Flávio propõe pagamento por hora como alternativa à 6×1

BRASÍLIA, 20 de maio de 2026 — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma proposta alternativa aos projetos que preveem o fim da escala 6×1. A sugestão ocorre enquanto tramita no Congresso Nacional o projeto do governo federal sobre o tema. O parlamentar é pré-candidato à Presidência da República. Ele defendeu a flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A ideia é permitir o pagamento por hora trabalhada. O próprio empregado definiria sua jornada. Flávio Bolsonaro discutiu a proposta com integrantes do PL durante reunião nesta terça (19). O encontro ocorreu em Brasília. Segundo o senador, a ideia adapta a legislação às mudanças tecnológicas. Ele afirma que a medida não retira direitos dos trabalhadores. “Foi passada para nossa bancada essa sugestão”, declarou. Ele citou garantia de direitos como décimo terceiro, FGTS e férias. Os benefícios seriam pagos proporcionalmente às horas trabalhadas. PROJETO DO GOVERNO E CRÍTICAS O texto enviado pelo Executivo em abril propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas. A proposta garante dois dias de descanso remunerado sem redução salarial. Entidades sindicais e movimentos de trabalhadores apoiam a medida. Representantes do setor empresarial, no entanto, enfrentam resistência. Flávio Bolsonaro classificou a proposta do governo como “eleitoreira”. Ele afirmou que a mudança pode provocar aumento do desemprego. Também pode elevar o custo de vida. “Vai gerar desemprego em massa”, declarou o senador. BENEFÍCIO PARA MULHERES Flávio Bolsonaro afirmou que o modelo por hora poderia beneficiar mulheres com filhos. A medida permitiria jornadas menores e mais flexíveis. O posicionamento diverge da avaliação do governo federal. O governo defende o fim da escala 6×1 para reduzir desigualdades. Dados da Pnad Contínua de 2022, do IBGE, mostram diferenças. Mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais a afazeres domésticos. Homens dedicam 11,7 horas.
Flávio reembolsará aporte de Vorcaro em filme sobre Bolsonaro

BRASÍLIA, 19 de maio de 2026 — Em pronunciamento à imprensa nesta terça (19), o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que vai devolver o investimento do banqueiro Daniel Vorcaro para produzir o filme sobre Jair Bolsonaro. O montante será disponibilizado a partir da arrecadação do lançamento da produção audiovisual. “Assim que o filme começar a gerar resultados, o valor aplicado por intermédio dessa empresa indicada pelo Daniel Vorcaro será destacado e separado para ficar à disposição das autoridades brasileiras, para que façam o que entenderem estar dentro da lei”, anunciou Flávio. O senador também anunciou que pediu uma prestação de contas sobre todos os investimentos recebidos para para ser disponibilizado à população, ao confirmar que “qualquer relação minha com o Vorcaro foi única e exclusivamente por causa do filme do meu pai”. “Quero acrescentar os meus pedidos feitos à produtora e ao fundo: que se organizem para fazer uma prestação de contas transparente de todas as despesas feitas com esse investimento no filme, em até 30 dias”, ressaltou. Ao detalhar o histórico da relação com Vorcaro, o senador afirmou que o contato ocorreu exclusivamente por causa da produção de um filme sobre Bolsonaro. Segundo Flávio, a aproximação aconteceu ainda no fim de 2024, durante conversas sobre as dificuldades de captar recursos para o projeto audiovisual no Brasil. “Ainda no fim de 2024, em um jantar com um amigo, eu comentava a dificuldade de conseguir investidores aqui no Brasil”, explicou o pré-candidato do PL à Presidência. “As pessoas tinham medo de colocar o CPF, de colocar a empresa em um simples empreendimento cultural, que é um filme em homenagem ao melhor presidente da República que este país já teve. Foi por essa razão que optamos por fazer esse filme fora do Brasil. É um filme norte-americano.” Flávio afirmou que Vorcaro foi apresentado por um conhecido e que, naquele momento, o empresário transitava em diferentes círculos de poder em Brasília. “Ele era uma pessoa que circulava em todas as rodas aqui em Brasília, ia a eventos com ministros do Supremo, alta roda de empresários, patrocinava eventos de várias emissoras de televisão”, disse o senador. “Portanto, era alguém acima de qualquer suspeita.” O parlamentar relatou, no entanto, que os pagamentos ligados ao investimento teriam deixado de ser feitos meses depois. Segundo ele, a última parcela foi paga em maio de 2025. “Foi a última vez que ele honrou os pagamentos.” De acordo com Flávio, houve tentativas de cobrança e busca de uma definição sobre a continuidade do aporte financeiro para evitar a paralisação do projeto. “Como as pessoas envolvidas na produção do filme não conseguiam retorno, eu tentava cobrá-lo para obter alguma posição”, relatou. “No fim de 2025, foi aquele áudio que todos ouviram, em que eu peço uma palavra final sobre o que iria acontecer, porque o filme já estava em grande risco.” O pré-candidato à Presidência ainda explicou que sua ida à casa de Vorcaro ocorreu para “botar um ponto final”.
Flávio teria negociado com Vorcaro pagamento por filme

