Maranhão registra baixa oferta de absorventes em escolas

MARANHÃO, 25 de março de 2026 – O Maranhão apresentou baixa oferta de absorventes nas escolas, segundo dados divulgados nesta quarta (25), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar mostrou que 68,9% das estudantes de 13 a 17 anos estão matriculadas em unidades que fornecem o item. O índice coloca o Maranhão entre as unidades da federação com menor cobertura de absorventes nas escolas. O resultado fica abaixo da média de outras regiões e próximo dos percentuais mais baixos registrados no Norte e Nordeste. A pesquisa considerou estudantes de instituições públicas e privadas em todo o país. O levantamento também identificou diferenças entre regiões brasileiras quanto à oferta de absorventes nas escolas. No Sudeste, 92% das estudantes frequentam instituições que disponibilizam o item. Já na Região Norte, o percentual chega a 56%, o menor do país. No Nordeste, onde está o Maranhão, o índice médio é de 80%, ainda inferior aos resultados do Sul e do Centro-Oeste. Dentro desse cenário, o Maranhão apresenta desempenho abaixo da média regional.
Prefeita é notificada no TCE-MA por gastos de pessoal

MARANHÃO, 25 de março de 2026 – O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão notificou a prefeita de Presidente Vargas, Fabiana Rodrigues Mendes, para apresentar defesa em processo que apura possíveis irregularidades relacionadas a gastos de pessoal no município. A citação ocorreu por meio de edital publicado pela Corte, após tentativas de notificação sem sucesso, e estabelece prazo de 30 dias para manifestação da gestora. O processo, registrado sob o nº 879/2024, trata da análise de gastos de pessoal durante o exercício financeiro de 2023. Segundo relatório técnico elaborado pela área de fiscalização do tribunal, houve indícios de descumprimento dos limites legais previstos para esse tipo de despesa.
Maranhão tem os casamentos mais duradouros do Brasil

MARANHÃO, 25 de março de 2026 – O Maranhão registra a maior média de duração dos casamentos no Brasil antes do divórcio. Dados de um levantamento mostram que as uniões no estado duram, em média, 14,2 anos. O índice coloca o Maranhão à frente do Piauí, com 14,1 anos, e da Paraíba, com 14 anos. Dessa forma, a região Nordeste se consolida como o principal reduto de casamentos mais resilientes do país. Em contrapartida, os dados apontam um abismo geográfico nos índices nacionais. O Norte apresenta os divórcios mais precoces do Brasil, com média de apenas 9,5 anos de duração das uniões. Nesse contexto, o estado de Roraima ocupa a posição mais baixa do ranking, com média de 9,1 anos.
Aprovado edital da eleição para procurador-geral de justiça

MARANHÃO, 25 de março de 2026 – O Colégio de Procuradores de Justiça do Ministério Público do Maranhão aprovou, nesta quarta (25), o edital de convocação da eleição MPMA para o cargo de procurador-geral de justiça, referente ao biênio 2026/2028. A decisão ocorreu durante sessão ordinária realizada na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em São Luís, e definiu as principais diretrizes do processo eleitoral.
Justiça condena governo por morte em operação policial

VITÓRIA DO MEARIM, 25 de março de 2026 – O Justiça de Vitória do Mearim condenou o Estado do Maranhão e o Município de Vitória do Mearim a indenizar a família do mecânico Irialdo Batalha, morto em 28 de maio de 2015 durante uma operação policial na cidade. A decisão, proferida em 23 de março pela juíza Lucianne de Macêdo Moreira, reconheceu falhas na atuação dos agentes e determinou o pagamento de valores por danos morais, materiais e pensão mensal à mãe da vítima. A sentença fixou indenização de R$ 150 mil por danos morais à mãe do mecânico e R$ 50 mil ao irmão, Izanilton Batalha Santos. Além disso, a decisão estabeleceu o pagamento de R$ 5.750 por despesas funerárias. Também determinou o repasse de pensão mensal equivalente a um terço do salário mínimo vigente à mãe de Irialdo Batalha. A ação da Justiça relatou que Irialdo Batalha morreu após abordagem considerada excessiva e arbitrária durante a operação policial. Segundo os autos, houve perseguição e disparos contra a motocicleta conduzida pela vítima. Após a queda, a família afirmou que o mecânico foi atingido por novos disparos quando já estava no chão e sem possibilidade de defesa. Inclusive, os autores da ação indicaram que um vigilante municipal, cedido à Delegacia de Polícia Civil, realizou os disparos finais. Eles também apontaram omissão dos policiais militares presentes, que não impediram a sequência dos fatos. A ocorrência contou com participação conjunta de agentes estaduais e do vigilante municipal.
Imprensa nacional diz que ‘combustível caro é bom’

