TJMA suspende decisão que anulou eleição do PT no Maranhão

MARANHÃO, 13 de agosto de 2025 – O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) suspendeu nesta terça (12) a decisão que anulou o Processo de Eleição Direta (PED) do PT no estado. MARANHÃO, 13 de agosto de 2025 – O desembargador Ricardo Duailibe reverteu a ordem do juiz Márcio Castro Brandão, da 3ª Vara Cível de São Luís, que havia afastado o presidente reeleito Francimar Melo do comando do diretório estadual. Em sua decisão, Duailibe acolheu os argumentos da direção nacional do PT, que alegou vícios processuais na ação inicial. O partido sustentou que a impugnação à eleição de Melo foi feita de forma intempestiva e com fundamentação equivocada, desrespeitando a autonomia estatutária da legenda.
PT afasta presidente do Maranhão e entrega cargo a vice

MARANHÃO, 08 de agosto de 2025 – O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) afastou Francimar Melo da presidência estadual no Maranhão, após decisão do juiz Marcio Castro Brandão, da 3ª Vara Cível de São Luís. A medida foi oficializada por meio de um comunicado enviado ao estado na última quinta (7). A determinação judicial impede o diretório estadual de empossar Francimar enquanto a decisão estiver vigente. Dessa forma, o cargo será ocupado interinamente por Augusto Lobato, atual vice-presidente da legenda no Maranhão, até que um novo presidente seja escolhido. Segundo a executiva nacional do PT, um segundo turno será realizado entre os candidatos Genilson Alves e Raimundo Monteiro. Eles foram os mais votados na disputa, excluindo os votos destinados a Francimar Melo.
Deputada do PT agride Nikolas em sessão na Câmara

BRASÍLIA, 7 de agosto de 2025 – Durante sessão na Câmara dos Deputados na noite de quarta (6), a deputada Camila Jara (PT-MS) agrediu fisicamente o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A ação ocorreu ao fim do pronunciamento do presidente da sessão, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), durante uma manifestação da oposição no plenário. Na ocasião, parlamentares de oposição se aproximaram da mesa diretora entoando o coro “anistia já”. Enquanto o grupo protestava, Camila Jara se dirigiu até Nikolas Ferreira, o empurrou e desferiu um soco, derrubando o parlamentar. A cena foi registrada em vídeo e rapidamente repercutiu nas redes sociais. Após a agressão, Nikolas foi amparado por colegas de bancada. A deputada, no entanto, reagiu com desdém diante da situação. O episódio encerrou um dia de tensão entre governo e oposição, iniciado com negociações para a retomada de votações na Casa.
PT e MA vão recorrer de anulação da reeleição de Francimar

MARANHÃO, 5 de agosto de 2025 – O PT nacional e o diretório estadual do Maranhão entrarão com recurso contra a decisão do juiz Márcio Castro Brandão, da 3ª Vara Cível de São Luís, que anulou a reeleição de Francimar Melo à presidência estadual do partido. A sentença, publicada na segunda (4), ordenou um segundo turno entre Genilson Alves e Raimundo Monteiro, derrotados no Processo de Eleição Direta (PED) realizado em julho. Francimar, reeleito no primeiro turno com 58% dos votos, afirmou em nota que o processo foi transparente e homologado pela direção nacional. Sua posse ocorreu no domingo (4), durante o Encontro Nacional do PT em Brasília. Ele criticou os adversários por recorrerem à Justiça, acusando-os de falta de responsabilidade com o partido. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Francimar Melo (@francimarmmelo) O juiz declarou Francimar inelegível por inadimplência com o PT, já que ele não cumpriu a contribuição obrigatória de 2% sobre seu salário de R$ 7,7 mil como comissionado no governo do Maranhão. O débito estimado é de R$ 5,2 mil. A sentença reforça regras estatutárias do partido, citadas também pelo presidente Lula durante o evento nacional, ao cobrar contribuições de filiados com cargos públicos.
Juiz invalida vitória de Francimar e ordena 2° turno no PT