BRASÍLIA, 13 de maio de 2026 — A versão nacional do site americano de esquerda The Intercept publicou nesta quarta (13) um suposto áudio em que o senador Flávio Bolsonaro faria uma cobrança de valores ao banqueiro Daniel Vorcaro na véspera de sua prisão. O pedido mencionava dívidas do filme The Dark Horse, que trata da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em nota divulgada à imprensa, o senador não desmentiu o pedido, mas afirmou que o que aconteceu “foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado”. “Aqui a gente está passando por um dos momentos mais difíceis de nossas vidas… Estamos sem saber como vai caminhar isso tudo. Apesar de você ter dado liberdade para te cobrar, fico sem graça de te cobrar. É que está em um momento muito decisivo do filme, tem muita parcela para trás… imagina a gente dando um calote num Jim Caviezel… Se você puder me dar um toque, uma posição, tem muita conta para pagar”, diz o áudio de Flávio. A cobrança se refere a uma contribuição que o então dono do banco Master, Daniel Vorcaro, daria para quitar as contas da megaprodução internacional do produtor Mario Frias sobre a vida de Bolsonaro. O filme mostra a vida do capitão reformado do Exército e sua ascensão ao poder. O site Intercept denunciou que ao menos US$ 10,6 milhões de dólares, ou pouco mais de R$ 60 milhões, na cotação do dólar do período das transferências teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025. Faltariam ainda metade deste valor, ou R$ 136 milhões, que não seriam pagos porque estourou a Operação Compliance Zero, que prendeu o banqueiro. Questionado na presença de outros jornalistas nesta quarta, Flávio disse que é tudo mentira e gargalhou. “De onde você tirou essa informação? É mentira, é tudo mentira”, disse ele em coletiva de imprensa. Ao encerrar sua fala, o primogênito de Bolsonaro ainda repetiu três vezes “é dinheiro privado”, segundo áudio da coletiva obtido pela Gazeta do Povo. A campanha de Flávio mandou uma nota pública sobre o assunto (veja íntegra abaixo) dizendo que o senador cobrou financiamento para um filme privado, o que seria diferente da relação do governo com o banqueiro. Procurada, a equipe de Daniel Vorcaro ainda não retornou a nossos contatos. Aliados como o ex-ministro Fabio Wajngarten pediram “calma”. “Todo frenesi durará poucos minutos. Se acalmem”, disse Wajngarten no X.
PT mira Flávio Bolsonaro e passa pano pra Ciro no caso Master

