
BRASÍLIA, 03 de junho de 2026 — Os Correios registraram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo balanço divulgado pela estatal no último sábado, dia 30. Esse valor representa alta de mais de 82% em relação ao mesmo período de 2025, quando o déficit foi de R$ 1,7 bilhão.
No ano passado, o rombo da empresa chegou a R$ 8,5 bilhões. Esse valor é mais que o triplo do prejuízo de 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões. O último primeiro trimestre com resultado positivo nos Correios ocorreu em 2022.
Desde então, a estatal acumulou déficits seguidos: R$ 328 milhões em 2023, R$ 801 milhões em 2024, R$ 1,7 bilhão em 2025 e agora R$ 3,1 bilhões em 2026.
A empresa enfrenta queda de receitas em serviços tradicionais e aumento de custos operacionais. Além disso, a concorrência privada no setor logístico avançou. O crescimento do comércio eletrônico ajudou parcialmente na demanda, mas não compensou os problemas estruturais.
Por isso, os Correios anunciaram um plano de reestruturação no fim de 2025. A primeira fase prevê um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco instituições financeiras.
De 2026 a 2027, a empresa pretende fazer um Programa de Demissão Voluntária para cerca de 10 mil funcionários. Também planeja fechar aproximadamente mil unidades e revisar cargos altos.
Em nota, a estatal afirmou que o prejuízo está compatível com as metas do plano. A empresa diz que as medidas de contenção de despesas já mostram efeitos iniciais. Despesas com passivos judiciais e precatórios somaram R$ 1,4 bilhão, o equivalente a 44% do prejuízo.
Os Correios esperam voltar ao lucro até o fim de 2027.







