Lula irá copiar lives semanais de Jair Bolsonaro

Após o ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo Lula, Paulo Pimenta, afirmar neste domingo (9) que não confia na mídia comercial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará lives semanais, depois da viagem para China. O ministro busca dar mais “transparência” e disseminar “informações confiáveis” sobre as ações do governo. Além disso, o ministro disse que Lula se mostrou disposto a dialogar diretamente com a população. “Podemos confiar na mídia comercial? Nós sabemos que vamos ter uma oposição feroz. Boa parte da imprensa queria derrotar o Bolsonaro, mas não tem compromisso com o nosso projeto de transformação do País. Não podemos ter a ilusão de achar que a mídia comercial será nossa aliada”, disse Pimenta. Na oportunidade, o ministro da SECOM criticou a relação da mídia corporativa com o governo, e ressaltou que haverá uma remontagem da programação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que foi encontrada “destruída”. No último dia 25, inclusive, como uma das medidas para enaltecer as ações do governo, foi lançada a campanha Brasil contra Fake visando selecionar notícias com potencial desinformativo que possam prejudicar membros do governo, ou que estejam relacionados a temas de interesse do Executivo, e contrapor com a versão “oficial” do governo.
Lula visita o Maranhão e critica ex-presidente Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobrevoou neste domingo (9) as regiões afetadas pelas enchentes no Maranhão aproveitou para criticar o governo do ex-presidente Bolsonaro (PL) alegando que não ajudou a região. Durante uma entrevista, Lula comentou que o Jair Bolsonaro brigava com o então governador Flávio Dino (PSB) pela imprensa em vez de oferecer ajuda ao estado. Também disse que afirmou que o ex-presidente “não trouxe absolutamente nada para o estado do Maranhão. Nada, a não ser ofensa pessoal ao governador e, ofendendo o governador, estava ofendendo o povo do Maranhão”. Na oportunidade, Lula ressaltou que é necessário trabalhar para garantir que os estados e municípios recebam o apoio necessário durante crises causada pelas fortes chuvas.
Banco Mundial enaltece redução da pobreza no Brasil durante pandemia

O Relatório Econômico da América Latina e Caribe divulgado nesta semana pelo Banco Mundial apontou que o Brasil teve uma recuperação melhor do que outros países da América Latina na redução da pobreza durante a pandemia da covid-19. De acordo com o estudo do Banco Mundial, a pandemia produziu efeitos econômicos perversos em quase todos os países do mundo. Porém, o texto elogia a política econômica do governo de Jair Bolsonaro (PL) na pandemia, que através de seu apoio à população mais vulnerável socialmente (via concessão de auxílio emergencial para os mais necessitados), com auxílio do de deputados e senadores, evitou que diversos brasileiros “cruzassem” a linha da pobreza. Ainda segundo relatório, os efeitos da pandemia influenciaram na taxa de pobreza no Brasil, crescendo de 29,7% em 2019 para 34,4% em 2020, com aproximadamente 19 milhões de pessoas entrando na situação de grave vulnerabilidade econômica e social. As ações de proteção aos mais vulneráveis, no entanto, como a oferta do auxílio emergencial impediu um aumento maior do que em outros países. “No Brasil, as transferências aumentaram o tamanho da classe média em 2,1 p.p. [pontos percentuais]. O país não apenas evitou que as famílias caíssem na pobreza, mas também retirou muitas pessoas da pobreza em 2020”. Segundo o Banco Mundial, a extrema pobreza acontece quando as pessoas recebem até US$ 2,15 por dia, cerca de R$ 11.
Lula pede retirada de PL sobre exclusão de conteúdo na internet

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou uma mensagem ao Congresso Nacional solicitando a retirada de um projeto de lei que limita a remoção de conteúdos na internet. O pedido foi publicado em Diário Oficial nesta quinta (6). A proposta estava parada no Congresso e foi encaminhado pelo governo de Jair Bolsonaro em setembro de 2021, sendo alvo de críticas por poder dificultar o enfrentamento às fake news na internet. Na prática, o projeto muda o Marco Civil da Internet e impede que as empresas controladoras de redes sociais removam perfis ou tirem do ar conteúdos sem que haja uma “justa causa”. Na oportunidade, o petista enviou mensagens ao Congresso Nacional pedindo a retirada de tramitação de outros três projetos de lei que foram enviados durante o governo de Jair Bolsonaro. Entre os alvos de pedidos do governo federal de retirada de tramitação estão:
Lula teve pedido por carro blindado negado por Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro criticou duramente o governo Lula no dia do seu retorno após o governo não ter atendido à reivindicação de dois carros blindados. Em sua fala, Jair Bolsonaro deu a entender que a ação do governo seria intencional e visava um cenário de vulnerabilidade dele próprio. Ocorre que em 2021, pedido semelhante feito por Lula foi igualmente negado pela gestão de Bolsonaro. A informação foi dada pela jornalista Bela Megale, de O Globo. No texto, é citado um documento assinado pelo diretor de Recursos Logísticos da Secretaria-Geral da Presidência, Maurílio Costa dos Santos, em que o pedido é negado. O documento citado é de 23 de abril e expressa a impossibilidade de ceder “01 (um) veículo executivo blindado, com sirene instalada” pelo órgão “não dispor de veículo em condições e com tais características para atender a demanda”. Após sua chegada, Bolsonaro bastante da recusa do atual governo em fornecer-lhe os veículos. O partido do ex-presidente enviou um ofício ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, para questionar a ausência dos blindados. Em sua defesa, o governo afirmou que a Lei 7.474, que trata das regalias concedidas a ex-presidentes, não impõe a concessão de carros blindados. “A Casa Civil da Presidência da República esclarece que nenhum ex-presidente tem direito a utilização de carro blindado. Conforme prevê a Lei no 7.474, de 8 de maio de 1986, os ex-presidentes têm direito a dois veículos oficiais e os respectivos motoristas. Nenhum ex-presidente utiliza veículos blindados cedidos pela Presidência da República. Reforçamos que os dois veículos foram disponibilizados e estão sendo utilizados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro”, diz a nota da Casa Civil.
Bolsonaro destaca força da oposição e manda recado a Lula