BRASÍLIA, 08 de maio de 2026 — O Partido dos Trabalhadores (PT) avalia a tentativa do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de se desvincular do escândalo do Banco Master como “desespero”. O parlamentar publicou dois vídeos sobre o tema após a operação da Polícia Federal (PF) que mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), nessa quinta (7). Para o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, as publicações são “um mix de desespero e desafia a inteligência da sociedade brasileira”. “Flávio correr para gravar vídeo tarde da noite para desmentir que tenha feito acordo para barrar a CPI do Master e tentar se afastar da figura de Ciro Nogueira, é um mix de desespero e desafia a inteligência da sociedade brasileira”, afirmou o dirigente petista ao Metrópoles. Segundo ele, o escândalo do Master “vai ficando, dia após dia, como tatuagem na pele do bolsonarismo e não tem como Flávio passar ao largo”. Investigações da PF apontam que o senador Ciro Nogueira recebia uma mesada de Daniel Vorcaro e outras vantagens em troca de defender interesses do Master dentro do Congresso. Em 14 de dezembro de 2025, Flávio disse, em entrevista à Folha de S.Paulo, que Ciro Nogueira tinha um “bom perfil” para ser vice em uma chapa da direita, com Jair Bolsonaro. Na época, Flávio não era pré-candidato. A fala voltou a repercutir entre aliados do presidente Lula (PT) após a ação da PF. Em nota, Flávio afirmou que os fatos devem ser apurados com “rigor e transparência pelas autoridades competentes, sempre com respeito ao devido processo legal”. Em vídeos publicados nas redes sociais, ele também defendeu a instalação de uma CPI para investigar as fraudes na instituição financeira comandada por Vorcaro e associou o governo ao escândalo.
Flávio Bolsonaro defende CPI do Master após PF mirar Ciro

BRASÍLIA, 08 de maio de 2026 — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso que envolve o Banco Master. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta (7), o pré-candidato à Presidência afirmou que integrantes da base do presidente Lula não assinaram o pedido de investigação no Congresso. “O PT foi contra a CPI do Master […] A oposição apoiou, eu assinei, já os ‘companheiros’ preferiram ficar de fora.” Flávio ainda questionou a ausência de apoio de parlamentares governistas à proposta. “Medo do que pode aparecer?”, perguntou. O senador classificou as denúncias relacionadas ao Master como “muito graves”. Ele afirmou que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), “agiu corretamente ao autorizar a operação”. Segundo Flávio, “se há qualquer suspeita, ela tem que ser investigada”. O parlamentar também declarou que espera que o caso seja “apurado até o fim” e sem “proteção política”. “O Congresso Nacional tem obrigação de fazer a sua parte”, disse. Ele ainda afirmou que “a CPI do Banco Master precisa sair do papel”. No vídeo, o senador questionou o crescimento da instituição financeira e possíveis relações políticas. “Como esse banco cresceu? Quem estava por trás? Quem se beneficiou?”, perguntou. Ele também indagou sobre as ligações do Master com a alta cúpula do PT Nacional e da Bahia. As declarações ocorreram depois da deflagração da quinta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF). A operação teve como um dos alvos o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Em nota anterior, Flávio declarou que “fatos dessa natureza devem ser apurados com rigor e transparência pelas autoridades competentes”. Ele disse ainda que a apuração deve ocorrer “sempre com respeito ao devido processo legal”.
Dino forma maioria por condenação de Eduardo Bolsonaro

BRASÍLIA, 22 de abril de 2026 — O ministro Flávio Dino acompanhou o relator Alexandre de Moraes nesta terça-feira (21) e votou pela condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Com o voto de Dino, o placar no plenário virtual da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) chega a 3 a 0 pela condenação. A ministra Cármen Lúcia havia acompanhado Moraes na segunda (20). O julgamento está aberto desde sexta (17) e tem previsão de encerramento em 28 de abril. Com três votos favoráveis à condenação, está formada a maioria na Primeira Turma, composta por cinco ministros. Ainda falta o voto de Cristiano Zanin — o quinto integrante, o ministro Nunes Marques, atua como revisor do processo. No voto que abriu o julgamento, Moraes fixou pena de um ano de detenção em regime inicial aberto e multa de 39 dias, com cada dia equivalente a dois salários mínimos — o que totaliza cerca de R$ 126,4 mil nos valores atuais. O relator afastou a possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por medidas alternativas, pois Eduardo Bolsonaro está em “local incerto e não sabido”, conforme atestado em outra ação penal que corre no STF.
Yglésio é nomeado coordenador de Flávio Bolsonaro no Maranhão

