PT apoia mais de 10 candidatos pró-impeachment de Dilma

PT DILMA

BRASIL, 02 de setembro de 2026 — Em 31 de agosto completou uma década desde que o Senado cassou o mandato de Dilma Rousseff (PT). O presidente Lula (PT), que segue declarando o processo como um “golpe”, apoia nas eleições deste ano 11 políticos que votaram a favor do impeachment da ex-presidente em 2016. Entre os nomes estão candidatos ao Senado e à Câmara e políticos que integram articulações eleitorais do PT nos Estados. A lista inclui Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Omar Aziz (PSD-AM), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e Eliziane Gama (PT-MA). O movimento também mostra como as alianças construídas pelo PT para 2026 extrapolam as fronteiras ideológicas que marcaram a disputa pelo impeachment. Parte dos políticos que votaram pela saída de Dilma hoje integra a base de apoio ao governo Lula. ALIANÇAS Entre os políticos que hoje mantêm algum tipo de aliança eleitoral com o PT estão nomes que foram favoráveis ao impeachment na Câmara ou no Senado. Renan Calheiros (MDB-AL), então presidente do Senado, votou a favor da condenação de Dilma na etapa final do processo. Em 14 de agosto de 2026, participou de gravações de campanha ao lado de Lula. Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), candidato à reeleição ao Senado, também votou pela cassação de Dilma. Em junho, Lula declarou apoio à sua candidatura em um vídeo publicado nas redes sociais. Pedro Paulo (PSD-RJ), que votou a favor do impeachment na Câmara, participou do primeiro comício de Lula no Rio de Janeiro. O IMPEACHMENT O processo contra Dilma Rousseff teve 3 marcos. Em 17 de abril de 2016, a Câmara dos Deputados autorizou, por 367 votos a 137, a abertura do processo de impeachment por crime de responsabilidade. A justificativa eram as chamadas “pedaladas fiscais” –manobras contábeis usadas para maquiar as contas públicas. Em 12 de maio de 2016, o Senado aprovou a admissibilidade do processo por 55 votos a 22, afastando Dilma provisoriamente e empossando o então vice Michel Temer. A etapa seguinte, em 10 de agosto, aprovou o relatório final que recomendava o julgamento. Foi nessa fase que um grupo de senadores do PMDB (hoje MDB) inicialmente resistentes, como Eduardo Braga (AM) e Jader Barbalho (PA), mudou de posição e se alinhou a Temer, encerrando qualquer chance de reversão do processo. Em 29 de agosto, a então presidente afastada se defendeu em discurso no Congresso. Disse que foi alvo de um “golpe de Estado”. Por fim, em 31 de agosto de 2016, o Senado julgou Dilma culpada por 61 votos a 20 e a afastou definitivamente do cargo. Dilma não ficou inelegível. Mais informações em Poder 360.

Lula anuncia R$ 5 bi para concluir obra parada desde Dilma

Lula obra

BRASÍLIA, 26 de junho de 2026 — O presidente Lula anunciou nesta quinta (25) a retomada das obras da UFN-III, em Três Lagoas (MS). A Petrobras vai investir mais de R$ 5 bilhões para concluir a fábrica de fertilizantes. A construção começou em 2011, no governo Dilma Rousseff, mas foi paralisada em 2014. Na época, a estatal enfrentava crise financeira e investigações da Operação Lava Jato. A obra já estava 80% concluída quando foi interrompida. Mesmo assim, a fábrica ficou abandonada por mais de uma década. O projeto prevê a produção de ureia e amônia, insumos essenciais para o agronegócio brasileiro. A Petrobras decidiu retomar o projeto após uma reavaliação técnica e econômica. A estatal confirmou que a unidade agora faz parte do Novo PAC e do Plano de Negócios 2026-2030. As empresas que construíam a fábrica eram a Sinopec, estatal chinesa, e a Galvão Engenharia. A Petrobras rescindiu o contrato com elas por falta de pagamento a fornecedores e trabalhadores. A Galvão Engenharia foi alvo da Lava Jato. Em março de 2015, a Polícia Federal prendeu Dario de Queiroz Galvão Filho, presidente do grupo, suspeito de corrupção na Petrobras. Durante o evento, Lula criticou a paralisação da obra. “Tenho orgulho de estar aqui hoje”, disse o presidente. “Logo que tomei posse, disse que precisávamos completar Três Lagoas. Sonhava com isso pronto. Imaginava que, lá por 2012, 2013 estaria pronto. Não ficou.” Lula também afirmou que a retomada é necessária para reduzir a dependência do Brasil por fertilizantes importados. “Não é possível que um país com o tamanho do Brasil fique dependente da importação”, disse. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, também participou do evento. Ela defendeu a produção de fertilizantes como estratégica para o país. “Estamos reconstruindo capacidades que o Brasil não deveria ter perdido”, afirmou Magda durante a cerimônia.

