Maranhão recebe R$ 686 milhões do seguro-defeso após fraudes

MARANHÃO, 12 de junho de 2026 — O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) pagou até maio 423.556 parcelas do seguro-defeso para pescadores artesanais do Maranhão. O repasse somou R$ 686,4 milhões. Os pagamentos atendem beneficiários com períodos de defeso iniciados a partir de 1º de novembro de 2025, quando o ministério assumiu a gestão do programa. O estado aparece em segundo lugar no volume de recursos recebidos, atrás apenas do Pará. Em todo o país, o MTE liberou 1,93 milhão de parcelas para 744.991 pescadores e pescadoras artesanais. O valor total pago chegou a R$ 3,13 bilhões. Além disso, Maranhão, Pará, Bahia, Amazonas e Piauí concentram 79,7% dos requerimentos recebidos pelo ministério. Desde fevereiro, o governo processou 16 lotes de pagamento e prepara um novo lote para a próxima semana. Ao mesmo tempo, o Maranhão está entre os principais alvos de investigações sobre fraudes no seguro-defeso. O Tribunal de Contas da União, a Controladoria-Geral da União e a Polícia Federal identificaram esquemas que incluíam pessoas sem direito ao benefício nos cadastros e a atuação de atravessadores. O Governo Federal suspendeu milhares de benefícios considerados suspeitos. Auditorias também encontraram municípios com número elevado de pescadores cadastrados, apesar da ausência de registros oficiais de produção pesqueira. O seguro-defeso garante ao pescador artesanal um salário mínimo mensal durante o período em que a pesca fica proibida para preservar as espécies. O benefício pode ser pago por até cinco parcelas.
Fraudes em postos de gasolina custam R$ 27 bi aos motoristas

BRASIL, 09 de junho de 2026 — Os motoristas brasileiros perdem R$ 27 bilhões por ano por causa de fraudes em postos de gasolina. Quem revelou esse número foi a Fundação Getulio Vargas, em parceria com o Instituto Combustível Legal (ICL). Os golpes mais comuns são adulterar o combustível e entregar menos litros do que o cliente pagou. Em 2022, o prejuízo era de R$ 15 bilhões. Portanto, o valor quase dobrou em apenas dois anos. Por que isso aconteceu? O ICL explica que as organizações criminosas mudaram de estratégia. Antes, elas focavam em sonegar impostos. A fiscalização contra esse crime aumentou. Então, os bandidos passaram a enganar diretamente o consumidor final. O presidente do ICL, Emerson Kapaz, chamou isso de “efeito balão”. Ou seja, a pressão em uma área empurrou o problema para outra. “O mercado irregular está migrando para fraudes operacionais”, disse ele ao jornal Folha de S.Paulo. Os números da Agência Nacional do Petróleo mostram o avanço dos golpes. O índice de irregularidades nos combustíveis subiu de 2,7% em 2022 para 4% em 2024. Além disso, a maioria dos casos é de fraude volumétrica. Isso significa que a bomba marca mais litros do que realmente sai. Os criminosos também usam propaganda enganosa. Eles clonam postos, usam marcas falsas e mentem sobre formas de pagamento.
Master pagou R$ 126 mi a empresa ligada a acusado de fraudes

BRASÍLIA, 24 de abril de 2026 — Pagamentos realizados pelo Banco Master chamaram atenção ao totalizar R$ 126,6 milhões para a Midias Promotora Ltda, empresa situada no centro do Rio de Janeiro. O valor, registrado como remuneração por serviços, é levemente inferior ao do contrato firmado entre o Master e o escritório de Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de R$ 129 milhões. De fato, porém, o banco falido teria pagado R$ 80 milhões, até novembro de 2025, quando foi liquidado.Receba nossas atualizações O administrador da Midias, Gilson Bahia Vasconcelos, recebeu auxílio emergencial do governo durante a pandemia. No mesmo ano, abriu a empresa, cujo capital social é de R$ 1 milhão. A informação é do jornal Folha de S.Paulo. Apesar do montante milionário recebido, Vasconcelos declarou endereço residencial em um sobrado simples em Realengo, zona oeste do Rio. Ele não tem imóveis registrados em seu nome no Estado. ACUSAÇÕES E INVESTIGAÇÕES CONTRA GILSON VASCONCELOS Vasconcelos responde a processo por estelionato, acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de liderar um suposto esquema de fraude contra aposentados e pensionistas do INSS. Conforme a denúncia, a organização acessava dados das vítimas com o programa Vanguard. Por meio de ligações, oferecia cartões de desconto e exigia encontros presenciais para capturar imagens usadas em contratos de empréstimos consignados. O dinheiro dos empréstimos era desviado, e o grupo, composto de dezenas de funcionários, era premiado com bonificações e serviços de beleza para atrair mais vítimas, segundo o Ministério Público. O advogado de Vasconcelos afirma que ele nega envolvimento na empresa do caso de estelionato relacionado ao call center e que a acusação se refere a outra firma, não à Midias Promotora LTDA.
Procon aciona bancos por fraudes em empréstimos consignados