MARANHÃO, 04 de agosto de 2025 – A Justiça determinou a realização de novo turno nas eleições internas do PT no Maranhão após confirmar a inelegibilidade de Francimar Melo, declarado vencedor do pleito. A decisão foi proferida no dia 1º de agosto pelo juiz Márcio Castro Brandão, da 3ª Vara Cível de São Luís. O magistrado acatou ação proposta por Genilson Alves, Raimundo Monteiro e Francisco Rogério, candidatos derrotados na primeira etapa do PED 2025. A sentença suspende os efeitos da resolução da Câmara de Recursos do Diretório Nacional que havia revertido a inelegibilidade de Francimar. Segundo os autos, Francimar ocupa cargo comissionado na Secretaria de Articulação Política do Governo do Maranhão e, por isso, deveria contribuir com 2% de seus vencimentos ao partido. No entanto, ele omitiu o pagamento, acumulando um débito de R$ 5,2 mil. O juiz considerou que a inadimplência configura descumprimento estatutário e causa de inelegibilidade. Mesmo com salário acima de R$ 7,7 mil, Francimar contribuiu com valores entre R$ 10 e R$ 50 por mês desde 2012, permanecendo como “dirigente comum” mesmo após assumir o cargo em 2021. A irregularidade, conforme os autores da ação, só foi descoberta após o prazo de regularização financeira. Dessa forma, a candidatura de Francimar tornou-se inválida. A Justiça também entendeu que a decisão da executiva nacional foi tomada sem recurso formal por parte do candidato.
Como a esquerda conduz o Brasil ao mesmo destino da Argentina e Venezuela

A decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros não aconteceu no vácuo. É o desdobramento direto de três anos de uma política externa orientada por ideologia, e não por estratégia. O governo Lula optou por confrontar nossos maiores parceiros comerciais, como os EUA, em nome de um alinhamento político com regimes autoritários e fracassados. Agora, a conta chegou. Estamos assistindo ao Brasil seguir, passo a passo, o mesmo roteiro que levou Argentina e Venezuela ao colapso. Primeiro, o isolamento diplomático. Depois, a fuga de investimentos, o desmonte do setor produtivo e, por fim, a explosão da inflação e do desemprego. A tarifa anunciada por Donald Trump não é apenas uma medida protecionista. É uma resposta dura, sim, mas previsível, a um governo que escolheu a retórica do embate ideológico em vez do pragmatismo econômico. Em vez de fortalecer relações com mercados estratégicos, o Brasil preferiu se alinhar a regimes como Irã, Cuba e Nicarágua. O resultado? Perda de credibilidade, instabilidade e incerteza para quem produz, investe e trabalha no país. Os efeitos já estão sendo sentidos. O agronegócio, responsável por quase metade das exportações brasileiras para os EUA, projeta uma perda de mais de 6 bilhões de dólares em 2025. Produtos como carne bovina, frango, soja e suco de laranja perderam competitividade da noite para o dia. A indústria também será afetada, gigantes como Vale e Gerdau já estimam prejuízos com o custo adicional de exportação. E quando grandes empresas perdem margem, o reflexo é imediato: cortes de investimento, fechamento de plantas, demissões em massa. O que se desenha é um efeito dominó sobre o mercado de trabalho. Do agronegócio à indústria, passando por transportadoras, fornecedores e comércio local, milhares de postos de trabalho estão ameaçados. O desemprego, que já preocupa, tende a crescer. E não apenas nas regiões produtoras, mas em todo o país. Esse impacto se soma a outro problema crônico: a escalada da inflação. Com menos dólares entrando, o real se desvaloriza. Isso encarece insumos, combustíveis, tecnologia e tudo o que o Brasil precisa importar para manter sua economia funcionando. O Banco Central, pressionado, não tem alternativa senão manter juros elevados ou até aumentá-los, o que torna o crédito mais caro, mais escasso e mais seletivo. E quando o crédito seca, o consumo desaparece. Empresários adiam investimentos, cortam custos e reduzem quadro de funcionários. Famílias freiam gastos. O ciclo se retroalimenta, e a economia desacelera, como já indicam consultorias como MB Associados e XP, que falam em perda de até 0,5 ponto no PIB no próximo trimestre. A verdade é que o Brasil está sendo conduzido a um estado de paralisia econômica. E não por falta de capacidade, mas por decisões políticas mal orientadas. A história já mostrou na Venezuela, na Argentina e no Irã que regimes que escolhem ideologia em detrimento de resultados conduzem seus países ao colapso. Estamos vendo sinais claros disso aqui: queda na competitividade, desindustrialização, fuga de capitais e uma classe média cada vez mais sufocada. A obsessão do atual governo em reviver alianças ideológicas do século passado está custando caro para quem gera emprego e renda hoje Não se trata de esquerda ou direita. Trata-se de responsabilidade. De entender que empresas precisam de previsibilidade. Que mercados exigem confiança. Que empregos dependem de estabilidade. E que o mundo não vai esperar o Brasil acertar o passo enquanto insiste em repetir erros já cometidos e pagos, com juros altos e inflação, pela população. O que está em jogo não é apenas a política externa. É o futuro do crédito, das empresas e do mercado de trabalho. E o preço dessa guerra tarifária, como sempre, será pago pelo trabalhador brasileiro. Thiago Eik é CEO da fintech Bankme.
PT e Psol rejeitam aumento de pena para crimes hediondos

