
BRASÍLIA, 08 de junho de 2026 — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu uma pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg. A sondagem foi lançada no dia 19 de maio. Ela apontava queda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas intenções de voto.
A pesquisa saiu depois da divulgação de conversas entre Flávio e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Nesse áudio, Flávio pedia financiamento para um filme.
O ministro Nunes Marques, relator do caso e presidente do TSE, deu a decisão liminar. Ele analisou um pedido feito pelo Partido Liberal (PL). A legenda argumentou que o questionário foi feito para induzir respostas. Segundo o PL, isso prejudicou Flávio Bolsonaro. O partido pediu a suspensão da pesquisa.
Na decisão, Nunes Marques afirmou que há elementos de indução. Ele citou a divulgação do áudio da investigação. Para o ministro, a pesquisa pode ter ido além do papel de medir a opinião pública. Ele disse que o questionário pode ter contaminado as respostas dos entrevistados.
O ministro comparou esta pesquisa com outras 27 feitas pela AtlasIntel. Nenhuma delas tinha perguntas parecidas nem usava áudio. Por isso, ele determinou a suspensão da divulgação, do impulsionamento e da manutenção da pesquisa nos canais oficiais.
A AtlasIntel terá que apresentar documentos técnicos sobre a metodologia. O Ministério Público Eleitoral também vai se manifestar. A decisão ainda precisa ser referendada.
A pesquisa suspensa mostrava Lula com 48,9% e Flávio com 41,8%. Em abril, os dois estavam empatados tecnicamente. Naquela época, Flávio tinha 47,8% e Lula, 47,5%. Portanto, houve uma queda de seis pontos percentuais para Flávio.
O PL classificou a pesquisa como fraudulenta. O partido disse que perguntas, sequência e associações com Vorcaro induziram os entrevistados.