Sobrinho de Dilma reage após virar réu em ação de Nikolas

Sobrinho Nikolas

MINAS GERAIS, 07 de maio de 2026 — O sobrinho da ex-presidente Dilma, vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT), rebateu a ameaça de processo por parte do ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo), dizendo que receberia com “orgulho” uma ação judicial por parte dele. Recentemente, ambos se envolveram em um embate nas redes sociais, no qual Pedro Rousseff foi acusado de mentir sobre uma suposta inelegibilidade de Dallagnol. O vereador comentou sobre o ocorrido durante entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta quinta (7) no canal no YouTube de O TEMPO. “Eu recebo com muito orgulho quando um vagabundo como Dallagnol me processa, sinceramente, porque é justamente o cara responsável por prender o presidente Lula ilegalmente”, afirma Rousseff. “A gente não tem problema nenhum de falar isso. Ele sai de procurador da Lava Jato para poder ser candidato a deputado federal, e depois é cassado pela Justiça.” Dallagnol não foi o único criticado por pelo sobrinho da Dilma. O vereador também tem embates judiciais constantes com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). “Eu sinto muito orgulho e fico muito leve”, diz. “Se a gente não tem força e não temos gente qualificada para poder enfrentar esse tipo de luta que nós vamos ter, então, quando Deltan Dallagnol, Eduardo Cunha e Nikolas todo dia me processam, eu acho bom.” Eleito deputado federal em 2022, Dallagnol teve o registro de candidatura cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A cassação teve origem em ação movida pelo PMN e pela Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB e PV). A ação argumenta que Dallagnol teria pedido exoneração do cargo de procurador da República enquanto estavam pendentes sindicâncias para apurar reclamações sobre sua conduta na Operação Lava Jato. No “X”, antigo Twitter, Pedrou Rousseff publicou no mês passado que o TSE teria confirmado a inelegibilidade de Dallagnol. Em resposta, o ex-procurador disse que a informação não procedia e que mostrava “o tamanho do desespero de vocês com a minha pré-candidatura ao Senado”.

Justiça aceita ação de Nikolas e torna sobrinho de Dilma réu

Justiça Nikolas

MINAS GERAIS, 05 de maio de 2026 — A Justiça Federal aceitou uma queixa-crime contra o vereador de Belo Horizonte, Pedro Rousseff. A ação foi apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela defesa do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O vereador tornou-se réu por difamação. O sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) agora responde a um processo penal. A ação baseia-se em um vídeo publicado em 1º de junho de 2025. No vídeo, Rousseff fez declarações sobre o envio de emendas parlamentares de Nikolas para Nova Serrana, no centro-oeste de Minas Gerais. Segundo o MPF, o conteúdo extrapolou o campo da crítica política. A acusação aponta que o vereador relacionou o repasse de cerca de R$ 1,5 milhão ao município. Na época, o tio de Nikolas, Enéas Fernandes (PL), era pré-candidato à prefeitura de Nova Serrana. Assim, Rousseff teria feito “insinuações de envolvimento indireto com tráfico internacional”. Além disso, mencionou desvio de emendas parlamentares e relações com organizações criminosas. Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que há elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal.