MARANHÃO, 04 de março de 2026 – O deputado estadual Dr. Yglésio assumirá a coordenação da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Maranhão. O anúncio ocorreu nesta quarta (4), em Brasília, após encontro entre os dois. A definição integra a estratégia de organização da pré-campanha no estado, onde o parlamentar atuará como principal articulador político. Durante o encontro, Flávio Bolsonaro destacou a atuação de Yglesio no Maranhão e mencionou que o deputado mantém posicionamento firme de oposição à esquerda. “Eu não consigo entender como as pessoas não conseguem abrir os olhos e enxergar que o Maranhão merece algo muito melhor. Então, Yglesio defende as bandeiras aqui, né, de Deus, pátria, família, liberdade, de bem-estar pras pessoas aí que precisam. Então a gente, Yglesio, fica muito feliz aí de tá contigo mais uma vez aqui em Brasília.” O senador também afirmou que o estado enfrenta problemas sociais e estruturais e defendeu mudança de cenário político. “Pessoal do Maranhão, tô aqui com o deputado Yglesio. Não é de agora que ele já tá lá no combate, firme e forte, contra essa esquerda que trouxe tanta miséria, tanta fome, tanta falta de esperança, tanta insegurança, problema na educação, não tem saneamento básico.” Em resposta, Yglesio declarou que recebeu a missão com entusiasmo e afirmou que pretende intensificar o trabalho político no Maranhão. Ele ressaltou alinhamento com as pautas defendidas por Flávio Bolsonaro e mencionou mobilização para o próximo pleito presidencial. “Meu senador, meu presidente! Eu fico feliz… A gente vai vencer essa eleição, não tenho dúvida! Vamos resgatar o Maranhão e vamos… vamos pra cima!” A escolha do deputado para coordenar a campanha ocorre em meio a projeção como um dos nomes mais contundentes da oposição conservadora no Maranhão, recorrendo às redes sociais e à tribuna para fazer críticas ao legado de Flávio Dino e ao governo Lula.
Flávio Bolsonaro apresenta PEC contra reeleição presidencial

BRASÍLIA, 03 de março de 2026 – Encabeçada pelo senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da reeleição para o cargo de presidente da República foi protocolada nesta segunda (2) no Senado Federal após obter 30 assinaturas. As PECs precisam de pelo menos 27 para iniciarem a tramitação. A proposta resguarda o direito à reeleição de governadores e prefeitos, mas adiciona a nova regra logo no parágrafo seguinte: “o Presidente da República e quem o houver sucedido, ou substituído nos seis meses anteriores ao pleito, é inelegível para o mesmo cargo, no período subsequente.” Na justificativa, Flávio lembra que a reeleição não surgiu com a Constituição, mas com uma emenda protocolada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Ele aponta que, com a mudança, os presidentes passaram a atuar em um “ciclo permanente de campanha”, ampliando pautas eleitoreiras e postergando medidas impopulares. “Ao eliminar a possibilidade de reeleição consecutiva para o Presidente da República, pretende-se fortalecer a independência decisória do governante, reduzir incentivos ao uso estratégico da máquina pública, reafirmar o compromisso republicano com a limitação temporal do poder político e um movimento de volta à normalidade democrática”, aponta Flávio. A proposta surge em meio à implementação de políticas públicas, por parte do governo Lula (PT), consideradas eleitoreiras pela oposição, como a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, a articulação pelo fim da jornada 6×1 e a distribuição gratuita de botijões de gás pelo programa “gás do povo”. Flávio foi escolhido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como seu substituto na corrida presidencial de 2026. Desde 1997, quando entrou em vigor a chamada PEC da reeleição, Bolsonaro foi o único presidente que não conseguiu a reeleição.