TSE nega tentativa do PT de censurar filme de Bolsonaro

BRASÍLIA, 13 de junho de 2026 — O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, rejeitou nesta sexta (12) uma ação apresentada pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) e por advogados do Grupo Prerrogativas que buscava impedir o lançamento e impor censura ao filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro (PL). Os autores alegavam que a produção poderia beneficiar politicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República. A petição também questionava o financiamento do longa pelo empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e levantava suspeitas sobre possíveis impactos eleitorais decorrentes da divulgação da obra. Segundo a ação, o lançamento está previsto para setembro de 2026, a menos de um mês do primeiro turno das eleições gerais. Ao analisar o caso, Nunes Marques não avaliou o mérito das acusações. A representação foi rejeitada por questões processuais, sob o entendimento de que os autores não possuem legitimidade para propor a ação. De acordo com o presidente do TSE, a jurisprudência exige que quem questiona propaganda eleitoral dispute eleição na mesma circunscrição do candidato representado. Como Flávio é pré-candidato à Presidência, cargo de abrangência nacional, Rogério Correia, deputado federal por MG e pré-candidato à reeleição, não atenderia ao requisito. “No presente caso, os representantes não disputam eleição na circunscrição nacional, tendo em vista que Rogério Correia de Moura Baptista é deputado federal e pré-candidato ao mesmo cargo apenas no estado de MG, ao passo que Marco Aurélio de Carvalho, advogado, sequer alegou pretensão de concorrer nas Eleições 2026”, disse Nunes Marques. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por CLIQUE POLÍTICA (@clique.politica)
Nova delação de Daniel Vorcaro cita Rueda e PT da Bahia

BRASÍLIA, 10 de junho de 2026 — Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apresentou uma nova proposta de delação premiada. A entrega ocorreu na semana passada à Polícia Federal e à PGR. O documento cita pagamentos a políticos de quatro partidos diferentes. Vorcaro afirma que Antônio Rueda, presidente do União Brasil, recebeu repasses milionários. O dinheiro teria ido para um escritório de advocacia ligado a ele. Rueda ajudou a indicar a antiga diretoria do Rioprevidência. Esse fundo de servidores do Rio investiu bilhões em papéis do Banco Master. Rueda nega irregularidades. Ele diz que não tem relação pessoal com Vorcaro. Porém, admite que seu escritório prestou serviços jurídicos ao banco. A delação também menciona pagamentos a integrantes do PT da Bahia. O banco operou o programa Credcesta no estado entre 2018 e 2022. Na época, o governador era Rui Costa (PT). Rui nega relação próxima com Vorcaro. Ele afirma que os dois se encontraram apenas uma vez, em agenda institucional. Além disso, a proposta cita supostos pagamentos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). Também menciona o ex-governador Cláudio Castro (PL). Vorcaro passou a chamar esses valores de propina. Antes, ele dizia que eram fruto de amizade. Ciro Nogueira e Cláudio Castro negam as acusações. Os órgãos ainda analisam o material da delação. As informações foram divulgadas pelo site Metrópoles.
Presidente do PT nega fala de coordenador de campanha de Lula

MARANHÃO, 08 de junho de 2026 — O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o presidente Lula terá apenas um palanque no Maranhão. A declaração foi divulgada após entrevista do ministro Wellington Dias, que citou a possibilidade de palanques duplos em alguns estados, incluindo o Maranhão, durante a campanha pela reeleição de Lula. Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social e coordenador da campanha do presidente, declarou ao jornal O Globo que a estratégia do partido prevê apoio de mais de um grupo político em estados como Maranhão, Paraíba e Pernambuco. Segundo ele, o PT trabalha com diferentes alianças regionais para ampliar a base de apoio ao presidente. Após a repercussão da entrevista, Edinho Silva divulgou nota para esclarecer a posição do partido no Maranhão. Ele afirmou que o PT tem candidatura própria ao governo estadual e que o único palanque de Lula no estado será o do vice-governador e pré-candidato Felipe Camarão, que é investigado em CPI na Assembleia. Além disso, destacou que a boa relação entre Lula e o governador Carlos Brandão não altera o posicionamento político da legenda. Edinho também comentou a situação em Pernambuco. O dirigente negou a existência de palanque duplo para Lula no estado e afirmou que o apoio do presidente será direcionado ao prefeito João Campos, pré-candidato ao governo pernambucano. João Campos disputa espaço político com a governadora Raquel Lyra.
Partidos PT e PL exibem propaganda partidária nesta semana

