integrantes do governo norte-americano em Washington. O parlamentar é pré-candidato à Presidência. Na terça (26), ele pediu diretamente a Trump que os EUA classificassem o PCC e o CV como terroristas. No dia seguinte, o senador também se reuniu com Rubio e com o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance.

CPI requisita dados do COAF sobre Felipe Camarão

CPI Camarão

SÃO LUÍS, 29 de maio de 2026 — A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembleia Legislativa do Maranhão solicitou ao Banco Central acesso a informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) sobre movimentações financeiras atribuídas ao vice-governador Felipe Camarão (PT). O pedido foi feito no âmbito da investigação aberta para apurar denúncias envolvendo o petista, familiares e servidores estaduais ligados à Segurança Pública. A confirmação do requerimento ocorreu nesta quinta (28), durante entrevista do deputado estadual Ricardo Arruda (MDB) ao programa “Diário da Manhã”, da Rádio Assembleia. Segundo o parlamentar, a Comissão também aprovou pedidos de informações ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), à Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) e ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). INVESTIGAÇÃO APONTA MOVIMENTAÇÕES FINANCEIRAS A investigação teve início após relatórios do COAF identificarem movimentações consideradas incomuns envolvendo Felipe Camarão, familiares e servidores públicos estaduais. O procedimento é conduzido pelo Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). De acordo com o Ministério Público, foram encontrados mais de R$ 4,6 milhões em créditos além dos rendimentos salariais declarados. Além disso, o procedimento aponta centenas de depósitos em dinheiro sem identificação de origem e operações financeiras fracionadas, prática usada para dificultar o rastreamento dos recursos. Ainda segundo os documentos investigativos, existe a suspeita de uma rede de movimentações financeiras envolvendo terceiros. O material cita policiais militares ligados ao gabinete institucional, que teriam recebido valores, dividido quantias e realizado transferências em benefício do vice-governador. DOCUMENTOS CITAM DESPESAS E IMÓVEIS Outro ponto destacado na apuração envolve o pagamento de despesas pessoais por terceiros. Entre os gastos mencionados estão hospedagens, tributos e outras obrigações financeiras. Inclusive, os investigadores apontam transferências diretas e indiretas envolvendo pessoas próximas ao núcleo familiar do vice-governador. O procedimento também identifica indícios relacionados à aquisição de imóveis de alto valor. Segundo os documentos, os bens somariam cerca de R$ 4,7 milhões e seriam incompatíveis com os rendimentos formais apresentados, além de não possuírem correspondência integral nas declarações fiscais analisadas. Felipe Camarão nega as acusações investigadas pela CPI e pelos órgãos responsáveis pela apuração do caso.

MPMA abre três investigações em São Pedro da Água Branca

são pedro da água branca

SÃO PEDRO DA ÁGUA BRANCA, 28 de maio de 2026 — O Ministério Público do Maranhão instaurou três procedimentos em São Pedro da Água Branca para apurar denúncias de funcionários fantasmas, pagamentos irregulares, suspeitas de fraudes em contratos e problemas de sinalização no entorno de escola infantil do município. As apurações foram abertas a partir de denúncias formalizadas e documentação reunida pelo órgão ministerial. As medidas foram oficializadas por meio de portarias publicadas no Diário Eletrônico do Ministério Público e assinadas pelo promotor de Justiça Thiago Cândido Ribeiro, com registros que envolvem São Pedro da Água Branca e diferentes frentes de investigação na administração pública municipal. FUNCIONÁRIOS FANTASMAS Uma das investigações apura possíveis atos de improbidade administrativa na gestão da ex-prefeita Marília Gonçalves de Oliveira e da ex-secretária de Educação Miriam da Silva Pereira em São Pedro da Água Branca, segundo informações do Ministério Público. O procedimento reúne análises sobre folha de pagamento e atos administrativos. Segundo a denúncia apresentada pelo vereador Bryan Caldas Siqueira Freire, há suspeitas de pagamento indevido de salários, existência de funcionários fantasmas e possível favorecimento político-eleitoral na administração municipal de São Pedro da Água Branca, conforme apontado nos documentos iniciais do caso. Também são investigadas possíveis irregularidades no Pregão Eletrônico nº 012/2022, com indícios de falhas documentais. O Ministério Público informou que a Notícia de Fato foi convertida em Inquérito Civil em São Pedro da Água Branca, com prazo inicial de um ano, podendo ser prorrogado. CONTRATO DE MÁQUINAS e SEGURANÇA ESCOLAR Outra apuração envolve o Pregão Eletrônico nº 007/2025 e o Contrato nº 20250410PE0072025-2, firmado pela Prefeitura de São Pedro da Água Branca com a empresa REFRIMAR Comércio e Serviços LTDA, destinado à locação de máquinas pesadas com operador para a Secretaria de Obras. O contrato, segundo os autos, ultrapassa R$ 1 milhão. A denúncia foi apresentada pelo vereador Magno Nunes da Silva, que levantou suspeitas sobre a capacidade operacional da empresa contratada em São Pedro da Água Branca e possíveis irregularidades na execução do serviço público. Segundo o Ministério Público, a empresa investigada teria sede em imóvel residencial, o que motivou análise sobre eventual empresa de fachada. O órgão informou que será examinada a documentação do processo licitatório e a estrutura operacional da empresa responsável pelo contrato. O Ministério Público também instaurou procedimento administrativo para acompanhar a falta de sinalização viária no entorno da EMEI Sonho de Criança em São Pedro da Água Branca, após denúncias sobre riscos a crianças de 2 a 5 anos, professores e famílias na região escolar. A Promotoria requisitou ofício à Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura para informar providências ou cronograma em até 15 dias sobre a implantação de sinalização no entorno da unidade escolar.

