Flávio manifesta preferência em uma vice mulher na chapa

flávio vice

BRASIL, 10 de junho de 2026 — O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro falou nesta nesta semana, em São Paulo, durante fórum “Ciclo Brasil de Ideias – Mulheres”. O evento foi promovido pelo Grupo Voto. Diante de um público majoritariamente feminino, ele disse que “o perfil é de alguém que complemente a chapa. Uma pessoa preparada. E, de preferência, mulher.”, em se tratando da composição de vice na sua chapa. Flávio também afirmou ter alguns nomes para uma futura equipe. Ele evita divulgá-los, porém. O motivo é não gerar comprometimento ou desgaste de imagem. No evento, ele defendeu privatizações. Além disso, criticou a gestão das estatais. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, já deu um palpite. O nome seria o da senadora Tereza Cristina (PP-MS). Valdemar declarou em março que a escolha de uma mulher busca conquistar o eleitorado feminino. Ele lembrou de 2022. Na ocasião, insistiu com o então candidato Jair Bolsonaro. Queria que o vice fosse uma mulher, não o general Braga Netto. “Apesar de ser um homem honesto, um homem decente, não deu um voto para ele”, disse Valdemar. Ele completou: “Todos os militares já votavam no Bolsonaro. Foi um erro total. Um erro brutal. E não adiantava falar com ele.”

Arquivada denúncia de Flávio Bolsonaro contra ex-nora de Lula

Flávio TCU

MARANHÃO, 09 de junho de 2026 — O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar representação protocolada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que pedia a investigação de Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador pedia que o tribunal apurasse possíveis “ilegalidades” no repasse de recursos entre o Ministério da Educação e a empresa Life Tecnologia Educacional, ligada a Carla. O caso é investigado pela Polícia Federal e foi alvo de operação no ano passado. No acórdão publicado pelo TCU, os ministros da Segunda Câmara do órgão entendem que a representação de Flávio não continha elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação, uma vez que não apresentava documentação capaz de “individualizar fatos, identificar procedimentos licitatórios ou contratos específicos ou delimitar possíveis responsabilidades.” “A mera menção a valores vultosos, a supostos esquemas de favorecimento ou a possíveis interferências externas, sem lastro em processos administrativos concretos, não preenche os requisitos de admissibilidade”, diz o acórdão. O documento cita ainda que consultas realizadas pela unidade técnica em bases oficiais não identificaram licitações, contratos ou pagamentos envolvendo a empresa no âmbito federal e que a competência fiscalizatória do tribunal se restringe à aplicação de recursos federais. Durante as apurações, o TCU localizou Ata de Registro de Preços vinculada a uma licitação da Prefeitura de Hortolândia (SP) para aquisição de materiais educacionais. Como o edital da licitação indica como origem dos recursos o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que não recebeu complementação da União em 2025 e 2026, o tribunal entendeu que a competência nesse caso seria do Tribunal de Contas estadual. Diante disso, o TCU remeteu os documentos relativos ao certame ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), “para que avalie a conveniência e a oportunidade de promover ação de controle acerca dos fatos relatados”. Continue lendo…