BRASIL, 08 de junho de 2026 — Quatro partidos políticos exibem propaganda partidária nesta semana. As transmissões ocorrem em rádios e emissoras abertas de tv. O horário é entre 19h30 e 22h30. Os partidos são: PL, PT, PSD e União Brasil. As inserções acontecem na terça (9), quinta (11) e sábado (13). O PL tem o maior tempo de propaganda. Ao todo, são seis minutos. A divisão é simples: dois minutos por dia (terça, quinta e sábado). O psd vem em segundo lugar. O partido terá cinco minutos e meio na semana. Isso dá dois minutos na terça, um minuto e meio na quinta e dois minutos no sábado. O PT é o terceiro na escala. O partido veiculará três minutos no total. Cada dia terá um minuto de propaganda. Por fim, o União Brasil conta com apenas 30 segundos na quinta-feira. Uma portaria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) define essa distribuição. Cada uma dessas quatro legendas tem direito a dez minutos no primeiro semestre de 2026. As inserções sempre ocorrem às terças, quintas e sábados, no horário nobre. Os próprios partidos são responsáveis por entregar as mídias. A propaganda partidária serve para divulgar o programa da legenda. Também mostra as atividades no congresso e a posição sobre temas políticos e sociais. Além disso, 30% do tempo de cada partido deve promover a participação feminina na política. Esse tipo de propaganda é diferente da propaganda eleitoral, que segue outras regras.
PL tem maior fatia do fundão para Eleições 2026; PT é o 2º

BRASIL, 03 de junho de 2026 — O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou na quarta (3) a divisão para cada partido dos R$ 4,96 bilhões do Fundo Eleitoral previstos para as eleições deste ano. PL, PT e União Brasil receberão os maiores repasses. A distribuição dos recursos considera o número de deputados e senadores eleitos por cada partido nas eleições de 2022. Com a maior bancada da Câmara eleita no último pleito, o PL receberá R$ 881,7 milhões. O segundo maior montante, de R$ 615,4 milhões, será direcionado ao PT. O União Brasil deve receber R$ 526,2 milhões. Juntas, as três legendas concentram cerca de 40% dos recursos. No total, os valores do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) serão distribuídos para 30 legendas. O Fundo é composto por recursos públicos destinados ao financiamento das campanhas eleitorais. Cabe aos partidos prestar contas dos gastos e da aplicação dos recursos. O chamado “fundão” foi criado em 2017 após o STF (Supremo Tribunal Federal) proibir doações empresariais para campanhas políticas. O repasse só ocorre em ano de eleição e o valor total é definido no Orçamento, aprovado pelo Congresso Nacional. Em 2024, no pleito municipal, o valor do Fundo foi semelhante, de R$ 4,96 bilhões. Sigla Recursos Agir R$ 3.307.679,85 Avante R$ 72.516.777,19 Cidadania R$ 60.174.157,11 DC R$ 3.307.679,85 Democrata R$ 3.307.679,85 MDB R$ 400.000.239,99 Missão R$ 3.307.679,85 Mobiliza R$ 3.307.679,85 Novo R$ 37.044.203,26 PC do B R$ 60.531.914,25 PCB R$ 3.307.679,85 Sigla Recursos PCO R$ 3.307.679,85 PDT R$ 169.285.643,92 PL R$ 881.657.477,34 Podemos R$ 245.969.763,68 PP R$ 417.067.738,40 PRD R$ 71.819.227,37 PRTB R$ 3.307.679,85 PSB R$ 152.252.956,07 PSD R$ 421.008.404,89 PSDB R$ 147.895.172,40 PSOL R$ 131.506.284,42 Sigla Recursos PSTU R$ 3.307.679,85 PT R$ 615.367.980,20 PV R$ 45.183.873,26 Rede R$ 35.803.821,03 Republicanos R$ 348.587.815,77 Solidariedade R$ 88.526.669,83 União R$ 526.242.858,11 UP R$ 3.307.679,85 Total R$ 4.961.519.777,00 Continue lendo…
INSS retoma elo com entidade ligada ao PT investigada pela PF