BRASIL, 25 de março de 2026 – Publicado nesta terça (24) na Folha de S.Paulo, um texto do economista Bernardo Guimarães, professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas e colunista do jornal, sustenta que o aumento no preço dos combustíveis produz efeitos positivos para a sociedade no longo prazo. O argumento do texto é que combustíveis mais caros reduzem emissões de carbono ao desestimular o consumo de derivados de petróleo e acelerar a adoção de alternativas energéticas. A publicação, feita na coluna “Economia no Século 21”, circulou no mesmo dia em que os preços da gasolina se aproximavam de R$ 10 em postos de São Paulo. O texto vai de encontro a um momento de pressão intensa sobre os combustíveis no Brasil. O agravamento do conflito militar entre Estados Unidos e Irã, com o fechamento do Estreito de Ormuz por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo, fez o barril tipo Brent superar US$ 98 e empurrou os preços nas bombas a patamares não vistos desde 2022. O diesel acumulou alta de quase 20% desde o início de março, e o governo federal zerou o PIS/Cofins sobre o produto para tentar conter a escalada. A posição de Guimarães vai na direção contrária à adotada pelo Palácio do Planalto, que trata a alta como problema a ser combatido por medidas de desoneração. O texto de Guimarães foi ao ar no mesmo dia em que o preço do barril Brent voltou a subir após queda na véspera, negociado próximo de US$ 99, em meio a declarações conflitantes entre Washington e Teerã sobre o andamento das negociações. Doutor em Economia pela Universidade Yale, ele é membro do Centre for Economic Policy Research (CEPR) da Grã-Bretanha e professor titular da FGV-SP. Assina a coluna “Economia no Século 21” na Folha desde setembro de 2015, e externa a linha econômica a partir da perspectiva acadêmica. O colunista já publicou pesquisas em periódicos internacionais e tem o livro “A Riqueza da Nação no Século XXI” entre suas obras.
Maranhão registra juízes com ganhos acima de R$ 100 mil

MARANHÃO, 25 de março de 2026 – O Maranhão registrou pagamentos extrateto a magistrados em 2025, conforme levantamento do Conselho Nacional de Justiça. Os dados mostram que juízes receberam valores superiores ao limite constitucional ao longo do ano. A situação ocorreu por meio de verbas adicionais e indenizatórias, elevando os rendimentos além do teto previsto. Além disso, o estudo aponta que cerca de 9 em cada 10 juízes no país ultrapassaram R$ 100 mil acima do teto constitucional no período. Dessa forma, a prática do extrateto se consolidou no Judiciário, com crescimento expressivo em comparação a anos anteriores. Os dados indicam que aproximadamente 98% dos magistrados tiveram ganhos superiores ao teto mensal, fixado em cerca de R$ 46 mil. Com isso, os pagamentos extrateto somaram R$ 10,7 bilhões em todo o país durante 2025. Inclusive, mais da metade dos juízes acumulou valores acima de R$ 500 mil no ano. Em outra parcela, cerca de um quarto dos magistrados superou R$ 1 milhão em rendimentos adicionais, reforçando o alcance do extrateto.
Investigações sobre Banco Master avançam pouco no Congresso

BRASÍLIA, 25 de março de 2026 – As investigações sobre o Banco Master no Congresso Nacional obtiveram resultados limitados até o final do primeiro trimestre de 2026. Parlamentares atuam sem uma comissão própria desde o final de 2025. Os presidentes das Casas negaram a instalação de colegiados de ampla repercussão em meio ao ano eleitoral. Diante desse cenário, os parlamentares passaram a utilizar outros colegiados para investigar as atividades de Daniel Vorcaro. A CPMI do INSS, criada para apurar desvios de recursos de aposentados e pensionistas, direcionou seus trabalhos para o banco. O foco recaiu sobre fraudes na contratação de crédito consignado na previdência pública. O INSS suspendeu 250 mil contratos de empréstimos consignados com o Banco Master, que somam R$ 2 bilhões. Além disso, o banco acumulou quase 15 mil reclamações sobre empréstimos consignados em plataforma do governo federal entre 2020 e janeiro de 2026. CPMI APROVA QUEBRAS DE SIGILO A comissão comandada por Carlos Viana (Podemos-MG) aprovou, em dezembro, a quebra de sigilo e a convocação de Daniel Vorcaro. A justificativa foi a necessidade de esclarecimentos sobre os contratos. Nos meses seguintes, a CPMI ampliou o escopo das investigações. Foram aprovadas as oitivas de pessoas próximas a Vorcaro, como o ex-sócio Augusto Lima, o cunhado Fabiano Zettel e a ex-namorada Martha Graeff. A quebra de sigilo do próprio Banco Master também foi autorizada. No entanto, parte desses esforços foi frustrada. Os convocados recorreram ao Supremo Tribunal Federal para evitar o comparecimento diante da comissão. Daniel Vorcaro foi um dos primeiros a obter esse efeito.