BRASÍLIA, 17 de julho de 2025 – A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta (2), o Projeto de Lei 1.112/2023, que obriga réus primários condenados por crimes hediondos a cumprirem ao menos 80% da pena em regime fechado. A medida teve apoio da oposição e enfrentou resistência dos partidos de esquerda, como PT e Psol, que votaram majoritariamente contra. Entre os parlamentares contrários à proposta estão Erika Hilton (Psol-SP), Guilherme Boulos (Psol-SP), Lindbergh Farias (PT-RJ) e André Janones (Avante-MG). Apenas quatro deputados do PT apoiaram o texto: Delegada Adriana Accorsi (GO), Merlong Solano (PI), Reginaldo Lopes (MG) e Waldenor Pereira (BA). A proposta altera a atual Lei de Execução Penal ao eliminar a gradação no tempo necessário para progressão de regime em crimes hediondos. O texto também proíbe a concessão de liberdade condicional nesses casos, ampliando o tempo de reclusão mínima em regime fechado. Hoje, a legislação permite que condenados por crimes como estupro ou latrocínio cumpram entre 40% e 70% da pena antes de progredirem para o semiaberto. Com a nova regra, o tempo mínimo passa a ser 80%. O PL segue agora para análise no Senado. DIVERGÊNCIA ENTRE BANCADAS A base do governo e partidos de esquerda criticaram a proposta. O deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ) questionou a eficácia do aumento das penas, afirmando que medidas anteriores não trouxeram resultados. Já a deputada Bia Kicis (PL-DF) defendeu o endurecimento, alegando que a impunidade estimula a reincidência criminal. Segundo a parlamentar, o atual sistema de benefícios desestimula o respeito à lei. Para a oposição, a proposta fortalece o combate à criminalidade ao impor maior rigor na execução das penas.
Francimar é alvo de impugnação de candidatura no PT Maranhão

MARANHÃO, 11 de julho de 2025 – Um grupo de filiados do Partido dos Trabalhadores (PT) no Maranhão protocolou um recurso para impugnar a candidatura de Francimar Monteiro de Melo à presidência estadual da legenda. O documento, enviado ao Diretório Nacional do PT, alega que o candidato acumula débitos superiores a R$ 19,6 mil com o sistema de contribuições partidárias (SACE) desde 2021, quando assumiu cargo comissionado no governo do estado. CONDUTA DOLOSA Segundo os recorrentes, Francimar omitiu deliberadamente seu vínculo com o Executivo estadual, onde recebe salário de R$ 7.720,78 como assessor especial. Apesar da função, continuou contribuindo apenas R$ 50 mensais como dirigente partidário, valor abaixo do exigido para ocupantes de cargos públicos. Além disso, o recurso destaca que a dívida nunca foi regularizada, nem mesmo após a denúncia inicial feita pelo filiado Ney Jeferson em junho de 2025. PEDIDO DE URGÊNCIA Os signatários solicitam a anulação dos votos obtidos por Francimar no pleito interno de 6 de julho e a exclusão de sua chapa. Eles argumentam que a Resolução Nacional de Finanças do PT proíbe candidaturas de inadimplentes após 30 de abril de 2025. O caso foi comparado ao da deputada federal Dandara Tonantzin, que teve sua candidatura barrada por atraso técnico no pagamento.