BRASIL, 03 de junho de 2026 — O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) restabeleceu um acordo de colaboração técnica com a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), entidade historicamente associada ao PT, alvo da Polícia Federal na investigação sobre os descontos associativos ilegais e aposentadorias e pensões. Em 16 de abril, o INSS suspendeu o acordo com a entidade de forma unilateral após. O despacho, assinado pela presidente do instituto, Ana Cristina Viana Silveira, em 1º de junho de 2026, determina a retomada do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) nº 2/2022 que permite à entidade atuar em serviços e operações junto aos beneficiários da Previdência Social. O despacho foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). A decisão favorável à entidade baseou-se em um parecer da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS. Com isso, o acordo original, publicado em novembro de 2022, volta a ter vigência plena. A Contag recebeu cerca de R$ 3,6 bilhões da Previdência Social em dez anos. Em outubro de 2025, o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, admitiu ter autorizado pessoalmente a inclusão em lote de associados da Contag em descontos nas aposentadorias. “A única inclusão em lote que eu autorizei foi a da Contag. Essa decisão foi o que deu ensejo à investigação”, declarou Stefanutto, em depoimento à CPMI do INSS. Uma auditoria do próprio INSS constatou que em 1º de novembro de 2023, o órgão desbloqueou, de uma vez só, descontos em 34.487 benefícios. A Contag sempre negou irregularidades, alegando que os descontos são autorizados e que sua atuação é legítima na defesa das pautas do campo e da agricultura familiar.Cúpula da CPMI do INSS reage: “Quantos bilhões serão desviados desta vez?” O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que já representou junto ao Ministério Público Federal (MPF) contra a reativação do acordo. Em suas redes sociais, o parlamentar classificou a decisão como “inadmissível”, citando as investigações da Polícia Federal e as revelações da CPMI do INSS sobre o desvio de dinheiro de “trabalhadores humildes”. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a Contag “se merecem” e classificou a retomada do acordo como um “escândalo”. “Quantos bilhões serão desviados desta vez?”, questionou Gaspar. Ao Metrópoles, o INSS disse a rescisão ocorreu com base na Lei nº 13.019/2014, que impediria parcerias com entidades que tivessem membros de Poder ou dirigentes públicos em seus quadros de direção. Segundo a autarquia, a Advocacia-Geral da União (AGU) entende que a proibição só é aplicável quando o acordo envolve transferência de dinheiro, doação de bens ou compartilhamento de patrimônio público. Como o acordo firmado com a Contag não prevê nenhum desses repasses, o INSS concluiu pela “plena legalidade do instrumento” e reativou o ACT. Continue lendo…
Ex-MKT do PT confirma viagens de Lulinha com Careca do INSS

BRASÍLIA, 02 de junho de 2026 — A Polícia Federal ouviu uma ex-marqueteira do PT chamada Danielle Miranda Fonteles. Ela confirmou que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, fez viagens com Antônio Carlos Camilo Antunes. Esse empresário é conhecido como “Careca do INSS”. As viagens aconteceram em Portugal. Lulinha é filho do presidente Lula. Danielle contou que Lulinha visitou fábricas e instalações em Portugal. Esses lugares seriam usados para produzir remédios à base de cannabis. O projeto era do “Careca do INSS”. A polícia aponta esse empresário como o principal operador de um esquema de descontos ilegais em benefícios do INSS. A publicitária disse que Lulinha ia como convidado do empresário. “Ele não falava muito e não participava efetivamente das negociações”, afirmou Danielle. Por isso, segundo ela, o filho do presidente não atuava nos negócios. A polícia investiga se o empresário usava a proximidade com Lulinha para ganhar influência. Um ex-executivo ligado ao grupo do lobista disse à investigação que Lulinha recebia uma mesada de R$ 300 mil. A defesa de Lulinha nega essa acusação. Os advogados afirmam que as viagens ocorreram antes das suspeitas contra o empresário. Eles dizem que Lulinha o conhecia apenas como farmacêutico. A ex-marqueteira se mudou para Portugal em 2019. Então, ela passou a dar consultoria para empresários brasileiros. Foi assim que conheceu Camilo Antunes. Ela recebeu US$ 4 mil euros pelo trabalho. Além disso, a polícia identificou transferências de R$ 5 milhões de uma empresa ligada ao “Careca do INSS” para ela. Danielle alega que o valor era de uma transação imobiliária.
Partidos PT, PCdoB e PV questionam no STF PL da Dosimetria

BRASÍLIA, 09 de maio de 2026 — O Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Verde (PV) protocolaram uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação questiona os efeitos da Lei da Dosimetria, que reduz a pena de condenados por envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. A nova lei inclui entre os beneficiados o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A nova lei foi promulgada na sexta (8) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A promulgação ocorreu após o Congresso Nacional derrubar os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao texto. ARGUMENTOS DA AÇÃO Os partidos afirmam na ação que os crimes contra o Estado Democrático de Direito constituem o núcleo mais grave de ofensas ao ordenamento jurídico. Eles argumentam que esses crimes atentam contra as próprias bases do sistema constitucional. O bem jurídico protegido, segundo a ação, é a ordem democrática e as instituições do Estado de Direito. Esse bem, dizem os partidos, é pressuposto para a proteção de todos os demais bens jurídicos.