TSE suspende pesquisa que mostrava queda de Flávio Bolsonaro

TSE PESQUISA

BRASÍLIA, 08 de junho de 2026 — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu uma pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg. A sondagem foi lançada no dia 19 de maio. Ela apontava queda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas intenções de voto. A pesquisa saiu depois da divulgação de conversas entre Flávio e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Nesse áudio, Flávio pedia financiamento para um filme. O ministro Nunes Marques, relator do caso e presidente do TSE, deu a decisão liminar. Ele analisou um pedido feito pelo Partido Liberal (PL). A legenda argumentou que o questionário foi feito para induzir respostas. Segundo o PL, isso prejudicou Flávio Bolsonaro. O partido pediu a suspensão da pesquisa. Na decisão, Nunes Marques afirmou que há elementos de indução. Ele citou a divulgação do áudio da investigação. Para o ministro, a pesquisa pode ter ido além do papel de medir a opinião pública. Ele disse que o questionário pode ter contaminado as respostas dos entrevistados. O ministro comparou esta pesquisa com outras 27 feitas pela AtlasIntel. Nenhuma delas tinha perguntas parecidas nem usava áudio. Por isso, ele determinou a suspensão da divulgação, do impulsionamento e da manutenção da pesquisa nos canais oficiais. A AtlasIntel terá que apresentar documentos técnicos sobre a metodologia. O Ministério Público Eleitoral também vai se manifestar. A decisão ainda precisa ser referendada. A pesquisa suspensa mostrava Lula com 48,9% e Flávio com 41,8%. Em abril, os dois estavam empatados tecnicamente. Naquela época, Flávio tinha 47,8% e Lula, 47,5%. Portanto, houve uma queda de seis pontos percentuais para Flávio. O PL classificou a pesquisa como fraudulenta. O partido disse que perguntas, sequência e associações com Vorcaro induziram os entrevistados.

Xandão quer incluir Jair e Flávio Bolsonaro em inquérito

Xandão bolsonaro

BRASÍLIA, 26 de maio de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro em um inquérito já em andamento. A investigação atual apura a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O prazo para a PGR responder é de cinco dias. A decisão atende a um pedido do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolado na segunda (18). O parlamentar solicitou a ampliação dos alvos da investigação. Moraes, então, encaminhou o pedido à PGR para análise. No documento encaminhado à PGR, Moraes mencionou a possível ligação entre o financiamento do filme “Dark Horse” e valores negociados por Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O ministro apontou que o dinheiro pode ter sido usado para a campanha de sanções contra autoridades brasileiras. Além disso, o montante também teria financiado a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro. Outras possíveis finalidades incluem restrições de vistos, tarifas contra setores produtivos nacionais e a tentativa de coação no processo que busca anistia a Jair Bolsonaro. Lindbergh Farias argumentou na petição que há “fortes indícios” de que os recursos do filme podem ter sido usados para custear a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro. O deputado sustenta que o objetivo seria reconstruir a imagem política do ex-presidente. Outra finalidade apontada é pressionar por anistia aos envolvidos na chamada “trama golpista”. A petição afirma que a inclusão de Jair Bolsonaro se justifica, ao menos inicialmente, por ele ser beneficiário direto ou indireto dos fatos. O parlamentar também sustenta que o mesmo núcleo familiar e político estaria envolvido na ofensiva internacional. CONDENAÇÃO PEDIDA PELA PGR NA SEMANA PASSADA Na última semana, o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, pediu a condenação de Eduardo Bolsonaro no Inquérito nº 4.995. A acusação aponta que o ex-deputado atuou nos Estados Unidos para impor sanções a autoridades brasileiras. Ele também teria pressionado pela aplicação de tarifas contra o Brasil. O pedido de Lindbergh, portanto, busca ampliar o escopo dessa mesma investigação. O deputado quer incluir fatos recentes relacionados ao filme “Dark Horse”. A petição protocolada por Lindbergh também pede medidas cautelares específicas contra Flávio Bolsonaro. Entre elas estão a apreensão do passaporte e a proibição de deixar o país sem autorização judicial. O deputado solicita ainda veto ao contato com Daniel Vorcaro e outros investigados. Bloqueio de bens e valores ligados ao caso também foi requerido. O documento pede ainda o compartilhamento de provas entre investigações sobre o Banco Master. Áudios, mensagens, contratos e movimentações financeiras devem ser integrados ao inquérito. RASTREAMENTO FINANCEIRO E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL A Polícia Federal deveria produzir um relatório para cruzar possíveis fraudes do Banco Master com os fatos investigados, conforme a petição. O parlamentar sugere o envio de ofícios ao Coaf, ao Banco Central, à Receita Federal e à CVM. O objetivo é identificar fluxos de dinheiro ligados aos investigados e ao filme. A petição também pede cooperação internacional aos Estados Unidos. Registros bancários, contratos, atividades de lobby e remessas relacionadas ao filme seriam obtidos dessa forma. A investigação precisa responder “para onde foi o dinheiro”, segundo Lindbergh. Reportagens publicadas em maio de 2026 revelaram negociações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Os valores discutidos para financiar o longa variariam entre US$ 24 milhões e US$ 26,8 milhões. A petição lista os crimes que devem ser apurados: lavagem de dinheiro, caixa dois, propaganda eleitoral disfarçada, organização criminosa e atentado à soberania nacional. O documento questiona ainda se houve uso dos recursos para lobby, comunicação política, viagens e interlocução com autoridades estrangeiras.