Em encontro com deputados, senadores e lideranças nesta quinta (30), pouco depois de desembarcar em Brasília, onde se reuniu com políticos do Partido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não fará “o que bem quer do futuro da nossa nação”. “Eu lembro lá atrás que quando alguém criticava o Parlamento, o Ulysses Guimarães dizia: ‘Espere o próximo’. Dessa vez o próximo melhorou muito. O Parlamento está nos orgulhando, pela forma de se comportar, de agir lá dentro, fazendo realmente o que tem que ser feito, e mostrando para esse pessoal aqui, por ora e que no pouco tempo que está no poder, não vão fazer o que bem quer do futuro na nossa nação”, afirmou o ex-presidente. O ex-presidente também afirmou que, a partir de agora, conversará com muita gente. Inclusive, Valdemar Costa Neto lembrou que tanto Bolsonaro como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro vão trabalhar na legenda partidária para as disputas municipais de 2024, que antecede a eleição presidencial de 2026. A expectativa é que os dois sigam em viagem pelo Brasil no segundo semestre.
Bolsonaro chega ao Brasil após 3 meses nos EUA

O ex-presidente Jair Bolsonaro retornou ao Brasil na manhã desta quinta (30), após passar três meses nos Estados Unidos. Apesar da presença de apoiadores, o ex-presidente saiu por uma rota reservada e seguiu, em comboio escoltado pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, para um evento fechado com familiares e aliados. De volta ao país de origem, Bolsonaro deve aceitar o convite de Valdemar Costa Neto e se tornar presidente de honra do PL. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também assumiu um cargo no partido neste mês: o de presidente do PL Mulher, cujo órgão da legenda é voltado para a promoção das mulheres nas atividades política e partidária. O PL e Bolsonaro ainda não divulgaram se, na nova função, o ex-presidente terá agendas públicas com apoiadores.
Bolsonaro volta ao Brasil com motociatas pelo Nordeste, em abril

De olho nas eleições municipais que servirão de base para credenciá-lo para a eventual batalha presidencial de 2026, o ex-presidente Jair Bolsonaro está prevendo seu retorno ao Brasil para o início de abril. Para sua chegada dos Estados Unidos, o Partido Liberal (PL) prepara uma intensa agenda de motociatas, em caravana com foco no Nordeste e com início previsto para Maceió, única capital nordestina em que Bolsonaro venceu Lula. Diante das incertezas de uma data confiável para o retorno de Jair Bolsonaro, o PL prevê que a caravana da volta do ex-presidente precisa iniciar ainda neste primeiro semestre, visando alcançar, nas eleições de 2024, ao menos mil prefeituras chefiadas, quase o triplo dos atuais 343 municípios comandados pelo partido do ex-presidente. Lideranças do PL em Alagoas ainda não sabem a data em que Bolsonaro estará em Maceió. Mas o deputado fluminense Altineu Côrtes (PL-RJ) disse ao jornal O Globo que seu partido planeja uma verdadeira força-tarefa pelo Brasil, para que Bolsonaro protagonize o papel de grande líder da direita. “Os deputados de cada estado vão acompanhar Bolsonaro, impulsionando essas visitas, existe a possibilidade de fazermos novas motociatas, inclusive. A Michelle não é candidata a nada, mas é a nossa liderança feminina, que certamente vai ajudar muito neste trabalho”, disse o parlamentar, ligado ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Um dos herdeiros políticos do ex-presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro revelou a O Globo que Costa Neto já ofereceu recursos da verba do fundo eleitoral do PL, para garantir que Jair Bolsonaro seja visto conduzindo o projeto de eleição de nomes da direita, no ano que vem. “Em 2020, como era presidente, ele não pôde se envolver tanto nas eleições municipais, inclusive por causa da pandemia. Mas agora o cenário é outro”, disse o filho do ex-presidente. No foco das visitas de Bolsonaro estariam, além das capitais, cidades de até 200 mil habitantes, onde não há segundo turno e bastariam uma média de 25% dos votos para eleger prefeitos pelo PL. O escândalo das joias de mais de R$ 16 milhões presenteadas pela Arábia Saudita deve ser minimizado pelas falas de Bolsonaro, que exigirá investigações sobre este caso e, também, casos de outros ex-presidentes. Mas já há pesquisas contratadas pelo PL, para adequar as falas da estrela do partido às expectativas de seu eleitorado e potenciais apoiadores.