Comissão aprova anistia de Dilma e indenização de R$ 100 mil

Comissão Dilma

BRASÍLIA, 22 de maio de 2025 – A Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos decidiu, por unanimidade nesta quinta (22), conceder à ex-presidente Dilma Rousseff o título de anistiada política e uma indenização de R$ 100 mil – valor máximo permitido pelas regras atuais. A petista, que hoje vive na China e preside um banco de desenvolvimento, alegou ter sido torturada durante a ditadura e impedida de concluir seus estudos na UFMG. O pedido de Dilma foi protocolado em 2002, mas ficou engavetado enquanto ela ocupava cargos como ministra e, posteriormente, a Presidência da República. Só após seu impeachment, em 2016, o processo foi retomado. Em 2022, durante o governo Bolsonaro, a comissão negou o requerimento, mas a defesa recorreu – e, agora, sob nova gestão, a decisão foi revertida.

Dilma Rousseff é reeleita presidente do Banco do Brics

Dilma mandato

CHINA, 24 de março de 2025 –  A ex-presidente Dilma Rousseff foi reeleita para um novo mandato de dois anos à frente do Banco do Brics. A decisão teve o aval do presidente russo Vladimir Putin, uma vez que a indicação para o cargo é uma prerrogativa dos russos. Dilma assumiu o posto em abril de 2023 e teria seu mandato encerrado em julho de 2024. Putin defendeu a extensão do mandato de Dilma ainda em 2024, apesar das sanções internacionais contra a Rússia decorrentes da guerra com a Ucrânia. O líder russo destacou que as restrições poderiam comprometer a atuação do país junto ao Banco do Brics, o que reforçou a importância da continuidade de Dilma no cargo. A permanência de Dilma Rousseff à frente da instituição também simboliza um gesto de proximidade entre Brasil e Rússia. Há a expectativa de que Putin conte com o apoio brasileiro em futuras indicações quando as sanções internacionais contra a Rússia forem suspensas. Em junho de 2023, Dilma encontrou-se com Putin em São Petersburgo, onde o presidente russo elogiou o progresso do banco sob sua liderança.

Na China, Dilma custou quase R$ 2 milhões ao governo em 2024

Dilma ex-presidente

BRASIL, 20 de janeiro de 2025 – Morando na China há mais de um ano e meio, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) custou, no ano passado, R$ 1,92 milhão ao governo brasileiro. A cifra faz da petista a líder do ranking de ex-presidentes da República que mais custaram aos cofres públicos da União, segundo levantamento da coluna feito com dados disponbilizados pela Casa Civil. Dilma é presidente desde abril de 2023 do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também conhecido como “banco dos Brics”. A sede da instituição financeira fica em Xangai, na China. O valor de R$ 1,92 milhão se refere a gastos com salário, manutenção e benefícios da equipe dela. Cada ex-presidente pode ter até oito assessores. Dilma tem seis, sendo que um reside na China. Em 2024, os gastos com auxílio-moradia no país asiático foram de R$ 152 mil, enquanto as diárias totalizaram R$ 108 mil, contabilizando viagens a Àfrica do Sul e Japão. Já as indenizações de representação no exterior (Irex), nome técnico para despesas, foram de R$ 111 mil, enquanto os salários pago no exterior totalizam R$ 227 mil. Há ainda outros R$ 804 mil por gratificações.

Dilma anuncia empréstimo ao RS aprovado no governo Bolsonaro

Dilma Bolsonaro

RIO GRANDE DO SUL, 21 de maio de 2024 – O crédito do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também conhecido como Banco dos Brics, destinado ao Rio Grande do Sul e anunciado recentemente por Dilma Rousseff, foi na verdade aprovado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Dilma Rousseff, atual presidente do NBD, anunciou no Twitter a “liberação” de seis operações de crédito do banco, somando US$ 1,1 bilhão (R$ 5,7 bilhões) para a reconstrução do Rio Grande do Sul. O post, compartilhado pelo perfil oficial do presidente Lula, inclui um vídeo de Dilma comentando o assunto e uma tabela detalhando as instituições financeiras que receberão o crédito, as áreas beneficiadas e os valores alocados. Apesar de Dilma apresentar a “liberação” dos empréstimos como uma realização de sua gestão, investigações do Estadão revelam que quatro das seis operações já haviam sido aprovadas antes de sua nomeação à liderança do NBD em março de 2023. As operações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), totalizando US$ 620 milhões (R$ 3,2 bilhões), foram planejadas e aprovadas entre 2020 e 2022, durante a gestão de Marcos Troyjo, então presidente da instituição.

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