DISTANCIAMENTO

Ciro evita defender Flávio Bolsonaro sobre elo com Vorcaro

Andre Reis
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Ciro Bolsonaro
Senador Ciro Nogueira, que também é investigado no caso do Banco Master, evita defender Flávio Bolsonaro e afirmou que parlamentar tem que ser investigado.

BRASÍLIA, 22 de maio de 2026  O senador Ciro Nogueira (PP-PI) evitou defender o colega Flávio Bolsonaro (PL) nesta quinta (21). A manifestação ocorreu em entrevista à TV Clube, do Piauí. O assunto envolveu mensagens e áudios enviados pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

“Eu não estou aqui para defender nem acusar o senador Flávio”, declarou Ciro Nogueira. “Ele tem que ser investigado, como todos, como eu estou sendo”, acrescentou o parlamentar. O senador afirmou que, se Flávio for inocente, sua inocência deve ser reconhecida. “Se for culpado, tem que pagar exemplarmente”, completou.

O parlamentar defendeu que qualquer político que cometa atos ilícitos não deve ser beneficiado com mecanismos de proteção. “Temos que investigar com isenção”, disse Nogueira. Ele repetiu o critério: inocentes devem ser considerados inocentes. Já os culpados, segundo o senador, devem pagar severamente de acordo com a lei.

O site The Intercept Brasil revelou um áudio de Flávio Bolsonaro. No conteúdo, o filho do ex-presidente cobra Vorcaro sobre valores relacionados ao financiamento do filme biográfico Dark Horse. A publicação informou que o banqueiro chegou a pagar aproximadamente R$ 61 milhões para financiar a obra sobre Jair Bolsonaro.

CIRO NOGUEIRA INVESTIGADO

No dia 5 de abril deste ano, Ciro Nogueira foi alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero. A ação foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) e está relacionada ao caso Master. O senador é investigado sob suspeita de ser um dos braços de atuação de Daniel Vorcaro.

Um relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 10 de maio descreveu a relação entre Vorcaro e Nogueira. Os dois mantinham uma relação envolvendo interesses políticos e financeiros, segundo o documento. Os investigadores afirmam que o senador teria atuado em favor do Banco Master no Congresso Nacional.

Paralelamente, ele teria recebido vantagens econômicas e patrimoniais.

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