Zema minimiza doação de R$ 1 milhão de pai de Vorcaro ao Novo

Zema Novo

MINAS GERAIS, 26 de maio de 2026 — O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência, minimizou nesta segunda (25) a doação de R$ 1 milhão feita por Henrique Vorcaro, pai do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao diretório mineiro do Partido Novo nas eleições de 2022. Zema disse que a doação foi feita “sem nenhuma contraproposta do partido” e em um momento em que o escândalo do Banco Master não era de conhecimento público. “Acho que doaram para todos os partidos porque pensaram que talvez pudessem comprar o Novo como compraram o outro. Só que não compraram, não. Doaram porque quiseram, contribuíram com um partido sério”, disse Zema. O ex-governador não especificou ao que se referia com “o outro”. A fala foi feita durante conversa com jornalistas no evento “O Brasil que Queremos”, da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), em São Paulo. Zema alegou que ‘nenhum centavo entrou’ em sua campanha. “O dinheiro doado foi para o partido, não para mim. Nenhum centavo entrou na minha campanha. A doação para o partido foi em 2022, quando não havia nem mesmo suspeita contra Vorcaro. A PF só iniciou as investigações sobre o Banco Master em 2024”, emendou.

Ciro evita defender Flávio Bolsonaro sobre elo com Vorcaro

Ciro Bolsonaro

BRASÍLIA, 22 de maio de 2026 — O senador Ciro Nogueira (PP-PI) evitou defender o colega Flávio Bolsonaro (PL) nesta quinta (21). A manifestação ocorreu em entrevista à TV Clube, do Piauí. O assunto envolveu mensagens e áudios enviados pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. “Eu não estou aqui para defender nem acusar o senador Flávio”, declarou Ciro Nogueira. “Ele tem que ser investigado, como todos, como eu estou sendo”, acrescentou o parlamentar. O senador afirmou que, se Flávio for inocente, sua inocência deve ser reconhecida. “Se for culpado, tem que pagar exemplarmente”, completou. O parlamentar defendeu que qualquer político que cometa atos ilícitos não deve ser beneficiado com mecanismos de proteção. “Temos que investigar com isenção”, disse Nogueira. Ele repetiu o critério: inocentes devem ser considerados inocentes. Já os culpados, segundo o senador, devem pagar severamente de acordo com a lei. O site The Intercept Brasil revelou um áudio de Flávio Bolsonaro. No conteúdo, o filho do ex-presidente cobra Vorcaro sobre valores relacionados ao financiamento do filme biográfico Dark Horse. A publicação informou que o banqueiro chegou a pagar aproximadamente R$ 61 milhões para financiar a obra sobre Jair Bolsonaro. CIRO NOGUEIRA INVESTIGADO No dia 5 de abril deste ano, Ciro Nogueira foi alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero. A ação foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) e está relacionada ao caso Master. O senador é investigado sob suspeita de ser um dos braços de atuação de Daniel Vorcaro. Um relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 10 de maio descreveu a relação entre Vorcaro e Nogueira. Os dois mantinham uma relação envolvendo interesses políticos e financeiros, segundo o documento. Os investigadores afirmam que o senador teria atuado em favor do Banco Master no Congresso Nacional. Paralelamente, ele teria recebido vantagens econômicas e patrimoniais.

