Governo Lula destina menos às federais que gestões passadas

Lula educação

BRASIL, 27 de maio de 2025 – Apesar dos anúncios de recomposição orçamentária, as verbas discricionárias destinadas ao funcionamento das universidades federais no terceiro governo Lula (PT) permanecem abaixo dos níveis observados entre 2016 e 2019 — período que compreende o fim da gestão Dilma Rousseff (PT), o governo Michel Temer (MDB) e o primeiro ano de Jair Bolsonaro (PL), antes da pandemia de Covid-19. Esse tipo de verba cobre despesas operacionais das instituições, como contas de água, energia, internet, serviços de vigilância e limpeza, manutenção predial e aquisição de materiais. Também são incluídos no orçamento discricionário benefícios concedidos aos servidores, como auxílio-alimentação e transporte. De acordo com levantamento realizado pelo centro de estudos SoU_Ciência, quando se excluem os gastos com assistência aos trabalhadores, os recursos destinados ao funcionamento das universidades apresentaram queda em 2024 em relação a 2023, permanecendo abaixo dos valores corrigidos pela inflação de anos anteriores à pandemia.

Herdeiros de ex-prefeito devem devolver milhões desviados

Ex-prefeito condenado

MARANHÃO, 27 de maio de 2025 – A Justiça Federal no Maranhão determinou que os herdeiros do ex-prefeito de Buriticupu, Joao Carlos, e a construtora contratada devolvam mais de R$ 2,3 milhões ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O valor, corrigido com juros, refere-se ao desvio de verbas destinadas à construção de cinco quadras escolares cobertas no município, por meio de convênio firmado em 2011 no âmbito do PAC 2. Segundo a decisão da 5ª Vara Federal, a construtora abandonou as obras após realizar apenas parte dos serviços. Apesar disso, dados falsificados foram inseridos no sistema do FNDE, indicando que 90% dos trabalhos estavam concluídos. Auditorias e vistorias comprovaram que, na maioria dos casos, menos de 40% das construções haviam sido executadas.

Braide tenta abafar invasão de escola municipal por membro de facção

SÃO LUÍS, 23 de maio de 2025 – No dia 19 de março, uma segunda-feira, a escola municipal Amaral Raposo, em Pedrinhas, foi invadida por um membro de uma fação criminosa. A escola é de responsabilidade da Prefeitura de São Luís. Desde o acontecido, o prefeito Eduardo Braide e a secretária de Educação, Anna Caroline Salgado, tentam abafar o clima de insegurança nas escolas do município. Há semanas, uma disputa entre facções criminosas pelo controle territorial ocorre nas redondezas da escola. Por isso, professores já haviam feito várias reclamações e solicitado mais segurança à Prefeitura. No entanto, as autoridades municipais têm sido omissas em providenciar a proteção necessária para o local. Essa ausência de ação preventiva facilitou a entrada do criminoso na unidade de ensino. Relatos de funcionários confirmam que o invasor tinha um alvo específico durante a ação dentro da escola.

Deputados divergem sobre situação da educação no Maranhão

Educação racha

MARANHÃO, 14 de maio de 2025 – A educação pública no Maranhão se tornou palco de embate na Assembleia Legislativa, com deputados da base governista e da oposição apresentando visões radicalmente opostas sobre o atual cenário da rede estadual de ensino. De um lado, o deputado Rodrigo Lago denunciou um cenário de abandono, citando obras inacabadas como o caso do Centro Educa Mais Major Érico Gomes Braga, em Nina Rodrigues, onde alunos teriam concluído o Ensino Médio sem nunca ter tido aulas presenciais devido a reformas intermináveis, além de relatar escolas sem cantinas, banheiros inoperantes e problemas de alagamento. Ele criticou especialmente a transferência de gestão de obras da Secretaria de Educação para a Secretaria de Infraestrutura, que, segundo ele, levou a atrasos e paralisações, afirmando que “milhares de alunos maranhenses estão sendo prejudicados e disputarão vestibulares no futuro em condições desiguais”.