Michelle aciona Janones no STF por associação ao caso Master

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MINAS GERAIS, 28 de maio de 2026 — A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) entrou com queixa-crime no Supremo Tribunal Federal contra o deputado federal André Janones (Rede-MG). A ação acusa o parlamentar de calúnia, difamação e injúria, além de pedir R$ 20 mil de ressarcimento por danos morais. O motivo da ação é um vídeo publicado no X em 16 de maio. No conteúdo, Janones afirma que Michelle Bolsonaro figurará como beneficiária de dinheiro roubado pela família Bolsonaro junto a Vorcaro. A declaração ocorreu após a revelação da relação entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A defesa de Michelle alega que o vídeo alcançou expressiva repercussão, com aproximadamente 93 mil visualizações. O conteúdo também registrou 2 mil compartilhamentos, 8 mil curtidas e mil comentários. Além disso, a ex-primeira-dama sustenta que Janones fez a declaração sem apresentar qualquer prova. O pedido de queixa-crime afirma que o conteúdo extrapola os limites da crítica política e da liberdade de expressão. A atribuição à Michelle inclui o beneficiamento de suposto produto de crime e sua atuação na obtenção de valores tidos como roubados. Dessa forma, a publicação teria atingido sua honra objetiva e subjetiva perante a sociedade. A assessoria da ex-primeira-dama afirmou que André Janones é conhecido por falta de educação e baixeza moral. O deputado também ataca a honra de mulheres, conforme a nota. “Não é a primeira vez que ele o faz”, disse a assessoria sobre Michelle. Já existe uma denúncia contra Janones no Conselho de Ética da Câmara por conduta semelhante. “Dona Michelle não se rebaixará ao nível dele”, ressaltou a assessoria. Por isso, ela decidiu acionar a Justiça Criminal para resolver a questão no campo adequado.

Câmara cassa mandato de vereador em Nina Rodrigues

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NINA RODRIGUES, 28 de maio de 2026 — A Câmara Municipal de Nina Rodrigues cassou, nesta quinta (28), o mandato do vereador Thalyson Berg (PP) por quebra de decoro parlamentar. A decisão foi aprovada por sete votos favoráveis e uma abstenção, após a conclusão dos trabalhos da Comissão Processante responsável pela análise do caso. Segundo a denúncia, o parlamentar teria recebido de forma irregular valores e abonos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) no município de Vargem Grande. Conforme a acusação, os pagamentos ocorreram após Thalyson Berg ter sido eleito e diplomado vereador em Nina Rodrigues. O pedido de cassação foi aceito pela Câmara Municipal em fevereiro deste ano. Depois do cumprimento dos prazos legais, a Comissão Processante apresentou parecer recomendando a perda do mandato do vereador. O relatório foi encaminhado ao plenário e aprovado pela maioria dos vereadores presentes na sessão. A comissão responsável pelo processo foi formada pelos vereadores Erlan (PDT), Júnior da Zitinha (PP) e Totô (MDB), escolhido relator do caso.

Taxa de desemprego no Brasil sobe quase 6% no trimestre

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BRASIL, 28 de maio de 2026 — O IBGE divulgou nesta quinta (28) que a taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no trimestre encerrado em abril. O índice representa alta de 0,4 ponto porcentual ante o período de novembro de 2025 a janeiro de 2026, quando a taxa estava em 5,4%. A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, atribuiu o aumento ao comportamento sazonal de setores como comércio e serviços pessoais. Essas atividades não mantêm parte dos trabalhadores depois do aquecimento de fim de ano, conforme explicou a especialista. O total de pessoas ocupadas somou 102,3 milhões no período. Esse número registrou queda de 0,3% em comparação ao trimestre anterior, com redução de 338 mil vagas. Porém, ao comparar com o mesmo intervalo de 2025, houve aumento de 1,1%. Essa comparação anual corresponde a mais 1,07 milhão de pessoas empregadas. Além disso, a população desocupada chegou a 6,3 milhões de pessoas. Esse contingente representa uma elevação de 8% ante o trimestre anterior, quando eram 5,9 milhões. O rendimento médio real habitual ficou em R$ 3,7 mil no trimestre de fevereiro a abril. O nível da ocupação foi de 58,4%, que representa recuo de 0,3 ponto porcentual em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve estabilidade. A população subocupada por insuficiência de horas diminuiu para 4,2 milhões. Esse número representa uma queda de 5,5% no trimestre e de 7,3% no ano. Dessa forma, menos pessoas trabalham menos horas do que desejariam. O contingente fora da força de trabalho foi estimado em 66,5 milhões. Esse número não apresentou variação significativa no trimestre. Já em relação ao ano anterior, registrou-se crescimento de 1,6%, com acréscimo de 1,1 milhão de pessoas. Apesar do aumento recente, a taxa de desemprego apresenta queda de 0,8 ponto porcentual em relação ao mesmo trimestre de 2025. Naquele período, o índice estava em 6,6%. Em relação ao ano anterior, houve retração de 11,3% na população desempregada, equivalente a menos 809 mil pessoas sem emprego.

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