MARANHÃO, 15 de abril de 2026 – O Procon/MA ajuizou ações civis públicas contra Bradesco, Banco Pan, Santander e Agibank após identificar indícios de irregularidades em empréstimos consignados no Maranhão. Entre 2023 e 2025, consumidores relataram descontos não autorizados em benefícios previdenciários. As ações foram protocoladas na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís. Segundo o levantamento do órgão, o Banco Pan registrou 867 reclamações, enquanto o Bradesco contabilizou 733. O Agibank somou 337 queixas e o Santander apresentou 331 registros. A análise dos casos apontou possíveis falhas nos processos de formalização dos contratos. Em diversas situações, os empréstimos consignados teriam sido realizados sem comprovação de consentimento dos clientes ou sem assinatura válida. Além disso, há relatos de ausência de documentos que confirmem a contratação.
Funcionário de banco desvia quase R$ 1 milhão em São Luís

SÃO LUÍS, 02 de fevereiro de 2026 – Um tesoureiro de uma agência bancária em São Luís foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Maranhão na última quinta (29). A prisão ocorreu após uma auditoria interna da instituição financeira detectar um desvio de recursos de R$ 947.306. O Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT) executou a prisão, pois uma diferença alarmante foi encontrada entre os valores registrados no sistema e o dinheiro físico disponível no caixa. De acordo com a polícia, o funcionário usava seu cargo de confiança para manipular os registros contábeis da agência. Seu esquema consistia na inserção de depósitos falsos no sistema bancário. Dessa forma, ele gerava créditos artificiais em contas de terceiros. Para esconder o rombo, o suspeito alterava os dados do sistema interno e camuflava as inconsistências durante as conferências rotineiras.
Demitidos ex-gerente do INSS e sobrinho de 1ª dama por fraude

MARANHÃO, 27 de novembro de 2025 – O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) demitiu Akiciano da Costa Vale e Thyago Fernandes Carneiro dos cargos de Técnico do Seguro Social. O presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, assinou as portarias que formalizaram as exclusões no Diário Oficial da União, em decisões que ocorreram entre setembro e novembro de 2025, após apuração de fraudes no exercício das funções. Além disso, as demissões atingiram dois profissionais com histórico de atuação em unidades estratégicas no Maranhão. Vale exerceu o cargo de gerente executivo do INSS em São Luís, enquanto Fernandes dirigiu a Agência da Previdência Social da Cohab. Ambos respondiam a Processos Administrativos Disciplinares que investigavam irregularidades cometidas durante o desempenho das atividades. Akiciano Vale foi desligado pela Portaria nº 1.954, de 24 de novembro de 2025. Ele infringiu o artigo 117, inciso IX, da Lei 8.112/1990, que proíbe o uso do cargo público para obtenção de vantagens pessoais ou em benefício de terceiros, em prejuízo da dignidade administrativa. Dessa forma, o servidor perdeu definitivamente o vínculo conquistado por concurso público. Já Thyago Fernandes Carneiro teve a demissão decretada pela Portaria nº 1.119, de 16 de setembro de 2025. Ele cometeu duas infrações previstas na Lei 8.112/1990, nos incisos IV e IX do artigo 117, por dificultar injustificadamente o andamento de documentos e por utilizar o cargo para fins pessoais. O INSS aplicou a penalidade máxima prevista na legislação.
Ex-servidores do INSS de Bacabal são condenados por fraude

BACABAL, 10 de novembro de 2025 – A Justiça Federal condenou dois ex-servidores do INSS de Bacabal a 8 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado por fraudarem o sistema previdenciário. Eles inseriram dados falsos para liberar indevidamente benefícios de pensão por morte, causando um prejuízo superior a R$ 4 milhões aos cofres públicos. A fraude ocorreu entre 2005 e 2007 e foi descoberta através de uma denúncia interna em 2007. A operação da Polícia Federal, batizada de “Tríade”, foi deflagrada após um relatório da Assessoria de Pesquisa Estratégica do Ministério da Previdência apontar irregularidades em 18 benefícios. Durante as investigações, um dos investigados faleceu, e a ação policial resultou na apreensão de documentos, dinheiro e mídias digitais. A sentença reconheceu a atuação dos dois ex-servidores na concessão fraudulenta das pensões. O ex-servidor foi considerado responsável por fraudes em nove dos dezoito benefícios irregulares. Ele utilizou CPFs e títulos eleitorais falsos, alterou idades de falecidos e concedeu pensões com datas anteriores aos óbitos. Sozinho, suas ações geraram um prejuízo calculado em mais de R$ 2,5 milhões para a Previdência Social. Por isso, a Justiça decretou sua pena.
Operação da PF combate grupo por fraudes bancárias digitais

IMPERATRIZ, 28 de outubro de 2025 – A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Laranja Eletrônica 3 na manhã desta terça (28) em Imperatriz, no Maranhão. A ação da PF tem o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado na prática de fraudes bancárias cibernéticas. Os golpes aplicados pela organização resultaram em um prejuízo total superior a R$ 100 mil, conforme apurou a polícia. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela Justiça Federal da comarca de Imperatriz. Os policiais federais colheram evidências para investigar a atuação do grupo em fraudes bancárias.