Lula critica defasagem no aprendizado de alunos maranhenses

alunos maranhão

MARANHÃO, 30 de abril de 2025 – O deputado estadual Carlos Lula (PSB) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta semana para chamar atenção ao desempenho dos alunos maranhenses nas avaliações nacionais. Segundo ele, os dados mais recentes do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) confirmam o que muitos já desconfiavam: o domínio dos conteúdos básicos segue sendo um desafio persistente no estado. De acordo com levantamento do Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), 59% dos estudantes da rede pública estadual do Maranhão não demonstram conhecimento suficiente em Matemática. Em Português, o cenário também inspira cuidados, com 56% dos alunos apresentando desempenho abaixo do esperado. Mesmo com mensalidades e estruturas diferenciadas, as escolas particulares do estado também enfrentam dificuldades. O levantamento indica que 30% dos estudantes da rede privada saem do ensino médio sem domínio dos fundamentos em Matemática — um dado que relativiza a crença de que basta pagar para aprender. “Estamos falando de alunos que têm dificuldade para medir uma área, resolver operações simples de porcentagem ou interpretar um problema matemático. E o mais grave: nem mesmo a rede privada escapa”, apontou Carlos Lula.

Pisos da saúde e educação podem ficar sem recursos em 2027

Pisos lula

BRASÍLIA, 24 de abril de 2025 – O governo Lula (PT) indicou que faltará verba no Orçamento para cumprir os pisos de saúde e educação já em 2027, em mais um indício do risco de insustentabilidade do arcabouço fiscal e de apagão nas políticas públicas. As projeções do PLDO (projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026 mostram que a reinclusão integral das despesas com sentenças judiciais nas regras fiscais deixaria um espaço de apenas R$ 122,2 bilhões para gastos discricionários (não obrigatórios) em 2027, primeiro ano de gestão do próximo presidente da República. Desse valor, R$ 56,5 bilhões ficariam carimbados para emendas parlamentares. A sobra de R$ 65,7 bilhões, por sua vez, é insuficiente para honrar a complementação necessária para cumprir os pisos, estimada em R$ 76,6 bilhões. O saldo negativo de R$ 10,9 bilhões é um sinalizador da gravidade do quadro, pois só depois de garantir as emendas e as aplicações mínimas em saúde e educação viriam as demais despesas não obrigatórias, como gastos para manter o funcionamento da máquina e investimentos em outras áreas. Não se trata de falta de dinheiro, mas sim de não ter espaço para executar as despesas seguindo as regras incorporadas à legislação para garantir a sustentabilidade fiscal e evitar o endividamento excessivo do país. Hoje, uma parcela das sentenças fica de fora do limite de despesas do arcabouço e da meta fiscal após acordo costurado pelo governo com o STF (Supremo Tribunal Federal), uma forma de regularizar os pagamentos que haviam sido adiados no governo de Jair Bolsonaro (PL). A exceção, porém, tem data para acabar e só vale até o fim de 2026. A partir de 2027, o governo precisa reincluir essas despesas no arcabouço e na meta de resultado primário. Técnicos do governo alertam, porém, que este não é um problema para o próximo presidente da República, mas sim para a atual gestão. Em agosto de 2026, às vésperas da campanha, o Executivo terá que enviar ao Congresso a proposta de Orçamento de 2027.

Othelino Neto ataca trabalho de Camarão na educação

SÃO LUÍS, 3 de abril de 2025 – Dois dias após o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (NOVO), criticar a educação pública no Maranhão, foi a vez do deputado estadual Othelino Neto (Solidariedade) também criticar o setor Bonfim e Othelino atingem diretamente o vice-governador, e também pré-candidato ao governo em 2026, Felipe Camarão (PT). O petista foi secretário de educação por cerca de sete anos, ocupando o cargo de março de 2016 a 31 de março de 2022 e de 6 de março de 2023 a julho de 2024.

Estudante do Colégio Militar não passou em 1º lugar no curso de medicina da USP 

SÃO LUÍS, 20 de janeiro de 2025 – É inverídica a informação divulgada amplamente no fim de semana que a estudante  Ana Theresa Fonseca Carvalhal foi aprovada no 1º lugar no vestibular para o curso de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). A estudante divulgou foto com o “1º” pintado na testa, o que causou forte emoção e compartilhamentos. Acontece que uma vista minimamente criteriosa na lista (que deveria ter sido feita pela equipe do governador Carlos Brandão) basta para perceber que o ordenamento dos aprovados foi disposto em ordem alfabética, não classificatória. Além do mais, existem três outras listas com outros três primeiros lugares. Todos começando com a letra A. 

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