Zema diz que explicações de Flávio não foram convincentes

Zema Vorcaro

BRASÍLIA, 20 de maio de 2026 — O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou o senador Flávio Bolsonaro nesta quarta (20). A declaração ocorreu durante a participação de Zema na Marcha dos Prefeitos, em Brasília. Ele afirmou que as explicações do senador sobre os áudios enviados a Daniel Vorcaro não foram convincentes. Zema disse que o Brasil precisa de um presidente com credibilidade para fazer mudanças. Ele mora em Belo Horizonte, mesma cidade do banqueiro. No entanto, Zema afirmou que nunca teve reunião ou encontro com Vorcaro. Zema também disse que não tem Vorcaro na agenda do telefone. Ele sugeriu que o banqueiro procurou pessoas por quem seria bem recebido. Os áudios mostram o senador cobrando dinheiro de Daniel Vorcaro. O banqueiro é investigado por fraude financeira. Os repasses milionários seriam para financiar o filme Dark Horse. A cinebiografia conta parte da história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após a divulgação das mensagens, Zema chamou a cobrança de Flávio de “imperdoável”. Ele afirmou que as revelações são um “tapa na cara dos brasileiros”. Zema e Flávio Bolsonaro disputam o mesmo cargo de pré-candidatos à Presidência. Até então, Zema era visto como um aliado político do filho “01” de Jair Bolsonaro. Apesar do atrito entre os dois, Zema afirmou que está disponível para tratar sobre o caso com Flávio. Ele não descartou apoiar o senador em um eventual segundo turno. O político mineiro afirmou que a prioridade é fazer oposição ao presidente Lula.

Flávio propõe pagamento por hora como alternativa à 6×1

Flávio Bolsonaro

BRASÍLIA, 20 de maio de 2026 — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma proposta alternativa aos projetos que preveem o fim da escala 6×1. A sugestão ocorre enquanto tramita no Congresso Nacional o projeto do governo federal sobre o tema. O parlamentar é pré-candidato à Presidência da República. Ele defendeu a flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A ideia é permitir o pagamento por hora trabalhada. O próprio empregado definiria sua jornada. Flávio Bolsonaro discutiu a proposta com integrantes do PL durante reunião nesta terça (19). O encontro ocorreu em Brasília. Segundo o senador, a ideia adapta a legislação às mudanças tecnológicas. Ele afirma que a medida não retira direitos dos trabalhadores. “Foi passada para nossa bancada essa sugestão”, declarou. Ele citou garantia de direitos como décimo terceiro, FGTS e férias. Os benefícios seriam pagos proporcionalmente às horas trabalhadas. PROJETO DO GOVERNO E CRÍTICAS O texto enviado pelo Executivo em abril propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas. A proposta garante dois dias de descanso remunerado sem redução salarial. Entidades sindicais e movimentos de trabalhadores apoiam a medida. Representantes do setor empresarial, no entanto, enfrentam resistência. Flávio Bolsonaro classificou a proposta do governo como “eleitoreira”. Ele afirmou que a mudança pode provocar aumento do desemprego. Também pode elevar o custo de vida. “Vai gerar desemprego em massa”, declarou o senador. BENEFÍCIO PARA MULHERES Flávio Bolsonaro afirmou que o modelo por hora poderia beneficiar mulheres com filhos. A medida permitiria jornadas menores e mais flexíveis. O posicionamento diverge da avaliação do governo federal. O governo defende o fim da escala 6×1 para reduzir desigualdades. Dados da Pnad Contínua de 2022, do IBGE, mostram diferenças. Mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais a afazeres domésticos. Homens dedicam 11,7 horas.

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